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Temos muitos motivos para comemorar os 240 anos de Cáceres, afirma Francis

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Referência em saúde, Educação e com turismo consolidado, temos motivos para comemorar nos 240 anos de Cáceres. Essa é a avaliação do prefeito Francis Maris Cruz. Ele diz que avançamos muito, mas ainda estamos nos preparando com obras estruturantes para crescer muito mais. Defende um novo pacto federativo e diz que precisamos de mais recursos para atender as demandas da população. Diz que as maiores dificuldades para administrar a cidade é a baixa arrecadação devido ao alto índice de inadimplentes de IPTU e a extensa malha viária.

Jornal Expressão – J-E.  O mundo evolui a cada dia em todos os setores. Neste 6 de outubro comemoramos o aniversário de 240 anos de fundação da cidade. Em sua opinião prefeito, a evolução que tivemos em mais de dois séculos acompanha o ritmo mundial ou poderíamos estar mais avançados?

R – Francis – Avançamos muito, nossos antepassados trabalharam muito, progrediram. Nossa cidade tem histórias, conquistas e muito progresso. E ainda estamos nos preparando com obras estruturantes para crescer muito mais. Cáceres está acompanhando a evolução tecnológica e em breve, seremos uma cidade totalmente conectada, com interligação em todas as unidades da prefeitura e oferecendo internet a todos os cidadãos. Uma verdadeira cidade digital.

J-E. Temos mais que comemorar ou lamentar nestes 240 anos?

R – Francis – Com certeza, comemorar. Cáceres hoje é um dos pólos importantes do Estado. É referência em Saúde, com os hospitais Regional e São Luiz e várias Unidades Básicas de Saúde. É um grande centro de Educação, com a Unemat e outras instituições superiores. O turismo está consolidado e estamos preparando novos atrativos em várias modalidades que vai fortalecer ainda mais. Cáceres ainda se coloca em ponto estratégico, situado no ponto mais alto da Hidrovia Paraguai-Paraná (Hidrovia do Mercosul). Há, também, a projeção para que a ferrovia passe por Cáceres seguindo até Porto Velho (RO), interligando a Bacia do Prata à Bacia Amazônica e a logística se completa com a rodovia para Santa Cruz de La Sierra (BO), passando por San Matias, como alternativa para as cidades portuárias de Iquique e Arica (Chile) e Ilo e Matarani (Peru). Tudo isso para escoamento dos diversos produtos de Mato Grosso para o mundo, como a soja, milho, algodão e a carne bovina.

J-E. Neste final de semana vamos eleger o novo presidente da República, novos governadores, senadores, deputados federais e estaduais, o que o senhor irá cobrar dos novos governantes para nossa cidade?

R – Francis – Precisamos de um novo pacto federativo, as pessoas não moram em um Estado ou País, todos moramos em cidade. E é na cidade que a população procura posto de saúde, escola, serviços sociais, etc. Hoje a União fica com 60% do imposto arrecadado, o Estado 25% e o Município somente 15%. Precisamos de mais recursos para atender as demandas da população. Já cobramos de todos os candidatos, o comprometimento com os grandes projetos logísticos citados na resposta anterior, para que os grandes investimentos cheguem até o nosso município gerando emprego, renda e desenvolvimento.

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J-E. O senhor está no meio de seu segundo mandato, acredita estar correspondente com os anseios da população, por quê?

R- Francis – Sim, com certeza. Hoje nosso índice de aprovação é de 80% a 90%. Fomos escolhidos por duas vezes o 3º melhor prefeito do Estado, perdendo somente para dois municípios ricos que são produtores de soja. Sou também o primeiro prefeito reeleito em Cáceres e também o único a comprar cinco máquinas Patrol 0km, dez caminhões, uma carreta, três pás carregadeira cinco retroescavadeiras, duas PCs, trinta e quatro ônibus escolares, um ônibus para a Saúde, um ônibus para a Ação Social, três ambulâncias, três vans para transporte de pacientes e mais cinquenta veículos.

J-E. O senhor já foi apontado como um dos melhores prefeitos do Estado, que grande legado sua administração pode estar deixando para cidade?

R- Francis – Com certeza iremos deixar alguns legados, como exemplo: todas as unidades públicas dos órgãos da prefeitura estarão 100% interligados, isso facilita o controle das ações de governo; outro fato inédito é que, 16 km de rede de água de amianto, na área central, estão sendo substituídos por material de PVC, evitando rompimento e oferecendo qualidade de vida a população; e um grande projeto chamado Cáceres 20+25, que envolve novo Plano Diretor com Plano de Saneamento Ambiental e revisão dos Códigos de forma atualizada e sustentável. Isso vai nortear os futuros gestores desta querida cidade.

J-E. Quais as maiores dificuldades o senhor enfrenta para administrar o município?

R- Francis – Uma cidade de 240 anos, com arrecadação própria muito baixa devido ao alto índice de inadimplentes do IPTU e a extensa malha viária com mais de 6 mil km de estradas rurais, são as maiores dificuldades que enfrentamos. Para investimentos em infraestrutura é necessário a contra partida do município, por isso que sempre peço para que os contribuintes paguem seus impostos em dia. Se melhorarmos a Receita Própria, o retorno em obras é certo, como já estamos fazendo e poderemos fazer mais ainda.

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J-E. Antes de o senhor assumir, o município era apontado como um dos 100 mais pobres do país. Essa classificação mudou ou continuamos no mesmo ranking de pobreza?  

R- Francis – Houve uma melhora sim, mas ainda estamos entre os 100 municípios mais pobres do país. Mas, vamos mudar esse quadro, tenha certeza disso. É preciso aprovar o novo Código Tributário que se encontra na Câmara de Vereadores desde o ano passado, e assim, atualizar os valores venais dos imóveis, possibilitando a cobrança mais justa e real para a população e melhorar a Receita Própria para investirmos mais ainda nas infra-estruturas da cidade. Isso vai contribuir para melhorarmos as condições de vida do nosso povo.

J-E. Quando assumiu, no seu primeiro mandato, o senhor tinha na Câmara, vários vereadores que davam sustentação a sua administração, hoje esses vereadores viraram adversário por quê?

R- Francis – Desde o primeiro mandato venho respeitando a autonomia entre os poderes constituídos. Tanto o Executivo, quanto o Legislativo, tem suas atribuições, responsabilidades e precisam conviver harmonicamente. O nosso papel como gestor foi aprovado pela população nos dando a reeleição com ampla diferença, podemos considerar que estamos fazendo as coisas corretas e assim vamos até o último dia do nosso mandato. Os vereadores têm optado em aprovar os projetos somente após cumprir o prazo regimental de 30 dias e, às vezes aprovam com tempo superior a isso, mas eles se sentem no direito de agir assim… paciência. Não podemos interferir no outro Poder e não considero nenhum deles como adversário.

J-E. Qual sua mensagem para a população nesta tão significante data?

R- Francis – Neste dia 6 de outubro estamos completando 240 anos de fundação. Temos motivos de sobra pra comemorar. Somos uma cidade rica na cultura, no turismo e temos uma linda história que o transforma numa cidade acolhedora e atrativa, com localização privilegiada para grandes projetos de desenvolvimento que pode contribuir com o Estado de Mato Grosso. Que a população continue acreditando na nossa administração para uma Cáceres cada vez melhor, em todas as áreas. Parabéns cidadãos cacerenses. Parabéns a todos que contribuíram com Cáceres ao longo de todos os 240 anos. Viva Cáceres.

Editoria – Sinézio Alcântara

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Francis e Eliene vão a Bolívia e Rubens Macedo assume prefeitura por 10 dias

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Prefeito e vice acompanham comitiva de produtores que pretendem comprar uréia daquele país. Rubens Macedo (PTB) fica no cargo.

O vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Cáceres, Rubens Macedo (PTB), deverá assumir no próximo dia 29 o cargo de prefeito da cidade interinamente. O motivo é que o prefeito Francis Maris Cruz (PSDB) e a vice-prefeita Eliene Liberato (PSDB) estarão em viagem à Bolívia para tratar de assuntos de interesse para a região de Cáceres.

Francis pediu licença do cargo por 10 dias e volta ao posto em 08 de Julho, assim como Eliene. De acordo com o prefeito ele e a vice prefeita farão parte de uma comitiva que acompanhará o fechamento de um contrato da compra de uréia e fosfato, entre produtores rurais e o governo boliviano. A uréia é um importante insumo no meio agropecuário e pode ser usada tanto na alimentação do gado quanto na recuperação do solo para cultivos. O fosfato é um fertilizante granulado também muito utilizado por produtores rurais.

Grande parte da produção da uréia boliviana está na cidade de Bulo Bulo, localizada no Departamento Autônomo de Cochabamba, onde acontece a rodada de negócios entre os empresários brasileiros e o governo boliviano. “A intenção é que essa uréia faça o caminho por trem de Cochabamba até a cidade de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e então de lá até Cáceres pelo Rio Paraguai. Durante essa viagem com a comitiva brasileira nós iremos conhecer essas cidades e fazer contato com as autoridades bolivianas. É muito importante pro agronegócio”, afirma o prefeito Francis Maris Cruz.

Para a vice-prefeita Eliene Liberato esse é um momento especial para Cáceres, em que o poder público precisa mostrar seu interesse no desenvolvimento da cidade e da região. “É uma viagem e uma missão importante para o nosso o município, eu não poderia deixar de estar presente. Vejo como muito positivo esse contato in loco com os empresários para avaliarmos a viabilidade de negócios futuros visando comercializar produtos entre os dois países, estreitando cada vez mais o acordo bilateral”, diz Eliene.

Enquanto Rubens Macedo assume o executivo durante dez dias quem presidirá a Câmara nesse período é o vice-presidente, vereador Wagner Barone (Podemos). A vaga aberta por Rubens na casa fará com que seu primeiro suplente, Odenir Neri, seja convocado. Caso Neri não assuma estão na sequência da suplência Beto Serrão “Beto do Banco do Brasil”, e posteriormente o produtor cultural Arimatéia.

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Por: Joner Campos

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PGR pede ao STF que proíba escalonamento de salário dos servidores de MT

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Raquel Dodge disse que os proventos e as pensões devem ser tratados como verba prioritária no orçamento estadual.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, alegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o escalonamento dos salários dos servidores públicos de Mato Grosso que “os proventos e as pensões devem ser tratados como verba prioritária no orçamento estadual, já que consistem em verbas de natureza alimentar, indispensável à subsistência do agente público e de sua família”.

Ela opinou pelo indeferimento do pedido feito por Mato Grosso para que seja suspensa a decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT) de proibir o parcelamento do pagamento de pensões e aposentadorias dos servidores públicos estaduais.

A decisão foi em mandado de segurança impetrado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Mato Grosso (Sindepo) contra o governo estadual, que teria divulgado, em fevereiro deste ano, que faria os pagamentos por escala.

Conforme a entidade, o escalonamento vai contra decreto estadual que estabelece o pagamento a aposentados e pensionistas até o último dia útil de cada mês. Em resposta, a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) apontou, em nota técnica, um quadro deficitário do fundo de Previdência e grave crise financeira o que, segundo a pasta, “impossibilita o pagamento dos proventos de aposentadoria e pensão em sua integralidade”.

Segundo a PGR, “a situação da economia não é suficiente para justificar a impontualidade no pagamento do funcionalismo público”. Além disso, não houve pedido de aumento ou acréscimo na remuneração, apenas a exigência de que os pagamentos sejam feitos nas datas fixadas. “A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em conjunto com o art. 169 da Constituição, já estabelece as medidas a serem tomadas em caso de as despesas com pessoal superarem os limites previstos, não estando o inadimplemento das verbas entre essas medidas”, reforçou a procuradora-geral.

Por G1 MT

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