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Geral

Resgatados 5 dias depois – Pilotos que sobreviveram a queda de avião estão em UTI após cirurgia

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O piloto John Cleiton Venera e o copiloto Marcelo Balestrin, resgatados vivos após 5 dias a queda da aeronave que pilotavam foram encaminhados ao Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, e passaram por cirurgia na manhã desta quarta-feira (5). Eles foram encontrados na noite desta terça-feira (4), por volta das 19h40, por equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) que participavam da operação de buscas desde o sábado (1º), quando o avião desapareceu na região da Serra do Mangaval (150 km a oeste de Cuiabá).

A equipe de reportagem do conversou com pai do piloto John Cleiton. Por telefone, Sebastião Venera contou que o filho e o colega “foram diagnosticados com fraturas e durante a noite foram levados para o centro-cirúrgico . Mas, apenas na manhã desta quarta-feira (5), foram operados e levados em seguida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Não há previsão de liberação deles”.

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As vítimas foram levadas para o Aeroporto Internacional Marechal Cândido Rondon, em Várzea Grande, onde recebram socorro por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que já aguardava. Os dois foram localizados por equipe no helicópetero H-60 Black Hawk.

Após os primeiros socorros, os pilotos foram encaminhados até o Pronto-Socorro de Várzea Grande. John apresentou fraturas no osso do nariz, além de 3 fraturas na perna esquerda e duas na direita. Marcelo precisou passar por cirurgia, mas não há informações oficiais sobre o motivo do procedimento.

Durante a conversa, o pai, ainda muito emocionado, afirmou que o resgate, além de ser uma proteção divina, também contou com os cuidados excessivos que o filho sempre teve.

Ao pai, John contou que partiu de Pimenta Bueno (RO), na sexta-feira (30) e na madrugada de sábado (1°), não conseguiu chegar ao destino final, em Santo Antônio do Leverger (34 km ao sul de Cuiabá).

O problema foi ocasionado após uma forte chuva que caia no local. “O vento estava forte, chovia muito e a neblina atrapalhou a visão. E ainda não bastasse as situações climáticas ele disse que perdeu o contato com a base e, logo em seguida, o controle, bateu de frente com uma árvore e o avião caiu”, detalhou.

Após a queda do avião, John e Marcelo ficaram inconscientes e depois foram recuperando a memória. “Meu filho disse que se lembrou do Kit de sobrevivência que estava dentro da aeronave e, além disso ele tinha alguns alimentos. Assim, conseguiram passar esses dias na mata sem passar fome e mantendo o corpo”, pontuou.

As buscas duraram por 4 dias diante das dificuldades e do mau tempo.

 

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Estadual

Estudo indica caminho para tratamento de pacientes com arritmia

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O estudo Augustus, liderado pelo médico brasileiro Renato Lopes, professor da divisão de cardiologia da Duke University Medical Center, define novos caminhos para o tratamento de infarto em pacientes que têm fibrilação atrial que incluem a não utilização de aspirina. O estudo Augustos foi feito com 4.614 pacientes de cerca de 500 centros de 33 países, inclusive o Brasil. Ele foi debatido no 36º Congresso de Cardiologia da Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro (Socerj) e publicado na edição de março no New England Journal of Medicine.

Renato Lopes disse à Agência Brasil que a pesquisa traz uma resposta muito específica para o paciente que tem fibrilação atrial e sofre um infarto do miocárdio ou que coloca um stent (uma peça expansível inserida dentro da artéria para evitar uma obstrução), “porque a gente tem que combinar diferentes remédios para afinar o sangue”. O paciente com fibrilação atrial precisa de medicação anticoagulante e o que apresenta quadro de infarto tem que usar dois antiagregantes plaquetários, cujo principal representante é o ácido acetilsalicílico (aspirina).

Rio de Janeiro - Exposição Vias do Coração, no Museu da Vida (castelo da Fiocruz), divulga o conhecimento cardíaco como forma de estimular a prevenção das doenças cardiovasculares (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Estudo Augustus define novos caminhos para o tratamento de infarto em pacientes que têm fibrilação atrial – Tomaz Silva/Agência Brasil

Lopes explicou que os médicos ficam indecisos em relação ao que fazer quando o paciente apresenta fibrilação atrial, tipo de arritmia mais comum da prática clínica, e infarto. “A gente não pode só ficar somando um monte de remédios porque o risco de sangramento é muito alto”. Segundo Lopes, é preciso tentar descobrir qual é a combinação de tratamento que dá o maior benefício líquido, isto é, que dá maior redução em eventos isquêmicos, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto e trombose de stent, com menor risco de sangramento.

Melhor combinação

O estudo mostrou que a melhor combinação é usar um anticoagulante mais moderno, como a apixabana, junto com apenas um antiagregante plaquetário, retirando a aspirina. “Porque ela (aspirina) só causou malefício, provocando muito sangramento, e não trouxe nenhum benefício para diminuir outros infartos ou outras tromboses de stent.

O médico ressaltou que como a aspirina é muito importante para o paciente que tem só o infarto, as pessoas acreditavam que esse remédio deveria ser mantido também para pacientes com arritmia. O estudo mostrou agora que uma das drogas mais antigas da medicina, que é a aspirina, pode ser desprezada, porque vai causar mais mal do que bem.

A adição de aspirina ao esquema terapêutico aumenta o risco de sangramento em 89%. O  estudo orienta que os médicos adotem a terapia dupla de anticoagulante mais antiagregante do tipo clopidogrel sem aspirina, ao contrário da terapia tripla com aspirina, empregada anteriormente, durante, pelo menos, seis a 12 meses. A partir de 12 meses, é recomendado a terapia única com o anticoagulante, no caso a apixabana.

Custos

Lopes destacou que não usar a aspirina vai evitar muitos sangramentos, que podem levar o doente a ser mais hospitalizado. Sem ela, cessa a necessidade de hospitalização. “Diminui a hospitalização por sangramento e, com isso, reduz os custos com saúde pública”.

Renato Lopes informou ainda que a incidência da fibrilação atrial aumenta diretamente com a idade. Em torno de 1% da população mundial tem fibrilação atrial. Se considerarmos apenas as pessoas mais velhas, acima de 80 anos, a incidência pode chegar até 25%.

No Brasil, existem poucos dados disponíveis. Um registro inédito de fibrilação atrial nacional que se acha em andamento, chamado Recall, liderado pelo médico brasileiro, será encerrado em 2020. A expectativa é que traga dados importantes sobre a doença no país.

Diretrizes de saúde

Outro estudo inédito publicado no Journal of the American Medical Association (Jama) por Renato Lopes e sua equipe fez uma revisão detalhada das diretrizes em cardiologia adotadas pela American College of Cardiology/American Heart Association e pela European Society of Cardiology.

O estudo descobriu que apenas 8,5% das diretrizes americanas e 14,2% das europeias provêm de estudos de nível de evidência A, a mais completa e abrangente.

“Quando a gente tem uma diretriz, o que se espera é que as recomendações venham do que existe de mais forte em termos de evidência, que são ensaios e estudos clínicos bem desenhados, que incluam vários países e tenham bastante dados. Ou seja, que tenham o maior nível de evidência para que haja maior certeza para tratar o doente. Isso é chamado de nível de evidência A”.

Renato Lopes disse que, infelizmente, a maior parte das diretrizes norte-americanas e europeias, de nível A, apresenta média de 10% . “Isso mostra que grande parte das evidências em cardiologia, que a gente faz no dia a dia, não são evidências com grau elevado de certeza que aquela recomendação faz bem ou mal. A gente não tem grande certeza sobre o benefício ou malefício daquela recomendação. Isso é um problema porque a gente tem que tratar o doente e acaba não tendo a certeza que precisa para promover o melhor para o paciente”.

Mudança radical

Lopes indicou a necessidade de haver uma mudança radical no mundo, no sentido de que sejam feitos estudos mais amplos, mais rápidos e mais baratos para gerar mais evidências de alto nível que possam ser traduzidas em diretrizes e recomendações aplicadas pelos médicos objetivando um tratamento mais adequado.

O médico defende que, para que se possa elevar o nível de qualidade das evidências em cardiologia, é importante um movimento que envolva a indústria farmacêutica, agências governamentais de fomento, a academia, e uma parceria público privada para que mude a maneira como se faz pesquisa clínica no mundo.

Segundo Lopes, as pesquisas têm que ser mais pragmáticas e menos burocráticas. “Os órgãos regulatórios têm que estar envolvidos, para que a gente possa fazer pesquisa mais barata, menos complexa e, consequentemente, gere respostas de alto nível mais rápido”.

Edição: Aécio Amado
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil
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Cáceres e Região

IFMT Campus Cáceres realiza I Encontro de Agropecuária

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Com o objetivo de promover integração entre os cursos técnicos em Agropecuária e fomentar discussões sobre temas que tenham relevância para a formação técnica, profissional e cidadã dos estudantes, o Instituto Federal de Mato Grosso, IFMT Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo realiza o I Encontro de Agropecuária do campus. O evento teve abertura na manhã desta quarta-feira (13.03) e estenderá a programação até a sexta- feira (14.03), com conferencias, mesas redondas e espaços culturais.

Na abertura, presidida pelo diretor-geral do campus, professor Salmo César da Silva, foi destacado o protagonismo das alunas e alunos de Agropecuária na iniciativa da realização do evento que, nas palavras de Salmo, “fortalece o ensino e a extensão” ao trazer experiências e contribuições do mundo do trabalho para o cotidiano da formação.

O coordenador-geral do EAGRO, professor Juberto Babilônia Sousa, doutor em geografia e mestre em agronomia com ênfase em Solos e Nutrição de Plantas, apresentou um panorama nacional sobre a importância da Agropecuária para em economia e, de modo particular, para a alimentação das pessoas. ” Se formos pensar a agricultura familiar ela produz 80 % da comida do nosso país e representou nesse último ano, 13 % do PIB ( Produto Interno Bruto). A pecuária brasileira no último ano, cresceu em torno de 13 % e, de acordo com o IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), o agronegócio representou em torno de 21 % do PIB no Brasil”, afirmou o coordenador, ao destacar o papel do Técnico em Agropecuária:

“São números que expressam essa dimensão e essa extensão da agropecuária no nosso país e, é por essa razão que temos que valorizar a formação técnica de vocês”, afirma Sousa.

O professor que é coordenador do curso Técnico Subsequente em Agropecuária enfatiza também a contribuição do campus com a formação para o mundo do trabalho, em seus 39 anos de atuação, e das amplas ofertas de contratações de formandos na área. “nós temos o orgulho, enquanto instituição, de dizer que nossos alunos formados aqui, e eu digo em particular os nossos técnicos em Agropecuária, são altamente requisitados. Temos situação, períodos do ano, que o número de formandos é insuficiente para a demanda de trabalho apresentada pelo mercado, sem falar em outros campos de atuação no mundo do trabalho”, pontua o coordenador.

Para o aluno Junior Pedrosa, da equipe de organização, o Eagro enriquece a formação com a possibilidade de troca de experiências com profissionais, pesquisadores e com as reflexões sobre as temáticas atuais abordadas. “o nosso sonho é que a cada ano o nosso evento seja maior, com grande abertura para a comunidade. Essa primeira experiência tem sido riquíssima para mim e para todas as pessoas envolvidas. Nós alunos participamos de todas as comissões e estamos realizando o EAGRO juntos com nossos docentes, todos os demais servidores envolvidos e com a gestão. Em 2020 quero está aqui contribuindo já como profissional técnico formado por esse instituto para a realizarmos a segunda edição”, afirma o aluno que conclui o curso técnico subsequente em Agropecuária no próximo semestre.

Entre as autoridades acadêmicas, participaram da abertura a diretora do Departamento de Desenvolvimento Educacional do campus, professora doutora Juçara Tinasi de Oliveira; o Coordenador-geral de Ensino, professor mestre Marcos Aparecido Pereira e o coordenador do Curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio, professor Fernando Rodrigues Maciel. A solenidade contou com espaços culturais com a participação da dupla formada pelo aluno Vinícius Miranda e o seu pai, o cantor Cleomir, com música acústica de sertanejo raiz.

Na sequência da solenidade foi realizada a apresentação cultural da Orquestra de Violões do IFMT Campus Cáceres, regida pelo professor doutorando em Ciências e Tecnologia das Artes, Célio Jonas Monteiro.

Mesas-redondas e conferências

Com a temática Agropecuária: desafios e perspectivas, o encontro iniciou a programação a partir do debate sobre Empreendedorismo com a contribuição do servidor técnico do IFMT Cáceres, mestre em Agricultura Tropical, Vagner Aniceto Teixeira em conferência mediada pelo professor mestre Roney Mendes de Arruda. Vagner contextualizou a temática a partir da sua vivência desde a formação como técnico em Agropecuária no IFMT Cáceres, então Escola Agrotécnica Federal de Cáceres, até as experiências no âmbito de empreendimentos inovadores como servidor e gerente local de incubadora de projetos do Núcleo Incubador do IFMT Campus Cáceres.

Ainda nesta quarta-feira, o campus recebeu o engenheiro Adilson Domingos dos Reis representando o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso, CREA- MT em conferência sobre Trabalho e Registro Profissional. A atividade mediada pelo Professor do IFMT Campus Cáceres, Juberto Babilônia contou com a participação da servidora da Inspetoria do CREA em Cáceres, Joziane Leite da Silva e do fiscal Jonathan José Lima dos Santos.

Na quinta-feira (14.03), as atividades têm inicio com depoimentos de egressos técnicos em Agropecuária da instituição sobre a vivência na escola e vida profissional. A conferência, coordenada pelo professor doutor Reginaldo Antonio Medeiros, contará com a participação dos técnicos Valter Domingues Filho e Wilson Coimbra. Ainda no período matutino, terá mesa redonda sobre sanidade animal e vegetal com os fiscais do Instituto de Defesa de Agropecuária de Mato Grosso, INDEA, Adriano Garcia Araújo, Giovana Gonçalves Souza Muniz e Tiago Felipe de Almeida Gonçalves, com a coordenação do docente do IFMT, professor mestre Fernando Rodrigues Maciel.

No período vespertino serão abordadas as temáticas “Nutrição para piscicultura” e “Panorama da Agropecuária na região de Cáceres”, com os conferencistas convidados Wellington Correa Silva, da empresa VB Alimentos e do pecuarista João Oliveira Gouvêa Neto. As conferências serão mediadas pelos docentes do campus, professor doutor Victor Manuel Aleixo e o professor mestre Paulo Ribeiro de Barros.

O fechamento do ciclo de debates em conferências e mesas-redondas da primeira edição do EAGRO trará as contribuições do pesquisador e professor doutor Wanderley Pignatti da Universidade Federal de Mato Grosso com o tema Agrotóxicos e seus impactos no ambiente e saúde humana. A atividade será mediada pelo professor do IFMT Antonio Nobre da Silva, mestre em Agricultura Tropical.

A programação contará ainda com apresentação, na sexta-feira (15), às 9h40, do documentário ‘Travessia de boiada – pantanal/ cerrado’, do autor e diretor Franco Valério Cebalho da Cunha. O espaço cultural será encerrado com a apresentação da Fanfarra do IFMT Cáceres.


Edna Pedro DRT RJ 5056/2001
Assessoria de Comunicação
IFMT/Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo
(65) 3221-2631

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