Os servidores do Departamento Nacional de Trânsito (Detran) anunciaram, na tarde desta quinta-feira (9), o fim da greve do órgão, deflagrada no dia 11 de setembro. A decisão foi tomada após negociação junto ao governador em exercício Carlos Fávaro, e a promessa de reajuste salarial em 2019.

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Na noite de ontem (8), o Sindicato dos Servidores do Detran (Sinetran) esteve com o governador para discutir sobre o reajuste da tabela salarial, que está com seis anos defasagem – e que estava em negociação há mais de seis meses.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores do Detran (Sinetran), Daiane Renner, o governo se comprometeu a retomar as negociações sobre o reajuste, bem como concedê-lo em 2019. Já a Assembleia Legislativa aprovou a  emenda que garante à categoria negociações futuras.

“Desde o momento do protocolo, não houve nenhuma contraproposta. A partir do momento em que houve, trouxemos para a assembleia e fizemos a avaliação e decidimos retornar ao trabalho”, disse Daiane durante coletiva de imprensa.

Ainda segundo a sindicalista, o encerramento da greve só foi possível após a negociação ser assumida pelo governador em exercício, Carlos Favaro, no lugar do secretário da Casa Civil, Max Russi, que “se utilizou de vários medidas de represália”.

Uma das medidas utilizadas pelo Estado foi recorrer à Justiça para declarar a greve ilegal. A Justiça negou a ilegalidade da paralisação, porém autorizou o Governo do Estado a cortar o ponto dos servidores.

“O corte de ponto foi executado arbitrariamente, sem nem mesmo a greve ser declarada ilegal. Mas estamos tratando no âmbito judicial. Após a troca de negociador por parte do Governo, nós estamos firmando este compromisso que foi um importante avanço”, completou.

Greve e multas –   Ao todo, 930 servidores das unidades do Detran em todo o Estado cruzaram os braços durante a greve. Eles realizaram diversas mobilizações e protestos a fim de sensibilizar o Estado para atender o pleito da categoria.

Uma das manigestações terminou em conflito com a Polícia Militar. Na ocasião, três servidores foram presos por desacato, porém, o Sindicato dos Servidores do Detran reclamou que os policiais militares agiram com truculência com os servidores.

Enquanto isso, a população criticou a aplicação de multas e apreensão de veículos diante da impossibilidade de  fazer o pagamento do licenciamento do automóvel, por causa da greve.

A situação fez com que os deputados aprovassem, em primeira votação, um Decreto legislativo que suspende a aplicação de multa e apreensão de veículos durante o período de greve dos servidores. O projeto ainda precisa ser colocado para segunda votação para, de fato, ser considerado aprovado.

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Karine Miranda, repórter do GD

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