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Vacina mais eficaz contra pneumonia é testada em humanos

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Produto deve custar menos e ser mais abrangente

Ministério da Saúde realiza Dia D da segunda fase da Campanha de Vacinação contra o Sarampo será neste sábado (30).

Pesquisadores do Instituto Butantan e do Boston Children’s Hospital, da Universidade Harvard (Estados Unidos), estão trabalhando juntos nos testes em humanos de uma nova vacina contra pneumonia, mais barata e abrangente que as versões atualmente usadas no Brasil.

Até agora, acredita-se que o imunizante é capaz de proteger contra todos os sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, causadora da doença.

O trabalho inicial foi conduzido pela pesquisadora do Laboratório Desenvolvimento de Vacinas do Instituto Butantan, Luciana Cezar de Cerqueira Leite, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp.

Segundo ela, os testes clínicos fase I e II foram realizados na África e coordenados nos Estados Unidos pela equipe de Harvard, com apoio das Fundações Bill&Melinda Gates e do Path (Program for Appropriate Technologies in Health).

“Foram mais de dez anos de pesquisa até chegar a essa vacina celular. Inicialmente investigamos proteínas que poderiam ser usadas como alvo. Ao longo do percurso, surgiu a proposta da vacina celular, onde desenvolvemos o processo de produção e mudamos o adjuvante [substância capaz de potencializar a resposta imune] e até a via de administração. Inicialmente, pretendíamos criar uma vacina de administração intranasal, mas percebemos que o produto seria mais eficiente por via intramuscular”, explicou a pesquisadora.

Segundo Luciana, a pesquisa optou por usar uma estratégica diferente para ativar a resposta autoimune da vacina, usando como alvo proteínas comuns a todas os sorotipos do microrganismo, ao invés de usar os polissacarídeos presentes na cápsula bacteriana, como fazem as vacinas hoje disponíveis.

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De acordo com estimativas, existem em todo o mundo mais de 90 sorotipos de Streptococcus pneumoniae que, além de pneumonia, causam doenças como meningite, otite e sinusite.

Os sorotipos são definidos com base na combinação de polissacarídeos presentes na cápsula que recobre o microrganismo. Nas vacinas convencionais, essa combinação de moléculas vai determinar o antígeno que, quando introduzido no organismo, induz a formação de anticorpos.

Já o produto desenvolvido no Butantan é capaz de ativar a resposta imune independentemente do sorotipo da bactéria.

Luciana disse que é importante desenvolver uma vacina contra pneumonia que seja acessível e funcione para todos os sorotipos de pneumoniae.

“No caso específico da pneumonia, insistir na inclusão de novos sorotipos em vacinas conjugadas só aumenta a complexidade e os custos de produção, fazendo com que vacinas que já são caras se tornem ainda menos acessíveis a países em desenvolvimento, como o Brasil”, disse.

Versões

As vacinas pneumocócicas conjugadas disponíveis hoje protegem contra 10 a 13 sorotipos da bactéria. Uma versão não conjugada compreende 23 sorotipos, mas não é eficaz em crianças, sendo usada mais em adultos.

“A primeira geração de vacinas conjugadas era hepta valente, eficaz contra os sete sorotipos mais prevalentes na Europa e nos Estados Unidos. Porém, como a prevalência varia de uma região para outra, não apresentava uma cobertura muito boa para Brasil. Abrangia em torno de 60% apenas”, observou.

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Com o tempo, a capacidade de conjugar cepas variadas foi aumentando e surgiram as versões 10-valente e a 13-valente.

“Mas há um problema nessa estratégia. Quando se tira de circulação as bactérias de um determinado sorotipo, outras cepas vão surgindo naturalmente e o imunizante perde eficácia. É a chamada substituição sorotípica”, disse.

Além de mais abrangente, a vacina celular desenvolvida no Butantan não sofre o problema de substituição sorotípica.

“Outra vantagem está no preço. Embora seja difícil definir valores antes que o imunizante seja aprovado e comece a ser produzido, estima-se algo próximo a US$ 2. Atualmente, a vacina polissacarídica, a 13-valente, custa US$ 60 na rede privada e US$ 15 no Sistema Único de Saúde. Além disso a vacina anterior demora dois anos para ser produzida e a nova pode ser produzida em até dois meses”, reforçou Luciana.

Já foram concluídas a primeira (análise de segurança e toxicidade) e a segunda fase (análise de imunogenicidade) dos ensaios clínicos. “Pretendemos repetir a segunda fase nos Estados Unidos. É nessa etapa que se compara o tipo de resposta imune induzida em populações de diferentes países”, disse.

A terceira fase dos testes clínicos, ainda sem previsão para começar, envolve um número maior de pessoas e testa efetivamente a eficácia da vacina por meio da comparação entre uma população imunizada e outra que recebeu apenas placebo.

Agência Brasil

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MT decreta luto e políticos homenageiam pastor Sebastião

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Assessoria

O governador Mauro Mendes (DEM) e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), decretaram luto oficial de três dias, a partir desta quarta-feira (8), em pesar pela morto do presidente da Assembleia de Deus em Mato Grosso, pastor Sebastião Rodrigues de Souza, 89. O religioso esteve a frente a igreja por 50 anos e morreu de covid-19, na madrugada desta quarta.

Políticos de Mato Grosso também deixaram suas homenagens ao líder evangélico e destacaram seus feitos para a comunidade no decorrer das décadas.

Sebastião estava internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) há 5 dias. Ele melhorou mas depois seu quadro teve severa piora e não resistiu. O filho do pastor, Rubens Siro de Souza, 69, morreu da doença na sexta-feira (5). “Tinha por ele uma grande admiração pelo líder e homem de Deus que ele sempre foi. Sua igreja e a sua fé permanecerão vivos para sempre. Eu e minha esposa Virginia Mendes estamos em oração para que Deus conforte o coração dos familiares, amigos e dos milhares de fiéis”, afirmou o governador Mauro Mendes.

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Em comunicado feito no site da Prefeitura de Cuiabá, Pinheiro lamentou o falecimento.

“Uma grande perda para a sociedade cuiabana, para Mato Grosso. Que Deus conforte o coração da família e dos irmãos da Assembleia de Deus que perderam seus dois líderes nesta última semana”, declarou.

O deputado Thiago Silva (MDB), membro da Assembleia de Deus, lamentou a perda e demonstrou seus sentimentos à família do pastor.

“Como Presidente da Comademat e 45 anos de ministério em Mato Grosso, dedicou a sua vida a obra de Deus e o fortalecimento e expansão dos trabalhos de evangelização da igreja Assembleia de Deus em todos os municípios de Mato Grosso, sendo o nosso maior exemplo de fé, amor ao próximo e dedicação a obra de Deus”, escreveu.

Em nota, o parlamentar Xuxu Dalmolim (PSC) destacou as duas importantes perdas, do pastor e filho, em tão poucos dias. Externou suas condolências à família e sua homenagem ao homem que foi presidente da igreja.

“Quero aqui expressar os nossos sentimentos aos familiares do Pastor Sebastião Rodrigues, aos seus amigos e a todos os assembleianos de Mato Grosso. Infelizmente, o Pastor Sebastião veio a óbito uma semana após a morte do filho, também vítima da covid, duas grandes perdas. Esses homens de fé muito contribuíram com o nosso estado e não vamos deixar que suas histórias sejam esquecidas”, disse.

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Janaina Riva também manifestou sua tristeza pela perda. Ela destacou, em nota, que o pastor foi responsável pela fundação da Assembleia de Deus em Juara, sua cidade natal.

“Foi a maior liderança religiosa entre os evangélicos nas últimas décadas em Mato Grosso. O pastor Sebastião era uma referência no Brasil, um homem que dedicou a sua vida à obra de Deus. Aos familiares, externo meus sinceros sentimentos de pesar. Que Deus conforte o coração de vocês. Oremos por ele e por todas as vítimas da covid-19”, escreveu a deputada.

A igreja Assembleia de Deus prestou homenagens em texto e vídeo ao seu líder. “Será esse sorriso que sempre estará na nossa memória, em breve encontraremos no céu”, diz uma das mensagens.

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Cáceres e Região

Cadeia pública de Cáceres inicia tratamento precoce de COVID-19 nos presos

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Após a confirmação de presos do convívio (área comum da unidade, depois da triagem) com o coronavírus, a Cadeia Pública de Cáceres iniciou o tratamento de 250 presos.
A estratégia de iniciar o tratamento precoce se deu pelo contato que os presos tiveram com os testados positivo, nas alas 1 e 3. Os medicamentos foram fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde e a intenção é não deixar que nenhum preso chegue a precisar ser hospitalizado.
Após reunião telepresencial no dia de ontem, 07, coordenada pela Juíza Helícia Vitti Lourenço, titular da 1ª Vara Criminal e representantes da OAB, comissão de Direitos Humanos, servidores do sistema penitenciário e legislativo municipal, foi encaminhado pela Secretaria Municipal de Saúde os medicamentos para a unidade, que começou a administração ainda na noite de ontem.
A maior parte dos presos não apresenta sintomas, porém, considerando a impossibilidade de distanciamento físico dentro de uma unidade prisional, todos serão tratados. Todos os presos serão monitorados quanto aos sintomas e reações aos remédios, telepresencialmente, pelo dr. André Amaral.
A dra Helícia Vitti foi enfática em dizer que se compromete a viabilizar tudo o que for da competência do judiciário, para seguir as recomendações médicas. Ou seja, a decisões técnicas fiarão por conta da equipe médica.
Em relação às famílias, que há meses estão sem poder fazer visitas, foi requerido pelo presidente da 3ª subseção OAB-MT, dr. Fábio de Sá, um modo de contato com os presos. O presidente alega que esse distanciamento cria um ambiente propício fora da unidade para que as pessoas acabem acreditando em Fake News, como as que diziam que os presos não estavam sendo assistidos. E que para conter uma comoção dessas famílias, é preciso tratar isso como uma prioridade, para aliviar a pressão que advogados e o próprio judiciário sofre com essa demanda.
O vereador Cézare Pastorello, que participou representando o legislativo municipal, reforçou o pedido da OAB, uma vez que a demanda das famílias por notícias é muito grande, bem como a importância de trazer à sociedade informações reais da unidade, para conter o avanço de notícias falsas. Para isso, foi criado um grupo de trabalho que também fará uso das redes sociais, além da imprensa convencional.

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