conecte-se conosco


Destaque

Vários municípios emancipados há dezenas de anos, entre eles Curvelândia, poderão ser reincorporados a Cáceres

Publicado

Vários municípios emancipados de Cáceres, nos últimos 40 anos, atualmente com menos de cinco mil habitantes e baixa arrecadação, poderão ser reincorporadas, ao município, em forma de distritos. É o que pode acontecer, em caso de aprovação, pelo Congresso Nacional, da Proposta de Emenda Constituição – PEC, denominada “Plano Mais Brasil” apresentada pelo governo federal na semana passada. Em Mato Grosso, podem acabar 34 municípios.

No caso de Cáceres, vários municípios poderão ser reincorporados, entre eles Curvelândia, emancipada em 28 de janeiro de 1998, há 21 anos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população estimada do município para 2019 seria 5.219 habitantes. Porém, o último Censo, em 2010 o comprovou com 4.866 habitantes, tendo ainda reduzido cerca de 3 mil habitantes, no processo de biometria, realizado neste ano em todo país.

A proposta apresentada pela equipe do presidente Bolsonaro visa economia para a União. Com a incorporação de cidades menores a outras maiores haveria menos gastos com Câmaras de Vereadores, prefeitos, secretários municipais e assessores. Além disso, a proposta do presidente também cria restrição na criação de novos municípios. Em Mato Grosso, pelo menos, 23 distritos estão na fila para serem emancipados.

Além de Curvelândia, podem ainda serem reincorporados para Cáceres, caso o Congresso aprove o “Plano Brasil” os municípios de Figueirópolis D´Oeste, atualmente com 3.537 habitantes; Porto Estrela, com 3.050 habitantes e Reserva do Cabaçal, atualmente com 2.721 habitantes.

Leia mais:   PM retira de circulação 125 armas em 2019 e recupera 16 veículos nos primeiros 15 dias de 2020

A proposta divide opiniões tanto em nível estadual quanto municipal. Na Assembleia Legislativa, um grupo de deputados defende a PEC, outros reprovam.  A primeira a se levantar contra a proposta foi a deputada Janaina Riva (MDB), que apresentou moção de repúdio contra a proposta do presidente, já apresentada no Congresso Nacional. A favor se manifestou o deputado Silvio Fávero (PSL). Segundo ele, é preciso ter um pouco de paciência e lembrou que é necessário, além de ter 5 mil habitantes, ter 10% de receita própria.

No município, o prefeito Francis Maris Cruz (PSDB), a menos de um ano para o fim do mandato, defende a proposta de “unhas e dentes”. “É a melhor coisa que poderia acontecer. Muitos desses pequenos municípios, de baixa arrecadação não tem recursos sequer para se manterem. Defendo essa proposta de unhas e dentes”. Por outro lado, a vice-prefeita e pré-candidata a sucessão municipal, Eliene Liberato Dias se manifesta contra.

“Na minha opinião deve haver um estudo bastante minucioso dessa proposta. Caso seja aprovada, esses municípios, vem com mais dívidas para a cidade a que eles forem reincorporadas. Não resta dúvidas que haverá economia, mas certamente, mais dividas para o município mãe. Por isso sou contra” enfatizou.  O número de habitantes leva em conta a estimativa do IBGE para 2018. A PEC prevê que os municípios pequenos sejam incorporados a outros maiores. A ideia é reduzir despesa e somar receita.

Leia mais:   Projeto de lei prevê a criação de rede de apoio a pessoas com esquizofrenia

Levando por base a quantidade populacional correm risco de ser extintos os municípios de: Canabrava do Norte (4.761 habitantes), São Pedro da Cipa (4.674 habitantes), Nova Guarita (4.578 habitantes), Santa Carmem (4.486 habitantes), São José do Povo (4.021 habitantes), Novo Horizonte do Norte (3.985 habitantes), Conquista d’Oeste (3,973), Rondolândia (3.966 habitantes), Nova Brasilândia (3.928 habitantes), Itaúba (3.901 habitantes), Tesouro (3.786 habitantes).

E, ainda Nova Nazaré (3.765 habitantes), Nova Santa Helena (3.699 habitantes), Torixoréu (3.672), União do Sul (3.562 habitantes), Figueirópolis d’Oeste (3.537 habitantes), Salto do Céu (3.437 habitantes), Santa Rita do Trivelato (3.330 habitantes), Nova Marilândia (3.249 habitantes), Santo Afonso (3.136 habitantes), Vale de São Domingos (3.128 habitantes), Araguaiana (3.119 habitantes), Porto Estrela (3.050 habitantes), Glória d’Oeste (3.045 habitantes),

Indiavaí (2.725 habitantes), Reserva do Cabaçal (2.721 habitantes), Planalto da Serra (2.676 habitantes), Novo Santo Antônio (2.574 habitantes), Santa Cruz do Xingu (2.495 habitantes), Ribeirãozinho (2.388 habitantes), Luciara (2.099 habitantes), Serra Nova Dourada (1.622 habitantes), Ponte Branca (1.602 habitantes), Araguainha (956 habitantes).

O número de habitantes leva em conta a estimativa do IBGE para 2018. A reportagem leva em conta o número de habitantes de cada cidade, sem analisar a receita do município. O projeto de Bolsonaro prevê que os municípios pequenos sejam incorporado a outro maior. A ideia é reduzir despesa e somar receita.

Editoria – Sinézio Alcântara

Comentários Facebook

Destaque

Reck Júnior diz que pretende conversar com Francis sobre a retomada das atividades do porto

Publicado

A parte da estrutura física do porto deverá estar concluída em 90 dias o que deve demorar um pouco mais são as questões burocráticas relacionadas às portarias e licenças ambientais para que o complexo portuário tenha o recomeço das operações. A afirmação é do presidente da Associação Pró – Hidrovia do Rio Paraguai, Vanderlei Reck Júnior. Citado de não possuir expertise para a atividade pelo prefeito Francis Maris Cruz, Reck diz que Francis é uma “boa pessoa” e que pretende conversar com ele sobre projeto.

“Desde o embargo jurídico da hidrovia do Rio Paraguai, em 2004, estamos trabalhando. Houve um período em 2014 que paralisaram as dragagens e articulamos para que fossem retomadas. O nosso trabalho não é político. Não ficamos noticiando tudo o que fazemos” disse. Francis afirmar que desde que o presidente da APH, assinou o Acordo de Cooperação nº 001/2016, no dia 25 de outubro de 2016, junto ao governo do Estado, nada, aparentemente, teria sido feito no terminal.

A retomada da navegação comercial pela hidrovia Paraguai-Paraná foi prometida pelo governador Mauro Mendes no final do ano passado.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, em que aparece ao lado do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) Adriano Silva, Mendes disse que “fechamos um planejamento de trabalho com a associação dos produtores e, no máximo em seis meses, queremos o porto de Cáceres funcionando”, disse acrescentando que “temos um compromisso formado e vamos cobrar muito. Eu tenho plena convicção de que em 2020 estará funcionando a navegação no rio Paraguai”.

Leia mais:   Associação de Mulheres de Rondonópolis é declarada de utilidade pública

Em contato com a reportagem do Jornal Expressão, Reck Júnior afirmou que a APH dispõe de recursos necessários para fazer o projeto caminhar. “100% dos investimentos aportados na recuperação do porto para a retomada das atividades serão aportados pela APH” diz informando que a previsão é de que serão absorvidos recursos na ordem de R$ 1,5 milhões nas obras físicas do terminal. E, que a APH dispõe de capacidade técnica e administrativa para execução do projeto.

Reck Júnior se diz “impressionado” com o número de empresas que tem procurado a direção da APH no sentido de ajudar no projeto. Salientou que já realizou várias contratações, outras empresas estão fazendo orçamento e acredita que o porto retome as atividades, no período de seis meses, conforme a previsão do governador.

Enfatizou que pretende conversar com o prefeito Francis para que possam entender melhor o projeto. “Até onde sei o Francis e uma pessoa boa. Devo fazer uma visita à ele nos próximos dias. Temos que conversar para entender o projeto. Cáceres é uma cidade abençoada por ter essa hidrovia. Esse projeto irá beneficiar não apenas a cidade e a região, mas todo Estado. Temos que estar de mãos dadas nesse grande empreendimento da região”.

Leia mais:   Professores e demais servidores de Cáceres terão salários reajustados

Novo acordo

A assinatura do novo Acordo de Cooperação entre a APH e o governo do Estado, através da Metamat, para a retomada das atividades do Porto Fluvial de Cáceres, ocorreu na terça-feira (14.01).  “É uma vontade antiga de todos que trabalham na região, que se possa voltar a usar o transporte aquaviário para escoamento da produção. Esta cooperação garante que cada etapa do cronograma seja cumprida com apoio e fiscalização do governo”, afirma o presidente da Metamat, Juliano Jorge Boraczynski.

Reck Junior assinalou que porto está há praticamente 10 anos sem funcionamento, já que desde 2009 o fluxo diminuiu drasticamente, até a paralização completa, em 2012. E reiterou a importância do escoamento da produção, e da possibilidade de facilitar a exportação, e a importação, para os produtores da região. “Estamos bastante confiantes nesse novo momento. Por parte da Associação, não estamos medindo esforços para colocar o porto em operação dentro dos seis meses”, afirma.

O porto

O Porto Fluvial de Cáceres é delegado pela União para a administração pela Metamat desde 1998. Por meio da hidrovia Paraguai-Paraná, o porto beneficiará municípios das regiões oeste e sudoeste do estado. Dos 3.442 quilômetros da rota aquaviária, 890 quilômetros ficam dentro do Brasil, passando por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A hidrovia passa ainda pela Bolívia, Paraguai, e Argentina.

Editoria – Sinézio Alcântara

Comentários Facebook
Continue lendo

Cáceres e Região

Município em alerta com casos de dengue; PAM já realizou 178 notificações de 1 a 14 de janeiro

Publicado

O ano de 2020 inicia em Cáceres com uma antiga preocupação: o aumento de ocorrências de supostos casos de dengue. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o PAM registra, diariamente, dezenas de atendimento de casos de pacientes com sintomas da doença. Um relatório do Pronto Atendimento Médico aponta que de 1 a 14 de janeiro, foram notificados 178 casos. Uma média de 12,7 registros por dia.

“Embora seja muitas as notificações, não existe nenhum caso comprovado. O mais provável é que seja virose. Porém, não podemos descartar as hipóteses da dengue” diz a secretária Silvana de Souza. A situação, de acordo com agentes de saúde é preocupante porque, na verdade, o período chuvoso, quando o habitualmente aumenta o número de ocorrências dessa natureza, ainda nem começou em Cáceres.

E, além disso, as ocorrências dos casos de dengue aumentaram 66% em Mato Grosso em 2019. Houve registro de 16.953 doentes, o número mais alto dos três últimos anos. Os dados são da SES (Secretaria de Estado de Saúde) do balanço de fechamento do ano de doenças causadas pelo mosquito aedes aegypti. E, a previsão do Ministério da Saúde é de que, em 11 estados da federação haverá surto da doença.

Leia mais:   Interação social e postura diante de crises são temas discutidos em roda de conversa que marca o Janeiro Branco

A secretária afirma que, embora haja expectativa da evolução das doenças provocadas pelo aedes aegypti – dengue, chikungunya e zica Vírus- a Secretaria Municipal de Saúde está atenta. Relata que, no mês de dezembro, foi realizado um mutirão de limpeza na cidade quando foram recolhidos 380 toneladas de lixo. E, já para esta semana, a equipe da Vigilância Sanitária estará realizando várias ações de prevenção e combate da doença.

“Serão realizadas reuniões de conscientização em escolas, panfletagem nos bairros, limpeza e tudo mais que for necessário para orientar a população a se prevenir e combater a doença” diz Silvana.

Além do relatório que aponta o número de notificações, a reportagem do Jornal Expressão, teve acesso a um oficio circular da Secretaria de Estado de Saúde, encaminhado às secretarias municipais. No documento, assinado pela diretora do Escritório Regional de Saúde, estabelece datas para a realização do Levantamento Entomológico Lira – Levantamento de Índice Rápido para aedes aegypit para o ano de 2020, em Cáceres.

Conforme o documento, o primeiro Lira do ano ocorrerá de 6 a 17 de janeiro, o segundo de 30 de março a 9 de abril, o terceiro de 8 de 6 a 19 do 6 de 2020. E, quarto de 5 do 10 à 16 do 10 de 2020.

Leia mais:   Projeto de lei prevê a criação de rede de apoio a pessoas com esquizofrenia

De acordo com o relatório da SES, as cidades com incidência da dengue no Estado alta são Sinop, que teve 1803,9 casos a cada 100 mil habitantes no ano passado e Rondonópolis com 365,7.  Cuiabá e Várzea Grande ficaram com incidência considerada baixa no mesmo período. A primeira registrou 81,7 e a segunda, 63,5.

Zika e chikungunya

O balanço da Secretaria de Saúde mostra ainda queda acentuada nos casos de zika e chikungunya em 2019 em comparação com 2018. A ocorrência da zika passou de 1.097 para 391 (-64) e da chikungunya, de 14.375 para 907 (-93%).

Editoria – Sinézio Alcântara

Comentários Facebook
Continue lendo

Cáceres e Região

Policial

Política MT

Mato Grosso

Entretenimento

Mais Lidas da Semana