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Mato Grosso

Três alunas chegam ao topo da classificação geral do ensino médio em Escola Militar

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Heloíse, Novack e Dayelle conquistaram as melhores notas na classificação geral do Ensino Médio da Escola Militar Tiradentes de Cuiabá. Ás vésperas da formatura, as três jovens se destacam não apenas pela pontuação, mas pela dedicação aos estudos e a forte representativa feminina no ranking de melhores alunas da instituição.

Do bairro Despraiado, Heloíse Bastos, de 18 anos, entrou na escolar militar por meio de processo seletivo há seis anos. A aluna 01 do ensino médio, alcançou a primeira colação com 9,33 pontos. Depois da formatura, Heloíse vai usufruir das férias, e em seguida volta aos estudos para entrar na faculdade de Engenharia da Computação.

“Entrei na Escola Militar no 7º ano, aprendi a ter uma rotina de estudo, abri mão de alguns lazeres para estudar. Fui me adaptando o sistema avaliativo da escola, não imaginava conquistar a primeira colocação e ainda mais dividir esse ranking com mais duas mulheres. É muito bom saber que estamos conquistando espaços de representatividade e empoderamento feminino”, diz orgulhosa Heloíse. 

Natalia Novack, de 17 anos reside no bairro Morada do Ouro e, para ela, estudar na escola militar é a realização de um sonho. Após a formatura, ela continuará firme nos estudos para conquistar uma vaga no curso de Medicina.  A estudante relembra que para alcançar as boas notas se apegou a uma rotina de estudos.

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“Sempre gostei de ter boas notas, quando cheguei ao ensino médio tive que pegar mais pesado nos estudos. É muito bom ver nossa evolução na escola. O topo dessa colocação ao longo do ano estava sendo ocupado por meninas, então nos dedicamos muito para vencer esse desafio, não contra os outros, mas de algo com a gente mesmo, de saber que se nos dedicássemos íamos encerrar o ano nessa classificação”, explica Novack.

Do bairro CPA, Dayelle Barros, de 18 anos, ingressou na escola no 1º ano, ela conta que o seu bom desempenho e de suas colegas é o reflexo da qualificação dos professores da instituição. A estudante que pretende cursar Direito conta que o ensino militar contribui na formação de grandes cidadãos.

“Um dia li um livro que diz que por trás de toda pessoa excepcional, existe grandes professores excepcionais, é assim que vejo essa instituição que tanto colabora com a minha formação. Os professores nos inspiram a cada aula”, ressalta a Dayelle. 

As três jovens destacam que a escola militar ajuda a sociedade a construir cidadãos líderes e autoconfiantes. Depois da solenidade de formatura, as três iniciam um novo ciclo de vida com mais estudos só que agora voltados para vestibulares e Enem. Ao deixarem a escola militar, elas concordam que carregam para toda a vida os princípios ensinados pela instituição. Heloíse diz que aprendeu a ser uma pessoa autoconfiante.

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“Nós aprendemos a nos tornarmos líderes, é muito fácil falar por trás de uma tela de celular, mas se comunicar com respeito e autoconfiança é algo que aprendemos ao cuidar de um pelotão na escola, zelar pelo nosso uniforme e principalmente respeitar todas as pessoas”, explica a estudante.

Há dez anos, a mulheres lideram a classificação geral do ensino médio da Escola Tirandentes de Cuiabá. Para a diretora da insituição, tenente-coronel Evandra Caroline Taques, é gratificante ver as mulheres se empenhando e se dedicando.

Na próxima segunda-feira (16.12), a Escola Estadual Tiradentes de Cuiabá realizará no pátio do Comando Geral da Polícia Militar, a tradicional solenidade de formatura de 235 estudantes da instituição com troca de fiel dos alunos formandos do 9º ano, que ingressarão no nível médio e a colação de grau do 3º ano.

Diretora da Escola Militar Tiradentes, tenente-coronel Evandra destaca a dedicação aos estudos das jovens

Fonte: GOV MT
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Estadual

Mato Grosso é apontado como exemplo para o país no mapeamento e combate ao desmatamento ilegal

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“A tolerância é zero com o desmatamento ilegal”, disse Mauren Lazzaretti, secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, ao Valor Econômico, em reportagem publicada nesta quarta-feira (05.08). A publicação destaca que o Estado é um dos pioneiros no mapeamento e combate ao desmatamento ilegal, apontando a redução de 20% da área de desmate irregular em junho deste ano, em relação ao mesmo mês de 2019.

“Mato Grosso também largou na frente na análise e na validação dos CAR, outro diferencial no combate ao desmatamento ilegal. Cerca de 30% dos 91 mil registros no sistema estadual, que filtrou e solucionou milhares de sobreposições de áreas, já foram analisados”, escreveu o jornalista Rafael Walendorff.

O pioneirismo de Mato Grosso para garantir que produtores legalizem a situação ambiental das propriedades também foi apontado na matéria “Produtor pede sistema ágil para mapear desmate ilegal”, uma vez que no início do próximo ano será implementado módulo de Compensação de Reserva Legal dentro do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

De acordo com a reportagem, os agropecuaristas e exportadores pedem métodos que comprovem que produtos, como soja, milho e carne bovina, não saem de áreas de desmatamentos ilegais.

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Operação Amazônia Arco Norte na região de Aripuanã – Desmatamento
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT

Para isso, o Estado investiu R$ 6 milhões, em 2019, na plataforma de monitoramento em tempo real do desmatamento, o Satélite Planet, que emite alertas visuais diários e envia relatórios semanais por email de supressão da vegetação a partir de 1 hectare, que são cruzados com dados do Governo.

O sistema é capaz de checar quem é o proprietário da área e se há aval para desmate, acelerando uma eventual autuação, até de forma remota. Dois mil alertas foram atendidos só em 2020. “Vou direto ao local, economizo dinheiro e sou mais eficiente”, destacou a secretária.

O Valor Econômico trouxe ainda que “só este ano, 255 mil hectares foram embargados em Mato Grosso. São mais de 2,2 mil autuações e R$ 2,1 bilhões em multas aplicadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Ministério Público, Ibama, Exército, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O ‘maior rigor’ já inibiu a ação ilegal. Um dos motivos é a apreensão de mais 600 equipamentos usados por quem desmata ilegalmente – de motosserras e armas de fogo até um helicóptero utilizado na dessecagem aérea da mata que seria derrubada. A ideia é institucionalizar o modelo para replicar o que deu certo nos outros Estados da região”.

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Operação Amazônia Arco Norte na região de Aripuanã – Desmatamento
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT

A reportagem analisou que mesmo com avanços, a área desmatada ainda cresce, porém em um ritmo muito menor que em outros Estados da Amazônia Legal. “Enquanto no Pará houve avanço de 84% entre as safras 2018/19 e 2019/20, o aumento em Mato Grosso foi de 10% – menor índice da Amazônia Legal, que na média foi de 43%. ‘Ainda não é o esperado’, relata a secretária Mauren Lazzaretti com base em dados do Imazon. Foram 873 km² de floresta derrubados no Estado entre agosto do ano passado e junho deste ano, dos quais 14% de maneira legal e autorizada”, destacou a publicação.

Confira a íntegra da reportagem em anexo.

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  • Reportagem Valor Econômico

Carol Sanford | Secom-MT

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Destaque

Levantamento aponta aumento da demanda por gás natural pelas indústrias do interior

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Apenas quatro empresas pesquisadas utilizariam um volume de gás natural de 40,5 milhões de m³ de gás ao mês para substituir o consumo atual de outras fontes de energia

Um estudo de demanda de gás natural em Mato Grosso revelou que apenas quatro empresas utilizariam um volume de gás natural de pouco mais de 40,5 milhões de metros cúbicos (m³) do combustível ao mês, para substituir o consumo atual de outras fontes de energia. O levantamento foi realizado pela Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás) em parceria com o Senai-MT, por meio de visitas técnicas aos empreendimentos.

Conforme o presidente da MT Gás, Rafael Reis, as empresas buscam uma matriz energética mais barata em comparação com outras fontes, como a energia elétrica. “Com base no grande interesse pelo de gás natural, estamos negociando um aumento da quantidade do combustível fornecida pela Bolívia, para poder atender a demanda interna, e fomentar o desenvolvimento de Mato Grosso”, afirma.

O levantamento aponta que a demanda ultrapassa os 1,5 milhão de m³ ao mês, previstos no contrato atual entre a estatal mato-grossense e a boliviana Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB). A quantidade de gás pactuada atende hoje as indústrias, e o gás natural veicular (GNV), principalmente da Capital.

Estudo de viabilidade

O levantamento preliminar aponta que, as empresas pesquisadas optem por utilizar o gás natural, e façam a conversão com a instalação de equipamentos específicos para uso do gás ao invés de biomassa, ou energia elétrica, o consumo seria de cerca de 40,58 milhões de m³ ao mês.

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As empresas que receberam as equipes para visitas técnicas e levantamento de informações são: Caramuru e Safras, em Sorriso; Inpasa em Sinop; e Excelência em Nova Mutum. Conforme o consultor do Instituto Senai de Tecnologia (IST), o engenheuiro mecânico Everton Medeiros Tarouco, que participou diretamente do levantamento, foram escolhidas para o estudo algumas empresas de grande porte, que possuem um alto consumo.

Ele afirma que um dos fatores que torna o gás natural mais atrativo é a possibilidade de maior eficiência no uso industrial, mas análise sobre a implantação, ou não, é uma avaliação de cada empresa.

“Observamos que com o uso do gás natural há uma produção homogênea e controlada de calor, o que aumenta a produtividade. Se compararmos com a biomassa, por exemplo, e em determinado momento do processo produtivo for necessária uma certa quantidade de energia, a lenha tem uma resposta mais demorada até chegar ao ponto que eu preciso”, explica.

Comparado com outros combustíveis fósseis, como a gasolina, e o diesel, também utilizados para a mesma finalidade, o gás é mais vantajoso ambientalmente, e possui uma queima mais eficiente, avalia o especialista.

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Outro benefício apontado pelo consultor é com relação a economia com área de estoque, segurança pois promove um fluxo de caminhões muito menor, e pelo controle do próprio combustível. “A madeira picada, por exemplo, que pode ser utilizada para a queima, às vezes pode conter impurezas que prejudicam o poder calorífico”.

“As empresas precisam de uma alternativa eficiente de matriz energética. A ideia não é substituir totalmente, de início, mas garantir a alternativa de abastecimento. O próprio transporte de biomassa tem uma burocracia muito maior, uma certificação exigida, e sobre o gás não há essa exigência”.

O Intituto Senai de Tecnologia está concluindo um estudo sobre qual será a melhor maneira de fornecer o gás para as indústrias do interior, da forma mais vantajosa e eficiente. A modelagem do negócio e a logística fazem parte da avaliação em conjunto com a MT Gás.

Outros empreendimentos que também podem se beneficiar do consumo de gás como substituto da biomassa são frigoríficos, indústrias de alimentos em geral, cervejarias, laticínios, e até hospitais e hotéis. “Há empresas que podem avaliar um gerador de energia elétrica a gá, apenas nos horários de maior consumo, de ponta”, conta.

Da Assessoria

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