Se liga no Darwinismo Digital.

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Por que ser mais adaptável pode lhe transformar em um usuário com melhores chances de sobreviver às mudanças do cenário físico e digital?

Já ouviu falar em Darwinismo Digital? Não? Ihhhh! Então, atualize seu HD, porque este fenômeno estimula a evolução da sociedade através da tecnologia, e os mais preparados são os que conservarão seus empregos.

De acordo com relatório divulgado pelo fórum mundial econômico, essa transformação pode causar a perda de mais de 5 milhões de empregos nos próximos 5 anos, apenas porque vão ficar obsoletos.

Além disso, modelos de negócios, relações humanas e até a escola do seu filho podem e vão mudar de formato. E obviamente, se não estiver preparado para isso, ficará em desvantagens econômicas, sociais e tecnológicas.

Mas, afinal de contas, o que é esse Darwinismo Digital? Evan Schwartz, um autor de tecnologia americano, descreve o processo em meados de 1998. Ele criou para o universo virtual um modelo de Darwin, que propôs em 1859 a sua teoria da evolução, pela seleção natural.

O conceito simples e poderoso de Darwin acabou sendo a inspiração para Evan, que acabou aplicando a teoria como modelo de negócios ao dizer que quem sobrevive não é o mais forte e sim o mais flexível a internet.

A ideia foi ampliada. Já que ao transformar negócios, naturalmente as relações humanas também eram alteradas. O produto passou a ser a experiência do cliente, os processos passaram a ser digitalizados, e a globalização fez com que mais pessoas fossem bem treinadas para navegar em mares profundos.

O tal do Darwinismo Digital faz das áreas da tecnologia e de humanas serem as mais impactadas, já que são eles as maiores mudanças nas vidas das pessoas. Lembre-se, há 10 anos você não utilizava um smartphone ou mesmo sabia o que era um Whatsapp.

Nas relações humanas seremos afetados pelo empoderamento. Pois com tanta informação, somos consumidores mais exigentes, alunos mais conectados e trabalhamos na hera da hiperconexão, ou seja tudo pra já.

Saiba que a tecnologia bem empregada permite lidar com as mudanças de comportamento à medida que os processos e sistemas são personalizados à nossa realidade.

Tudo isso parece fácil, mas não é. Não dá apenas para virar uma chavinha para que o Darwinismo Digital seja aplicado às nossas vidas e nos adaptarmos para sobreviver. Isso leva tempo, dinheiro, e nem todos estarão aptos para isso.

As questões são tão profundas que vão além de estar flexível para o futuro. Vamos patinar um bocado para entender questões sobre privacidade digital, ética e transparência. Quer um exemplo?

Com a liberdade de expressão muitas pessoas entendem que “falar” o que lhes convém no seu facebook é um DIREITO ADQUIRIDO. O que de fato nao é se você compartilhar uma informação falsa, contextos  homofobico e o difamar o outro. Acontece que os valores que aprendemos nem sempre são iguais a todos e a regra do bom senso escapa fácil nas redes sociais.

Imagine que seu filho de 10 anos  estará vivenciando alterações tão profundas que não há moldes, regras ou modelos. A ideia do Darwinismo Digital passa por adaptações fisiológicas do cérebro, debates profundos sobre o acesso à informação e como ela é absorvida por nós hoje, e ainda os perigos de um universo novo onde sempre tem gente desvirtuando as coisas.

A transformação digital já aconteceu. E hoje estamos sofrendo os impactos de novos negócios, perdendo empregos e tentando barganhar com nossos filhos o tempo que eles ficam conectados ou ligados em nós.

A evolução natural da espécie acontece não porque somos mais fortes e sim porque somos mais flexíveis, questionadores e conseguimos dar sentido e personalizar as relações com quem realmente faz sentido para nós. Fique atento e sobreviva ao digital.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia, escreve para o Belicosa.com.br.

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