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Receita paga hoje R$ 5,7 bilhões em restituição de Imposto de Renda

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Quase 4 milhões de contribuintes receberão o pagamento

IMPOSTO DE RENDA 201,Declaração IRPF 2019

A Receita Federal credita hoje (31) R$ 5,7 bilhões em restituições de Imposto de Renda para 3.985.007 contribuintes do terceiro lote. A consulta foi aberta no último dia 24.

Desse total, R$ 2.056.423.308,19 são para contribuintes que têm prioridade legal de recebimento: 88.420 contribuintes idosos acima de 80 anos, 646.111 contribuintes entre 60 e 79 anos, 47.170 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 346.793 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Foram contemplados ainda 2.856.513 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 28 de março.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita Federal na internet. Na consulta à página da Receita, no Portal e-CAC, é possível acessar o serviço Meu Imposto de Renda e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

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A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele é possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no Portal e-CAC, no serviço Meu Imposto de Renda.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em nome do contribuinte, em qualquer banco.

Agência Brasil

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Farmacêutica fala sobre a importância do controle do colesterol para o organismo

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Hoje (08.08), comemoramos o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, tema de fundamental importância para a saúde pública, já que as doenças cardiovasculares em decorrência do colesterol alto são as principais causas de mortes no mundo atualmente e custam a vida de 100 mil brasileiros por ano.

O colesterol é conhecido por ser responsável por obstruir artérias e causar problemas sérios no coração que podem até mesmo levar à morte. Ele é dividido em HDL, conhecido como bom colesterol e LDL, chamado de colesterol ruim.

O que muitas pessoas não imaginam é que ele também executa uma função importante no nosso organismo, pois é utilizado por nossas células para a produção das membranas celulares e dos hormônios esteroides (estrógeno e testosterona).

O colesterol é produzido em nosso corpo, principalmente no fígado, mas também é encontrado em alimentos de origem animal. Por outro lado, apesar de desenvolver funções específicas, os níveis elevados de colesterol estão vinculados a doenças cardiovasculares, tais como infarto agudo do miocárdio.  Para essas situações, recomenda-se dieta balanceada e atividades físicas regulares, e, quando for preciso, uso de medicamentos específicos.

Para contribuir com o tema, o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT) foi buscar a opinião da farmacêutica, Karina Luckmann. Ela respondeu várias questões, mostrando como é importante debater e divulgar as informações para a população de maneira séria e embasadas cientificamente.

O que é o colesterol?

É um tipo de gordura produzida em nosso organismo que tem o papel vital de manter as células funcionando, de produzir hormônios e vitamina D. Entretanto, o excesso de colesterol no sangue pode aumentar o risco de doenças do coração.

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Existem diferentes tipos de colesterol?

Não, o colesterol é um só. É uma gordura que não se mistura com a água e por isso não consegue circular sozinho pelo sangue. Para que esse transporte ocorra, e o colesterol chegue até seu destino final, que são as glândulas e as células, ele é transportado por lipoproteínas, conhecidas como LDL, HDL, VLDL – siglas estas bem mais comuns na rotina de quem está acostumado a fazer exames periódicos.

LDL (lipoproteína de baixa densidade): é o mais conhecido e também o mais temido de todos. Sua função é transportar o colesterol do fígado até as células. No entanto, esta lipoproteína tem afinidade com as artérias e pode ficar “presa” no meio do caminho, bloqueando os vasos nos quais o sangue passa. Por isso, o LDL é chamado de “colesterol ruim”, apesar de não ser um colesterol.

HDL (lipoproteína de alta densidade): é mais famoso como o “bom colesterol” porque possui a função levar para o fígado todo o LDL que encontra pelo caminho. Portanto, o HDL é considerado um “faxineiro” da corrente sanguínea e, ainda, possui ação anti-inflamatória.

VLDL (lipoproteína de muito baixa intensidade): tem como função transportar principalmente os triglicérides e o colesterol para tecidos periféricos, onde serão armazenados ou utilizados como energia. No entanto, o que pode acontecer neste transporte é que o VLDL pode perder triglicérides no meio do caminho e estes serem absorvidos pelo HDL ou LDL. Por isso, é importante consumir carboidratos e açúcares com moderação, pois esta troca pode fazer mal à saúde cardiovascular.

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Qual a Importância do Colesterol?

O Colesterol é essencial à vida. Sabe-se que a falta de colesterol pode trazer danos principalmente para o cérebro, músculos, sistema nervoso e olhos. É um componente essencial às membranas celulares dos mamíferos. É o precursor dos esteroides e da vitamina D. É um poderoso antioxidante. Protege a mucosa intestinal. Essencial na ativação sináptica cerebral.  E é sempre bom lembrar: está presente abundantemente no leite materno.

O que a pessoa com o colesterol alto sente?

O aumento do colesterol no sangue é assintomático durante muitos anos, é uma doença silenciosa. À medida que o processo progride, que o excesso de colesterol se deposita na parede das artérias, é que começam a aparecer alguns dos sintomas.

Quando as artérias coronárias começam a ser afetadas pela aterosclerose, ocorre o que chamamos de isquemia (falta de sangue em determinados locais do coração), e isso causa dor, principalmente durante os esforços (problema conhecido como angina).

Controle

Para manter o colesterol controlado e a saúde em dia, faça exames regulares, mantenha uma alimentação adequada e saudável e pratique exercícios físicos.

O controle e tratamento das DCV e seus fatores de risco envolvem, além da prescrição de medicamentos, mudanças no estilo de vida, como a prática de atividade física e a adoção de uma alimentação adequada e saudável, baseada na ingestão de alimentos in natura ou minimamente processados.

Assessoria

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Defensoria Pública celebra 14 anos da Lei Maria da Penha combatendo aumento da violência contra a mulher em MT

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Feminicídios tiveram crescimento de 68% no primeiro semestre de 2020 em comparação com o mesmo período do ano passado em Mato Grosso

Nesta sexta-feira (7 de agosto), a Lei Maria da Penha completa 14 anos. Criada com o apoio da Defensoria Pública, a Lei 11.340/2006 é um marco legal que instituiu diretrizes para situações de agressão doméstica e de gênero, além de consolidar programas e serviços de proteção e assistência social.

O primeiro semestre de 2020 revelou um aumento de 68% no número de feminicídios se comparado com o mesmo período de 2019. Neste ano, 32 mulheres morreram em Mato Grosso, enquanto que no ano passado foram 19 vítimas.

“Infelizmente, esse previsto aumento da violência aconteceu. A violência doméstica cresceu e muito. Muitas mulheres já conviviam com os agressores e outras descobriram, durante o isolamento social, que conviviam com um agressor”, destacou a defensora pública Rosana Leite, coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem).

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (3), são da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública. De acordo com a Sesp-MT, os números são preliminares, pois durante a investigação dos crimes podem haver mudanças na autoria e motivação, podendo ser classificados como homicídios dolosos. Aliás, o índice de homicídios dolosos contra mulheres entre 18 e 59 anos apresentou redução significativa de 46%.

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Neste período de isolamento social, por conta da pandemia de Covid-19, muitas mulheres estão confinadas com os agressores e têm mais dificuldade de fazer a denúncia.

“Mulheres, a Lei Maria da Penha é efetiva. Não esperem uma segunda violência para quebrar este ciclo, para sair do relacionamento tóxico, abusivo. Pode ser tarde demais”, orientou a defensora.

A Defensoria Pública está atenta ao aumento da violência contra a mulher. Em junho, com o objetivo de estimular as denúncias e combater todo tipo de violência contra as mulheres nesse período de isolamento social, a Defensoria Pública de Mato Grosso lançou a campanha: “Eu uso máscara, mas não me calo! Juntas somos mais fortes!”.

Constitucionalidade – Criada para proteger as vítimas da violência, a Lei Maria da Penha foi alvo de críticas no início, em grande parte motivadas pelo machismo, e demorou para “pegar” no Brasil.

“Este é um momento de bastante reflexão do que a lei já enfrentou, do que nós mulheres já enfrentamos desde o início. Quando a Lei 11.340/2006 foi positivada aqui no Brasil, foi muito mal recepcionada. Frases de efeito surgiram contra a lei, foi chamada de inconstitucional”, lembrou Rosana.

Apenas em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a constitucionalidade da lei, balizou o alcance da legislação e pacificou em sua jurisprudência o atendimento a ser aplicado pelo Poder Judiciário.

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“O primeiro grande desafio dessa lei foi entrar dentro do ambiente doméstico e familiar, quebrar a lei do silêncio que sempre vigorou”, pontuou.

A lei, que tem reconhecimento mundial, representa um avanço notável na legislação visando a erradicação, prevenção e punição da violência contra a mulher, além de garantir mecanismos de proteção das vítimas que sofrem violência física e psicológica de pessoas com as quais convivem ou se relacionam.

“Hoje, após 14 anos, temos um grande desafio: que as mulheres vítimas se reconheçam como vítimas de fato, que elas reconheçam que estão dentro do ciclo da violência doméstica e possam quebrar esse ciclo enquanto há tempo”, roga a defensora.

Canais de atendimento – O Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública recebe denúncias e repassa orientações por telefone e WhatsApp: (65) 98463-6782.

“O Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública está à disposição para orientação quanto a qualquer violência que as mulheres venham a sofrer, dentro e fora de casa. Contem conosco!”, garantiu Rosana.

Denúncias anônimas também podem ser feitas junto à Central de Atendimento à Mulher pelo Disque 180 (nacional), pelo 197 (Polícia Civil), para a região metropolitana, e 181, para o interior do estado. O atendimento é feito pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

Alexandre Guimarães
Assessoria de Imprensa
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