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Política

Café no Bule denuncia existência de suposta indústria da multa em Cáceres.

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 O vereador Edmilson Campos (Café no Bule) considerado maior oposição ao modelo de gestão do prefeito Francis Maris Cruz (PSDB) no Legislativo Cacerense revela ter fortes indícios da existência de uma suposta indústria da multa de trânsito no município de Cáceres.

Para comprovar sua suspeita o vereador apresentou requerimento aprovado por unanimidade pela Câmara solicitando da secretaria de fazenda planilha completa de outubro de 2015 até maio de 2016 do número de multas aplicadas, os valores de cada multa e os valores pagos aos agentes de trânsito referentes a produtividade. Segundo o parlamentar a situação se agravou a partir de novembro de 2015 quando o prefeito Francis, através de decreto, implantou a produtividade como forma de incrementar a arrecadação.

“Todo cidadão é plenamente a favor de se punir quem não respeita as leis de trânsito. Só que em Cáceres como cada fiscal está ganhando um adicional sobre o seu salário base aos poucos tem se verificado a existência da indústria da multa, ou seja, aplica-se a multa apenas para que o município arrecade mais e o fiscal aumente o seu salário em até 250%” argumenta Café no Bule.

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Sem citar nomes o vereador apresenta dois exemplos de que a produtividade tem servido para que se estabeleça a indústria da multa na cidade. No primeiro caso o fiscal “x” tem como salário base R$ 1.520,27. Nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2016 esse fiscal recebeu R$ 7.000,00 de produtividade.

Já em outro caso o fiscal “y” tem como salário base R$ 1.330,21. Pela produtividade esse fiscal recebeu no mês de janeiro/2016 R$ 6.952,00, em fevereiro/2016 R$ 6.793,20, em março/2016 R$ 6.976,80 e em abril/2016 o valor adicional pela produtividade foi de R$7.000,00.

Segundo o vereador Edmilson Campos (Café no Bule) a produtividade é um tipo de comissão que cada fiscal e também o chefe de fiscalização recebem pelas multas aplicadas. A avaliação de desempenho para o pagamento da produtividade, segundo o parlamentar, é feita pelo Secretário de Fazenda, Coordenador de Trânsito e pelo Chefe da Fiscalização.

“Tenho informações que estão sendo aplicadas uma média de 800 multas por mês no município. A mais comum é por parar e estacionar em local proibido. O que precisa ser discutido é que a prefeitura tem se limitado na aplicação das multas sem oferecer alternativas para ampliar os espaços para estacionamentos” salienta Café no Bule.

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De acordo com o vereador a coordenação de trânsito revelou a ele que a praça de eventos da Sematur é um dos locais que os motoristas podem estacionar seus veículos para evitarem as multas. Para o vereador, não houve nenhuma campanha de orientação nesse sentido e tão pouco o local oferece as condições necessárias para a tal finalidade.

“Volto a dizer: Quem desrespeita as leis deve ser penalizado, mas, o que está acontecendo em nossa cidade é que a intenção dessa administração do prefeito Francis é a aplicação das multas para se arrecadar mais dinheiro ao invés de criar alternativas para resolver o grave problema que se tornou o trânsito em Cáceres” conclui Café no Bule.

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Política

CPI da Energisa defende derrubada do veto ao projeto que proíbe corte de energia elétrica

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Foto: Marcos Lopes

A CPI da Energisa está encaminhando à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) uma proposta para que seja derrubado o veto do governador ao Projeto de Lei nº 160/2021, que proíbe o corte no fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso por três meses. O veto governamental será lido na sessão da próxima segunda-feira (19) e deve ser votado nas sessões seguintes.

O projeto apresentado pelas lideranças partidárias foi aprovado em segunda votação no dia 22/3 e seu artigo 2º estabelece que a concessionária Energisa fica impedida de suspender por 90 dias, a partir da publicação da lei, o fornecimento de energia elétrica do consumidor que estiver inadimplente. 

O relator da CPI, deputado Carlos Avallone (PSDB) e o presidente da comissão, deputado Elizeu Nascimento (DC), destacaram que a derrubada do veto é necessária já que o projeto vai ajudar milhares de famílias mato-grossenses que, em função das dificuldades geradas pela pandemia, não têm condições de efetuar o pagamento. Após os 90 dias, o consumidor poderá renegociar os débitos de forma parcelada.

O relator Carlos Avallone sustenta que a justificativa apresentada pelo Executivo para o veto, de que há vício formal já que a prerrogativa para tratar de normas relativas à energia elétrica é da União, não prevalece pois já foi tema de decisões do Supremo Tribunal Federal favoráveis aos legisladores estaduais. 

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Na semana passada o Supremo julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 6432, de Roraima e no ano passado há outro precedente na ADI 6406, do Paraná. Nos dois casos, o STF reconhece que os estados podem legislar sobre o assunto considerando o interesse público e o fato de serem medidas temporárias motivadas pela pandemia, que não afetam os contratos entre consumidores e concessionárias. 

Roraima – No dia 7 de abril, por maioria de votos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal manteve a validade de regra da Lei estadual 1.389/2020, de Roraima, que proíbe o corte de energia elétrica por falta de pagamento, enquanto perdurar o estado de emergência decorrente da pandemia de Covid-19. A matéria foi objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6432, julgada improcedente.

Na ação, a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) sustentou a competência privativa da União para legislar sobre o assunto, alegando que não há autorização para que os estados editem leis sobre o tema.

Relação de consumo – No voto que conduziu o julgamento, a relatora ministra Cármen Lúcia, explicou que a legislação de Roraima regula a relação entre o usuário do serviço público e a empresa concessionária, revelando sua natureza consumerista. A norma não atinge de forma direta a relação contratual estabelecida entre a concessionária e o Poder Público, titular do serviço, nem o núcleo de atuação das empresas voltadas à prestação de serviços de fornecimento de energia elétrica.

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Em seu voto, a ministra citou caso análogo (ADI 6406) em que o Plenário, também manteve a validade de norma do estado do Paraná que veda o corte do funcionamento dos serviços de energia elétrica enquanto durarem as medidas de contingências sociais da pandemia.

Ela ressaltou que a superveniência da Lei federal 14.015/2020, que dispõe sobre interrupção, religação ou restabelecimento de serviços públicos, editada em razão da pandemia de Covid-19, não afasta a competência estadual para disciplinar a matéria de proteção e defesa do consumidor de forma mais ampla do que a estabelecida pela legislação federal, como assentado em recentes decisões do STF.

Para a relatora, a norma de Roraima não gera desequilíbrio contratual ou afeta políticas tarifárias, especialmente porque as medidas são excepcionais e transitórias, limitadas ao tempo da vigência do plano de contingência adotado pelo governo estadual. 

Ela destacou ainda que o fornecimento de energia elétrica é direito fundamental relacionado à dignidade humana, ao direito à saúde, à moradia, à alimentação, à educação e à profissão, “constituindo-se em serviço público essencial e universal, que deve estar disponível a todos os cidadãos, especialmente no complexo contexto pandêmico vivenciado”.

Fonte: ALMT

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Política

Lúdio Cabral faz representação ao MPF para garantir vacinação contra covid-19 de indígenas em Mato Grosso

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) fez, nesta sexta-feira (16), uma representação ao procurador da República Gustavo Nogami para que o Ministério Público Federal (MPF) tome medidas administrativas e judiciais para garantir a vacinação contra covid-19 dos 28.758 indígenas que vivem em territórios indígenas em Mato Grosso. Apesar desse grupo fazer parte da fase 1 de vacinação e todas as doses terem sido enviadas ao estado na primeira remessa, apenas 59,5% dos indígenas receberam a 1ª dose (17.116 pessoas) e 39,3% receberam a 2ª dose (11.291 pessoas). 

O levantamento foi feito por Lúdio Cabral, que é médico sanitarista, com base nas resoluções da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), comparadas com o painel de vacinação do Ministério da Saúde. Ele destacou ainda que a imunidade contra a covid-19 só é completa 14 dias após a aplicação da 2ª dose de vacina, de modo que o baixo índice de vacinação coloca essas populações em risco. 

“Isso é inadmissível, considerando que os indígenas fazem parte do grupo prioritário de vacinação, e a entrega das doses destinadas a esse público ocorreu há três meses, em 19 de janeiro. Os indígenas têm prioridade na vacinação por terem imunidade mais baixa a infecções e epidemias que outras populações. Por isso, é tão preocupante a vacinação não ter sido concluída, o que deixa esses povos expostos à covid-19”, afirmou Lúdio, que já atuou como médico em aldeias em Mato Grosso. 

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Na representação, Lúdio solicitou que o MPF investigue as razões pelas quais a cobertura vacinal alcançada é de apenas 59,5% na 1ª dose e de 39,3% na 2ª dose, já que 100% das doses necessárias para vacinar os indígenas que residem em Terras Indígenas de Mato Grosso foram recebidas pelo estado em janeiro de 2021, bem como identificar o que houve com as doses que ainda não foram aplicadas. Lúdio recomenda que o Estado de Mato Grosso demonstre com documentos como essas vacinas foram distribuídas aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). 

Lúdio requereu também que o MPF acione a União, por intermédio do DSEI, vinculado à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), órgão do Ministério da Saúde, para que providencie a regular, imediata e integral vacinação dos indígenas de Mato Grosso.

Fonte: ALMT

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