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Raiva bovina infecta e mata seis animais na região de Cáceres

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Seis casos de raiva bovina foram registrados, em propriedades rurais na região de Cáceres, nos últimos três anos. Uma média de duas mortes por ano. O maior índice foi registrado em 2018 com três casos. Além de um resultado positivo, mais um caso está em análise, neste ano, no município. Ao todo, conforme o Instituto de Defesa Agropecuária – Indea foram realizados entre os anos de 2017 e 2019, 40 exames, dois quais, seis deram positivos e 34 negativos.

A situação é preocupante, de acordo com o gerente-regional do Indea, Adriano Garcia Araújo, levando em conta que o município detém o maior rebanho bovino do Estado, com cerca de 3,5 milhões de cabeça. E, o surgimento frequente de casos da doença pode comprometer a pecuária mato-grossense, sem contar que também é um grave problema de saúde pública.

A raiva é transmitida pela mordedura de morcegos hematófagos. Eles são hospedeiros e transmissores do vírus, por meio da saliva infectada. Pela mordedura ou lambida em alguma ferida aparente do animal ele transmite a doença. O vírus não tem tratamento. Por isso, a  alternativa é a vacinação.  O ser humano também pode ser infectado.

Os animais devem ser vacinados a partir de 3 meses de idade e fazer o reforço nos primovacinados após 30 dias. Nesse período, eles desenvolvem os sintomas da raiva como isolamento, agressividade, salivação e dificuldade ao andar.

O gerente do Indea afirma que os campos das propriedades rurais, com plantio de árvores, em meio à pastagem, vêm se tornando um habitat perfeito para os morcegos. “Os bovinos, geralmente, usam as sombras das árvores, durante o dia para descansar e a noite para dormir. Por isso se tornam presas fáceis para os morcegos que ficam nas árvores. Eles só têm o trabalho de descer, morder ou sugar o animal, e voltar” explica Adriano.

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De acordo com o Indea, para que o controle da raiva dos herbívoros seja efetivo, é importante que o Serviço Estadual de Defesa Sanitária Animal mantenha uma rotina de cadastro dos refúgios/abrigos dos morcegos, com monitoramento respeitando as características regionais de cada estado. Ele apresenta uma alta versatilidade na utilização de abrigos, podendo ser naturais, como grutas e ocos de árvore, ou artificiais, constituídos por casas abandonadas, pontes, bueiros, fornos de carvão, etc.

Orientações:

Cabe ao proprietário notificar imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial a suspeita de casos de raiva em herbívoros, bem como a presença de animais apresentando mordeduras por morcegos hematófagos, ou ainda informar a existência de abrigos desses morcegos. A não notificação coloca em risco a saúde dos rebanhos da região, podendo expor o próprio homem à enfermidade. Sendo a raiva uma enfermidade de notificação compulsória, caberá sanção legal ao proprietário que não cumprir com esta obrigatoriedade.

Comunique sua vacinação contra Raiva no escritório do Indea. Na suspeita de um animal acometido pela doença: – Isolar o animal do restante do rebanho; – Nunca manipular o animal; – Não consumir a carne do animal; – Procurar imediatamente um escritório do Indea do seu município;  – No caso de mordedura no homem ou contato com animais suspeitos;  – Lavar com água e sabão o ferimento. – Procurar a Secretaria Municipal de Saúde. – Comunicar ao Indea do seu município.

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Os abrigos devem ser georreferenciados com o auxílio de GPS. O controle dos morcegos deve ser executado de forma correta e seletiva, atingindo somente morcegos da espécie Desmodus rotundus, não causando nenhum dano ou transtorno a outras espécies de morcegos, como insetívoros, frugívoros, polinívoros, carnívoros e ictiófagos, pois estes últimos constituem fator primordial para o equilíbrio ecológico.

Conforme a biologia, habitat, área de ação, padrões alimentares, hábitos, organização social e comportamentos específicos dos Desmodus rotundus, desenvolveram-se técnicas para o controle de suas populações, mediante o emprego de anticoagulantes.

Nos refúgios frequentados por morcegos hematófagos Desmodus rotundus, sempre que possível, o INDEA coleta espécimes para envio ao laboratório. No caso de suspeita de esses morcegos estarem acometidos por raiva, devem ser coletados e encaminhados ao Laboratório de Apoio a Saúde Animal (LASA), para diagnóstico. Este trabalho (o controle populacional de morcegos) pode ser realizado apenas pelo INDEA-MT com profissionais treinados e habilitados.

A colheita das amostras de animais suspeitos de estar acometidos de raiva deverá ser efetuada por médico veterinário que esteja devidamente imunizado. Do herbívoro suspeito de raiva deverão ser coletadas amostras do Sistema Nervoso Central (SNC). No caso de ruminantes, o encéfalo (córtex, cerebelo e tronco cerebral), já no caso dos eqüídeos, deve ser coletado o encéfalo e a medula. Deverão ser coletadas e enviadas ao laboratório, para diagnóstico, amostras de todos os animais mortos com sinais clínicos compatíveis com encefalites.

Editoria – Sinézio Alcântara

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Em Sessão Solene, Câmara celebra nomeação de Cáceres e San Matías como cidades gêmeas

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O Ministério do Desenvolvimento Regional do Governo Federal publicou, no mês de abril, uma Portaria que incluiu a cidade de Cáceres na lista de “cidades gêmeas” nacionais.

O conceito de cidade gêmea se caracteriza pela integração urbana com países vizinhos – neste caso, com a cidade boliviana de San Matías – e permite o livre comércio na região fronteiriça. Na prática, Cáceres poderá comercializar produtos importados com isenção de impostos, através da implantação de um “free shop” composto por lojas aptas a comercializar produtos importados do país vizinho no valor de até U$300 (trezentos dólares estadunidenses).

Dessa maneira, várias pessoas poderão visitar Cáceres para fazer compras de produtos com preços mais acessíveis. Essa nova condição somada à visitação turística vai possibilitar o incremento da economia no município, o que deve acarretar também investimentos sociais e na segurança, visando a viabilização e estruturação desta nova política comercial internacional na Princesinha do Paraguai.

Antes mesmo desta ação do governo federal, no entanto, a Câmara Municipal de Cáceres havia idealizado a expedição de Diplomas de Honra às autoridades Bolivianas de San Matías. Aproveitando a oficialização do pareamento de Cáceres e San Matías como cidades gêmeas, os vereadores da Câmara Municipal promoveram uma Sessão Solene na manhã de sexta-feira (16), com a presença de Fabio López Olivares, Prefeito de San Matías, acompanhado de seus vereadores. Também marcaram presença representantes de órgãos municipais de Cáceres como a Prefeitura, o Grupo Especial de Fronteira (GEFRON), a Polícia Militar e a Unemat, além de veículos de imprensa local e os vereadores cacerenses.

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17 diplomas de honra foram emitidos às autoridades de San Matías, que em reciprocidade também presentearam os parlamentares da Câmara Municipal. “Foi um grande ato organizado pela Câmara de Cáceres pelo bem da integração entre dois países e pela construção de maiores possibilidades e façanhas. São duas regiões irmãs com quatro, cinco milhões de habitantes que poderão usufruir dessa união, fruto de muitos anos de trabalho. Juntos, podemos compartilhar os mesmos sentimentos e ideais que fortalecem o nosso povo”, disse o Prefeito de San Matías, Fabio López Olivares.

Confira, na semana que vem, no site oficial da Câmara Municipal de Cáceres, a matéria completa sobre a solenidade.

Felipe Deliberaes/Assessoria de Imprensa

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IFMT Campus Cáceres- Prof. Olegário Baldo celebra 39 anos de fundação

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Neste dia 17.08, o Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo do Instituto Federal de Mato Grosso completa 39 anos de fundação, a partir de sua origem como Escola Agrotécnica Federal de Cáceres.  Na véspera do aniversário, estudantes, servidoras, servidores e colaboradores se reuniram para celebrar as conquistas e renovar a esperança na educação pública, gratuita e de qualidade.

A programação teve início com uma performance da  Fanfarra do campus em frente ao prédio central da instituição, seguida de um emocionante encontro da comunidade interna no Refeitório ‘Anarlete da Silva Loureiro’ com a apresentação da Orquestra de Violões do IFMT Campus Cáceres, regida pelo professor Célio Jonas Monteiro,  com corte de bolo e parabéns.

“As pessoas que compõem essa instituição é quem fazem a diferença. Não basta o prédio bonito, a área construída, o bom laboratório. Somos todos nós quem fazemos esta instituição comprometida com a transformação na vida das pessoas, há 39 anos. Sabemos que o momento não está fácil, em nível de Brasil, neste cenário de contingenciamento, mas hoje queremos comemorar, parabenizar e continuar fazendo no nosso campus, educação pública, gratuita e com qualidade”, afirma o diretor-geral do campus, professor Salmo César da Silva.

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Vocação

Em 39 de atuação na região oeste, o Campus Cáceres-Prof. Olegário Baldo do Instituto Federal de Mato Grosso inscreve a sua história a serviço da educação para a vida e para o trabalho.

Na instituição que se constituiu um dos pilares de formação do IFMT, desde 2008, com a estruturação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, um dos marcos é o amplo universo de formação pública e gratuita com a oferta da educação básica ao ensino superior. Assim, pessoas adolescentes, jovens e adultas encontram no campus oportunidades educacionais em diversas modalidades com cursos de Formação Inicial e Continuada, Ensino Médio Integrado à formação técnica, Curso técnico pós-médio e Cursos superiores.

O campus dispõe de uma área de 320 hectares, com 21 Unidades de Ensino e Produção, áreas experimentais e 25 laboratórios.

Com quadro qualificado de especialistas, mestres e doutores, e oferta de assistência estudantil para assegurar o sucesso de seus estudantes, o IFMT Campus Cáceres- Prof. Olegário Baldo é destaque no ensino, pesquisa e extensão, e projeta Mato Grosso na produção de inovação tecnológica com invenções e transferência de tecnologias a serviço das comunidades.

Edna Pedro
Assessoria de Comunicação
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