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Brasileirão Série A

Análise: Guerrero patina no primeiro ano, mas tem chance ideal de decolar

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Guerrero, Corinthians X Flamengo (Foto: Friedemann Vogel / Getty Images)Guerrero na primeira vez na Arena contra o Corinthians: chance de recuperação em 2016 (Foto: Getty Images)

Um término de relacionamento com mágoas gera traumas,
consequências e aquela pergunta: como será o reencontro meses ou anos depois? A
regra básica é demonstrar força, transparecer que a vida seguiu e o ex-amor não
incomoda mais. Paolo Guerrero experimentou a sensação de rever o Corinthians em outubro de 2015, em São Paulo.

Não conseguiu cumprir a tal regra básica. Vestiu rubro-negro,
ajeitou o penteado para impressionar quem anteriormente o afagava… Tentou em
campo, se esforçou, caiu, levantou, gritou, ouviu muitas vaias e perdeu o jogo
por 1 a 0
. Deu três chutes a gol, todos para fora.

Quase um ano depois do início do amor com o Flamengo, é hora
de levantar a cabeça novamente, respirar fundo e preparar-se para outro
encontro. Do outro lado, o clube no qual chegou referendado por um programa de
estatísticas, sem muita expectativa, e saiu com títulos, gols decisivos e
chamado de mercenário. A partida será às 16h, na Arena Corinthians.

Mas quem é o Guerrero na versão carioca? Ele de fato já
seguiu adiante? Setoristas do Flamengo, Fred Gomes
e Gustavo Rotstein acompanham a trajetória dele no Rio desde a chegada e resumem impressões e
sensações.

Mas antes, vale contextualizar. A fase é boa. A Copa América
Centenário serviu como um “tempo necessário” para as partes se
ajustarem. Enquanto divertiu-se nos braços da seleção peruana, o atacante
deixou o Rubro-Negro saudoso. Sabe aquela frase batida de ?só dá valor quando
perde?? Pois é, o Flamengo e sua torcida caíram na real e resolveram dar outra
chance ao atacante. Ele correspondeu: gol no Fla-Flu, assistência contra o
Inter e, melhor, atuações interessantes. Domingo é a hora de, diante da ex,
conquistar de vez a nova paixão. A tática é simples: gols e vitória.

O Guerrerinho Carioca

Guerrero apresentação Flamengo (Foto: André Durão)Guerrero na apresentação em 2015: esperança da chegada de um ídolo (Foto: André Durão)

Após mais de um mês de espera, no dia 7 de julho, Fred Gomes
e Ivan Raupp – à época os dois setoristas de Flamengo pelo Globoesporte.com – e
muitos jornalistas, incluindo uma alemã, aguardavam a chegada de Guerrero no
Salão Nobre Gilberto Cardoso. O peruano foi a principal contratação da gestão
Bandeira de Mello. Por mais que se tenha questionado o valor do investimento, a
gestão, fiel a planilhas e balancetes, comprovou que havia espaço e dinheiro
para ?sair da casinha? e ousar. 

Na chegada, a timidez que o marca não passou despercebida
aos olhos dos jornalistas presentes ao evento. Porém um discurso
firme, de fé no Flamengo e com direito ao afago que os rubro-negros gostam –
tratou o clube como o de maior torcida do mundo -, eram indícios que um ídolo
nasceria naquele dia.

Quando o novo camisa 9 marcou três gols em seus três
primeiros jogos, com direito a gol de sola no primeiro e outros dois típicos de
um autêntico centroavante, os jornalistas pensaram: “Vamos ter muito material
interessante para explorar com esse cara, que será um grande personagem”.
Em vão… Logo após o início arrebatador, sem nenhum cartão amarelo, Guerrero
enfrentou lesões e marcação forte dos rivais. Revelou-se irritadiço ?
característica que também tinha no Corinthians -, acumulou cartões e passou
cinco jogos sem balançar a rede. Quando o fez, deu soco no ar, fez cara de
choro, enfim, aparentou fragilidade emocional. Sempre que encarava um jejum,
escancarava a dificuldade de lidar com fases ruins e a pressão dos torcedores.

Guerrero na Sapucaí com a noiva (Foto: Divulgação)Com a noiva no carnaval da Sapucaí: uma das raras aparições de Guerrero no Rio fora dos gramados (Foto: Divulgação)

Ainda no início de sua passagem pelo Flamengo, começamos a
perseguir a primeira entrevista exclusiva com o novo astro, mas o atacante, ora
por inconvenientes do calendário, ora por jejum de gols e muitos cartões,
sempre a adiava. Pensava que faríamos um material rico, explorando sua paixão
por cavalos, o medo de aviões, temas já tratados nos tempos de Corinthians, e
buscando informações de sua nova vida no Rio, a rápida empatia por parte dos
rubro-negros, que cantavam a chegada do peruano como o fim do caô num time que
era 15º colocado e tinha pontuação de Z-4 antes de sua estreia. Não
conseguimos. Desde dezembro até a pré-temporada tentamos fazer a seção do
Globoesporte.com “Tudo menos futebol” com ele, mas sua assessoria pessoal
avisou: “Acho que não vai dar certo, ele é muito reservado, não gosta de
falar da vida pessoal”.

Guerrero sempre gostou do Rio de Janeiro, até mesmo antes de
jogar pelo Flamengo. Em fevereiro de 2015 ele comprou um apartamento na Barra
da Tijuca e curtiu o carnaval na cidade, aproveitando uma folga dada pelo
Corinthians. Há alguns meses, mostrou que pretende permanecer um bom tempo no
Rio ao adquirir uma mansão no mesmo bairro.

Na cidade tem poucos amigos, mas fiéis. Constantemente
recebe a visita da mãe, dona Peta, principalmente nos momentos em que mostra
mais fraqueza emocional. É pouco visto na rua nas horas de lazer. Fala mais
alto sua timidez e a vontade de ser reservado ao extremo.

Guerrero Peru Haiti (Foto: AFP)Após bom desempenho com o Peru na Copa América, Guerrero voltou renovado ao Flamengo (Foto: AFP)

Reservado, discreto e de poucas palavras. Esse é o Guerrero
que conhecemos em um ano de Flamengo. É um cara educado, que nos trata bem e
que também é muito solícito com torcedores. Porém, explicações não são com ele. Fontes diziam que o centroavante estava muito infeliz no Flamengo, mas
jamais externou, nas raríssimas entrevistas, qualquer tipo de incômodo. Sempre
disse “estar feliz”. Será que está mesmo? Marrento ele não é,
garantem funcionários e companheiros. Hoje é mais próximo de Rodinei e Willian
Arão. No ano passado se aproximava mais de Wallace e Sheik – jogou com os
quatro no Corinthians.

Desde que retornou da Copa América Centenário, Guerrero
mostra um ânimo diferente, isso pelo lado positivo. Na última sexta, por exemplo,
sorriu durante o treino, o que é raro. Talvez pelo bom desempenho do Peru na
competição ? venceu o Brasil e foi às quartas de final ?, jogou mais confiante
das duas partidas que disputou. Contra o Fluminense, marcou um gol. Diante do
Internacional, deu o passe para o gol de Ederson e teve boas chances de fazer o
seu.

Ele tem contrato até agosto de 2018, mas há sondagens de
chineses. No primeiro ano ele esteve muito cabisbaixo, com reclamações e poucos
gols (15 cartões amarelos e 14 gols). Apesar de ser o jogador mais caro do
elenco, ainda não se consolidou como líder ou ídolo. O que esperamos desse segundo
ano? Gostaríamos de entrevistá-lo e passar ao torcedor que nos lê o que pensa uma das principais referências do elenco. Um atacante experiente e goleador ? um
homem de R$ 41 milhões ? que ainda tem o que mostrar.

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Brasileirão Série A

Seleção Brasileira encerra preparação para amistoso contra República Tcheca

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Programa No Mundo da Bola desta segunda-feira (25) também destacou a reta final dos principais campeonatos estaduais do país; ouça na íntegra

O programa No Mundo da Bola desta segunda-feira (25) destacou o amistoso da Seleção Brasileira com a República Tcheca. Waldir Luiz, Márcio Guedes, Bruno Mendes e toda a nossa equipe também analisaram a reta final dos principais campeonatos estaduais do país e as principais notícias do esporte nacional e internacional.

Clique no player e ouça o programa na íntegra:

No Mundo da Bola é transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, de segunda a sexta-feira, a partir das 17h. Para participar das transmissões, o internauta deve ligar para (21) 2117-6918 ou (21) 2117-6919.

Fale com a equipe de esportes das Rádios EBC pelo e-mail: esporte.radios@ebc.com.br.

Agencia Brasil
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Esportes

Palmeiras volta a ter time feminino depois de 9 anos

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Repórter Lincoln Chaves trouxe todas as informações da preparação do Verdão para o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino dentro do programa No Mundo da Bola desta quinta-feira (14); ouça na íntegra
Começa neste sábado (16) a sétima edição do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. E a Rádio Nacional traz uma série de matérias sobre a principal competição do futebol feminino no país. A terceira reportagem fala do Palmeiras e dos seus reforços para disputar a competição além do projeto da diretoria para a modalidade. O repórter Lincoln Chaves trouxe todas as informações do Verdão dentro do programa No Mundo da Bola desta quinta-feira (14).

Ouça no player abaixo:

O Palmeiras retorna ao feminino após nove anos. O time vai jogar em Vinhedo, cidade parceira do versão nesta edição.

A equipe foi apresentada em meados de fevereiro e é comandada pela treinadora Ana Lúcia Gonçalves.

O No Mundo da Bola é transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, de segunda a sexta-feira, a partir das 17h. Para participar das transmissões, o internauta deve ligar para (21) 2117-6918 ou (21) 2117-6919. Fale com a equipe de esportes das Rádios EBC pelo e-mail: esporte.radios@ebc.com.br.
Tags: Palmeiras Futebol Feminino Brasileirão Feminino

Agência Brasil

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