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MIRASSOL D’OESTE: Parceria garante inauguração da 50ª unidade de Procon

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Representantes do Procon Estadual participam nesta quinta-feira (30.06), às 13h, da inauguração do Procon municipal de Mirassol d’Oeste (288 km de Cuiabá). Conforme a superintendente do órgão estadual, Gisela Viana, que estará presente na inauguração, com essa nova unidade Mato Grosso passa a contar com 50 Procons. “Instalar órgãos de defesa do consumidor no interior de Mato Grosso é uma das metas da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). Os Procons promovem ações direcionadas à educação, orientação, proteção e defesa do consumidor”, salientou.

Essa inauguração é possível em razão de termo de cooperação técnica firmado entre a Sejudh e o município de Mirassol do Oeste. O Governo do Estado é responsável pelos materiais permanentes e equipamentos, além de capacitação de servidores.

Dentre os objetivos permanentes do órgão estão o recebimento de denúncias apresentadas por consumidores ou por entidades representativas e a orientação de consumidores e fornecedores sobre os seus direitos e deveres. Além de garantir que os direitos dos consumidores sejam cumpridos, o Procon deve atuar ainda no sistema municipal de ensino, com o a intenção de conscientizar os alunos e a comunidade escolar sobre os direitos do consumidor.

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O Procon de Mirassol d’Oeste funcionará das 07h às 13h e está localizado na Avenida Tancredo Neves, nº 15.659, no Centro.

Serviço

O Procon-MT é um órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e atende em sua sede estadual na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), nº 917, Edifício Eldorado Executive Center – Bairro Araés, de segunda a sexta-feira, das 08h às 18h. Para registro de reclamações, audiências, consulta de processos e protocolo de documentos, o consumidor pode procurar a sede do Procon-MT, de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 17h30.

No posto no Ganha Tempo, o atendimento ao público é de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 18h30, e aos sábados, das 07h30 às 12h. No Posto na Assembleia Legislativa, o atendimento é de segunda a sexta-feira, das 07h às 18h. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones 151 ou 3613-8500.

 

Assessoria/Procon-MT
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Comando de Fronteira Jauru/66º Batalhão de Infantaria Motorizado vem auxiliando na vacinação do Covid-19

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Comando de Fronteira Jauru pode prestar apoio logístico ao Secretaria Especial de Saúde Indígena durante o processo de vacinação.

O Comando de Fronteira Jauru/66º Batalhão de Infantaria Motorizado – Batalhão General José Miguel Lanza, juntamente com o 3° Batalhão de Aviação do Exército (BAvEx) e de integrantes do 13º Pelotão de Polícia do Exército vem atuando cumprindo missões de comando, controle e logística em apoio à SESAI (Secretaria Especial de Saúde Indígena) na atividade de vacinação nas áreas indígenas.

As atividades iniciaram no dia 21 de janeiro com apoio nos deslocamentos e no transporte de vacinas para terras indígenas no estado de Mato Grosso.

No dia 22 de janeiro iniciou a fase de execução da vacinação, onde o Comando de Fronteira Jauru pode prestar apoio logístico ao Secretaria Especial de Saúde Indígena durante o processo de vacinação.

O deslocamento para as comunidades indígenas isoladas de difícil acesso ocorrem com o apoio de aeronaves do 3° Batalhão de Aviação do Exército (BAvEx).

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O Comando de Fronteira está atuando em 4 regiões e nas seguintes terras indígenas: Chiquitanos (região de Fortuna); Vale do Guaporé, Kithaulu e Cerrado (região de Comodoro); Aterradinho e Perigara (região Pantanal); Halataikwa, Kolinakwa, Manoki e Myky (região de Brasnorte).

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Pesquisa busca contribuir para o registro e preservação das línguas indígenas brasileiras

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Um grupo linguístico extremamente complexo e diferenciado das línguas já registradas e catalogadas no Brasil ou mesmo na América Latina, assim são definidas as 16 variedades faladas pelo povo Nambiquara, habitantes originários da região Noroeste de Mato Grosso, em terras indígenas localizadas entre os municípios de Comodoro e Pontes e Lacerda.

As diferentes línguas pertencentes à família Nambiquara não se assemelham a nenhuma das cerca de 40 línguas indígenas oficiais de Mato Grosso. Para se ter uma ideia da complexidade da sua estrutura, os estudiosos consideram que no português falado no Brasil existem 12 vogais (A, E, I, O, U e suas variações). Já na língua Nambiquara, são 60 vogais e um número ainda não definido de consoantes.

“É uma língua isolada. Tem tipologia e estrutura distintas de todas ao outras línguas conhecidas. Esse comportamento linguístico ainda não é compreendido. É um cenário ideal, por exemplo, para se testar novas teorias linguísticas. Uma teoria só é universal quando pode ser aplicada de modo universal”, explicou o professor da Unemat Wellington Pedrosa Quintino, doutor em linguística e cordenador do projeto.

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O povo Nambiquara é conhecido na história da etnologia brasileira por ter sido estudado pelo renomado antropólogo Claude Lévi-Strauss, na década de 1930. À época, o pesquisador francês coletou dados de diferentes culturas indígenas do Brasil.

De lá para cá, apesar dos avanços nos estudos de documentação das línguas indígenas, uma grande parte delas já foi extinta e outras correm sério risco de extinção. Isso se deve, principalmente, ao fato de serem línguas sem escrita alfabética e também à necessidade de seus falantes comunicarem-se em português com o não-índio. Essas línguas correm o risco de perderem sua função social sem serem repassadas às gerações mais jovens.

“Descrever aspectos das gramáticas dessas línguas é possibilitar o estabelecimento de relações entre elas, o que teria uma repercussão direta na produção de materiais didáticos específicos para cada grupo linguístico” disse Quintino.

Parceria com Universidades Estrangeiras

Contribuir para o registro e preservação das línguas indígenas brasileiras, com esse objetivo foi construída a parceria entre a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe) e Universidade de Estocolmo (Suécia), uma das maiores e mais prestigiadas instituições de Ensino Superior da Escandinávia.

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O aporte financeiro da instituição sueca tem possibilitado o pagamento de bolsas para consultores nativos que guardam conhecimentos valiosos da língua, pesquisador sênior, viagens mensais da equipe a campo, pagamento de diárias e formação do próprio corpus da pesquisa (gravação em áudio, tratamento e arquivamento do material para análises).

A pesquisa tem um prazo inicial de dois anos, podendo ser prorrogada. O prazo é considerado pequeno, quando se lida com uma estrutura linguística tão complexa. Os resultados obtidos vão possibilitar a produção de materiais didáticos para a Educação Básica das escolas indígenas e publicação de um livro com coletâneas de artigos sobre a riqueza das variedades linguísticas de comunidade indígenas de diferentes países, dentre elas, Brasil, Austrália, Colômbia e México.

 

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