conecte-se conosco


Cáceres e Região

CPI dos Frigoríficos define reunião para o próximo dia 16 e esclarece pedido de informações

Publicado

 

Na ocasião serão ouvidos prefeitos de Nova Xavantina, Vila Rica, Canarana, Barra do Garças, além de produtores rurais e representantes das empresas

 

Durante a 8ª reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Frigoríficos, realizada na manhã de ontem (31), os membros da comissão receberam os ofícios encaminhados pelas empresas e representantes de frigoríficos que fecharam suas plantas pelo interior do estado. Também foram analisados os atos das pessoas convocadas para a próxima reunião, marcada para o dia 16 de junho, no município polo de Nova Xavantina, com prefeitos de Vila Rica, Canarana, Barra do Garças e Nova Xavantina.

“Estamos analisando as respostas dos representantes dos frigoríficos que fecharam, pois são pessoas que têm informações importantes para contribuir com a CPI”, explicou o presidente da comissão, deputado Ondanir Bortolini (PSD), Nininho.

Na reunião de hoje, o relator da comissão, deputado José Domingos Fraga (PSD), pediu que a equipe técnica peça à empresa Marfrig Global Foods, cópia do contrato social com alterações dos contratos de locação de arrendamento nos últimos nove anos.

Os membros da CPI solicitaram ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que remeta à comissão os processos judiciais e administrativos referentes aos últimos nove anos. Em outro ato, a equipe técnica da comissão vai oficiar a CPI da Carne da Assembleia Legislativa de Rondônia, para que encaminhe cópia do relatório final dos seus trabalhos.

Leia mais:   Vereador Luiz Landim defende a Gestão Plena do município e fala da situação dos repasses ao Hospital São Luiz

Outro assunto discutido durante a reunião desta terça-feira foi a petição da empresa JBS por informações pertinentes à CPI. José Domingos Fraga falou que na reunião do último dia 24, a comissão registrou o recebimento deo documento, firmado pelo advogado da empresa JBS, solicitando cópia integral dos procedimentos intaurados pela comissão até o momento. O procurador Francisco de Brito deferiu por encaminhamento parcial das cópias solicitadas, limitadas aos depoimentos prestados pelas testemunhas dos representantes da JBS.

Para Nininho, a CPI precisa oferecer informações convincentes à sociedade e, segundo o parlamentar, as reuniões no interior do estado servem para ouvir a opinião de ex-funcionários e ex-diretores das plantas fechadas.

“São relatos que vão contribuir bastante para a formatação do documento final da CPI. Há indícios de que o gado de Mato Grosso está sendo abatido no estado do Pará, e isso precisa acabar”, afirmou Nininho.

Além dos prefeitos de Vila Rica, Canarana, Barra do Garças e Nova Xavantina, também foram convocados para a reunião programada para o dia 16 de junho, às 15 horas, no município polo de Nova Xavantina, os produtores rurais Carlos José Fábio de Carvalho, Eduardo Ribeiro da Silva e Mário Buri; o vice-prefeito de Barra do Garças, Mauro Suaiden; o representante da planta fechada Arantes de Canarana, Danilo Arantes; representante da Marfrig de Nova Xavantina, Ricardo Taufi, e o representante da JBS de Vila Rica, Marcelo Estevan.

Leia mais:   Agora Online, União Estável entre pessoas do mesmo sexo completa 10 anos em Brasil

A programação ficou assim definida pela equipe técnica da CPI:
Dia 30/06, às 15 horas, Rondonópolis.

Dia 7 de julho, às 15 horas, polo de Juara, vai contar com prefeitos de Brasnorte, Juína, Juruena e Juara.

Dia 8 de julho, às 15 horas, pelo polo de Sinop, estão definidos prefeitos de Sorriso, Matupá e Sinop.

E, fechando a programação pelo interior, a equipe técnica da CPI dos Frigoríficos programou o polo de Alta Floresta, no dia 14/07, às 15 horas, com representantes e prefeitos de Nova Monte Verde, Nova Canaã, Colíder e Alta Floresta.

Comentários Facebook

Cáceres e Região

MPF e Polícia Federal fazem operação contra organização criminosa atuante no tráfico de drogas

Publicado

 

Por Assessoria

O Ministério Público Federal (MPF), por meio de sua unidade no município de Cáceres (MT), e a Polícia Federal (PF) deram início na manhã desta quinta-feira (06) à Operação Grão Branco, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa atuante no tráfico internacional de drogas.

Ao todo, foram expedidos 249 mandados pela Justiça Federal em Cáceres, sendo 24 mandados de prisão preventiva, 14 de temporária, 102 de busca e apreensão, sendo 10 de aeronaves, 108 sequestros de bens móveis, imóveis, valores e ativos financeiros, 1 sequestro e gestão de estabelecimento empresarial e 7 cancelamentos de CPFs falsos, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amazonas, Maranhão, Pará, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Os pedidos iniciais foram feitos pela PF de Cáceres, sendo complementados e ampliados pelo Procurador da República atuante no caso, Valdir Monteiro Oliveira Júnior. No total, estão sendo investigadas 140 pessoas físicas e jurídicas no âmbito da Operação Grão Branco.

Investigações

s investigações tiveram início em janeiro de 2019, ocasião em que a Polícia Federal e o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) prenderam seis pessoas, no município de Nova Lacerda (MT), que estavam transportando 495 quilos de cocaína.

A partir de então, o Núcleo de Inteligência da Polícia Federal apurou que os detidos faziam parte de uma organização criminosa internacional responsável pela importação de grande quantidade de entorpecente da Bolívia para o Brasil, com o objetivo de mandar a droga para o exterior.

Com a instauração do inquérito para dar sequência às investigações, o sigilo telefônico e de dados de diversos investigados foi quebrado, possibilitando o desmantelamento de uma parte da organização criminosa.

Leia mais:   MPF e Polícia Federal fazem operação contra organização criminosa atuante no tráfico de drogas

As investigações possibilitaram a apreensão de aproximadamente 3,8 toneladas de cocaína, além da identificação de diversos associados, suas tarefas, bem como os veículos e aeronaves utilizados no tráfico. Além da apreensão da droga, também foi realizado o acompanhamento de cargas que efetivamente chegaram ao destinatário, sendo possível, assim, identificar 12 aeronaves utilizadas na traficância.

Foi apurado que as aeronaves eram compradas à vista, com pagamento em dinheiro, e depois licenciadas em nome de “laranjas”. O perfil dessas pessoas foi identificado como sendo, em geral, pessoas pobres, residentes na periferia da cidade de São Paulo, interior de São Paulo, Porto Velho (RO) e Teresina (PI).

Foi constatado que, após o licenciamento, os ‘laranjas” não tinham, aparentemente, nenhuma interferência na movimentação das aeronaves, embora constassem oficialmente como proprietários, operadores e beneficiários das apólices de seguros dos aviões.

A apuração indicou que os “gerentes do tráfico” situados no Brasil atuariam, sobretudo, nas seguintes atividades: recepção de aeronaves, armazenamento da droga em fazendas arrendadas e posterior remessa da droga por meio de caminhões, junto a cargas lícitas, de Mato Grosso para São Paulo, além de outras atividades que demandam alto grau de confiança e fidelidade à Organização Criminosa.

Apreensões

A quebra do sigilo telefônico dos investigados possibilitou a interceptação de cargas de drogas da referida organização criminosa, sendo que em alguns casos foi necessário o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), tanto para a localização de aeronaves suspeitas, quanto para o acompanhamento destas até seu pouso, e, em um caso, até mesmo a interceptação da aeronave, como o ocorrido em agosto de 2020, em Três Lagoas (MS).

Leia mais:   Rio Paraguai 'pega água' abaixo do esperado e especialista temem seca histórica no segundo semestre deste ano

Naquela data, um avião foi interceptado pela FAB por volta das 8h do dia dois de agosto do ano passado e teve ordenado o pouso obrigatório para inspeção, o que não foi obedecido. Com isso, a aeronave foi classificada como hostil, já que fazia manobras arriscadas em áreas habitadas e colocava em risco o tráfego aéreo.

Depois de ter o veículo alvejado, o piloto do alvo suspeito declarou que obedeceria ao comando e pousaria em Três Lagoas, mas novamente fez manobras evasivas, rumando para a divisa Brasil/Paraguai. Por volta das 10h30, o piloto fez um pouso forçado numa área de lavoura.

Com a aproximação das equipes de Medidas de Controle de Solo, composta por Policiais Militares de Mato Grosso do Sul e depois por Policiais Federais, foi localizado a aeronave danificada, na qual havia 517,7 quilos de cocaína. Os pilotos foram capturados escondidos próximo a uma reserva florestal, nas proximidades do local da aterrissagem.

O processo tramita sob segredo de justiça.  O  nome da Operação “GRÃO BRANCO” deve-se ao transporte de grãos (soja, milho) do Estado de Mato Grosso para São Paulo para justificar as viagens das carretas que transportavam a cocaína.

Comentários Facebook
Continue lendo

Cáceres e Região

Rio Paraguai ‘pega água’ abaixo do esperado e especialista temem seca histórica no segundo semestre deste ano

Publicado

Por G1 MT
     O nível do Rio Paraguai, na região de Cáceres, a 225 km de Cuiabá, está abaixo do recomendado e pode diminuir ainda mais nos próximos dias devido à baixa quantidade de chuva registrada na região. O levantamento foi divulgado no Boletim de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai e analisa o período de 26 de abril a 11 deste mês. Atualmente, o nível do rio em Cáceres está em 2,10 metros, no entanto, o normal é estar em 3,80 metros.
    Em Mato Grosso, devido às chuvas abaixo da média durante o período de cheia (novembro a abril), os rios estão na zona de atenção para mínimas em Cáceres e Bela Vista do Norte. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), a curto prazo, o prognóstico é de que a bacia fique praticamente estável.

O estudo apresenta os níveis dos rios afluentes e a quantidade de chuvas nas regiões do Rio Paraguai em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em outras regiões de Mato Grosso, o rio encontra-se em estado de normalidade.
Já em Cáceres, conforme o levantamento, a escassez de chuva, com início do período de recessão, pode abaixar o nível do rio.

Leia mais:   Pró-Saúde promove lives sobre atuação da Enfermagem no enfrentamento à Covid-19

Nível do Rio Paraguai em Cáceres está em 2,10 metros — Foto: Defesa Civil
Nível do Rio Paraguai em Cáceres está em 2,10 metros — Foto: Defesa Civil

Ainda segundo o SGB, a estação chuvosa na região do Pantanal encerrou precocemente no final de março, conforme o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Em comparação com a série histórica, apenas no oeste do Mato Grosso as chuvas ficaram acima da média.

O boletim indica que para os próximos sete dias a região pode ter chuvas médias de 15 mm em toda a bacia. Em Cáceres, a tendência é de 17mm.

O nível de água deve diminuir gradativamente durante maio. A pesquisa ainda traz uma estimativa de que o Rio Paraguai pode ter o menor nível de água em outubro deste ano podendo voltar a encher somente no final de 2021.

A pesquisa apontou ainda que, para as próximas semanas, não são previstas precipitações significativas na área da bacia do rio Paraguai, principalmente ao longo da primeira semana, incluindo a área de todo o bioma Pantanal. As chuvas na região deverão apresentar acumulados pouco representativos durante todo o período considerado.

Leia mais:   Operação Dispersão IV completa dois meses e aplicação de multas supera R$ 1,6 milhão em Mato Grosso

O Rio Paraguai nasce em Alto Paraguai, em Mato Grosso, e corta o Brasil, a Bolívia, o Paraguai e a Argentina.
No estado, o rio passa na região do Pantanal e sofre inundações nos períodos chuvosos da região.

Ele é divido em quatro partes. A primeira parte que vai até Barra do Bugres, a segunda vai do município até a foz do Jauru, perto de Cáceres. A terceira parte vai de Jauru até o Rio Apa, em Mato grosso do Sul e de lá chega até a foz na Argentina.

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Cáceres e Região

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana