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Política

Sucateamento do INSS prejudica moradores da região oeste

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Dr. Gimenez esteve com o diretor executivo do INSS em Mato Grosso, Odair Egues, para buscar melhorias

Foto: ROSE DOMINGUES

Estrutura precária, falta de técnicos e de médicos nas unidades do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), órgão vinculado ao Ministério da Economia, têm gerado transtorno na vida dos moradores da região oeste. O tempo médio de espera para a aprovação de benefícios tem sido superior a três meses. 

Conforme o deputado estadual Dr. Gimenez (PV), que esteve na terça-feira (18), na sede do INSS em Cuiabá, a situação em cidades mais distantes é até mais grave, pois grande parte delas está sem médico perito o que faz a população da região oeste viajar, por exemplo, até Cáceres, Pontes e Lacerda ou mesmo Cuiabá. Mesmo em Cáceres, a estrutura é deficitária para fazer frente à toda a demanda.

“É lamentável acompanhar o sucateamento quase que total da estrutura física, administrativa e médica do INSS, algo que prejudica muito a vida dos cidadãos que trabalham, pagam impostos e que naquele momento da vida necessitam e têm direito ao benefício. É inviável aguardar tanto tempo para uma perícia médica”, explicou.

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Mirassol D’Oeste, Rosário D’Oeste, Poconé, São Félix do Araguaia, Diamantino, Primavera do Leste, Paranatinga e Nova Xavantina são alguns dos municípios mato-grossenses com demanda de médicos. “Está para sair o edital de contratações, mas não sabemos para onde exatamente eles irão, as informações vêm de Brasília”, argumentou o diretor executivo do órgão federal, Odair Egues. Municípios do interior estão sem médico perito, o que faz a população ter que ir até Cáceres (região oeste) ou mesmo Cuiabá

Foto: ROSE DOMINGUES

O deputado fez indicações à bancada federal e ao próprio Ministério da Economia cobrando ações para Mato Grosso. São necessárias instalações melhores, com mais conforto para o atendimento. “Nossa sugestão é a realização de um convênio com as prefeituras para treinamento e cessão de funcionários, e ainda parceria com as unidades do Ganha Tempo”.

No ano passado, o Ministério Público Federal em Mato Grosso ingressou com ação civil pública na Justiça Federal contra o INSS, para que a instituição implemente todas as medidas necessárias para que o tempo de espera diminua. O objetivo é que a realização de perícias médicas seja feita em um prazo de até 15 dias, a contar do requerimento, para procedimentos iniciais. 

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“Tivemos a informação que a agência de Mirassol D’Oeste vai fechar e fomos pessoalmente checar essa notícia, porque não podemos deixar que isso aconteça, estamos preocupados, porque ao invés de fechar, precisamos fortalecer o atendimento na unidade que é fundamental para nossa região compostar por mais de 20 municípios”, protestou Dr. Gimenez que vai acompanhar esta questão junto ao Governo Federal.  Para o deputado, é fundamental que o governo federal faça uma boa gestão do INSS, melhorando o atendimento, e sugeriu parceria com as prefeituras e o Ganha Tempo (Governo do Estado)

Foto: ROSE DOMINGUES

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Cáceres e Região

COVID-19 Deputado reivindica equipamentos de proteção (EPIs) e respiradores para hospitais da região oeste

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Entre as demandas do Dr. Gimenez para os profissionais da saúde estão: luvas, máscaras, óculos de proteção, álcool em gel, álcool 70% e toalhas de papel

Com o objetivo de garantir proteção aos profissionais da saúde no enfrentamento à pandemia do coronavírus (Covid-19), o deputado estadual Dr. Gimenez (PV) reivindica à Secretaria de Estado de Saúde (SES) a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, luvas, óculos, álcool em gel, álcool 70% e toalhas de papel, para as unidades da região oeste de Mato Grosso.

O parlamentar, que é do grupo de risco, por ter 68 anos e ser cardíaco, está participando das sessões e reuniões de casa (modo online), em São José dos Quatro Marcos, e explicou nesta quarta-feira (01) que os 22 municípios dessa regional contabilizam mais de 300 mil habitantes e por estar na fronteira com a Bolívia deverá receber a população do país vizinho, por isso as medidas precisam ser urgentes.

“Estes profissionais hoje, em geral, estão adquirindo as EPIs com recursos próprios ou estão trabalhando sem a devida proteção, o que é muito arriscado e também diminuirá a nossa força de trabalho no momento em que mais precisamos deles. Além disso, estão expondo as suas famílias e pessoas próximas”, pontuou.

Outra demanda importante trazida por ele se refere à aquisição de ventiladores pulmonares (ventilação mecânica) para diversas unidades de saúde, entre elas, o Hospital Regional de Cáceres, Hospital Vale do Guaporé, em Pontes e Lacerda, Hospital Evangélico de Mato Grosso, em Vila Bela da Santíssima Trindade, e Hospital Municipal Samuel Greve, de Mirassol D’Oeste.

“Se considerarmos as projeções do próprio Governo de que 20% dos infectados necessitarão de cuidados médicos, concluímos que podemos ter uma população relativamente alta na região a depender destes equipamentos que atualmente são muito raros, portanto, é outra pauta urgente e esperamos sensibilidade do Estado para nos auxiliar na organização do sistema”, acrescentou Dr. Gimenez.

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Até a semana passada, quando a Secretaria de Estado de Saúde (SES) estava divulgando os casos suspeitos (passou a divulgar apenas os confirmados), havia: 03 casos suspeitos em Araputanga (um deles foi descartado – negativo); outros dois em Cáceres (um descartado – negativo); extraoficialmente, conforme as prefeituras, estão sendo monitorados ainda 02 pacientes de Pontes e Lacerda e um de Quatro Marcos.

Como médico, Dr. Gimenez explicou que o coronavírus pode desencadear um processo inflamatório nas vias aéreas e, principalmente, nos pulmões, sendo a causa de extensa pneumonia. A resposta anti-inflamatória exacerbada do sistema imunológico do paciente pode agravar a insuficiência respiratória, dificultando a absorção de oxigênio pelos pulmões.

“Então, nos casos mais acentuados, podermos ver quadros de hipoxemia (baixos níveis de oxigenação pulmonar), sepse (infecção generalizada) e alta de mortalidade entre doentes que fazem do grupo de risco (idosos, pessoas com hipertensão ou doenças cardíacas e portadores de doenças respiratórias, como bronquite, asmas e enfisemas pulmonares, ou seja, isso é muito sério”.

Segundo o deputado, a possibilidade de tratamento com a equipe multidisciplinar em serviços de terapia intensiva realmente pode salvar muitas vidas, uma vez que possui como protagonista a utilização de respiração pulmonar artificial por pressão positiva, realizada por um equipamento que é capaz de garantir as trocas gasosas, preservando o cérebro, com aporte contínuo do oxigênio e ainda o descanso da musculatura respiratória.

“As autoridades municipais têm sido proativas e orientado a população, mas ainda é insuficiente para um possível agravamento da situação, sei que o governo trabalha com números, mas não se trata apenas de números, são pessoas, que possuem famílias e qualquer vida é importante, não podemos perder ninguém e por isso que estamos trabalhando para ter estrutura adequada para atender a todos”, finalizou.

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Cenário estadual e nacional – Nesta sexta-feira (03), o Governo Federal confirmou 8.261 casos de Covid-19 no Brasil e 345 óbitos oriundos da doença. Em Mato Grosso, há 41 casos confirmados da Covid-19 e a primeira morte, em Lucas do Rio Verde. Os números são: Cuiabá (25), Rondonópolis (5), Várzea Grande (04), Sinop (03), Tangará da Serra (02), Lucas do Rio Verde (01), Nova Monte Verde (01). Não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus, a melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Outras informações na Central da Saúde do Estado: 0800-647-1223, das 7h às 19h.

Prevenção – A orientação sobre os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas são:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente;
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
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Política

Delegado Claudinei pede para governo alugar quartos de hotéis aos profissionais de saúde durante pandemia

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Foto: Ronaldo Mazza

Diante da pandemia de Covid-19 e com casos confirmados em Mato Grosso, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) apresentou Indicação 1253/2020 ao governo do estado para alugar quartos de hotéis aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate a essa doença.

O parlamentar aponta Delegado Claudinei aponta que, fora o risco de serem infectados a qualquer momento, os médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos que atuam no combate à Covid-19, ainda precisam lidar com a preocupação do risco de contaminar membros de suas famílias, principalmente nos casos em que estes sejam dos grupos de risco como idosos, doentes crônicos, gestantes, entre outros.

“Por isso, fizemos essa indicação ao Governo do Estado para que esses profissionais sejam abrigados em hotéis durante a pandemia, evitando assim que mantenham contato com familiares em grau de vulnerabilidade”, explica.

Durante a semana foi veiculada a informação que o próprio Conselho de Medicina fez essa sugestão à Secretaria de Estado de Saúde (SES). “Sabemos que os profissionais de saúde são os protagonistas no combate a esse vírus que assombra a toda população mundial. E esses profissionais têm travado uma dura batalha contra um agente invisível que nos ameaça e nos mantém refém. E, ainda assim, eles permanecem na luta diária pelas nossas vidas, correndo o risco de também serem infectados”, conclui o deputado.

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O deputado destaca ainda que a iniciativa já foi adotada por outros estados do Brasil e que, além de proteger os familiares dos profissionais de saúde que fazem parte, principalmente do grupo de risco, vai contribuir com o setor hoteleiro mato-grossense. Com queda brusca na movimentação diante da pandemia, muitos hotéis têm fechado as portas. Informações veiculadas na mídia apontam que, pelo menos, 14 hotéis estão fechados em Cuiabá e Várzea Grande.

“Por conta da pandemia, não tem ocorrido viagens, o turismo parou e corre-se o risco de gerar desemprego na rede hoteleira. Então, seria mais uma forma de ajudar na economia da rede hoteleira, criando essa parceria como já ocorre nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte”, conclui Claudinei.

Essa iniciativa já foi adotada pelos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, além dos municípios de Curitiba (PR), Santa Maria (RS), Criciúma (SC), Presidente Prudente (SP) e Salvador (BA). 

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