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Política

Associados dos Transportes de Cargas reivindica mais segurança nas estradas

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Representantes do Transporte de Cargas reivindicam aumento da segurança nas estradas

Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

Representantes da Associação dos Transportes de Cargas do Mato Grosso (ATC) solicitaram a intervenção do deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), na sexta-feira (30), em Rondonópolis, para intensificar a segurança aos motoristas de caminhões e carretas que trafegam em estradas, principalmente nas regiões de Tangará da Serra e Diamantino. No encontro, eles informaram que houve um aumento nos índices de roubos de cargas de grãos e, também, dos veículos. 

O diretor executivo da ATC, Miguel Mendes, explicou que houve um aumento considerável no roubo de cargas e de veículos. Ele conta que Márcio Luiz Barbosa, da Transportadora Transoeste, trouxe essa demanda para a categoria e, agora, precisam da intervenção do parlamentar para solucionar a situação.

Por conta de Mato Grosso ser uma região agrícola e com o aumento nos preços dos grãos, aumentaram também o numero de roubos. “Antes tinham muitas ocorrências de roubo de carga e os criminosos abandonavam o veículo. Agora, eles roubam a carga e os caminhões ou carretas também. Isso acontece em vários lugares, mas tem uma região específica que é Tangará da Serra que está bem crítica e complicada”, salienta.

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Ele conta que, em março deste ano, bandidos roubaram um caminhão e, no mesmo dia, acharam um desmanche na região de Diamantino. “Tinha uns quatro motoristas em caminhonetes que procuravam seus caminhões na região. Um encontrou o veículo desmanchado e outro no meio da soja, totalmente abandonado”, detalha Márcio Barbosa.

O representante da Transportadora Transoeste acredita que a região de Tangará da Serra e Diamantino viraram polos para este tipo de crime. Ele avalia que a pouca fiscalização nas rodovias, muitas estradas de chão e inúmeras fazendas, acabam favorecendo os criminosos a realizarem o desmanche dos caminhões. “Em conversa com o delegado de polícia, ele disse que não tem muito o que fazer, a região de Tangará da Serra é muita grande e com pouca gente. É preciso um suporte aéreo, pois não há estrutura”, conta. 

“A quadrilha ficando organizada, acredito que não vai acabar com essa situação. Essa é a nossa preocupação. Está ficando insustentável. Até para fazer seguro de cargas, o preço já dobrou e era mais barato uns anos atrás”, completa. 

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Os representantes da ATC desconfiam que possa ter uma quadrilha organizada na região de Tangará da Serra e Diamantino e solicitaram o apoio do deputado para ver se essa situação está sendo investigada e, em caso positivo, ter um retorno de uma autoridade policial. 

No final da reunião, Delegado Claudinei solicitou que um dos representantes da ATC participe de uma reunião já agendada, nesta segunda-feira (3), com a diretoria geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC), em Cuiabá, para ter os esclarecimentos devidos sobre a situação enfrentada pela categoria. 

“Vamos fazer uma primeira conversa com a diretoria-geral. Apresentar alguns boletins de ocorrências das vítimas do transporte de cargas e, claro, ver se encontramos uma solução para aumentar a segurança para estes profissionais do transporte de cargas, que tem um papel fundamental para atender várias regiões do país”, informa o parlamentar. 

Fonte: ALMT

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ALMT realiza I Seminário de Políticas Públicas para a Mulher Surda

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Assembleia Legislativa realizou, nesta quinta-feira (24), o I Seminário de Políticas Públicas para a Mulher Surda de Mato Grosso. O evento foi organizado pelo deputado estadual Wilson Santos (PSDB), em parceria com a Câmara Setorial Temática da Pessoa com Deficiência, e contou com a participação de representantes dos governos federal e estadual e palestrantes de Mato Grosso e dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Paraná.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Priscila Gaspar, destacaram a relevância do tema e apresentaram algumas das ações realizadas pelo governo federal em prol das mulheres surdas, como a disponibilização de atendimento em Libras, feito por videochamada, na Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. “O atendimento funciona 24 horas por dia e, com isso, a mulher surda tem a oportunidade de usar os canais da ouvidoria para denunciar todo tipo de violência, seja contra si ou contra terceiros, exercendo, assim, a sua cidadania”, declarou a ministra.

A professora da rede municipal de ensino, Indira Isis Bernardes, relatou parte das dificuldades que enfrentou ao longo de sua vida enquanto mulher negra e surda e reivindicou a criação de uma associação estadual das mulheres surdas. Destacou ainda a necessidade da presença de intérpretes e tradutores de Libras nas instituições públicas, como a Delegacia da Mulher. “Muitas mulheres sofrem violência e não conseguem denunciar porque não podem se comunicar. Por isso, os profissionais que estão nesses lugares precisam ter conhecimento da língua de sinais”, disse.

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Solicitação semelhante foi feita por Riguel Brum de Paula, representando a comunidade surda. “É importante que se crie uma central de denúncias que seja acessível a essas pessoas”, pediu.

Pró-reitora de Assistência Estudantil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Lisiane Pereira de Jesus parabenizou a Assembleia Legislativa por promover discussão sobre o tema e afirmou que a universidade “trabalha intensamente na implantação de políticas para inclusão dos estudantes”.

O acesso de pessoas surdas à educação e ao mercado de trabalho também foi discutido durante o evento. A tradutora e intérprete de Libras Flávia Lima afirmou que muitos empregadores optam por contratar pessoas que não apresentam dificuldades de comunicação e, nas escolas, os estudantes que apresentam deficiência auditiva não têm acesso às mesmas informações que os demais. A formação continuada de professores e a presença de tradutores e intérpretes nas salas de aula, em sua avaliação, seriam de suma importância.

A professora Shirley Vilhalva defendeu a aprovação do Projeto de Lei 4.990/2020, em tramitação na Câmara dos Deputados, que objetiva garantir o direito à educação de educandos surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com deficiências associadas.

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O deputado Wilson Santos (PSDB) assegurou a inclusão do tema nos debates promovidos pelo Parlamento estadual, bem como o suporte necessário para criação da associação estadual das mulheres surdas. “Queremos constituir políticas públicas que possam amenizar o sofrimento dessas pessoas. Vamos encaminhar um conjunto de propostas para fazer cumprir a legislação e aperfeiçoá-la”, frisou.

A programação do I Seminário de Políticas Públicas para a Mulher Surda de Mato Grosso continuará nesta sexta-feira (25), durante todo o dia, no Plenário de Deliberações da Assembleia Legislativa.

Fonte: ALMT

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2ª edição da Ação Assembleia Social foi na Escola Pascoal Ramos

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Foto: Karen Malagoli

Foto: Karen Malagoli

A Escola Estadual Pascoal Ramos recebeu, na quarta-feira (23), a 2ª Ação Assembleia Social, uma releitura dos mutirões de serviço oferecida às comunidades para grupos agendados e resguardando as medidas de biossegurança.

Pela primeira vez, a ação foi no formato “oficinas” e contou com seis turmas formadas por professores ou membros da comunidade ao redor da escola. Foram três turmas de manhã e três à tarde, sendo uma turma de Sabão Líquido Artesanal, duas de Tranças e Penteados, uma de Sabonete Artesanal e duas de Coaching Sistêmico Humanizado. Todas as oficinas foram gratuitas e realizadas por meio de pedido da própria comunidade escolar.

“A gente traz esses cursos às comunidades, quando provocada, não somente a Cuiabá ou à baixada cuiabana, mas também para outros municípios. Se vocês gostaram e quiserem outras possibilidades, a gente volta. O que a gente quer é trazer a Assembleia Legislativa para mais perto de vocês”, explicou Daniella Paula Oliveira, diretora da Assembleia Social, aos alunos da oficina na Escola Pascoal Ramos.

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A diretora da escola, Joelma Adriana Teixeira, observou que a unidade escolar é justamente para atender a população da redondeza. “A gente está abrindo as portas para receber a comunidade. A Assembleia Social ofereceu para gente os cursos e a gente escolheu alguns para ver qual seria a aceitação da comunidade e a gente viu que vocês gostaram muito… A escola é isso, é para atender a comunidade”, comenta.

Gisele Auxiliadora Siqueira fez duas oficinas, uma de manhã e outra à tarde, ambas com a oficineira Elizabeth Ferreira: de sabão líquido e pasta de alumínio e de sabonete artesanal. “Eu sempre quis fazer. E vou por em prática para ter uma renda para mim, produzir em casa e vender”, fala animada e ainda elogia a professora: “Gostei demais, achei que era difícil, mas foi muito prático, ela explica muito bem”.

Inclusive, contribuir com a complementação de renda das famílias por meio do artesanato é um dos objetivos da oferta de oficinas. Há também o objetivo terapêutico de ocupação da mente com as manualidades e a integração da comunidade com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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Fonte: ALMT

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