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Rubens Macedo e Jerônimo Gonçalves disputam a presidência da Câmara

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Se as eleições para nova Mesa Diretora da Câmara de Cáceres fossem nesta semana, a disputa estaria entre os vereadores Rubens Macedo (PTB) e Jerônimo Gonçalves (PSB). Até hoje, a pouco mais de um mês para as eleições, apenas esses dois nomes se manifestaram o interesse de dirigir o Legislativo. Ainda não foi definida uma data, mas a previsão é de que o pleito ocorra na última sessão ordinária, antes do recesso parlamentar, que neste ano acontece no dia 17 de dezembro.

O bom trabalho desempenhado pela atual Mesa Diretora despertou o interesse de alguns vereadores em apoiar a manutenção do atual presidente Domingos Oliveira dos Santos (PSB) na direção da Casa. Porém, a proposta esbarra no Regimento Interno que proíbe a reeleição.

Além da candidatura do veterano Rubens Macedo, pela ala governista e do novato Jerônimo Gonçalves, do grupo considerado independente, até na semana passada, o vereador Creude Castrillon (Podemos) acenava com a possibilidade de entrar na disputa. No entanto, na quinta-feira (15), em contato com a reportagem, ele afirmou que havia desistido da ideia. “A presidência toma muito tempo. E, além disso, o desgaste é muito grande. Não vale apena” justificou.

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Outro nome cogitado que também garantiu estar fora, o vereador José Eduardo Torres (PSC), diz que prefere continuar na relatoria da Comissão de Constituição Trabalho e Justiça (CCJ). “Creio que como relator da CCJ tenho mais ao oferecer à população, impedindo irregularidades no Executivo” afirmou.

Nomes considerados de “peso” que também descartaram concorrer foram os ex-candidatos a deputado estadual Cesare Pastorello (SD), Claudio Henrique (PSDB) e Valdeníria Ferreira (PSDB). Pastorello disse que “eu já não me candidatei em 2017 quando teria mais chances de eleger por ter sido o mais votado, muito menos agora”. Por usa vez, o vereador Claudio Henrique diz ter mais importância defender a gestão do prefeito Francis Maris, na Câmara, do que ser presidente. Valdeníria garantiu não ser candidata, mas não justificou por que.

A reportagem do Jornal Expressão e do site Expressão Noticias, apurou que a candidatura do vereador Rubens Macedo conta com maior número de apoiadores. Os vereadores Elias Pereira, Claudio Henrique e Elza Basto afirmaram que votam em Macedo. Pelo menos, mais três vereadores garantiram a mesma intenção, mas não autorizaram revelar o voto. “Está muito cedo. Mas estamos avançando. Já temos a confirmação de boa parte dos vereadores” confirmou Macedo.

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Por sua vez, Jerônimo Gonçalves, afirmou que já conta com a garantia de apoio de, pelo menos, 6 vereadores, mas não nominou. Apesar de, apenas dois se manifestarem o desejo de concorrer ao cargo, a situação, na verdade, está indefinida. Historicamente, o nome do presidente da Câmara de Cáceres é decidido, momentos antes da eleição.

Editoria

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Corpo do idoso trocado no hospital São Luiz foi exumado na tarde de hoje por determinação judicial

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Editoria – Sinézio Alcântara

O corpo do idoso Adelio João de Souza, de 66 anos, que foi trocado, no sepultamento, pelo da idosa Alaíde Rosa de Aquino, 81 anos, que morreu no mesmo dia (terça-feira), no Hospital São Luiz, foi exumado na tarde desta quarta-feira, no cemitério Park dos Ipês, em Cáceres.  

A exumação foi determinada pela juíza da 5ª Vara da Comarca, Hanae Yamamura de Oliveira, após reclamações das duas famílias.

O desenterro do corpo foi realizado por uma equipe da Perícia Criminal, acompanhado pelo delegado Alex de Souza Cuyabano e familiares do idoso. O delegado diz que “a exumação foi apenas para desenterrar e enterrar no local certo”.

Adelio de Souza deu entrada no hospital no dia 20 de maio, após sofrer um infarto e morreu na terça-feira, momentos antes da morte de Alaíde Rosa. Moradora de São José dos IV Marcos, a idosa era cardíaca e deu entrada no hospital no dia 23 de maio com suspeita de Covid-19.

A confusão foi feita pela equipe do hospital. Ao serem informados da morte do idoso os familiares foram ao hospital. Lá receberam a informação de que ele já havia sido sepultado com suspeita de Covid-19. Na verdade, ele havia sido enterrado no lugar de Alaíde.

Por outro lado, familiares da idosa choraram e oraram pelo corpo errado. Uma neta da idosa, reclama que além da confusão teria sido maltratada pela equipe do hospital. Porém, a direção da Casa nega. Em uma Nota a direção informa que irá instaurar uma sindicância para apurar o ocorrido.

Outro lado

A direção do Hospital São Luiz informa que abriu sindicância para apurar o ocorrido e adotará todas as medidas cabíveis. A gestão mantém, de forma contínua, a revisão de protocolos de segurança e o caso mencionado não está de acordo com o rigor dos procedimentos do São Luiz.

Os familiares dos pacientes envolvidos foram informados, imediatamente, após identificada a situação, sendo oferecido todo o suporte para a resolução dos trâmites necessários.

Neste momento, o Hospital São Luiz lamenta o ocorrido e reitera seu compromisso com a população, amparado por seus princípios e a busca permanente pela qualidade, humanização e segurança nos serviços oferecidos.

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Prefeito cobra auditoria após troca de corpos em Hospital São Luiz

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Alaíde Rosa de Aquino, de 81 anos, morreu com suspeita de Covid-19 em Cáceres

O prefeito Francis Maris Cruz (PSDB), determinou auditoria no Hospital São Luiz, que atende ao Sistema Único de Saúde (SUS) e é administrado pela empresa Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, após acusação de troca de corpos na unidade. O gestor também requer que o Estado assuma o local, pois a empresa não está atendendo conforme estabelecido em contrato.

Segundo o gestor, as reclamações quanto ao atendimento oferecido na unidade de saúde ocorrem há meses e se agravaram na essa semana, após denúncia de troca de corpos de pacientes. O idoso A.J.S. 66 foi internado com problemas cardíacos. Já a senhora A.R.A. estava hospitalizada com suspeita da covid-19.

Ambos morreram no dia 26 de maio, no entanto o idoso cardíaco foi sepultado como se tivesse sido vítima do coronavírus, com todas as especificações que o Ministério da Saúde (MS) exige. Já a idosa com suspeita da doença permanecia na unidade à espera dos procedimentos fúnebres.

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“Nós que estamos tendo que correr atrás para desfazer essa situação, é um absurdo, o que estão fazendo com nossa família. Nosso pai morreu de infarto e foi enterrado como se fosse de covid-19, e por outra família”,, disse o filho do idoso, Roberto Fernandes de Souza, ao site Expressão Notícias.

De acordo com o prefeito, além da troca de corpos, as queixas contra a unidade preenchem uma lista extensa. “As reclamações são de falta de atendimento, demissão de mais de 100 funcionários, médicos que prestavam serviços deixaram de atender por falta de pagamento, falta de comida. A situação é grave”, informou o prefeito.

O gestor relata que um grupo filantrópico da cidade tem arrecadado alimentos e levado ao hospital para que sejam servidos aos pacientes, pois o hospital não tem.

“Já mandamos a Vigilância Sanitária fazer uma auditoria lá e vamos alertar o governo do Estado sobre isso. Provavelmente terá que assumir o hospital, assim como fez com a Santa Casa. Nessa época de pandemia o hospital não pode parar e a empresa está deixando a desejar”, declara Francis Maris.

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O São Luiz presta atendimento a pacientes de 23 cidades da região e o dinheiro para manutenção e pagamento da empresa Pró Saúde é repassado pelo Estado e governo Federal. Segundo o prefeito, a empresa havia alegado que os atendimentos estavam comprometidos por falta de repasse do Estado. No entanto, foi comprovado que os pagamentos estavam regulares

jessica@gazetadigital.com.br

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