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Reck Júnior diz que pretende conversar com Francis sobre a retomada das atividades do porto

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A parte da estrutura física do porto deverá estar concluída em 90 dias o que deve demorar um pouco mais são as questões burocráticas relacionadas às portarias e licenças ambientais para que o complexo portuário tenha o recomeço das operações. A afirmação é do presidente da Associação Pró – Hidrovia do Rio Paraguai, Vanderlei Reck Júnior. Citado de não possuir expertise para a atividade pelo prefeito Francis Maris Cruz, Reck diz que Francis é uma “boa pessoa” e que pretende conversar com ele sobre projeto.

“Desde o embargo jurídico da hidrovia do Rio Paraguai, em 2004, estamos trabalhando. Houve um período em 2014 que paralisaram as dragagens e articulamos para que fossem retomadas. O nosso trabalho não é político. Não ficamos noticiando tudo o que fazemos” disse. Francis afirmar que desde que o presidente da APH, assinou o Acordo de Cooperação nº 001/2016, no dia 25 de outubro de 2016, junto ao governo do Estado, nada, aparentemente, teria sido feito no terminal.

A retomada da navegação comercial pela hidrovia Paraguai-Paraná foi prometida pelo governador Mauro Mendes no final do ano passado.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, em que aparece ao lado do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) Adriano Silva, Mendes disse que “fechamos um planejamento de trabalho com a associação dos produtores e, no máximo em seis meses, queremos o porto de Cáceres funcionando”, disse acrescentando que “temos um compromisso formado e vamos cobrar muito. Eu tenho plena convicção de que em 2020 estará funcionando a navegação no rio Paraguai”.

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Em contato com a reportagem do Jornal Expressão, Reck Júnior afirmou que a APH dispõe de recursos necessários para fazer o projeto caminhar. “100% dos investimentos aportados na recuperação do porto para a retomada das atividades serão aportados pela APH” diz informando que a previsão é de que serão absorvidos recursos na ordem de R$ 1,5 milhões nas obras físicas do terminal. E, que a APH dispõe de capacidade técnica e administrativa para execução do projeto.

Reck Júnior se diz “impressionado” com o número de empresas que tem procurado a direção da APH no sentido de ajudar no projeto. Salientou que já realizou várias contratações, outras empresas estão fazendo orçamento e acredita que o porto retome as atividades, no período de seis meses, conforme a previsão do governador.

Enfatizou que pretende conversar com o prefeito Francis para que possam entender melhor o projeto. “Até onde sei o Francis e uma pessoa boa. Devo fazer uma visita à ele nos próximos dias. Temos que conversar para entender o projeto. Cáceres é uma cidade abençoada por ter essa hidrovia. Esse projeto irá beneficiar não apenas a cidade e a região, mas todo Estado. Temos que estar de mãos dadas nesse grande empreendimento da região”.

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Novo acordo

A assinatura do novo Acordo de Cooperação entre a APH e o governo do Estado, através da Metamat, para a retomada das atividades do Porto Fluvial de Cáceres, ocorreu na terça-feira (14.01).  “É uma vontade antiga de todos que trabalham na região, que se possa voltar a usar o transporte aquaviário para escoamento da produção. Esta cooperação garante que cada etapa do cronograma seja cumprida com apoio e fiscalização do governo”, afirma o presidente da Metamat, Juliano Jorge Boraczynski.

Reck Junior assinalou que porto está há praticamente 10 anos sem funcionamento, já que desde 2009 o fluxo diminuiu drasticamente, até a paralização completa, em 2012. E reiterou a importância do escoamento da produção, e da possibilidade de facilitar a exportação, e a importação, para os produtores da região. “Estamos bastante confiantes nesse novo momento. Por parte da Associação, não estamos medindo esforços para colocar o porto em operação dentro dos seis meses”, afirma.

O porto

O Porto Fluvial de Cáceres é delegado pela União para a administração pela Metamat desde 1998. Por meio da hidrovia Paraguai-Paraná, o porto beneficiará municípios das regiões oeste e sudoeste do estado. Dos 3.442 quilômetros da rota aquaviária, 890 quilômetros ficam dentro do Brasil, passando por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A hidrovia passa ainda pela Bolívia, Paraguai, e Argentina.

Editoria – Sinézio Alcântara

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Cáceres e Região

Em Cáceres, 470 casos suspeitos de Covid-19 esperam por resultados de exames do Lacen-MT

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Os números oficiais da Covid em Cáceres cresceram nas últimas 48 horas, segundo o boletim epidemiológico divulgado neste sábado (4) e chegaram a 377 casos confirmados, um crescimento de 46 novos casos.

O que tem preocupado, por exemplo, são os casos em investigação que ainda esperam por resultados dos exames.

Cáceres tem 470 pessoas aguardando resultados de exames.

Os dados divulgado neste sábado (4), estão curados 81 pessoas , 15 estão internadas e 19 óbitos.

Segundo as informações da Secretaria Municipal de Cáceres os exames têm levado até 10 dias para chegar os resultados, mais que o Lacen-MT começou a normalizar os envios dos exames nos últimos dias.

De acordo com a SES-MT os resultado de exame para a covid-19 já atrasaram em até 18 dias em Mato Grosso, desde a redução da capacidade de processamento diário pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT).

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) passou a divulgar, intermitentemente, no dia 12 do mês passado, os casos de morte notificados a cada 24 horas, intervalo de atualização dos boletins informativos diários.

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Segundo o boletim epidemiológico do governo de Mato Grosso, 20.333 casos de Covid-19 foram confirmados desde o inicio da pandemia, sendo registrados 786 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

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Destaque

Mato Grosso teve 149 mil pessoas afastadas do trabalho por conta da pandemia

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O levantamento é uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), realizada com apoio do Ministério da Saúde, e com coleta exclusivamente por telefone, para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal.

Para a realização da pesquisa, foi utilizada como base a amostra de domicílios da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2019. A amostra da PNAD COVID19 é fixa, ou seja, os domicílios entrevistados no primeiro mês de coleta de dados permanecerão na amostra dos meses subsequentes até o fim da pesquisa. Cerca de 5.000 domicílios distribuídos em 97 cidades estão sendo monitorados no estado.

Ainda conforme o IBGE, cerca de 168 mil mato-grossenses não ocupados não conseguiram procurar trabalho em maio por causa da pandemia de Covid-19 ou por falta de oportunidade na região em que vivem, mas gostariam de trabalhar na semana de referência.

Em maio, o IBGE estima que 1,5 milhão de pessoas estavam ocupadas em Mato Grosso, embora 2,7 milhões estivessem em idade para trabalhar, ou seja, tinham 14 anos ou mais de idade. Isso significa que pouco mais da metade (55,5%) estava trabalhando no mês passado. Já o total de desocupados foi de 174 mil pessoas no estado.

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Dentre todas as pessoas ocupadas e afastadas do trabalho no estado em maio por qualquer motivo (207 mil), 123 mil continuaram a receber a remuneração e 84 mil deixaram de receber a remuneração.

Segundo a pesquisa, 527 mil das pessoas ocupadas no estado estavam na informalidade. A Proxy da taxa de informalidade, que é o percentual de pessoas ocupadas como trabalhadores informais em relação ao total de pessoas ocupadas (isto é: [trabalhadores informais/pessoas ocupadas] x 100), foi de 34,4%.

O percentual de domicílios que recebem auxílio emergencial foi de 38,8% do total de domicílios em Mato Grosso. Já a média do rendimento proveniente do auxílio emergencial recebido pelas residências foi de R$ 784.

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