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Brasileirão Série A

Análise: vale a loucura do São Paulo por Maicon; não é só um zagueiro

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Maicon São Paulo (Foto: Marcello Zambrana / AGIF / Estadão Conteúdo)Maicon, zagueiro do São Paulo (Foto: Marcello Zambrana / AGIF / Estadão Conteúdo)

São-paulino, imagine-se na mesa do bar com um copo cheio na mão e responda, munido de toda sua sinceridade: você imaginava, em janeiro, acordar neste dia 29 de junho a uma semana de disputar a semifinal da Libertadores, com seus rivais eliminados, e comemorando a contratação de um ídolo que, até então, nem sabia que existia?

Não há resposta diferente de ?não?. Caso predomine a sinceridade neste espaço, 100% da torcida dirá ?não?. Não fazia nem ideia. Nem no melhor dos sonhos.

O início de ano era a cena inicial de uma continuação do cinema. O filme anterior terminara com devastação, escombros, ferimentos. Estava lá o Tricolor tentando sair vivo de goleadas, agressões físicas e verbais, denúncias de corrupção, renúncias, namoros presidenciais, falta de dinheiro, de credibilidade, de autoestima e do ídolo histórico que se retirou dos gramados.

Onde queremos chegar? Na ?loucura? feita por Maicon: R$ 22 milhões + 50% de Lucão + 50% de Inácio. Queremos chegar à resposta da pergunta: ?O São Paulo pagou demais ao Porto por um zagueiro de 27 anos??.

Sim, o São Paulo pagou demais.

Não, não foi só por um zagueiro de 27 anos.

A contratação de Maicon representa bem mais para uma torcida maltratada. E a torcida, meus caros, ainda é o maior dos bens de um clube. O são-paulino está feliz, sente-se seguro, protegido. Olha para o campo e enxerga alguém que o representa. Na bola, na cara feia, na seriedade, na identidade. Tantas coisas que se perderam pela saída de ídolos recentes ? inclusive o maior deles ? e por gestões desastrosas.

Maicon começou a fase de grupos da Libertadores como torcedor, vendo das numeradas o São Paulo ser derrotado pelo The Strongest. Terminou como goleiro, segurando o empate na altitude diante do mesmo rival, que garantia a classificação. Fez um gol que tirou a equipe do coma no Horto, após o massacrante início do Atlético-MG, e levou o Tricolor à semifinal.

Não é pouco. Como não é pouco o montante desembolsado para tê-lo definitivamente. Como não tem preço a sensação do torcedor de viver um final feliz. É um negócio técnico, tático, emocional, psicológico, político ? ainda há no clube, e fora dele em seus escritórios e blogs, quem sinta saudade da gestão passada, onde o rabo preso abria brechas para palpites, comissões e negócios.

O São Paulo pagou o preço de ter sido competente no início do ano. E olha, unir ?competência? e ?São Paulo Futebol Clube? na mesma frase andava sendo tarefa bem árdua. Mas em meio ao caos descrito no início deste texto, a diretoria conseguiu montar esse time capaz de chegar onde ninguém imaginava. Nem eles mesmos. Maicon, Calleri, Mena, Kelvin, Lugano, além de erros como Kieza, reparados até com rapidez.

Foram negociações baratas, por empréstimo, achados. Ou alguém previa que Calleri faria sete gols seguidos para classificar o time na Libertadores? Ou que o bom futebol só aparecesse quando Kelvin virasse titular? O Palmeiras, vizinho rico e bem gerido nos últimos anos, favorito ao título brasileiro, desde que acionou o ?Mattos Mode On? no mercado, contratou os zagueiros Vitor Hugo, Victor Ramos, Jackson, Leandro Almeida, Edu Dracena, Roger Carvalho, Mina. O São Paulo, pobre, encontrou Maicon. Mérito, não?

Como tudo que se faz em meio ao caos, houve pontas soltas no planejamento. As durações dos contratos, por exemplo. Não havia alternativa. Não havia dinheiro. Agora há? Um bom contrato de televisão foi fechado. Patrocinadores voltaram. Há perspectiva de vendas. Houve gordas rendas porque o time avançou. O sócio-torcedor cresceu. É uma bola de neve.

?Ah, então o São Paulo agora é uma maravilha??. É evidente que não. Ainda precisa reformar profundamente seu estatuto, encontrar soluções melhores para seu estádio, não tem um elenco capaz ? em quantidade de jogadores ? de disputar o título brasileiro, toma decisões imaturas como no caso Getterson, sofre financeiramente… Mas o São Paulo recupera, a cada gesto como a compra de Maicon, o respeito de quem mais interessa: do seu torcedor.

Sua permanência assegura, então, o título da Libertadores? Também é evidente que não. O processo de remontar um elenco ainda não terminou, mas Maicon representa tudo aquilo que a diretoria, de maneira abstrata, imaginava no início desta temporada. Então, é justo que esse projeto o tenha como protagonista.

O modus operandi da atual diretoria do São Paulo prega rigor financeiro. Não se sabe o tamanho do impacto desse negócio no cofre, mas foi medido. ?Vamos ser criticados?, disse um diretor na semana passada.

Vale a ?loucura?. O contexto justifica.

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Em Minas, Cuiabá perde para o líder Atlético-MG e cai invencibilidade

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A Gazeta

Após 12 jogos sem derrotas fora de casa pelo Campeonato Brasileiro, o Cuiabá perdeu a longa invencibilidade que acumulava na série A para o líder Atlético-MG neste domingo (24), em Belo Horizonte, pela 28ª rodada do Brasileirão. O galo venceu por 2 a 1 e pôs fim a longa série do auriverde sem derrotas longe de casa.

O Dourado continua com 35 pontos, em décimo lugar na tabela de classificação. O Galo, por sua vez, chegou aos 59 tentos e é mais líder do que nunca.

A mil por hora, assim começou o início do jogo entre Cuiabá e Atlético-MG no Mineirão. Logo aos 2 minutos, Nathan Silva, contra, inaugurou o marcador em recuo infeliz para Everton, que viu a bola entrar lentamente no gol. Aos 4, Hulk, dentro da pequena área, deixou tudo igual após jogada ensaiada de escanteio.

O time mineiro conseguiu a virada com Jair, que completou de cabeça para as redes após assistência de Guilherme Arana.

No início da etapa final, Hulk marcou o terceiro para o Atlético, mas o gol foi anulado após a arbitragem pegar um toque de mão do atacante. Daí em diante o Atlético continuou pressionando, mas sempre parando nas defesas seguras do goleiro Walter.

À medida que o relógio foi passando, o Atlético deixou o Cuiabá mais a vontade para trabalhar com a bola e passou a contar com os contra-ataques. O Dourado martelou, porém não conseguiu criar chances claras de gol.

O próximo compromisso do Cuiabá no campeonato brasileiro é contra o Red Bull Bragantino no dia 1º de novembro, na Arena Pantanal, às 19h30 (de MT.

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Seleção Brasileira encerra preparação para amistoso contra República Tcheca

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Programa No Mundo da Bola desta segunda-feira (25) também destacou a reta final dos principais campeonatos estaduais do país; ouça na íntegra

O programa No Mundo da Bola desta segunda-feira (25) destacou o amistoso da Seleção Brasileira com a República Tcheca. Waldir Luiz, Márcio Guedes, Bruno Mendes e toda a nossa equipe também analisaram a reta final dos principais campeonatos estaduais do país e as principais notícias do esporte nacional e internacional.

Clique no player e ouça o programa na íntegra:

No Mundo da Bola é transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, de segunda a sexta-feira, a partir das 17h. Para participar das transmissões, o internauta deve ligar para (21) 2117-6918 ou (21) 2117-6919.

Fale com a equipe de esportes das Rádios EBC pelo e-mail: esporte.radios@ebc.com.br.

Agencia Brasil
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