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Cáceres e Região

Cadeia Pública de Mirassol D’Oeste ganha nova ala para trabalho de ressocialização

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Julia Oviedo | Sesp-MT

A Cadeia Pública de Mirassol D’Oeste (284 km de Cuiabá) passou a contar com uma ala exclusiva para o trabalho de ressocialização de recuperandos da unidade. A Ala Leandro Soares foi inaugurada na quarta-feira (24.11) e no local irá funcionar uma fábrica de bloquetes e manilhas, que serão utilizados em obras de melhorias para a cidade.

A construção foi uma parceria entre diversos órgãos e entidades, inclusive do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Responsável e entusiasta da iniciativa, a juíza de Execução Penal da comarca do município, Sabrina Andrade Galdino Rodrigues, foi quem reuniu a somatória de esforços entre parceiros.

“Todo este trabalho foi realizado com o intuito de darmos um tratamento mais adequado à execução penal. Nós precisamos prevenir que este recuperando volte a prática do crime e isso vai acontecer aqui por meio do trabalho. Este reeducando precisa ter a possibilidade de uma porta diferente ser aberta na vida dele e essa também é nossa responsabilidade enquanto sociedade”, destacou a juíza.

A obra contou com a ampliação do espaço da cadeia pública com a doação de um terreno vizinho ao da unidade que foi utilizado para a construção da ala de trabalho e de uma sala de atendimento para tornozelados. A Sesp, por meio da Adjunta de Administração Penitenciária, investiu na construção do muro desta nova área, orçado em pouco mais de R$ 65 mil.

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O local também contou com recursos do Conselho da Comunidade de Execução Penal do município, além dos esforços do Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública e da prefeitura de Mirassol, que cedeu os materiais que serão utilizados pelos reeducandos na fábrica. E vale destacar que os recuperandos trabalharam cedendo a mão de obra voluntariamente.

Presente na inauguração, o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Gonçalves, disse que uma das responsabilidades da secretaria também é na ressocialização dos recuperandos, para que retornem melhores e com mais oportunidades para a sociedade.

“Temos índices extraoficiais de que a cada 100 recuperandos que voltam para a sociedade, 80 reincidem no crime. O recuperando cumpre sua pena, sai da unidade e muitas vezes não consegue uma oportunidade de trabalho, voltando a praticar crimes. O que nós queremos é oferecer qualificação profissional e trabalho dentro da unidade, para que quando saia, tenha não só um dinheiro guardado, mas a experiência necessária para conseguir um serviço lá fora e viver sua vida de forma digna”, disse o secretário.

O prefeito da cidade, Héctor Alvares, destacou a parceria que já é realizada entre a prefeitura e a cadeia, em especial com a mão de obra dos recuperandos.

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“Nós temos uma parceria intensa com a cadeia pública, com três turmas de reeducandos trabalhando de segunda a sexta-feira, realizando um trabalho voltado para a sociedade. Muitos bloquetes aqui produzidos serão utilizados em ruas de nossa cidade que serão pavimentadas. Então o trabalho destes reeducandos também beneficiará a nossa cidade”, destacou o prefeito de Mirassol D’Oeste.

Ascom/Sesp

Ala Leandro Soares

A ala de trabalho recebe o nome de Leandro Soares em homenagem ao trabalhador que foi absolvido pela Justiça após passar cinco anos preso por um crime que não cometeu.

O caso aconteceu em 2015, em Mirassol D’Oeste, quando houve uma tentativa de latrocínio, feita por dois criminosos. Uma testemunha afirmou ter visto Leandro conversando com outras pessoas sobre o crime e afirmou que ele teria sido um dos suspeitos, mas ele estava trabalhando na hora do fato.

Outra pessoa também havia sido presa suspeita de ter cometido o crime, e acabou confessando, mas afirmou que Leandro não seria seu comparsa. O caso entrou em revisão judicial, no entanto, se passaram cinco anos. Somente neste ano que a tão sonhada absolvição ocorreu para Leandro, que esteve presente na cerimônia de entrega da ala.

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Mulher de 22 anos que saiu de Cáceres é presa dentro de ônibus na rodoviária de Cuiabá transportando cocaína

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Por – Pedro Coutinho Bertolini
   Investigadores da Polícia Judiciária Civil (PJC) interceptaram operação de tráfico de drogas na Rodoviária de Cuiabá, na noite de sexta-feira (14). Na ação, os policiais prenderam Carolina Fernanda Camargo de Arruda, de 22 anos, que estava dentro de um ônibus que partiria da Capital para Cáceres, em posse de dois tabletes de cocaína.
     Carolina confessou o crime e alegou aos agentes que a droga era do traficante com alcunha de “Max”, sujeito gordo e com os braços tatuados e portador de tornozeleira eletrônica. A abordagem da mulher aconteceu dentro do veículo de passageiros, exatamente na poltrona 21, na plataforma 12 da rodoviária.
    A suspeita confessou que veio de Cáceres para buscar a droga e que recebeu R$ 500 pelo trabalho. A cocaína estava dentro de uma bolsa, nos pés da menor, abaixo da poltrona do ônibus. No momento da prisão, a suspeita gritou com a equipe, sendo necessário uso de força moderada para contê-la.

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Ela foi conduzida para a delegacia para as providências cabíveis ao caso. A droga, proveniente de Max, foi buscada pela suspeita em Várzea Grande, numa casa localizada no Bairro Cristo Rei. No endereço, os policiais encontraram apenas alguns moveis como geladeira, TV e fogão.

Além disso, garrafas de bebidas alcoólicas, indicando presença de pessoas no local recentemente. Porém, no momento das buscas, o imóvel estava sem presença de moradores.

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Polícia Civil apreende cargas de madeira extraída ilegalmente de terras indígenas em Comodoro

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Por PJC/MT
      Agentes da Delegacia de Comodoro apreenderam na sexta-feira (14.01) duas cargas de madeira extraídas ilegalmente na região. Uma das cargas, da espécie itaúba, foi retirada de uma reserva indígena. A equipe de investigação tomou conhecimento de um acidente envolvendo dois caminhões. Um deles transportava madeira com características de itaúba.
       No local, os policiais civis constataram que a madeira já havia sido retirada por outro caminhão. Em diligências para localizar o destino da madeira e o veículo, os investigadores localizaram um caminhão Mercedes Benz azul estacionado em frente a uma residência que correspondia às características informadas.
       Ao indagar o motorista sobre a carga que havia no caminhão, ele imediatamente confessou que se travava de 30 dúzias de toras de itaúba, extraídas de uma reserva indígena próximo à localidade Padronal, no norte de Comodoro. O veículo e a carga foram apreendidos e levados até a delegacia.
Segunda carga 

Os policiais checaram que a carga apreendida, embora fosse ilícita, não correspondia à madeira cujo caminhão se acidentou. Em continuidade às diligências, foi possível chegar ao motorista e ao dono da carga de madeira que havia tombado na rodovia.

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     Em depoimento, o motorista disse que a madeira foi deixada à beira de uma estrada, na zona rual, a 28 quilômetros de Comodoro. A carag de madeira, lascas para construção de cercas, foi localizada e apreendida.
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