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Mato Grosso

Santuário de Elefantes tem impacto positivo na fauna e flora locais

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As marcas de patas na beira do riacho comprovam: uma anta havia acabado de passar por ali para beber água. Passados três anos do início da operação do Santuário dos Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães, as áreas que eram utilizadas para pastagem estão em plena regeneração e recomposição. Com a volta do Cerrado, aumenta a oferta de alimentos atraindo diversos tipos de animais, desde perdizes até antas, que antes não eram mais observados na região.

Em visita técnica ao Santuário dos Elefantes Brasil, realizada na última sexta-feira (06.12), a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti constatou os impactos positivos e reforçou a importância de que as alterações sejam documentadas para que sirvam de fontes de pesquisas para universidades e referência para futuros projetos.

“Observando a adaptação dos animais e, principalmente, verificando como essa região se regenerou, nós podemos confirmar que o impacto é positivo tanto para o meio ambiente, como também para a vida desses animais. É muito gratificante saber que Mato Grosso tem um Santuário que protege a vida animal, especialmente animais que sofreram tanto ao longo dos anos”, comemora Mauren.

O presidente do Santuário dos Elefantes no Brasil, Scott Blais, explica que quando chegaram à fazenda que se tornaria o Santuário, o pasto era bem baixo e com poucas árvores. Para o especialista em elefantes, a capacidade de regeneração do Cerrado é impressionante.

“Mesmo já tendo ouvido falar que o cerrado é muito forte e resiliente, foi incrível observar a evolução do bioma”.

Licenciamento

O empreendimento possui licença de operação emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para abrigar até seis animais em uma área de mais de 20 hectares. Atualmente, 4 elefantas asiáticas, conhecidas por Maia, Rana, Ramba e Lady, vivem no empreendimento, que solicitou à Sema ampliação da licença para abrigar até 10 animais.

A secretária adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos, Lilian Santos, explica que todo empreendimento com potencial poluidor é avaliado pela Sema.

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“Nosso objetivo é minimizar os impactos negativos e verificar os positivos para assegurar o equilíbrio ambiental para que a população tenha uma boa qualidade de vida”, explica Lilian.

Para a secretária, os resultados apresentados no Santuário dos Elefantes são a comprovação de que o licenciamento está sendo conduzido de forma adequada.

“É muito importante verificar que o trabalho conduzido pela equipe da Sema para o licenciamento do Santuário se mostrou produtivo e positivo”, comenta.  

Na visão dos responsáveis pelo Santuário, o atendimento da Sema foi preponderante para o sucesso do projeto. Scott conta que ainda que num primeiro momento o projeto fosse totalmente estranho à rotina da Secretaria, a equipe se mostrou de mente e coração abertos para receber o projeto e entender os impactos positivos que traria tanto para os elefantes, quanto para o meio ambiente.

O processo de licenciamento do Santuário de Elefantes Brasil é conduzido pela Coordenadoria de Atividades de Pecuária Intensiva, Irrigação e Aquicultura com manifestação da Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros.

Gestão para resultados

Com foco em melhorar o atendimento a todos os empreendedores, a Sema realizou a revisão dos Termos de Referência para assegurar celeridade nas análises ambientais nas três frentes: licenciamento florestal, empreendimentos e outorga de água. Por meio de um processo de Gestão para Resultados a Secretaria Adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos mediu, durante o mês de outubro de 2019, um tempo médio para resposta ao empreendedor de 119 dias, muito abaixo do prazo praticado em janeiro deste ano, quando o tempo interno era de 222 dias. A legislação determina que o órgão tem um prazo máximo de 180 dias para responder à parte interessada.

Importação

O Santuário de Elefantes Brasil localizado em Mato Grosso é o único da América Latina e se prepara para receber elefantes de toda a porção Sul do continente, enquanto o empreendimento do Tennessee recebe elefantes da América do Norte. O Brasil foi escolhido tanto pelo posicionamento geográfico, quanto pelo arcabouço legislativo mais favorável.

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Para receber os elefantes de outros países da América Latina, os países devem atender os critérios estabelecidos na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção. E para isso foi necessária a adequação do empreendimento aos parâmetros solícitos pelo Ibama.

“O Santuário era classificado na categoria de mantenedor de fauna silvestre, uma categoria com atividades limitadas. E com a mudança de categoria para criadouro científico com fins de pesquisa, aumentando as atividades que podem ser executadas e atendendo as exigências do órgão ambiental federal para a importação de novos elefantes”, explica o analista de Meio Ambiente, Marcos Ferramosca.

Relação com a comunidade

No início do projeto, explica Scott, havia um receio dos moradores de Chapada dos Guimarães em relação à instalação do empreendimento.

“Muitos moradores em Chapada ficaram apreensivos acreditando que soltaríamos elefantes no Cerrado. Não estamos soltando elefantes no Cerrado, já que o Santuário é uma área protegida. Então, quanto mais as pessoas aprendem sobre o projeto e veem a recuperação dos elefantes, começam a entender e quanto mais entendem, mais apreciam”, confirma.

A viagem de Lady de João Pessoa, na Paraíba, até o centro do Brasil, em Chapada dos Guimarães foi a comprovação do carinho da população com a proposta de dar uma vida mais digna aos animais que sofreram anos de maus tratos em cativeiros, já que em todas as cidades Lady foi bem recebida e com votos para uma vida melhor.

“Este Santuário existe, porque muitos elefantes sofrem enquanto estão em cativeiro, vivendo sozinhos ou em espaços muito reduzidos e quando chegam aqui vemos uma transformação imediata em seu comportamento. No Tennessee, nos vimos elefantes rotulados como agressivos, autistas ou antissociais se tornarem lideranças empáticas e compassivas”, explica Scott que assumiu na vida a missão de cuidar de elefantes. 

Fonte: GOV MT
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Prefeito reúne-se com secretário de Estado de Saúde para decidir futuro do Hospital São Luiz

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O caos estrutural e financeiro vivenciado pelo Hospital São Luiz, nos últimos meses, devido à falta de recursos, será discutido na manhã desta segunda-feira, entre o prefeito Francis Maris Cruz, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo e o diretor administrativo da unidade, Jean Cleber Spricigo. A ideia é encontrar alternativas para, pelo menos, amenizar a situação e evitar uma paralisação total das atividades, conforme tencionam os médicos que, há três meses não recebem os salários.

Os profissionais médicos afirmam que, além do atraso do pagamento dos salários, desde o mês de outubro, está cada vez mais difícil trabalhar nos hospital, em razão da falta de medicamentos básicos, como Dramin, Ranitidina e Glicose, o que compromete um tratamento mais adequado dos pacientes.

Reclamam que, até mesmo o autoclave – aparelho utilizado para desesterilizar equipamentos cirúrgicos – ficou em desuso durante vários dias porque o hospital não mandava consertar. E, enquanto isso, para realizações de cirurgias emergenciais, tinham que recorrer ao Hospital Regional ou a Clínica do Dr. Odenilson para resolver a situação. A crise atingiu o serviço de alimentação da unidade. Duas pacientes reclamaram que, em vários dias foram servidos nas refeições subprodutos de bois, como “ensopado de língua e fígado”.

A direção hospitalar admite em parte a situação. Em Nota encaminhada ao Jornal Expressão, diz que os salários dos médicos, realmente, estão atrasados há três meses porque a Secretaria de Estado de Saúde não repassou os recursos provenientes do SUS devido ao hospital. O último repasse feito no mês de dezembro, conforme a nota foi referente ao mês de setembro. E, esclarece as demais denuncias dos médicos, como por exemplo, a falta de medicamentos, o desuso do autoclave e a má qualidade da alimentação. (Veja a Nota a baixo)

O prefeito Francis Mariz diz que, irá cobrar do secretário um posicionamento a respeito dos repasses do SUS ao hospital. “O Hospital São Luiz sempre foi uma referência em saúde pública na região. Ele é um patrimônio de Cáceres. Temos que unir esforços para evitar a paralisação das atividades. E, para isso, o governo tem grande responsabilidade” assegurou.

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Representante do Ministério Público, o promotor Rinaldo de Almeida Segundo, informou que está acompanhando a situação. E, que irá aguardar o resultado da reunião entre o prefeito, o secretário de Saúde e o representante do hospital, para ver que posição tomar. “O Ministério Público está atendo. Se necessário, podemos interceder junto ao Estado para que regularize a situação, de forma que a população não seja prejudicada com a descontinuidade dos serviços”.

E, acrescentou: “Nós nos preocupamos com os médicos que estão sem receber os salários, mas, principalmente, com a população. A paralisação das atividades é temerária porque estamos trabalhando com vidas. Isso acontecendo, a maior prejudicada será a população mais humilde. E, não vamos deixar que isso aconteça” garantiu.

Editoria – Sinézio Alcântara

Nota de Esclarecimento do Hospital São Luiz

É fundamental esclarecer que o Hospital São Luiz (HSL) realiza atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e privados – sendo 70% do faturamento proveniente do SUS. Sobre os repasses dos órgãos públicos, no mês de dezembro, o HSL recebeu os recursos relativos aos atendimentos SUS feitos em setembro, portanto, com três meses de atraso. A direção do HSL ressalta que não recebeu os repasses relativos aos meses de outubro, novembro e dezembro. O atraso no recebimento dos recursos públicos afeta diretamente no pagamento dos compromissos do Hospital, como os prestadores de serviços médicos. A direção trabalha, incansavelmente, para reverter este cenário e regularizar as pendências.

Em relação a falta de medicamento, a informação não procede. O Hospital São Luiz atua com uma margem de abastecimento que assegura a dispensação de medicamentos prescritos pelo corpo clinico. Além disso, adota uma tabela de padronização nacional que prevê ainda, substitutos para determinados medicamentos. No caso do Dramin e Ranitidina, citados pela reportagem, há mais quatro medicamentos que os substituem, com os mesmos princípios ativos.

Sobre os autoclaves, os dois aparelhos passaram por manutenção corretiva e, atualmente, estão funcionando perfeitamente. Durante o período de conserto, o Hospital reportou o fato à Central de Regulação estadual e buscou parcerias locais para atender as demandas de urgência e emergência, priorizando o atendimento à população. Os atendimentos eletivos – não urgentes –  já foram remarcados.

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A denúncia da falta de água não procede de forma alguma. Recentemente, o HSL percebeu uma diminuição no nível de água de seu reservatório, consequência de uma manutenção na proximidade do Hospital feita pela empresa Águas do Pantanal. Prontamente, a empresa atendeu ao pedido do Hospital para corrigir o problema, reabastecendo a capacidade total do reservatório de água da Unidade – não houve impacto algum nos serviços prestados pelo Hospital São Luiz.

Sobre a má qualidade da alimentação, o Hospital São Luiz possui o Serviço de Nutrição e Dietética (SND) que desempenha todas as atividades necessárias à manipulação, à preparação, ao armazenamento e à distribuição de alimentos e de refeições, cumprindo protocolos internacionais para a garantia da qualidade do alimento. Aliado ao setor de Nutrição Clínica trabalha para atender as necessidades nutricionais de cada paciente – individualmente – de acordo com as recomendações médicas, contribuindo para a plena e rápida recuperação do quadro clínico.

Recentemente, a fim de aprimorar a qualidade nutricional do cardápio oferecido aos próprios colaboradores e, também, aos pacientes do Hospital, foram incluídas preparações novas que levam como base proteínas bovinas ricas em fósforo, cálcio e ferro, além de vitaminas do complexo B. É considerada, também, uma proteína completa, que assim como outras proteínas de base animal, fornece todos os aminoácidos essenciais ao organismo. Entre as vitaminas e compostos benéficos presentes no fígado bovino, por exemplo, constam as vitaminas A, B12, B5, B6 e C, folato (ácido fólico), riboflavina, selênio, cobre e zinco. Em apenas 100g de fígado, é possível obter 50% da necessidade diária de proteínas do ser humano.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – HOSPITAL SÃO LUIZ

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Mato Grosso

Filhotes de tucano são destinados para soltura branda

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Cinco filhotes de tucano começam a se preparar para a vida livre. Os animais foram encaminhados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) para guarda voluntária temporária. Quando os animais estiverem aclimatados à região e em condições ideais para viver na natureza, terá início o processo de soltura branda. Ou seja, aos poucos, as aves irão deixar os recintos para retornarem à vida livre.

Os tucanos foram resgatados ou recebidos voluntariamente em dezembro de 2019. Três deles apresentam sinais de maus-tratos, como o corte das asas. As aves ficaram em observação por quarenta dias no Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) e após avaliação técnica foram declaradas aptas a serem destinadas ao lar temporário.

Guardiã voluntária há cinco anos, a professora Marluce Scaloppe irá cuidar dos tucanos até que estejam aptos para a soltura. Ela conta que a guarda dos animais silvestres traz muitas responsabilidades, especialmente quando os animais são ainda muito jovens e necessitam de cuidados mais intensos e diários, mas que por outro lado é extremamente gratificante ver os animais retornando para a vida livre.

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“É indescritível a sensação de saber que estamos fazendo a nossa parte, ainda que pequena, para contribuir com a preservação da fauna e também da flora. Faz bem para os animais e faz bem para nós mesmos”, comemora a professora que, na última quinta-feira (23), recebeu os filhotes de tucanos e, juntamente com a equipe técnica da Sema, realizou a soltura de outros dois tucanos adultos que já estavam sob sua guarda.

De acordo com o coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, Christiano Justino, a Sema realiza o acompanhamento dos animais juntamente com o guardião temporário. Quando o animal está apto a ser solto, inicia-se o processo de soltura branda que, no caso das aves, permanecem com os recintos abertos durante o dia e fechados no período noturno, caso voltem ao local, para a segurança do animal. O procedimento é realizado diariamente até que o animal decida passar não retornar ao recinto para permanecer em vida livre.

Durante essa semana, a Sema também encaminhou 21 jabutis para a Reserva de Particular de Patrimônio Natural de uma propriedade rural em Tangará da Serra. Conhecido por seu papel fundamental no processo de dispersão de sementes, os répteis foram destinados à reserva com o apoio da Diretoria de Unidade Desconcentrada da Sema no município a 242km da capital mato-grossense.  O processo de soltura do jabuti é mais rápido, passados os primeiros dias de aclimatação já podem ir para a natureza.

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Guarda responsável

A guarda de animais silvestres é um instrumento previsto na Resolução CONAMA n° 457/2013, concedida por meio do Termo de Guarda de Animal Silvestre-TGAS. Este termo é de caráter provisório pelo qual o interessado, devidamente cadastrado na Sema, assume voluntariamente o dever de guarda de um animal resgatado, apreendido ou entregue espontaneamente, enquanto não houver destinação nos termos da lei.

O passo a passo, documentos requisitados e condições necessárias para se credenciar, estão disponíveis no site da Sema pelo link: http://www.sema.mt.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3222&Itemid=843 

Fonte: GOV MT
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