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Vereadores reprovam projeto que instituiria o Dia de Orgulho LGBT em Cáceres

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Vereadores de Cáceres reprovaram, por maioria, o Projeto de Lei de autoria dos vereadores Cesare Pastorello (SD) e Valdeníria Dutra Ferreira (PSDB) que instituiria o dia 28 de junho, como “Dia do Orgulho LGBT (Lésbicas, gays e transgêneros) e a Parada do Orgulho LGBT” no Calendário Oficial de Eventos do Município. Nove dos 15 vereadores votaram pela derrubada do projeto e cinco contra.

Alguns vereadores que antes haviam manifestado pela aprovação da matéria, como os vereadores Elias Pereira (Avante) e Vagner Barone  (PTN), na hora votaram contra, influenciados por grupos religiosos – católicos e evangélicos – que se fizeram presentes na sessão, vaiando quem votava a favor e aplaudindo que se manifestava contra.

Os vereadores Cesare Pastorello e Valdeníria Dutra afirmaram como justificativa para aprovação do projeto, que “a data de 28 de junho é o dia do orgulho LGBT lembrada mundialmente, que marca um episódio ocorrido em Nova Iorque, em 1969. E que, as paradas do orgulho LGBT acontecem em quase todos os países e em muitas cidades do Brasil ao longo dos anos”.

Afirmam ainda que “a Anistia Internacional no Brasil se solidariza com a comunidade LGBT e com todas as pessoas que lutam pela construção de uma realidade em que a discriminação, o estigma e a violência baseados na orientação sexual e identidade de gênero não tenham mais espaço”.

Votaram contra a aprovação do projeto os vereadores Rosinei Neves, José Eduardo Torres, Elias Pereira da Silva, Dênis Maciel, Gerônimo Gonçalves, Domingos Oliveira dos Santos, Claudio Henrique Donatoni, Alvasir Alencar e Vagner Barone. A favor da aprovação do projeto, os vereadores Creude Castrillon, Dona Elza, Valter Zakarquim, além dos autores Valdeníria e Pastorello.

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Embora tenha se manifestado a favor da aprovação, o vereador Rubens Macedo (PTB) não chegou a votar. De acordo com o Regimento Interno da Casa, o presidente só vota em caso de empate, o que não aconteceu.

Para Pastorello “o projeto é uma medida de inclusão, de reconhecimento e de defesa de uma minoria que continua sendo perseguida. Os discursos de ódio e intolerância fundamentam a ideia que muitos têm, de que isso seria contra a família. Quantas crianças são adotadas por casais homoafetivos? E elas são abandonadas por héteros. Ninguém apanha ou é morto só por ser hétero. Mais, quem não é sim. Quem não é LGBT não deveria se incomodar com isso”.

O vereador Rosinei Neves, um dos que também votaram contra, disse que “eu não discrimino ninguém. Quem quiser ser gay que seja. Mas eu tenho meus princípios cristãos. Além disso, sou da opinião de que existem tantas coisas mais importantes para o vereador tratar do que ficar discutindo um caso como esse”.

Na defesa da aprovação, o vereador Valter Zakarquim disse que “além de o projeto ser legal e constitucional, iríamos apenas regulamentar, em Cáceres, uma ação que já existe na maioria das cidades brasileiras. Além disso, não podemos discriminar. Os LGBTs não são diferentes de ninguém” disse acrescentando que, caso fosse aprovado o Dia do Orgulho LGBT seria um dia cultural, com várias ações, entre eles caminhadas”. Indagado se participaria de uma dessas caminhadas LGBTs disse que não.

Um dos representantes da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, o pastor Izaque Alves Barbosa, disse que “felizmente a maioria dos vereadores agiu com bom senso reprovando o projeto” e acrescentou que “eu vejo com preocupação. Esse movimento LGBT tem zombado e desrespeitado os cristões, assim com os símbolos cristões, com ações lesivas a fé e o cristianismo. O Estado é laico, mas a liberdade religiosa tem que ser respeitada”.

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Para o pastor Oséias Rodrigues, da Igreja Assembleia de Deus Ministério de Madureira “o amor de Deus não se limita à raça, cor, sexo etc. Deus amou o mundo e como prova nos enviou seu filho unigênito, e o que dele aprendemos se resume na prática desse amor. Portanto, registro o nosso amor pelas pessoas, independente da orientação sexual. Agora com relação ao PL que instituiria o orgulho gay em Cáceres, sugeriria também o Dia Orgulho Hétero”.

E, acrescenta: “assim ficaria tudo igual não é? Orgulho de um, não poderia ser em detrimento de outro, entende?. Essa é minha opinião de cidadão cristão. Trata-se de um tema complexo, polêmico, e com todo meu respeito aos nossos vereadores, penso que o mesmo mereceria mais discussão na Câmara Municipal”

Representante da Igreja Católica o padre Sandro diz que “esse assunto (Dia do Orgulho LGBT, Parada do Orgulho LGBT) não é prioritário, dentro da problemática que vive o nosso país. De fato, algumas pessoas ao darem muita ênfase a esta temática, acabam desviando a atenção do povo da discussão de problemas mais profundos, como por exemplo, os da saúde pública, da educação, da segurança, do emprego e da sobrevivência das camadas mais pobres da população”.

Editoria

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Politec conclui nesta semana perícia que pode esclarecer o que causou acidente que matou quatro pessoas em Cáceres

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A Polícia Técnica deverá concluir, no decorrer desta semana, o resultado da perícia realizada no Renault/Duster, que colidiu com uma das paredes de um pontilhão na BR-174, entre Cáceres e o distrito do Caramujo, despencou no rio Paraguai, causando a morte dos quatro ocupantes do veículo. Com o resultado da perícia, de acordo com o diretor da Politec, Ataíde Malheiros, será possível saber o que teria provocado à tragédia.

O acidente aconteceu, por volta das 6h30 da última segunda-feira (12/8). O veículo, conforme pessoas próximas da família, estava sendo conduzido por Luiz da Guia. Comandante da guarnição do Corpo de Bombeiros, que atendeu a ocorrência, sargento Adilson, informou que o impacto do acidente foi tão grande que o Renault/Duster foi arremessado a uma distância de cerca de 12 metros do local, antes de cair no rio.

Pelas circunstâncias, a hipótese até agora, mais provável, é de que veículo trafegava em alta velocidade e o condutor perdeu o controle ao aproximar da ponte. Contudo, são apenas suposições que deverão ser esclarecidas pela perícia. “O levantamento pericial realizado, horas após o acidente, irá esclarecer as circunstâncias e o que ocasionou o acidente se foi falha mecânica ou humana” explica Malheiros.

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Morreram no local Luiz da Guia Cintra de Alcântara, 58 anos, Wilson André de Alcântara, popularmente conhecido como “Baixinho do Espeto”, 39 anos, e Rosenildo do Espírito Santo Bragantini, 40 anos. Alessandro Luis de Alcântara Coelho,40 anos, foi socorrido e levado às pressas pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital Regional. Mas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. Luiz da Guia era tio de Baixinho e Alessandro.

Os corpos de Luiz da Guia, Baixinho do Espeto e Alessandro Luis foram velados na Paróquia Cristo Trabalhador, localizada na Avenida Talhamares, o de Rosenildo do Espirito Santo, foi levado para a localidade de Caramujo onde residem os familiares. Neste domingo, serão celebradas duas missas de 7º Dia pelas mortes. A primeira no período da manhã, às 8h na Paroquia Nossa Senhora de Aparecida e a segunda às 19 na comunidade de São Francisco, Cohab Velha.

Editoria / Sinezio Alcântara

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Alunos da Escola Onze de Março,estão sem conseguir assistir aula por falta de transporte

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De acordo com a coordenadora da Defesa Civil de Cáceres, Arineia Graciela Ardaia, duas instituições chamaram a atenção do órgão recentemente.

A Seduc diz que o estado é responsável pelo transporte dos alunos que moram na zona rural. Já os que moram na cidade devem ser levados e trazidos com recursos da prefeitura.

Alunos da Escola Estadual Onze de Março, em Cáceres, não estão conseguindo assistir aulas depois que foram transferidos para outro prédio após uma cratera ser aberta em abril deste ano no antigo local onde funcionava a unidade escolar.

Conforme a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), a escola esteve sem aulas num período correspondente a 45 dias letivos, sendo 42 por conta da greve dos profissionais da educação.

Na ocasião da mudança de prédio, a Prefeitura de Cáceres se prontificou a fazer o transporte escolar levando os estudantes até o novo prédio.

O prefeito de Cáceres, Francis Maris, afirmou que tem uma reunião agendada com o governador Mauro Mendes (DEM) para esta sexta-feira (16), quando pretende tratar do assunto. Segundo ele, o município não tem condições financeiras de bancar o transporte dos alunos.

O pai de um dos alunos, Sérgio Ortiz, explica que o novo prédio fica a cerca de 4 km do antigo local e que, para chegar à escola, os alunos agora precisam atravessar a BR-070. Antes, quando os alunos tinham aula no prédio onde a cratera foi aberta, segundo Sérgio, a maioria ia de bicicleta para a unidade escolar. Agora, no entanto, precisam de um ônibus.

Já a Seduc diz que o estado é responsável pelo transporte dos alunos que moram na zona rural. Já os que moram na cidade devem ser levados e trazidos com recursos da prefeitura.

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