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Três pessoas morreram afogadas em rios de MT neste fim de semana

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Três pessoas morreram afogadas neste final de semana em Mato Grosso, conforme o Corpo de Bombeiros.

O primeiro caso foi registrado em Cotriguaçu, a 920 km de Cuiabá, no sábado (1º). Os bombeiros foram acionados por volta de 12h para atender uma ocorrência de afogamento próximo a uma ilha no Rio Juruena, no Distrito de Nova União.

Testemunhas disseram aos bombeiros que algumas famílias passeavam de barco pelo Rio Juruena, quando foram conhecer uma pousada às margens do rio. Já no retorno para a ilha onde estavam acampadas, uma das embarcações afundou por causas desconhecidas. A equipe de mergulhadores de Juína foi ao local e iniciou as buscas na manhã de domingo. Os militares que estavam realizando as buscas fizeram alguns mergulhos na área onde o homem de 24 anos se afogou. Após alguns mergulhos na área não resolveram seguir rio abaixo, seguindo a correnteza. Logo após a equipe iniciou as buscas pela superfície, com embarcação, e a vítima foi localizada a cerca de 30 km do local em que se afogou.

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No domingo (2), os bombeiros foram acionados para atender uma ocorrência de afogamento no Rio Arinos, em Juara, a 690 km de Cuiabá. Um homem que trabalhava como balseiro tentava atravessar o rio. Há a informação de que ele pode ter caído no rio e se afogado.

Pessoas que estavam próximas tentaram socorrer a vítima utilizando uma embarcação, mas não conseguiram salvá-la. Os bombeiros iniciaram as buscas no domingo, porém o corpo não foi localizado. As buscas foram retomadas nesta segunda-feira (3) e o corpo foi encontrado no fim do dia.

A terceira ocorrência de afogamento também foi registrada nesse domingo (2). Segundo testemunhas disseram aos bombeiros, um jovem de 22 anos estava tomando banho com um grupo de amigos no rio Juruena, em Castanheira, a 780 km de Cuiabá. O local é raso, mas a vítima se afogou e não foi localizado pelos companheiros que estavam com ele no rio. A equipe de mergulhadores que localizou o corpo no Distrito de Nova União finalizou a ocorrência por lá e se deslocou no domingo para Castanheira, sendo as buscas iniciadas na manhã desta segunda-feira. O corpo do jovem foi localizado no final da tarde.

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Alerta

O Corpo de Bombeiros alerta que neste período de seca e altas temperaturas, as pessoas procuram locais para se refrescar nos fins de semana. Porém, os riscos são diversos e a população deve estar atenta a eles.

Caso estejam em embarcações, é necessário observar as normas de segurança, respeitar a capacidade máxima de ocupantes e utilizar coletes salva vidas.

Caso estejam em praias, devem observar as sinalizações de advertências dos locais, profundidade, existência de correntezas e pedras. Não nadar sozinho, evitar ingerir bebida alcoólica e depois entrar na água, evitar pular de locais elevados. Essas são algumas das dicas de segurança para evitar afogamentos.

Por G1 MT

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Pantaneiros, quilombolas e indígenas relatam destruição causada pelo fogo

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O desmatamento que reduz o volume de água no Pantanal, a dificuldade para combater o fogo, a destruição de roças e casas, a morte de animais e da vegetação, e as consequências depois que a chuva chegar foram debatidos na audiência pública remota sobre queimadas no Pantanal realizada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT).

“Todos que estão na linha de frente combatendo o fogo estão expostos a morrer, respirando a fumaça e adoecendo. Estamos vivendo uma pandemia. Mas o fogo no Pantanal não é a doença. O fogo no Pantanal é a febre. Não adianta dar antitérmico sem tratar a doença. E muitos aqui disseram com clareza qual é a doença”, disse Lúdio.

Pelo aplicativo Zoom, a audiência reuniu mais de 100 pessoas, entre pantaneiros, indígenas, quilombolas, bombeiros, técnicos, pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), gestores públicos e parlamentares, na quinta-feira (17). A audiência abriu a programação da comissão do Congresso Nacional que visita o Pantanal neste fim de semana.

Moradores relataram o impacto do fogo nas comunidades. “Mais de 80% da nossa área foi queimada. A gente perdeu roça, perdeu casa, perdeu nossa medicação tradicional porque queimou grande parte da mata. Temos passado os últimos dias com muita tristeza. É muita fumaça, pessoas com dificuldade pra respirar. E nossa vida está em risco, porque não temos mais segurança alimentar”, contou Alessandra Alves, indígena do povo Guató.

Leidiane Nascimento da Silva, da comunidade Pantanalzinho, de Barão de Melgaço, destacou a tristeza e impotência diante do fogo. “Vejo tudo aquilo que eu amo se acabando em chamas. O povo pantaneiro luta pelo Pantanal. É aqui que residimos, é de onde tiramos nosso sustento”, disse. Maria Helena Tavares Dias, do Território Quilombola Vão Grande, de Barra do Bugres, contou que, todos os anos, a casa de algum morador queima. “Não só os animais estão sendo mortos. As queimadas atingem nossas famílias. Nossas nascentes estão secando.”

Para a coordenadora da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, Cláudia Sala de Pinho, falta visibilidade a quem conserva o bioma. “Tivemos pessoas fazendo guarda dia e noite para o fogo não entrar nas casas. É muito triste ver o Pantanal nessa situação. Mas é mais triste ainda saber que isso é um dos meios para retirar as comunidades tradicionais do Pantanal. Depois do incêndio é que vamos saber a dimensão do que isso vai causar nos nossos territórios e nas nossas vidas. O Pantanal é nossa casa”, disse.

“Estamos na maior área úmida do mundo, falando do fogo. É uma contradição. Nós, pantaneiros e pantaneiras, sentimos muito. Eu vou na beira do rio e dá vontade de chorar. Tem gente decidindo pelo Pantanal que não sabe o que é vida, só sabe o que é negócio. Enquanto para uns é o negócio, para nós é a vida que está ameaçada”, disse Isidoro Salomão, ambientalista e membro da Sociedade Fé e Vida.

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Avanço do fogo

Dados da ocupação do Pantanal apresentados pelo coordenador de Inteligência Territorial do Instituto Centro de Vida (ICV), Vinícius Silgueiro, mostram que 25% do território do bioma é ocupado por 32 grandes fazendas. Mais de 1,3 milhão de hectares foram queimados neste ano, ou seja, 22% do bioma. “Prevenção também é fiscalização, investigação e responsabilização, seja com multa, embargos ou restrição de crédito. Não podemos dar sinal de que crime ambiental não dá em nada”, afirmou.

“Este é o período que mais queimou desde o início do monitoramento de queimadas, em 1998”, informou Fabiano Morelli, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao exibir imagens de satélite que mostram o avanço do fogo e o rastro de destruição. Cristina Cuiabália, da reserva Sesc Pantanal, relatou o combate às chamas na unidade de conservação e os projetos de recuperação do bioma. “A paisagem tem o homem pantaneiro, a mulher pantaneira e a biodiversidade”, disse.

Causas sistêmicas dos incêndios

A pesquisadora Michele Sato, da UFMT, afirmou que o desastre no Pantanal é consequência de mudanças climáticas. “Estamos vivendo uma crise planetária sem precedentes. Projeções indicam que vai piorar.” Solange Ikeda, pesquisadora da Unemat destacou a importância de conservar o Rio Paraguai e seus afluentes e explicou a dinâmica dos chamados “rios voadores”. “A água evapora do Oceano Atlântico, chega na Amazônia e é barrada pela cordilheira dos Andes. Então a água chega aqui no Centro-Oeste e no Sudeste e deságua em forma de chuva”, disse.

“Pantanal não é só onde alaga. Tudo que acontece no planalto interfere na planície. É importante haver política integrada para planalto e planície, para não permitir plantio de soja, como é permitido em outros biomas”, disse a professora Onelia Rossetto, da UFMT. Ela apontou ainda o plantio de espécies exóticas de pasto para engordar o gado e o baixo índice de áreas protegidas como fatores que agravam os incêndios no Pantanal.

André Luiz Siqueira, da Ecologia em Ação (Ecoa), criticou a postura do governo federal de culpar as unidades de conservação e defender a troca da vegetação do Pantanal por pasto. “Gado não é bombeiro do Pantanal. O principal regulador de desmatamento e incêndios do Pantanal é o Rio Paraguai, seus afluentes e suas áreas de inundação”, afirmou.

A pesquisadora Viviane Layme, da UFMT, lembrou que, além do impacto imediato sobre a fauna, com a morte dos animais, haverá também o impacto do pós-fogo. “O que sobra para os sobreviventes? Escassez de água, aumento de temperatura, solo e água contaminados, perda de alimento e de locais para ninho. Além da vegetação e do banco de sementes perdidos com o fogo”, disse. A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB, Gláucia Amaral, propôs um plano de emergência para alimentar os animais no pós-fogo, enquanto a vegetação e os rios se recuperam.

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Marcelo Latterman, da Campanha de Clima e Justiça do Greenpeace, sugeriu um decreto de emergência climática. “Mato Grosso pode ter essa posição de vanguarda no Brasil, para aumentar a pressão sobre os entes públicos”, disse.

Dificuldades dos órgãos responsáveis

A superintendente substituta Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Cibele Xavier Ribeiro, apresentou o contexto das brigadas em Mato Grosso e citou a limitação do órgão, que pode atuar somente em unidades de conservação e terras da União. Alex Marega, adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), destacou dificuldades no combate ao fogo e a reincidência dos crimes ambientais. “O Pantanal chegou nesse ponto agora por um conjunto de fatores. Áreas que deveriam estar alagadas nesse período estão completamente secas”, disse.

O coronel aposentado do Corpo de Bombeiros Paulo Barroso, que preside o Comitê do Fogo de Mato Grosso, afirmou que é necessário treinar mais brigadistas na região. “Agora estamos desesperados querendo apagar fogo e resgatar animais. Depois, quando chover, e as cinzas forem carreadas para os rios, vão matar muitos peixes e criar um desastre na economia local para quem depende disso”, observou.

A promotora de Justiça Ana Luiza Peterlini cobrou punição. “A responsabilização tem que ser exemplar. Além do desmatamento dentro do Pantanal, há também a drenagem das áreas úmidas, que altera todo o ciclo geológico do Pantanal. Ela tem sido feita nas cabeceiras, no planalto, e também na planície, para propiciar a agricultura em áreas impróprias”, afirmou.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, afirmou que o desmatamento das nascentes para plantio de soja e algodão também está acabando com o Pantanal. O pecuarista e empresário do turismo Leopoldo Nigro cobrou uma legislação específica para o Pantanal, como existe em outros biomas.

Política antiambiental

A deputada federal Rosa Neide (PT-MT) criticou a postura negacionista do governo federal quanto às mudanças climáticas. “Temos que colocar o dedo na ferida. Se não planejarmos agora, o desastre no ano que vem será ainda maior”, alertou. O deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) cobrou investimento e atuação do governo federal, com envio das Forças Armadas para combater os incêndios. “Podemos aprimorar a legislação e cobrar responsabilidade de um governo que faz política antiambiental”, disse.

O deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB-SP), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, observou que a bacia do Paraguai abastece todo o sul do país e propôs fazer ajustes na Lei do Pantanal. “A boiada está passando. Nenhum governo foi tão devastador para o meio ambiente”, disse Helica Araújo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).

Assessoria

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Destaque

Forças de Segurança Nacional virão a MT ajudar a combater incêndios florestais

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Ministério da Justiça e Segurança Pública enviará reforços para Mato Grosso

O Ministério de Justiça e Segurança vai enviar agentes das forças de segurança nacional para ajudar o Governo de Mato Grosso no combate aos incêndios florestais, já na próxima semana, a pedido do governador Mauro Mendes.

A informação foi confirmada ao secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, pelo Secretário Especial Adjunto da Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República, Júlio Alexandre.

“O governador Mauro Mendes solicitou essa ajuda já na última segunda-feira, para contribuir no combate a esse grande incêndio que está ocorrendo não só na região do pantanal, mas em todo o estado de Mato Grosso”, afirmou Carvalho, durante vistoria realizada por diversas autoridades na região do Pantanal, neste sábado (19.09).

O secretário pontuou que ainda não há informações sobre o número de combatentes e qual a estrutura que será disponibilizada a Mato Grosso.

“É uma ajuda extremamente importante do Governo Federal junto ao Estado, que não tem medido esforços no combate aos incêndios. Estamos solicitando não só ajuda de pessoas, mas de helicópteros, aeronaves e estrutura. Esses detalhes saberemos na semana que vem, assim que o Ministério da Justiça determinar o envio das forças de segurança nacional”, explicou.

Carvalho ressaltou que o Governo do Estado tem atuado forte no combate aos incêndios florestais desde março, quando foi lançado o Plano de Ação contra o Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais em Mato Grosso.

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Já foram mais de R$ 22 milhões investidos de recursos próprios, contando com 40 equipes espalhadas por todo o estado para o combate ao fogo, seis aeronaves, três helicópteros e mais de 2500 profissionais envolvidos, desde bombeiros militares, voluntários, integrantes da Defesa Civil e do Exército.

Porém, em virtude das condições climáticas desfavoráveis, como a baixa umidade e falta de chuvas há cerca de 120 dias, o Governo de Mato Grosso tem buscado novas parcerias para minimizar os impactos do fogo para o meio ambiente e qualidade de vida do cidadão. Além do combate, o Governo de Mato Grosso também tem adotado política de Tolerância Zero com os autores dos crimes ambientais, com R$ 189 milhões de multas aplicadas neste ano por uso irregular do fogo.

“O Governo do Estado já destinou R$ 22 milhões para o combate aos incêndios. O Governo Federal, em função do decreto de calamidade do governador, destinou mais R$ 10 milhões via Ministério do Desenvolvimento Regional. Todos esses recursos são 100% investidos no combate aos incêndios. Contratamos mais duas aeronaves e na próxima semana contrataremos mais uma, além de estrutura de caminhão-pipa e contratação de pessoas para contribuir com o combate na região pantaneira. Todos estão unidos: Governo Federal, do Estado e prefeituras”, disse o chefe da Casa Civil.

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De acordo com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a união de esforços de todas as instituições e da sociedade vai ajudar a “mitigar os impactos” dos incêndios. Ela ainda destacou o esforço para ajudar a resgatar os animais vítimas dos incêndios.

“O que estamos mobilizados é para fazer o controle dessa situação, com toda a comunidade científica, ambiental, testando novas alternativas para mitigar impactos, como o uso de retardantes. Já investimos mais de R$ 500 mil para o Posto de Atendimento a animais silvestres no pantanal. Ali é feito um atendimento emergencial para os animais resgatados, como um pronto-socorro. Fazemos esse primeiro atendimento, internamos se necessário e depois encaminhamos para outras unidades e até reintroduzimos na natureza, se for possível”, destacou.

Também estiveram na vistoria ao Pantanal o senador Wellington Fagundes; os deputados federais Dr. Leonardo, Rosa Neide, Nilton Tatto (SP), Paulo Teixeira (SP), Rodrigo Augustinho (SP) e Prof. Israel (DF); o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho; os deputados estaduais Wilson Santos e Carlos Avalone; os secretários Alexandre Bustamente (Segurança Pública), Cesar Miranda (Desenvolvimento Econômico) e Jefferson Moreno (adjunto de Turismo); e o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges.

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