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O último dia de consultas da Caravana da Transformação do Governo do Estado registrou 670 consultas. Ao todo, 5.001 pessoas foram consultadas por médicos oftalmologistas. A organização do evento considera que a elevada procura demonstra que a caravana é um sucesso e vai ao encontro das necessidades da população.

Nesta segunda-feira (18.07) foram feitas 165 cirurgias de catarata e 161 cirurgias de pterígio. Além disso, 292 pessoas voltaram ao Parque de Exposições Renê Barbour para o retorno das cirurgias realizadas no final de semana. No total, a Caravana da Transformação já soma 25.343 procedimentos.

Coordenador da caravana, o secretário do Gabinete de Governo, José Arlindo de Oliveira, destaca que a edição é um sucesso. “A Caravana da Transformação é uma determinação do governador Pedro Taques que sensibilizou com a causa e nos pediu empenho na realização”, destacou.

Segundo José Arlindo, a expectativa é que a caravana atendesse Barra do Bugres e mais 11 municípios vizinhos. Entretanto, os cadastros mostram que a edição atendeu quase 30 municípios.

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Já o Governador Pedro Taques destacou que as consultas, exames e cirurgias são pagas pelo valor que consta na tabela do Sistema Único de Saúde. Com isso, cada consulta sai por cerca de R$ 10 e as cirurgias não chegam a R$ 700.“Lá fora, uma cirurgia custa até R$ 10 mil. Na Caravana da Transformação é de graça, o que mostra que o Estado está cumprindo o seu papel constitucional de prestar atendimento de saúde ao cidadão. Nós chegaremos onde todos os mato-grossenses estiverem. Não deixaremos nenhum mato-grossense pra trás”, observou.

Parceiros

Para realizar o projeto, o Governo do Estado conta com diversos parceiros divididos em duas modalidades. Os parceiros fixos são: WWF Brasil, Senar, Senac, Senai, Incra, Defensoria Pública. Os órgãos do Estado envolvidos são: Unemat, Procon-MT, Samu, MTI, MT Fomento, Intermat, Empaer e Detran-MT.

Cada edição contará com parceiros regionais. Nesta edição, a Caravana da Transformação contará com o apoio do Sindicato Rural de Barra do Bugres, Projeto Inclusão Literária, Galvan – Escola de Cabeleireiro e Grupo Barralcool.

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A Vigilância Sanitária acompanhou todas as cirurgias e consultas e o Ministério Público também acompanhou a Caravana da Transformação.

Thiago Andrade | Gcom-MT

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Cáceres e Região

Chegamos onde deu, anuncia prefeita Eliene e diz que os alunos são os grandes prejudicados com a greve

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Assessoria

Nesta sexta-feira (01/07), a prefeita Eliene Liberato Dias fez um desabafo sobre a greve dos professores da rede municipal de ensino. “Chegamos onde deu, oferecemos o que podíamos.  No início do ano demos uma reposição de 14,38% para todos os servidores.  Por vivermos momentos de incertezas econômicas, fizemos uma proposta arriscada agora, de dar mais 3% aos professores, e esse aumento poderia comprometer o limite de gastos com pessoal, mas garantimos essa oferta.  Propusemos, ainda, uma outra avaliação das receitas no final do segundo quadrimestre, assinalando a possibilidade de conceder mais um percentual dependendo da receita, e infelizmente a categoria resolveu manter a paralisação”, comunicou Eliene.

A gestora ainda ressaltou que o Fundeb estabelece que no mínimo 70% deve ser aplicado no pagamento de salários de professores, e o município ultrapassa esses percentuais.

A prefeita disse que está adotando medidas de contenção de gastos na prefeitura, visando a melhoria da saúde financeira da prefeitura. “Sinceramente, não esperava essa reação, o município está fazendo todo o possível para dar aos educadores o que eles merecem, acredito não há motivo para greve. Desde o primeiro dia desta administração a educação vem sendo priorizada. Capacitações, formações, computadores para os professores, reformas de escolas, construção de escola, climatização de salas de aula, lousas de vidro, uniformes, kits escolares, merenda de qualidade, transporte escolar e tantos investimentos pedagógicos e materiais. Respeito a classe, também sou professora, mas não posso concordar com essa greve” destacou Eliene.

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Com relação a liminar da justiça, que determinou a volta dos professores para sala de aula, Eliene se posicionou. “Não é minha vontade, mas devo cumprir, a partir de hoje, a decisão da liminar na justiça, que obriga os professores a retornarem para suas atividades laborais. Todos estão cientes desta decisão e suas consequências”, salientou.

Segundo ela, os estudantes já foram seriamente privados do estudo pelos dois anos sem aulas presenciais e, com a paralisação, terão ainda mais perdas no processo de aprendizagem. Ela assinalou o esforço feito pela prefeitura para levar as crianças de volta para as escolas, após o retorno das atividades presenciais nas unidades de ensino. “As crianças e adolescentes são os mais afetados, ficaram dois anos longe da escola e agora novamente são prejudicados com essa interrupção das atividades pedagógicas. É evidente que haverá um agravamento nas dificuldades do aprendizado dos alunos”, avaliou a prefeita.

Para ela, além da parte pedagógica, uma grande parcela de alunos tem na merenda escolar sua principal refeição, onde os nutrientes básicos necessários são calculados por nutricionistas.  “Essa merenda está fazendo falta”, tenho certeza. Ainda tem os pais das crianças da educação infantil (creches), que com a paralisação são prejudicados ao não ter com quem deixar seus filhos.

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Eliene disse que outros sérios prejuízos advêm da greve. “Além delas, as crianças, os pequenos produtores rurais também têm perdas, pois a prefeitura adquire da agricultura familiar em torno de 4 mil reais em produtos por dia para a confecção da merenda escolar.  Outro prejuízo latente é com o transporte escolar público, onde mantemos convênio com o estado para transportar os alunos da rede estadual e nossos ônibus estão rodando somente com esses alunos. E, no período de reposição das aulas teremos que arcar sozinhos com os custos desse transporte. É prejuízo social e financeiro”, concluiu a administradora.

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Cáceres e Região

Trabalhadores do Frigorífico são executados à tiros de pistola 380; São cerca de 30 mortes de 1° de janeiro a 1° julho

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Expressão Notícias – Sinézio Alcântara

   A avalanche de violência que assola a cidade nos últimos tempos faz mais duas vítimas fatais. Dois trabalhadores do Frigorífico 3M foram executados, à tiros de pistola calibre 380, na tarde de quinta-feira (01/07). Já são, cerca de 30 assassinatos de janeiro a junho, em Cáceres.

     Identificados como Gabriel Dimas da Silva (21) e Rubens José da Silva Brito (34) a dupla, conforme a Polícia Militar, teria sofrido uma emboscada quando retornavam do trabalho, por volta das 15h.

     Os corpos foram encontrados, na zona rural, especificamente, na estrada da comunidade de Piraputanga, que dá acesso ao Frigorífico, onde as vítimas trabalhavam.  Estavam ao lado de uma motocicleta Yamaha XTZ vermelha, e apresentavam várias perfurações de balas.

     Foram encontrados por moradores da região que trafegam pela estrada. A polícia foi acionada, mas pouco pode fazer: eles já estavam sem vida. Há informação de que as vítimas são moradores do bairro Jardim Aeroporto.

    A morte dos trabalhadores é a segunda, de uma série de execuções nos últimos meses, em Cáceres. Há 10 dias, precisamente, em 22 de junho, a dupla de mecânicos de motos Sandro Gonçalves Perine (34) e Arison Rafael Ramos da Silva, (22) também foram executados.

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     O crime aconteceu no bairro da Cavalhada. Investigações da Polícia Civil apontam que Perine e Arison teriam sido mortos por engano por faccionados do Primeiro Comando da Capital (PCC). Quatro faccionados foram presos após o assassinato.

Cerca de 30 foram mortos de janeiro a junho em Cáceres 

     Ao todo, conforme levantamentos da Polícia Militar, cerca de 30 pessoas foram assassinadas, desde o início do ano em Cáceres. Até no final do mês de março, a polícia já havia contabilizado 17 homicídios. De lá para cá, vários outros assassinados foram registrados.

     Os números foram apresentados no dia 25 de março, no plenário do Fórum da Comarca, pelo comandante-regional da Polícia Militar, em Cáceres, tenente-coronel, Óttoni César Castro Soares.

     Ele disse que “técnicos da Secretaria de Segurança avaliam a situação de Cáceres como “sui-gêneris”, pois nunca se prendeu tanto e os crimes acontecem. Foram 17 homicídios, de janeiro até agora” afirmou o comandante durante palestra com membros da sociedade civil.

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     Conforme balando apresentado pelo comandante, de 1 de janeiro até ao dia 24 de março, menos de 3 meses, 361 pessoas foram presas, 24 armas de fogo retiradas de circulação, 161 pessoas presas em flagrante, 42 mandados de prisões cumpridos e ainda 12 veículos roubados recuperados. Disse que o número de roubos é de 42% e o de furto 25% menores que o mesmo período do ano passado.

     O oficial explicou que, em todo ano de 2021, foram registrados 42 homicídios nos 12 municípios que compõe a jurisdição do Batalhão PM de Cáceres. Enquanto que, somente no primeiro trimestre desde ano, já foram 17, apenas em Cáceres. Nos 11 municípios restantes foram registrados 7 neste ano, o que totaliza 24.

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