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Por Rodrigo Fernandes, para o TechTudo

Golpes envolvendo pagamentos via Pix têm crescido nas redes sociais. É o que afirma um recente levantamento da empresa de cibersegurança PSafe. O relatório identificou uma rede de perfis falsos com mais de 600 mil seguidores que usa a promessa de dinheiro fácil como isca para roubar dados confidenciais das vítimas. A prática, conhecida como “Robô do Pix”, configura estelionato virtual, porque busca induzir as vítimas a realizar transferências bancárias ou fornecer informações sensíveis. Após capturarem dados pessoais e financeiros, os criminosos os utilizam em fraudes e processos de clonagem de cartão.

Rede criminosa que promete dinheiro via Pix para roubar dados têm mais de 600 mil seguidores — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo

Rede criminosa que promete dinheiro via Pix para roubar dados têm mais de 600 mil seguidores — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo

Como funciona o golpe do Robô do Pix

 

Uma das estratégias dos criminosos é divulgar posts com falsas promoções, em que a vítima deve fazer um Pix inicial, com uma quantia mínima, para receber automaticamente de volta um valor 10 vezes maior. O dinheiro, porém, nunca é revertido. As peças de divulgação usadas pelos golpistas dizem que o valor a receber seria referente a investimentos em criptomoedas.

Outra tática comum é marcar perfis aleatórios em publicações que avisam sobre um suposto prêmio em dinheiro a receber, oriundo de um falso sorteio. Para fazer o resgate do tal valor, a vítima precisa clicar em um link e preencher um formulário com seus dados pessoais. Neste momento, os criminosos capturam os dados e praticam fraudes.

Segundo a PSafe, a prática vem sendo rastreada desde o início do ano. Em outras ocasiões, os golpes utilizavam até mesmo perfis falsos com o nome de plataformas de streaming para capturar vítimas. As contas tinham mais de 654 mil seguidores e ainda divulgavam anúncios pagos em buscadores na Internet.

“De janeiro a junho deste ano já bloqueamos quase 12 milhões de tentativas de estelionato virtual, que são golpes que tentam induzir as vítimas a realizar algo, como transferência bancária ou fornecimento de dados sensíveis, com o objetivo de obter ilicitamente alguma vantagem. Isso quer dizer que, por dia, tivemos mais de 65 mil tentativas. É um número bem alarmante”, disse o executivo-chefe de segurança da PSafe, Emilio Simoni.

Como se proteger

 

Os especialistas da PSafe orientam os usuários a desconfiar de promoções que prometam dinheiro “fácil”, principalmente aquelas que solicitam pagamento adiantado ou transferência para receber o suposto prêmio. Também é preciso tomar cuidado com ofertas que exigem preenchimento de formulários de dados pessoais ou sensíveis para a obtenção do brinde.

Além disso, é necessário ficar atento a URLs desconhecidas recebidas por WhatsApp, SMS, Messenger ou em redes sociais, mesmo que tenham sido enviadas por pessoas conhecidas. Em relação ao Pix, a recomendação é sempre informar chaves aleatórias quando precisar receber dinheiro de desconhecidos, e nunca compartilhar o CPF ou o número de telefone.

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Cáceres e Região

Em Porto Esperidão, Polícia Federal prende casal de fazendeiros que recebia drogas de ‘mulas’ da Bolívia

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Por Ulisses Lalio
        A Polícia Federal prendeu um casal de fazendeiros no município de Porto Esperidião (a 326 km de Cuiabá). Ao todo, foram encontrados 47 quilos de cocaína enterrados em um tambor na propriedade. A ação faz parte de investigações da Operação Papiro, que descobriu a atuação de mulas (pessoas que transportam grandes quantidades de droga a pé e escondidas em mochilas).
     O foco da operação foi um sítio localizado na região do Papiro, de onde chegavam e partiam grandes quantidades de drogas, em especial a cocaína e seus derivados. O casal preso já foi anteriormente indiciado pela Policia Civil do Distrito Federal por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Nas buscas dentro da residência foram encontrados uma arma de fogo calibre 32 carregada, uma espingarda, diversos rádios comunicadores. Um veículo também foi apreendido.

De acordo com a Polícia, os presos utilizavam de mulas vindas a pé da Bolívia trazendo a droga em grandes mochilas e recebiam grandes carregamentos de entorpecentes nessa propriedade localizada em uma região estratégica para o tráfico internacional. Também participaram da ação equipes do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e o Batalhão de Operações Especiais (BOPE).

Leia mais:   Gefron apreende 445 kilos de cocaína em Poconé; suspeito foi encaminhado para delegacia de Cáceres
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Cáceres e Região

PF desarticula grupo criminoso que fraudava benefícios do INNS; há mandados de prisão em Cáceres e Mirassol D´Oeste

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Gazeta/Expressão Notícias

     A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (10), a Operação Opus Ficta II, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa suspeita de ter fraudado diversos benefícios previdenciários. Foram expedidos, pela 7ª Vara Federal da Seção Judiciária do Mato Grosso, 17 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Cáceres, Mirassol d’Oeste, Primavera do Leste e Goioerê/PR.

      Também foi deferido o sequestro de bens móveis e imóveis. As investigações, iniciadas desde 2017, constataram que suspeitos fraudaram aposentadorias por idade e por tempo de contribuição com a inserção no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), de vínculos empregatícios falsos, com empresas com status de suspensa ou cancelada/inativa desde, no mínimo, 2004, através de GFIPs (guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social).

     As aposentadorias fraudulentas geraram um prejuízo que chega a R$2.238.174,98. A prospectiva de prejuízo para o INSS, caso não fosse realizada a operação na datande hoje, é de R$10.258.647,22 (dez milhões, duzentos e cinquenta e oito mil, seiscentos e quarenta e sete reais e vinte e dois centavos)

Leia mais:   Em Porto Esperidão, Polícia Federal prende casal de fazendeiros que recebia drogas de ‘mulas’ da Bolívia

     A operação contou com o apoio Núcleo de Inteligência Previdenciária e Trabalhista no Estado do Mato Grosso (Nuint/MT), integrante da Força Tarefa Previdenciária. O nome da Operação Opus Ficta II – “trabalho fictício” – remete a continuação dos trabalhos realizados no ano de 2018. Os envolvidos responderão crimes de estelionato previdenciário, associação criminosa, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistemas de informações.

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