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Mortandade de presos alerta para superlotação nos presídios; em Cáceres são 400 em local para 240

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A mortandade de presos, como a de 52, durante uma rebelião, no Centro de Recuperação de Altamira, no Pará, no final de julho, liga o sinal de alerta nas penitenciárias brasileiras, a maioria com superlotação carcerária. Em Cáceres, por exemplo, o complexo prisional, construído para abrigar 240 presos está com cerca de 400. Quase o dobro da capacidade.

Assim como, a cadeia de Cáceres, a Penitenciária Central do Estado, que tem capacidade de abrigar 800 está com aproximadamente dois mil presos. Na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecido como “Ferrugem” em Sinop, com capacidade de abrigar 326 presos está com 989 detentos.

Varia muito o número de presos na cadeia de Cáceres. Em meados do ano passado, por exemplo, ultrapassou o dobro da capacidade, com aproximadamente 500 detentos. Instalada em um ponto estratégico, na fronteira com a Bolívia, a maioria dos presos da cadeia do município é traficante. Além de brasileiros, de acordo com a direção, 50% são bolivianos.

Inaugurada em 2002 com status de cadeia provisória – para alojar apenas presos provisórios que ainda não foram julgados – conforme a direção, a metade dos presos, não deveria estar na cadeia. São presos federais que não deveriam estar cumprindo pena em presídio federal.

Além disso, grande parte dos presos já foram julgados e condenados. Porém, permanecem no local porque, as demais penitenciárias do Estado, como foi descrito acima, também estão superlotadas. Mas, apesar da superlotação, a cadeia é considerada tranquila. A última fuga registrada no local ocorreu há cinco anos, em junho de 2014.

De acordo com a direção, a ordem e a disciplina na unidade, se deve, principalmente, a qualificação técnica dos agentes penitenciários que participam, constantemente, de cursos operacionais para melhorar o relacionamento na carceragem. Treinamentos realizados juntamente a órgãos como o Exército Brasileiro e Polícia Militar em Mato Grosso e outros cursos fora do Estado.

Conforme a direção, os cuidados aos presos vãos além do trabalho fora e das terapias ocupacionais, com a confecção das peças artesanais. Diz que os reeducandos doentes recebem tratamento de saúde adequado e até espiritual. Eles são submetidos a atendimentos médicos e até espiritual. Cada preso que chega recebe uma Bíblia para conhecer melhor a palavra de Deus. Existe também a implantação do Projeto Escola Limpa, que consiste na participação direta dos reeducandos em ações de limpeza, pinturas e pequenos reparos em escolas e órgão públicos.

 

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Editoria – Sinézio Alcântara

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Cáceres e Região

Homens pedem água e matam donos da casa em San Matias

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Por Jessica Vega / Juan P. Cahuana
      Dois homens chegaram a pé em uma casa na cidade de San Jose de la Frontera, localizada a 15 quilômetros de San Matías, pediram aos proprietários que os convidassem para a água e, em seguida, mataram duas pessoas. Eles então pegaram uma moto de propriedade das vítimas e fugiram.
       Os dois mortos a tiros foram identificados como Anderson Saovedra Da Silva (35) e Elias Chore Farías (25), o último cunhado de Anderson Saovedra.

A esposa de Anderson disse ao EL DEBER que o incidente foi registrado às 5h30.m da manhã de ontem (quarta-feira),quando os homens chegaram caminhando em busca de água.

      “Ambos eram brasileiros. Meumarido foi entregar a água e voltou para casa. Naquele momento, meu irmão chegou, os homens ainda estavam no portão e foram conversar. Eles disseram que tinham uma van limpa no Brasil e pediram para serem resgatados, mas como o carro foi limpo (meu marido e meu irmão) eles disseram que não”,  diz a viúva, esposa de Anderson, que minutos depois diz que entrou no quarto porque seu bebê de quatro meses estava chorando.
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     Nesse momento, ela ouviu os tiros, agarrou seu bebê e pediu aos outros dois filhos para se jogarem no chão, fechou a porta e não se mexeu até ouvir os homens fugindo.

A viúva acrescentou que os dois assassinos voltaram para casa e bateram na porta, pediram as chaves do carro e uma motocicleta. “Quando o carro foi limpo, eles pegaram a moto e fugiram. Mas antes me perguntaram se eu tinha chamado a polícia e eles levaram meus celulares”, disse ele.

Elias, irmão da viúva, ao perceber que os homens sacaram suas armas de fogo tentaram escapar, mas foi morto a tiros. O investigador de plantão da Polícia de San Matias, Sergio Huanca Goitia, disse que um vizinho chegou à unidade policial às 7h30 e informou que havia duas pessoas mortas, uma brasileira e uma boliviana.

“Testemunhas nos informaram que dois cidadãos brasileiros tinham ido à casa do Sr. Anderson, pedido água e quando saíram com o cunhado foram mortos”, disse. Por sua vez, o diretor da Força Especial de Combate ao Crime (Felcc), Ángel Morales, indicou que os autores deste ato usaram armas de fogo de nove milímetros.

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“Os corpos das pessoas que morreram como resultado de ferimentos causados por ferimentos de bala foram removidos, há testemunhas que estão testemunhando no Felcc”, disse Morales.

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Cáceres e Região

Escolas e postos de saúde terão que distribuir absorventes de graça

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Assessoria

Os deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram em segunda votação na quarta-feira (16) o projeto de lei de autoria dos deputados Silvio Favero (falecido em março, vítima da Covid-19) e Janaina Riva (MDB), que prevê a distribuição gratuita de absorventes higiênicos para meninas de baixa renda nas escolas públicas de Mato Grosso e nos postos de saúde, para combater a chamada ‘pobreza menstrual’.

“A pobreza menstrual, que antes era tida como um tabu, veio à tona nacionalmente e hoje virou pauta em Mato Grosso. Aprovamos em segunda votação com a minha emenda que acrescenta a distribuição dos absorventes além das escolas, nos postos de saúde para as meninas de baixa renda, tal e qual já é feito com os preservativos masculinos e femininos. Ninguém fala disso, mas muitas meninas deixam de ir à escola no período menstrual por vergonha de não terem o absorvente íntimo. Algumas contraem infecções vaginais pelo uso de outras coisas no lugar do absorvente como papel higiênico, panos, dentre outras coisas”, explica.

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De acordo com a parlamentar, quando sancionado, o projeto de lei deve reduzir faltas em dias letivos de educandas em período menstrual e, por decorrência, evitar prejuízos à aprendizagem e ao rendimento escolar.

“Esse projeto de lei é de um cunho social sem igual. Tenho certeza que o governador Mauro Mendes (DEM) não terá dificuldade de implantar, uma vez que o custo é mínimo, perto dos gastos com saúde que irá poupar e da evasão escolar reduzida. Uma opção é que esses absorventes sejam produzidos até mesmo pelos reenducandos no sistema penitenciário”, finalizou

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