conecte-se conosco


Destaque

Refugiados haitianos de passagem em Cáceres recebem tratamento de entidades

Publicado

Um grupo de haitianos está de passagem por Cáceres em busca de refúgio e trabalho no Brasil. Via fronteira com a Bolívia, eles estão vindos do Chile, onde moraram por cerca de 5 anos, após deixarem o Haiti, em razão da grave crise humanitária por que passa aquele país. O representante do grupo de 50 pessoas que chegou, na terça-feira (12), afirma que estão a caminho outros 30 compatriotas, também vindos do Chile.

 Estefano Jean Deniz conta que já morou no Brasil, em Santa Catarina, e foi pastor em Santiago do Chile, onde estudou Teologia. É ele quem conduz os demais haitianos, os ajuda com a língua portuguesa e nos trâmites burocráticos das aduanas e serviços de emigração na Polícia Federal.

Segundo Deniz, eles estão muito cansados da jornada, porque muitos trechos do caminho, desde o Chile, foram percorridos a pé, e que devem permanecer em Cáceres por três dias, o suficiente para se apresentarem na PF para os respectivos cadastros e entrevistas necessárias. “Daqui, alguns irão a São Paulo e, outros, para Santa Catarina”, indica ele.

O haitiano afirma que o sonho de todos é trabalhar, estudar e viver em paz no Brasil, até que possam voltar a seu país. “Deixamos nossos pais, irmãos e filhos. O coração dói”, desabafa Estefano Deniz. Dentre eles, há profissionais de todas as áreas, do ensino básico à formação superior.

Leia mais:   IFMT Cáceres realiza seminário sobre Carreiras e Empregabilidade do Curso de Tecnologia em Biocombustíveis

A agente da Polícia Federal, Priscila Dantas da Silva, do setor de emigração, recebeu os representantes da Prefeitura, secretários Wilson Kishi dos Assuntos Estratégicos e Higor Fauber Lemes Oliveira, da Assistência Social, que buscaram informações, junto a PF, dos procedimentos legais e das obrigações para com a entrada dos estrangeiros no município, porta de entrada para o país.

Priscila explica que, pelo acordo internacional que o Brasil mantém com vários países, a PF tem o compromisso de atender documentalmente todos os estrangeiros que se declaram refugiados e dar a eles a legalidade provisória de permanência no país. O trabalho que os agentes de emigração fazem é o de identificar a todos, portadores ou não de documentos, e tornar legal a estada deles com autorização de permanência temporária, para que possam transitar livremente por todos os estados da Federação.

A identificação e entrevista de cada haitiano já chegado teve início na tarde de quarta-feira (12), na sede da PF de Cáceres. Segundo a agente, serão precisos dois dias para cadastrar os cerca de 80 estrangeiros que deverão entrar no Brasil, através de Cáceres.

Leia mais:   Por falta de incentivos fiscais indústria de Processamento de trigo deixou de se instalar em Cáceres

O município, por meio das secretarias de Assistência Social e de Esportes, cedeu espaço no Ginásio Didi Profeta, para que eles tivessem um mínimo de estrutura a fim de permanecer o tempo necessário para identificação na Polícia Federal. O apoio do Grupo Voluntários da Diocese de Cáceres e a Autarquia Águas do Pantanal permitiu que os haitianos recebessem água e comida.

A maioria dos haitianos diz ser parentes, irmãos e primos, que tentam juntos a vida longe de casa. Garantem que o dinheiro que tinham já acabou ou está no fim. Se vestem bem e quase todos possuem aparelhos celular, com os quais estão em constante contato com os conterrâneos e companheiros de viagem.

Do primeiro grupo, 21 homens e 14 mulheres, todos adultos, foram ao Didi Profeta, onde aguardavam por água e comida, que já estavam sendo providenciadas na manhã desta quarta-feira. Duas das mulheres estão grávidas e outras duas pessoas do grupo se encontravam na unidade de Saúde do PAM para atendimento médico.

Assessoria de Imprensa

Por Clóvis de Almeida

Comentários Facebook

Cáceres e Região

Estudantes do IFMT em Cáceres debatem soluções para dilemas cotidianos em roda de conversa promovida pelo MP

Publicado

Como jovens e adolescentes podem entender e enfrentar as dificuldades de interação social? A utilização de recursos tecnológicos pode ser nociva? Como superar problemas relacionados à depressão, ansiedade, autoestima, solidão, vícios, bullying?  Esses foram alguns dos questionamentos que envolveram estudantes de cursos do ensino médio, técnico e superior do Instituto Federal de Mato Grosso, IFMT Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo durante roda de conversa realizada essa semana (23.04) no campus. A atividade intitulada “a solução de nossos problemas” integra agenda de sensibilização e orientação desenvolvida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) por meio da Promotoria de Justiça da Infância e da Adolescência de Cáceres, em unidades escolares do município.

De acordo com a coordenadora do projeto, promotora Taiana Castrillon Dionello, o objetivo é despertar os jovens para aptidões da inteligência emocional como autoconhecimento, controle emocional, automotivação, além da empatia e interação social, reveladas na capacidade de ouvir e se colocar no lugar da outra pessoa e de saber lidar com os relacionamentos, em exercício diário de respeito e de perdão.

“A demanda que tem chegado pra nós é de muitos problemas de relacionamento interpessoal entre os jovens e a família e, na maioria das vezes, o espaço de revelação é a escola. Então, a gente observa que há necessidade de se trabalhar essas questões das aptidões emocionais. São ferramentas muito úteis que os jovens precisam ter para lidar com os dilemas, com os problemas diários e mostrar para eles que tudo tem uma solução na vida, têm caminhos”, destaca Taiana.

Leia mais:   Ministro da Saúde defende cooperação internacional para aumentar vacinação nas fronteiras

O trabalho realizado com alunas e alunos do IFMT contou com as contribuições de equipe formada pela assistente social do MPMT Frankielle Corrêa, a psicóloga Rayanne Moreno Pereira e o professor da área de Ciência da Computação da Universidade do Estado de Mato Grosso, Unemat, Tiago Luís de Andrade.

Entre os propósitos da ação, está a difusão de informações para a comunidade estudantil sobre como buscar ajuda para problemas como depressão, vício, ansiedade, automutilação, assédio. Nesse sentido, a escola é uma das portas de entrada para a Rede de Proteção de adolescentes e jovens no contato com a direção e coordenação pedagógica bem como o Ministério Público que pode acionar a rede de atendimento psicossocial do município.

A diretora do Departamento de Desenvolvimento Educacional do Campus Cáceres, Juçara Tinasi reforçou o papel da escola e compromisso do IFMT em fortalecer o elo dessa rede de atendimento no trabalho cotidiano desenvolvido no campus por toda equipe pedagógica e multiprofissional de atendimento aos estudantes. Tinasi parabenizou à promotoria e toda a equipe do projeto pelo trabalho realizado e agradeceu pela disponibilidade para agenda no IFMT.

Utilização de Recursos Tecnológicos: responsabilidades e consequências

No que tange à utilização de recursos tecnológicos, o professor Tiago provocou entre os estudantes à reflexão sobre problemas causados pelo uso desmedido e sem limites dos recursos, a exemplo do vício e do isolamento de quem busca interação exclusiva no universo virtual. Entre outros aspectos, o docente alertou para as consequências, incluindo responsabilização criminal, do uso inadequado dos recursos e enfatizou a existência de regras e leis que regulam a sua utilização, a exemplo da Lei n. 12.965/14, chamada “Marco Civil da Internet”- que trata de direitos, deveres e garantias do fornecimento da internet como recurso tecnológico no Brasil – e da Lei 12.737/2012 que ficou conhecida como “Lei Carolina Dieckmann” com a tipificação criminal de delitos informáticos.

Leia mais:   IFMT Cáceres realiza seminário sobre Carreiras e Empregabilidade do Curso de Tecnologia em Biocombustíveis

 “Nós temos várias possibilidades de utilização de forma positiva como fonte de pesquisa, comunicação, entretenimento e informação. Acontece que estamos vivenciando uma triste realidade que as pessoas estão utilizando os recursos tecnológicos também para o lado negativo, isso tem chamado mais atenção, porque o recurso tecnológico está sendo distorcido de sua objetivação”, afirma Tiago.

O docente deu exemplo de situações criminosas em que os responsáveis foram identificados por meio do rastreamento de dispositivos eletrônicos a exemplo do caso de assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Mariele Franco em que o suspeito pela execução do crime que hoje está preso foi identificado a partir de investigação dos dados de navegação de celulares. No outro exemplo, do massacre na Escola de Suzano em São Paulo, a polícia chegou ao suspeito de quem planejou a ação e de quem forneceu arma, ao investigar a utilização de recursos tecnológicos.

 “Saibam que todas as vezes que utilizamos qualquer dispositivo eletrônico nós podemos ser rastreados e monitorados, com ou sem internet. Nos dados de navegação, por exemplo, quando utilizamos os recursos enviamos metadados como dados de localização, hora, local, dispositivo, característica do aparelho, entre outros”, explica o professor.

Edna Pedro  DRT RJ 5056/2001
Assessoria de Comunicação
IFMT/Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo
(65) 3221-2631
Comentários Facebook
Continue lendo

Destaque

Levantamento – Mato Grosso é o 7º estado em índice de educação do Ipea

Publicado

Mato Grosso ficou em 7º lugar no ranking de educação que consta no Radar IDHM, índice divulgado na última semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que analisa renda, educação e longevidade no Brasil com o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Mato Grosso também está entre os 11 estados brasileiros com renda alta da população, item que fica em 9º colocado no ranking.

A última edição do Radar IDHM analisou os dados de 2012 a 2017 dos 26 estados e do Distrito Federal. Mato Grosso evolui na nota da maioria dos itens que compõem o índice como na longevidade, na qual fica em 11ª colocação entre os estados.

Leia também – Faculdade Intercultural da Unemat garante a autonomia indígena na educação escolar

Outra questão analisada pelo levantamento são as desigualdades de gênero e raça. Segundo o documento, “pensar sobre desigualdades sociais no Brasil e no mundo passa, obrigatoriamente, pelo reconhecimento das reflexões produzidas no campo dos estudos sobre raça e gênero. Por esse caminho, compreende-se que a diversidade dos grupos sociais no Brasil perpassa, também, pela diferença na condição de vida desses indivíduos”.

Leia mais:   Estudantes do IFMT em Cáceres debatem soluções para dilemas cotidianos em roda de conversa promovida pelo MP

No índice geral, que compara renda, longevidade e educação, Mato Grosso é o 13º com a maior diferença entre brancos e negros. No entanto, é o 4º com o melhor índice de educação para negros e o 7º em renda da população negra.

Quando a comparação é feita entre homens e mulheres, o índice deles é maior, 0,773 contra 0,761 delas, mas ainda é a menor diferença no Centro-Oeste. As mulheres tem melhores índices em educação e longevidade, mas quando o assunto é renda os homens tiveram nota 0,819 e as mulheres mato-grossenses 0,630.

Thalyta Amaral / GD

Comentários Facebook
Continue lendo

Cáceres e Região

Policial

Política MT

Mato Grosso

Entretenimento

Mais Lidas da Semana