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Mato Grosso

Setasc realiza ações de combate ao trabalho infantil no Estado

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A Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setasc) tem realizado ações para combater o trabalho infantil, cuja data de conscientização é celebrada nesta quarta-feira, 12 de junho. A pasta participa ativamente da Rede de Proteção às crianças e adolescentes, junto com outros órgãos, que organizaram nos dias 10 e 11 de junho o seminário “Trabalho Infantil: Fortalecimento da Rede de proteção em Mato Grosso”.

As atividades realizadas por crianças e adolescentes infringem normas de proteção quando há privação do estudo e do lazer. O adolescente Gabriel Correa da Silva, engajado no enfrentamento ao trabalho infantil, viveu na pele a situação. Ele começou a trabalhar com 10 anos na casa de uma família, ganhando R$ 10 por semana. Três anos depois fazia serviço num posto de combustível, quando deixou de estudar. “Eu achava que ganhar dinheiro era a minha prioridade. Há muitas crianças que pensam dessa forma. Precisamos investir em educação”, pontua.

Os números do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, que tem como ferramenta de gestão o Sistema de Informações do Serviço de Convivência, mostram que no Estado há 869 inscritos e relacionados ao trabalho infantil, sendo 454 meninas e 415 meninos. Dados do Cadastro Único (Cadunico) deste ano apontam que em Mato Grosso há 184 famílias vivendo realidade semelhante a que era vivida por Gabriel.

Atores simularam trabalho infantil durante o Seminário

Atores encenaram situações de trabalho infantil antes do Seminário

No entanto, o levantamento aponta uma queda surpreendente no registro do trabalho precoce nos últimos sete anos, quando aproximadamente 11 mil casos estavam registrados em Mato Grosso. “Acreditamos que não é uma situação para comemorar, que não demonstra a erradicação do trabalho infantil. Precisamos de um retrato mais fidedigno da nossa realidade e a assistência social tem dificuldade para quantificar a situação. Alguns casos, como o trabalho doméstico infantil, são silenciosos e difíceis de serem registrados”, explica o secretário adjunto de Assistência Social e presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Aguinaldo Garrido.

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Durante o seminário, ele enfatizou a responsabilidade dos entrevistadores que trabalham no acolhimento das famílias para a elaboração desse diagnóstico. Além disso, destacou a necessidade de envolvimento de toda a sociedade para potencializar a Rede de proteção. “Esbarramos com o trabalho infantil diariamente e não percebemos que contribuímos para isso. É o menino que lavou o seu carro e engraxou o seu sapato, por exemplo. Acabamos reproduzindo um discurso, contribuindo para essa exploração”, revela Garrido.

Atualmente, são realizadas atividades do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) nos 141 municípios de Mato Grosso. A secretária da Setasc, Rosamaria de Carvalho, destaca a participação do Governo do Estado no auxilio as ações de políticas públicas realizadas pelos municípios. “Estamos empenhados, com o apoio da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, em realmente reduzir os casos de trabalho infantil, contribuindo no apoio técnico que os municípios precisam”.

O Estado é responsável por atender crianças e adolescentes no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, cofinanciado pelo Peti e Projovem (que integrava a Proteção Social Básica), além de executar o trabalho social com as famílias nos serviços continuados do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família e do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos. A partir dos 16 anos, os adolescentes e suas famílias tem acesso ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), por intermédio do Programa de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho.

Denúncia

As denúncias contra o trabalho infantil podem ser feitas ao Conselho Tutelar, Delegacia Regional do Trabalho, secretarias de Assistência Social ou diretamente ao Ministério Público do Trabalho. “Qualquer espaço que tenha competência para agir contra o trabalho infantil deve ser local para receber as denúncias. Precisamos estimular e buscar alternativas para que as vítimas sejam cada vez mais acolhidas”, destacou o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) 23ª Região, Ivan Tessaro. No Ministério Público do Trabalho é possível fazer uma denúncia online. É possível também acessar a página do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) ou pelo telefone 0800 644 3444.

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Seminário

O Seminário “Trabalho Infantil: Fortalecimento da Rede de proteção em Mato Grosso” reuniu mais de 200 pessoas no TRT-MT. O objetivo do evento foi sensibilizar, mobilizar e articular formas de proteger e garantir os direitos das crianças e dos adolescentes em situação de extremo risco e vulnerabilidade social. Os profissionais de diversas instituições e órgãos envolvidos na temática também buscaram promover a reflexão e a discussão sobre o tema, com a finalidade de reconstruir e efetivar o Plano Estadual de Erradicação ao Trabalho Infantil de forma integrada e participativa.

A iniciativa contou com a organização de Auditores-Fiscais do Trabalho (AFTs) da Superintendência Regional do Trabalho (SRT/MT), Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Poder Judiciário de Mato Grosso, Comissão para Erradicação do Trabalho Infantil da Justiça do Trabalho (TRT/MT 23ª Região) Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), e Comissão do Direito do Trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB/MT).

Além do Seminário, a Setasc também realizou uma panfletagem no centro de Cuiabá. A secretária Rosamaria de Carvalho participou da iniciativa.

Fonte: GOV MT
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Destaque

MT ultrapassa 70 mil casos da covid-19 e 2,3 mil óbitos

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Novo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), nesta quinta-feira (13), aponta que Mato Grosso registrou 38 mortos nas últimas 24 horas. Além disso, a atualização sinaliza que o estado ultrapassou os 70 mil casos de contágio pelo novo coronavírus.

De acordo com balanço, o estado notificou 1.623 novos casos de contágio e já contabiliza mais de 2,3 mil mortes pela doença. Contudo, cerca de 2,4 mil amostras aguardam para serem analisadas pelo Laboratório Central do Estado.

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Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis ainda são as cidades mato-grossenses mais afetadas pela pandemia. Contudo, Tangará da Serra, Sorriso, Sinop, Primavera do Leste, Nova Mutum e Campo Novo do Parecis também têm apresentado índices alarmantes.

A taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) é de 72,3%, com 280 internações. Já as enfermarias estão com 270 em uso, o que equivale a uma taxa de ocupação de cerca de 30%.

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Nacionalmente, o Ministério da Saúde já computou mais de 3,1 milhões de contágios pelo novo coronavírus, dos quais em pouco mais de 103 mil casos os pacientes não resistiram e morreram por conta de complicações da doença.

Dentre as recomendações mais frequentes emitidas pelas autoridades sanitárias competentes para combate ao espalhamento da covid-19 está a lavagem constante das mãos, evitar o contato direto com pessoas infectadas e tampar boca e nariz ao tossir ou espirrar.

GD

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Estadual

Corte de energia em MT poderá ser novamente suspenso

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O projeto de lei nº 652/2020, que pretende suspender novamente o corte de energia durante a pandemia da covid-19, poderá ser colocado em votação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL). A suspensão do serviço por dívidas atrasadas no estado foi retornada no dia primeiro deste mês após um intervalo de meses.

De acordo com o presidente da AL, deputado Eduardo Botelho (DEM), o PL de sua autoria visa garantir às famílias de baixa renda a seguridade na manutenção do serviço básico de distribuição de energia elétrica, uma vez que o orçamento desta parcela da população foi amplamente afetado durante a pandemia.

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Na manhã desta segunda-feira, Botelho disse que a proposta já está sendo avaliada nas comissões e que poderá ser votada ainda nesta semana. Sob a premissa de garantia do serviço fundamental, o projeto deverá contar com ressalvas para o público a que se dirige, garantindo que aqueles que tenham condições de pagar as dívidas continuem arcando com as despesas junto à concessionária de energia.

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“Tem gente que consegue pagar, que pague então. Tem gente que tem auto consumo. Estes então têm que pagar. Agora, aquele consumidor de baixa renda, que está desempregado, este sim vamos fazer esse projeto para que essas pessoas que estão em isolamento e não podem ficar sem energia neste momento”, disse o presidente da ALMT.

Além do PL que tramita na Casa de Leis, uma proposta semelhante também é avaliada no Senado. Contudo, de acordo com Botelho, a proposta de Mato Grosso deverá ser aprovada antes do projeto nacional, por questão da tramitação mais rápida a nível estadual.

GD

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