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Cáceres e Região

Mato Grosso já imunizou 79% do grupo de risco

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A vacina que protege contra o vírus H1N1 continua disponível em alguns postos

 

Até esta terça-feira (31.05) Mato Grosso atingiu 79,70% da cobertura vacinal da campanha da gripe. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), mais de 490 mil mato-grossenses foram imunizados contra a doença. E mesmo com o fim da campanha nacional, a SES orienta a continuidade da imunização para os grupos de risco nos municípios que ainda possuem doses da vacina.

 

No total, foram aplicadas 578.618 doses da vacina. Entre os grupos prioritário, o segmento de trabalhadores de saúde registrou a maior cobertura vacinal (97,10%), seguido por idosos (88,57%), puérperas (87,85%), crianças de 6 meses a menores de 5 anos (75,08%), gestantes (62,10%) e indígenas (57,20%). Ainda foram imunizados funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

 

Dos 141 municípios do estado, 74 deles (52%) atingiram ou ultrapassaram a meta de vacinar 80% da população alvo. Ao todo, 38 cidades ainda estão com a cobertura vacinal abaixo de 50%, como é o caso dos municípios de Peixoto de Azevedo (45%), Alto Paraguai (40,78%) e Santo Antônio do Leste (40%).

 

“Os municípios que ainda não atingiram a meta de 80% e que ainda possuem doses da vacina devem continuar a vacinação”, lembra a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Flávia Guimarães, reforçando que a vacina não deve ser aplicada em pessoas que não fazem parte dos grupos prioritários.

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Flávia ressalta ainda que é preciso que todos os municípios informem no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, o total de doses aplicadas em cada grupo prioritário.

 

“Com essa informação a SES acompanha a cobertura vacinal no estado e verifica a real situação em cada regional, se o município não informa corretamente as doses que está aplicando ou deixa de vacinar a população, ficará com a cobertura vacinal abaixo da meta e colocará em risco as pessoas dos grupos prioritários”, pontua a coordenadora.

 

O prazo final para os municípios informarem os dados referente a campanha de vacinação contra gripe é 06 de junho.

 

Mobilização

 

Em Mato Grosso, a campanha de vacinação contra gripe teve início no dia 30 de abril. A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial de Saúde para este ano, sendo A/H1N1, A/H3N2 e influenza B.

 

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde demonstram que a vacinação pode reduzir de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da Influenza.

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A vacinação é uma importante prevenção à gripe, mas não dispensa medidas básicas de proteção. Alguns cuidados simples como lavar as mãos com frequência, utilizar lenço descartável e cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir ajudam evitar a doença. Também é recomendado não compartilhar objetos de uso pessoal e evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca. Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível.

 

Números

 

A Secretaria de Estado de Saúde tem 402 casos notificados em Mato Grosso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRGA), desde o início do ano. Deste total, 15 casos foram descartados e 387 continuam em investigação.

 

Trezes casos notificados tiveram resultados positivos para Influenza H1N1. Deste total, três casos evoluíram para cura (Sinop, Várzea Grande e Rondonópolis) e cinco casos evoluíram para morte nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Água Boa, Juara, e Paranaíta.

 

Entre os municípios com mais notificações de casos de SRAG destacam-se Cuiabá, Rondonópolis, Várzea Grande e Sinop, com 117, 53, 38 e 26 casos, respectivamente. Os demais casos estão distribuídos em 46 municípios mato-grossenses, entre eles Alta Floresta, Cáceres, Campo Novo do Parecis e Primavera do Leste.

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EM 7 MESES Operação Amazônia aplica quase R$ 1 bilhão em multas

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O Estado de Mato Grosso aplicou R$ 979 milhões em multas e embargou 240 mil hectares por crimes contra a flora nos primeiros sete meses de 2021, durante a Operação Amazônia, que integra órgãos estaduais e federais, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

A operação Amazônia tem como instrumentos o reforço das forças de Segurança, monitoramento em tempo real por satélite de todo o território de Mato Grosso, fiscalização contínua no local onde é identificado o crime ambiental, embargo de áreas, apreensão e remoção de maquinários flagrados em uso para o crime e a responsabilização de infratores.

Do total de autuações, R$881 milhões foram aplicadas pela Sema, por meio da Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento, Coordenadoria de Fiscalização de Flora e pelas Regionais. O Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) aplicou R$ 61,6 milhões em multas e o Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros (BEA) R$36,7 milhões.

O combate ao desmatamento ilegal faz parte da política pública do Governo do Estado de Mato Grosso de tolerância zero para transgressões às leis ambientais. O Estado investe este ano R$ 73 milhões em ações de prevenção e combate aos incêndios florestais e desmatamento ilegal, o maior investimento na área ambiental já feito. As frentes para aplicação do recurso são gestão, monitoramento, responsabilização, fiscalização, prevenção e combate, proteção de fauna e comunicação.

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A Sema utiliza, além da fiscalização em campo, a Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal, que utiliza Imagens de Satélite Planet no combate ao desmatamento ilegal. A ferramenta, contratada pelo REM, age de forma preventiva, minimiza os danos, aumenta a celeridade na resposta, facilita a responsabilização e permite o embargo da área de forma imediata por meio do monitoramento diário e alertas semanais de desmatamento. Foram atendidos este ano 7683 alertas.

Fiscalização

Os municípios com mais alertas de irregularidades ambientais atendidos pelas equipes de fiscalização da Sema, a partir das Imagens de Satélite Planet, são Juara, Juína, Aripuanã, Peixoto de Azevedo, Apiacás, Juruena, Terra Nova do Norte, Paranaíta, Itanhangá e Colniza.

Já os municípios com maiores índices de multa são Colniza, Marcelândia, Nova Maringá, Itanhangá, Poconé, Aripuanã, Peixoto de Azevedo, Apiacás, União do Sul e Cláudia.  As maiores incidências em infrações são desmatamento, exploração florestal, fiscalização em área embargada e queimadas.

Foram apreendidos até o momento, em 2021, 63 tratores pneu, 121 tratores esteira, 113 ferramentas ou acessórios, 75 motossera, 57 veículos, 800 gado, 29 armas de fogo e 39 pessoas foram conduzidas à delegacia. Os maquinários de porte médio e pesado e outros acessórios rurais flagrados na prática de crimes ambientais são removidos do local, efetivando a responsabilização, já que a apreensão de bens promove a descapitalização do infrator.

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    Combate aos incêndios florestais

Dos R$ 73 milhões investidos pelo estado em ações de prevenção e combate aos incêndios florestais e desmatamento ilegal, R$ 43 milhões são exclusivamente contra os incêndios. O governo estadual adquiriu um helicóptero exclusivo para o combate aos crimes ambientais e investiu em caminhões pipas e drones. Também foram feitos aceiros em pontos estratégicos e a sinalização de estradas com placas de orientação contra as queimadas.

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PARADOS HÁ 18 MESES – Favorável ao retorno das aulas, MP atuará para garantir a reabertura de escolas

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Assessoria

O Ministério Público de Mato Grosso acompanha a programação de retornos às aulas na rede pública e atuará junto aos gestores municipais para assegurar a reabertura gradual das escolas a partir desta segunda-feira (2). Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior, da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva da Educação, o MP atuará seguindo os parâmetros da legislação que reconheceu a educação como atividade essencial no Estado.

As aulas presenciais estão suspensas em Mato Grosso há quase 18 meses, em razão da pandemia da covid-19. Nos últimos meses, órgãos nacionais e internacionais (OMS, Unicef, Sociedade Brasileira de Pediatria, Consed, Fiocruz, Atricon, MEC, CNE entre outros) estão orientando ao Brasil, aos Estados e Municípios a reabertura das escolas públicas, tamanho o prejuízo aos alunos vulneráveis e de baixa renda, sem acesso à alimentação saudável e em processo de alfabetização.

“Temos a Lei Estadual nº 11.367, de 10 de maio de 2021, que reconhece as atividades educacionais presenciais, de educação básica, nos municípios e no Estado como essenciais para Mato Grosso e determina medidas de biossegurança para garantir a abertura das escolas. Além disso, temos decisão do Tribunal de Justiça do Estado que julgou inconstitucional o parágrafo 4º da mesma lei, que condicionava o retorno das aulas presenciais na Rede Estadual de Ensino à comprovação da imunização de todos os profissionais que atuam nas unidades escolares do estado”, argumentou o promotor de Justiça.

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Além disso, o Decreto Estadual no 874/2021, que dispôs sobre as medidas restritivas para prevenir a disseminação da Covid-19, determina no artigo 5º, IV, c, que somente os Municípios com classificação de Nível de Risco “muito alto” deverão adotar diversas medidas não-farmacológicas, dentre elas, a suspensão de aulas presenciais em creches, escolas e universidades, enquanto permanecerem nessa classificação.

Miguel Slhessarenko lembra ainda que a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso e as Procuradorias de Justiça Especializadas da Cidadania e do Consumidor e em Defesa da Criança e Adolescente emitiram recomendação conjunta aos promotores de Justiça que atuam nessas áreas para que fomentem e organizem o processo de reabertura das escolas públicas em seus municípios, no formato presencial/híbrido e com segurança, a partir de agosto.

Pesquisa

Esta semana, a 8ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva da Educação recebeu relatório da pesquisa sobre o retorno das aulas realizada de 7 a 26 de julho, pela União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT). Cento e treze municípios participaram do levantamento, dos quais 25 informaram que já estão com as atividades educacionais nas unidades escolares no formato híbrido de forma gradual, três estão com as atividades 100% presenciais e 85 continuam no formato totalmente remoto.

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A pesquisa apontou que dentre esses  85, três municípios retornarão 100% presencial e 41 de forma híbrida até dia 3 de agosto. Os demais, informaram diferentes datas para a retomada das aulas, de agosto até outubro. Dos municípios que ainda não retornaram, a maioria está providenciando as medidas de segurança para o retorno seguro, exceto o São Félix do Araguaia.

 

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