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No segundo ano da pandemia, o mercado editorial brasileiro registrou uma melhora geral em seus índices, com livros do segmento de obras gerais apresentando, pelo terceiro ano seguido, um aumento nas vendas. Isso não quer dizer, porém, que o balanço final seja positivo. Em 2021, o faturamento das editoras com vendas para o mercado foi negativo: uma queda, descontada a inflação, de 4%. Os didáticos, que encolheram 14%, contribuíram para esse desempenho negativo. Não foi um bom ano, mas foi um ano melhor do que 2020, quando a queda geral, real, foi de 13%.

Agência Brasil

Os dados foram apresentados no final da manhã desta terça-feira, 17, e constam da Pesquisa Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro 2021, feita pela Nielsen Book para a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel). Foram apresentados, ainda, os resultados de uma segunda pesquisa, a Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro 2021. Ela mostrou um crescimento de 12% no consumo de conteúdos editoriais digitais, mas isso não foi suficiente para ampliar sua participação no faturamento das editoras, que segue em 6%.

As editoras faturaram R$ 5,8 bilhões em 2021 – R$ 3,9 bilhões em vendas para o mercado e R$ 1,9 bilhão para o Governo. No total, foram comercializados 409 milhões de exemplares – contra os 354 milhões de 2020, um crescimento de 15,4%. No ano passado, foram produzidos 391 milhões de exemplares, um crescimento de 24,3% com relação a 2020, quando as editoras pisaram no freio por causa da pandemia.

Este é o segundo ano da pandemia, mas para as editoras de didáticos é como se fosse o primeiro, ressalta a economista Mariana Bueno, responsável pela pesquisa. Isso porque as escolas fecharam em março de 2020, quando o ano letivo já havia começado e os livros já haviam sido comprados pelas famílias. ‘Além disso, por causa da crise econômica, houve uma migração de alunos da escola particular para a escola pública e há relatos constantes de editores sobre a adoção de sistemas de ensino, que, ano após ano, tem impactado negativamente o setor. Foi uma queda substancial. O ano de 2021 de didáticos foi o ano de 2020 para o restante‘, explica.

Mariana também vê com bons olhos o desempenho do subsetor Científico, Técnico e Profissional, embora com números negativos. ‘O CTP apresenta um resultado aquém, uma queda real, mas considero o resultado bom porque existe um crescimento nominal. Este é um setor que vem sofrendo desde o início da crise macroeconômica, em 2015, e espero que o resultado deste ano indique uma recuperação.’

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Enquanto as ‘leituras obrigatórias‘, de escola e universidades, estão em baixa, os livros de literatura, os infantis, as biografias, os religiosos, etc, vivem um bom momento, com o aumento da leitura na pandemia e a reabertura das livrarias e das igrejas e templos, que ficaram fechados durante um período de 2020 para conter o avanço da pandemia. ‘Os segmentos de obras gerais, pelo terceiro ano consecutivo, e de religiosos, que voltam ao patamar pré-pandêmico, representam um crescimento grande, acima do crescimento do PIB e acima da inflação. Esse é um resultado muito importante. Obras gerais vem numa curva ascendente que é interessantíssima. São os livros que as pessoas escolhem ler’, comenta Mariana.

Dante Cid, presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros, comenta que se surpreendeu com o resultado da pesquisa Conteúdo Digital. ‘Imaginei que o crescimento seria maior e que isso faria o share aumentar’. O levantamento avaliou a venda e produção de e-books, audiolivros e outros tipos de conteúdos. O faturamento foi de R$ 180 milhões no ano passado, contra R$ 147 milhões em 2020.

De acordo com Mariana Bueno, embora os audiolivros representam muito pouco do mercado, é possível ver, ali, uma preferência do leitor por conteúdos de não ficção.

‘Estamos nos recuperando, em comparação com 2020. Sobrevivemos até que bem‘, finaliza Vitor Tavares, presidente da Câmara Brasileira do Livro.

 

Principais resultados da Pesquisa Produção e Venda do Setor Editorial 2021

 

Produção

Em 2021, foram produzidos 391 milhões de exemplares de livros, dos quais 16% são títulos novos e 84%, reimpressões. Comparando com 2020, o ano em que o mercado editorial desacelerou por causa da pandemia, isso representa um crescimento de 24,3%. No total, foram 48 mil títulos, um crescimento de 3%. Desses títulos, 76% são reimpressões e 24% lançamentos.

 

Venda

O mercado editorial faturou R$ 5,8 bilhões em 2021 – R$ 3,9 bilhões em vendas para o mercado e R$ 1,9 bilhão para o Governo. Considerando apenas as vendas para o mercado, o crescimento foi de 6%. Descontada a inflação do período, houve queda de 4%.

O crescimento na venda para o Governo registrado pelo levantamento se deve à sazonalidade dos programas de compra. Em 2021, por exemplo, foram adquiridos livros para os alunos do Ensino Fundamental – faixa que concentra o maior número de alunos da rede pública.

Em número de exemplares, a conta fica em 409 milhões vendidos no total, 191 milhões para o mercado e 218 milhões para o Governo. Em 2020, foram comercializados 354 milhões de cópias, um crescimento de 15,4%.

 

Preço médio

O preço médio ficou em R$ 20,67 em 2021 contra R$ 19,28 no ano anterior. Isso não significa o valor pago pelo leitor, mas, sim, o quanto as editoras faturaram em média na venda nos diversos canais.

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Canais de distribuição

Em 2021, houve um empate técnico na contribuição de livrarias (30%) e livrarias exclusivamente virtuais (29,9%) na venda de exemplares. Em termos de faturamento, as livrarias ficaram com 31,6% e as virtuais, com 23% Os demais canais de venda, com sua participação em exemplares e faturamento, respectivamente, são: distribuidores (7,9% e 18,9%), escolas (7,9% e 3%), site próprio e market place (6,5% e 2,7%), igrejas e templos (2,3% e 5,7%) e outros (4,2% e 7%).

Os subsetores

A pesquisa traz dados de quatro subsetores: Obras Gerais, Didáticos, Religiosos e CTP (Científicos, Técnicos e Profissionais). Houve crescimento real no faturamento com livros de obras gerais (3%), que há três anos seguidos registram desempenho crescente, e no de religiosos (3%), que volta a índices pré-pandêmicos. O de CTP encolheu 3%, mas o índice foi comemorado, já que o setor vinha encolhendo mais ano após ano, desde 2015. O pior desempenho foi o de didáticos, que, em termos reais, perdeu 14%. Esses índices consideram apenas as vendas para o mercado.

 

Principais dados da pesquisa Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro 2021

 

Faturamento e venda

O faturamento com conteúdos digitais apresentou crescimento nominal de 23% e de 12% se descontarmos a inflação. Apesar desse bom desempenho, a venda desse tipo de conteúdo continua representando 6% do faturamento das editoras. Compra-se mais a la carte (69%). E o preço médio está 1,4% mais alto, em termos reais.

Em 2021, as editoras venderam 9,4 milhões de unidades – 98% em e-book e 2% em áudio – a la carte. Um detalhe interessante: 72% dos audiolivros vendidos são de não ficção. Com esse tipo de venda, a la carte, as editoras faturaram R$ 125 milhões, um crescimento real de 10,4%. Fora isso, elas faturaram R$ 55,6 milhões com outras categorias, como bibliotecas virtuais, cursos online e assinatura. Os serviços de assinatura, embora representem pouco desse faturamento, R$ 4,397 milhões, registram um novo crescimento – de 52% em comparação com 2020. O segmento é dividido em e-book (85%), audiolivro (66%) e áudio (15%).

 

Produção

A pesquisa aponta que o acervo brasileiro de conteúdos digitais é formado por 92 mil títulos, sendo 5% em áudio e 95% em e-book. Esse conteúdo é dividido em ficção (29%), não ficção (32%) e CTP (39%). Em 2021, foram lançados 11 mil novos títulos. Entre os lançamentos, 7% foram em áudio e o restante em e-book.

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Cáceres e Região

AGUARDA REGULAMENTAÇÃO: Pesca do pintado não está proibida em Mato Grosso, afirma Conselho

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Assessoria/Sema

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e o Conselho Estadual da Pesca (Cepesca) esclarecem que a pesca do pintado não está proibida em Mato Grosso e o Estado aguarda a regulamentação do Governo Federal. O assunto, que entrou em pauta após a Portaria nº 148/2022 do Ministério do Meio Ambiente (MMA), foi tema da reunião do Conselho Estadual da Pesca realizada na quinta-feira (23.06).

“A portaria não proíbe a pesca do pintado, mas estabelece que o peixe deve ser usado de forma sustentável. Vai depender de uma regulamentação federal esclarecendo quais as regras e procedimentos para o uso desta espécie e outras que possam ter sido acrescentadas dentro desta lista de animais ameaçados”, explica o secretário em exercício da Sema-MT e presidente do Cepesca, Alex Marega.

No dia 7 de junho, o MMA publicou a portaria com a “Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçada de Extinção”, na qual consta a ‘Pseudoplatystoma corruscans’, que é popularmente conhecida como surubim ou pintado. A portaria também alterou o anexo da publicação nº 445/2014 com a inclusão de peixes e invertebrados aquáticos que entraram na lista de animais vulneráveis e em perigo de extinção, mas grande parte das normas estabelecidas na portaria anterior continuam válidas.

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Conforme Marega, o pintado foi agora categorizado como espécie vulnerável (VU), e, segundo o artigo 3º da Portaria 445/2014, poderá ser permitido seu uso sustentável, desde que regulamentado e autorizado pelos órgãos federais competentes e atendendo, minimamente, critérios especificados no documento.

A nova portaria entra em vigor a partir do dia 6 de setembro, conforme retificação publicada no Diário Oficial da União no dia 13 de junho. A Sema fará uma consulta ao Ministério do Meio Ambiente sobre a regulamentação do uso sustentável das espécies incluídas na lista e classificadas como vulneráveis.

A Sema também solicitou à Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros do órgão um parecer técnico sobre a nova Portaria, verificando quais espécies foram acrescentadas à listagem para detectar outros animais importantes para a fauna mato-grossense. Também foi solicitada análise sobre quais medidas de gestão devem ser implementadas até a regulamentação por parte do MMA.

 

 

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Cáceres e Região

Confira se você está no 2º lote de restituição do Imposto de Renda

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Assessoria

A Receita Federal liberou nesta quinta-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) 2022. O Fisco afirma que a fase de pagamentos vai contemplar mais de 4,2 milhões de contribuintes com R$ 6,3 bilhões. Todos os listados neste lote receberão o pagamento da restituição na quinta-feira da próxima semana (30 de junho).

O montante será creditado diretamente na conta bancária indicada no momento de entrega da declaração com um acréscimo de 1% em relação ao valor indicado no momento da entrega do documento, referente à variação mensal da taxa Selic.

De acordo com a Receita, o lote atual contempla 2,7 milhões de contribuintes membros dos grupos que têm prioridade no recebimento, como idosos, deficientes e aqueles que têm o magistério como principal fonte de renda. Figuram também na lista todos aqueles que entregaram a declaração até o dia 19 de março.

O primeiro lote de restituição foi pago no dia 31 de maio. Quem não receber a grana neste mês ainda poderá ser beneficiado em julho (dia 29), agosto (dia 31) ou setembro (dia 30). As liberações seguem a ordem da data de entrega da declaração.

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Como consultar?

Além da página na internet, os contribuintes também podem saber se estão no segundo lote de restituição acessando o aplicativo do Fisco disponível para os sistemas Android e iOS. Nos sistemas, o contribuinte descobre se a sua restituição foi liberada, se ainda está sendo processada ou se existem pendências que impedem a restituição. Nesse caso, as correções podem ser feitas por meio de uma declaração retificadora.

O pagamento da restituição é realizado diretamente na conta bancária informada na declaração. Após ser depositada, a restituição ficará disponível no banco durante o período de ano. Se o contribuinte não fizer o saque no prazo, deverá solicitar o montante pela, mediante o Formulário Eletrônico — Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor a ser restituído não apareça na conta bancária, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

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