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Servidores são suspeitos de emperrar trabalhos na Câmara

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Excesso de burocracia e zelo, aliado ao despreparo de alguns servidores, estariam emperrando os trabalhos legislativos em Cáceres. Faltam, na Câmara, desde o tradicional cafezinho, até produtos essenciais como papel higiênico, desinfetante e água. A licitação para aquisição desses materiais vem se arrastando desde o mês de abril e até agora o processo não foi concluído. Presidente da Casa, o vereador Rubens Macedo, não comenta publicamente. Porém, admite que várias vezes teve que tirar dinheiro do bolso para comprar alguns desses produtos.

Um vereador que não quis se identificar “para não indispor com os servidores” afirmou que o computador do seu gabinete sofreu uma pane. E, mesmo informando no dia seguinte, para que fosse feito os reparos, durou quatro meses para que fosse providenciado o conserto. Alguns meios de comunicação evitam vender para a Câmara. O processo para aquisição de assinaturas de jornais, por exemplo, duram em média até sete meses. A contratação de uma agência para divulgação das ações da Casa se arrasta há vários meses, sem que até o momento aja uma definição.

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A situação divide os próprios servidores. Um chefe de sessão, que também se manifestou, sob anonimato, revelou que há suspeita de haver um suposto combinado de revezamento de falta no trabalho, em alguns setores. Revelou que, na última semana do mês de agosto, o setor de compras, um dos mais importantes da Câmara, ficou fechado todos os dias, porque cada dia foi um servidor que faltou, por determinado motivo. Com isso, atrasando ainda mais o andamento dos trabalhos.

Alguns vereadores acreditam que os servidores que, supostamente, “emperram” o andamento dos trabalhos estariam se valendo do fato de serem concursados para dificultar o andamento dos trabalhos. “Aparentemente seja o fato de serem concursados. Porque, curiosamente, não temos nenhum problema com os servidores contratados” disse um vereador.

Cauteloso, o presidente da Câmara, evita comentar e até minimiza a situação. Embora afirme que já tirou dinheiro do bolso para comprar alguns materiais, Macedo diz que não acredita que esteja havendo complô ou uma ação orquestrada para comprometer a administração, como já se comentou. “Não há nada de maior gravidade. Existe algum setor, que por algum motivo, não está funcionando a contento. Mas, não creio que esteja havendo complô ou ação orquestrada. Vamos conversar e resolver as coisas da melhor forma possível” garantiu.

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Editoria – Sinézio Alcântara

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Dr. Leonardo apoia emenda que levará investimentos à segurança de Cáceres

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A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana uma emenda ao Orçamento da União destinada ao Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). A indicação de R$ 189 milhões foi aprovada pelos membros da comissão e deve ser liberada para o Ministério da Defesa executar.

Representante da região oeste do Estado, o deputado federal Dr. Leonardo (Solidariedade-MT) defendeu o repasse e observou que, em cidades de fronteira como Cáceres (MT), o Exército Brasileiro necessita dos meios necessários para exercer o monitoramento e o controle contínuo e permanente. Em julho deste ano, o parlamentar realizou uma Audiência Pública na Câmara para debater justamente investimentos na região de fronteira.

“Precisamos colocar a região de fronteira como prioridade. O investimento que se faz na segurança é pequeno visto o que nós perdemos para o narcotráfico, para o contrabando, para a criminalidade. Menos de 10% do que a gente perde anualmente pagaria o sistema de fronteira que traria segurança para a população de todo o Brasil. Quando defendo segurança de fronteira estou defendendo todos os brasileiros porque a criminalidade se expande para todo o país”, defende Dr. Leonardo.

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O Sisfron é um sistema de rádio digital operado pelo Exército em situações críticas, para ligar o País inteiro com a finalidade de viabilizar comunicação segura e eficiente entre forças de segurança e até entre autoridades públicas que precisem de sigilo e segurança especial. O projeto é integrar as polícias militares e órgãos do Ministério da Justiça ao sistema para o trabalho de segurança pública.

O Exército tem sustentado que o projeto, face à sua amplitude e complexidade, com o envolvimento da indústria nacional, necessita da manutenção de um fluxo regular de recursos que não fique sujeito a oscilações decorrentes de eventuais limitações na execução orçamentária, a fim de não comprometer o desenvolvimento tecnológico do Sistema e o cumprimento dos compromissos contratuais.

“O Projeto aumenta a presença do Estado em áreas de interesse do Território Nacional, particularmente ao longo da fronteira terrestre, contribuindo com o esforço governamental de manter efetivo controle sobre aquelas áreas, atendendo ao trinômio monitoramento / controle, mobilidade e presença, enfatizado nas Diretrizes Estratégicas constantes da Estratégia Nacional de Defesa”, diz trecho da emenda aprovada.

Jardel P. Arruda
Assessoria de Imprensa
Deputado Dr. Leonardo
(65) 99267 9309
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PSL de Cáceres ignora crise nacional e realiza ato em nome de Bolsonaro

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Esfacelado e investigado, a nível nacional, por suspeita de montar esquema de candidaturas femininas fictícias (“laranja”) para desviar dinheiro do Fundo Partidário; citado como “queimado” pelo presidente Jair Bolsonaro e, numa verdadeira guerra pela escolha de novo líder no Congresso, o PSL, em Cáceres, age como se nada estivesse acontecendo e ainda na contramão dos acontecimentos, usa o nome do presidente da República para conclamar a população para ato e filiação partidária no município. O ato foi realizado no Hotel Aki na noite de sábado

“Venho convidar você e sua família para um ato em Cáceres com representantes partidários do presidente Bolsonaro, autoridades dos poderes Legislativo Estadual de MT e da Câmara Federal”. Assinado pelo presidente do diretório Takao Nakamoto e Junior da Rose Joias o convite, ironicamente, diz que “Cáceres vive um momento de reflexão de anseios de mudanças por parte da população, onde precisamos nos unir para construirmos um novo caminho de desenvolvimento econômico e de prosperidade”.

Se têm conhecimento, dirigentes do PSL do município, ignoram a crise nacional do partido, usando o nome do presidente, para angariar simpatia e filiação dos menos avisados. O próprio presidente nacional do PSL, deputado Luciana Bivar, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, diz que Bolsonaro já deixou o partido e “não tem nenhuma relação com a sigla”. Bolsonaro e seu grupo, por sua vez, procuram uma saída para deixar o partido sem que os parlamentares percam o mandato por infidelidade partidária.

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A crise do PSL já se arrastava internamente. Porém, agravou-se, no último dia 15 quando a Polícia Federal realizou busca e apreensão nos endereços do deputado Luciano Bivar. Antes, no dia 8, ao ser abordado por um apoiador na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro pediu para que “esquecesse o PSF” e afirmou que Bivar, presidente do partido está “queimado pra caramba”. A declaração foi interpretada como um sinal de que o presidente já pensava em deixar o partido.

Estimulado pelo presidente Bolsonaro, um grupo de deputados do PSL pediu ao partido para que promova uma auditoria de suas contas para avaliar como foram utilizados os recursos públicos recebidos por meio do fundo partidário. O mais recente episódio é a disputa pelo

Editoria – Sinézio Alcântara

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