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Unemat teve corte de quase 50% no orçamento em janeiro após decreto de calamidade

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Por Flávia Borges, G1 MT

A Universidade de Mato Grosso (Unemat), que tinha orçamento de R$ 4,4 milhões, sofreu um contingenciamento em janeiro deste ano, após o governador Mauro Mendes (DEM) decretar estado de calamidade financeira.

O orçamento, que segundo a assessoria da universidade já era apertado, passou a ser de R$ 2,7 milhões.

O montante impossibilita, por exemplo, a contratação de professores para algumas disciplinas.

Segundo a assessoria, não houve o fechamento de nenhum curso de graduação ou pós-graduação, mas a expectativa é que o orçamento volte a ser pago integralmente a partir de julho, quando vence o decreto do governador.

A assessoria de imprensa da Unemat explica que a instituição está fazendo uma readequação, bem como renegociando com fornecedores.

As prioridades são justamente o pagamento das dívidas com os fornecedores e com os funcionários terceirizados, que trabalham nas áreas de limpeza e segurança.

Perguntado sobre a possibilidade de mais cortes no orçamento da Unemat, o governador Mauro Mendes não descartou que o fato possa acontecer.

“Nós temos que ir acompanhando a evolução da economia brasileira. Já teve um sinal claro que o PIB, ou seja, atividade econômica já está em franco declínio este ano e, se isso realmente se confirmar como vem se confirmando, isso vai afetar profundamente a arrecadação. Quando entra menos dinheiro, temos que cortar mais despesas sim”, afirmou.

No 17º dia de governo, Mauro Mendes assinou um decreto de calamidade financeira por causa de restos a pagar deixados pela administração anterior. Segundo o governo, a dívida é de quase R$ 4 bilhões.

Com o decreto, foram feitos vários cortes. “Estamos tomando várias medidas de maneira silenciosa, não sou uma pessoa que gosta de ficar tomando medidas espetaculosas, estamos fazendo no governo medidas importantes de cortes de gastos, de redução de despesas”, citou.

O decreto tem validade de 180 dias.

Impacto dos cortes

Como consequência do bloqueio de R$ 5,8 bilhões no orçamento de 2019 do MEC, decretado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), houve corte de R$ 31.838.793,00 no orçamento do IFMT para este ano.

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Cáceres e Região

Prefeitura finaliza últimos detalhes para o maior evento de Natal do Estado

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A Prefeitura de Cáceres através da Secretaria de Turismo e Cultura finaliza os últimos detalhes das peças de decoração para o lançamento das ‘Luzes de Natal’ e do cenário da ‘Encenação Teatral Jesus Cristo, o presente de Deus’, o lançamento no dia 06, de dezembro ás 20:00 horas, na Praça de Eventos da SICMATUR, com entrada gratuita.

O secretário de Turismo e Cultura, Junior Trindade, explicou que todo esse trabalho começou no mês de Janeiro, com reuniões entre os empresários locais, produção do projeto de desiger, projeto de custo, parceiros entre outras ações. “Graças a Deus esse ano com mais experiência e já conhecendo todos os tramites burocráticos, começamos no início do ano os preparativos para oferecer um grande espetáculo e atrair turista de todas as regiões. Agradeço a todas as parcerias em especial ao cenógrafo, Marcio Nei Miranda, a Câmara Municipal, o Centro de Ressocialização, Conselho da Comunidade, a Vara de Execução Penal e a cada reeducando que trabalhou duro transformando lixo em arte. A maioria das peças foram confeccionadas com matérias recicláveis, garrafas pets, isopor que iriam para o lixo poluir nossa natureza, agradeço ao Governo do Estado, a Assembléia Legislativa e a todos que estão contribuindo para transformar a nossa querida Cáceres, na cidade mais bela e iluminada de Mato Grosso neste Natal”, finalizou Junior.

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O prefeito de Cáceres, Francis Maris Cruz, disse que o teatro será o maior espetáculo a céu aberto do Estado, com a peça ‘Encenação Teatral Jesus Cristo o presente de Deus’, que contara com mais de 100 participantes, do Grupo de Oração Santa Terezinha, Paróquia São Luiz de Cáceres e a decoração a iluminação da Catedral, das Praças e de algumas Ruas vão estar ainda mais bonita do que no ano de 2018. “Venham prestigiar o lançamento, repasse o convite aos parentes e amigos de outros municípios, vamos fazer com que todos venham prestigiar a nossa cidade e assim vamos fomentar o nosso comércio, a nossa cultura, que é um orgulho para todos nós”, finalizou Francis

Da Assessoria

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Cáceres e Região

Vila Bela da Santíssima Trindade preserva cultura herdada de quilombo

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O Globo

Por – Marcelo Remígio

Rio – Os atabaques vão bater mais forte neste Dia da Consciência Nega, em Via Bela da Santíssima Trindade, município distante 521 quilômetros de Cuiabá. Principal capital de Mato Grosso, a cidade de 16 mil habitantes é símbolo no país da preservação da cultura afro, herdada do antigo Quilombo do Quariterê. A comunidade de negros ficou conhecida no século 18 por ser comandada por uma mulher, Teresa de Benguela e por abrigar indígenas.

Para manter viva a tradição do Quariterê, escolas públicas do município mantêm na grade curricular disciplinas sobre a cultura afro. Dentro de casa são ensinadas manifestações como a dança do Chorado e, entre os meses de junho e julho, são promovidas festas religiosas do período colonial, com distribuição de alimentos e bebidas para celebrar a colheita.

Nas ruas de Vila Bela também não é difícil encontrar moradoras com roupas, lenços de cabeça e turbantes coloridos, como usavam suas antepassadas. A confecção é artesanal e respeita a tradição africana.

“Vila Bela é uma pequena África em Mato Grosso. Na cidade são preservadas tradições herdadas desde o período de Teresa de Benguela, como a sociedade matriarcal e a forte influência da mulher nas decisões locais” explica a pesquisadora e professora Silviane Ramos, que estuda a influência da cultura negra na região desde 1999. “A população tem conseguido manter sua identidade, apesar do crescimento local e da ocupação que se intensificou anos de 1960 e 1970”.

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De acordo com Silviane, que é descendente da rainha africana Teresa de Benguela, 72% da população de Vila Bela é formada por pretos e pardos. A população só não é 100% negra em função da presença indígena e da colonização recente vinda de estados da Região Sul. Mato Grosso possui pelo menos 160 áreas ou comunidades ocupadas por quilombolas. Do total 60 são reconhecidas.

Autora do livro “Perolas Negras – As mulheres de Vila Bela na luta pela afirmação da identidade”, Silviane destaca como uma das maiores expressões afros na cidade a dança do Chorado. No período colonial, os passos eram dados por mães, mulheres e irmãs de escravos fugitivos ou considerados indisciplinados que eram presos e submetidos a castigos. A dança pedia a liberdade e o perdão, nem sempre aceitos. Hoje, a manifestação simboliza a resistência da cultura negra.

O Quilombo do Quariterê foi criado em 1740 pelo líder negro José Piolho, marido de Teresa de Benguela, no Vale do Guaporé. A região mato-grossense é próxima à fronteira com a Bolívia. Com a morte de José Piolho, Teresa assumiu o comando do quilombo, que passou a ser com auxilio de um parlamento. A líder negra acabou sendo morta pela Coroa Portuguesa em 1875.

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Segundo Silviane, ao contrário do que se acreditou por muitos anos, Teresa não se matou ou fugiu louca. Por convicções religiosas, explica a pesquisadora, ao saber do ataque ao quilombo, a líder buscou o “retorno a terra” e foi rendida enquanto comia terra. Depois de assassinada, teve o corpo esquartejado e colocado em exposição em Vila Bela. Somente em 1795 o quilombo foi extinto. No Rio, além de ter sua memória preservada por grupos afros, Teresa de Benguela foi homenageada em 1995 pela Unidos do Viradouro.

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