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‘Quando parei de alisar o cabelo, entendi meu lugar como cidadã negra no Brasil’, diz a cantora Lellê

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Prestes a participar de um filme da Netflix e de série do GNT, ex-integrante do Dream Team do Passinho lança o primeiro single de sua carreira solo RIO — O black power da menina, que até os 14 anos teve o cabelo alisado pela mãe, foi crescendo junto com seu orgulho negro — à medida que entendia quem era e a importância de valorizar suas raízes, a juba aumentava. Agora, sete anos depois, ela aparece mais armada do que nunca no clipe “Mexe a raba”, primeiro single da carreira solo de Lellê, ex-Lellêzinha do Dream Team do Passinho, que será lançado nesta quinta-feira na internet, pelo selo Blacktape, de Preta Gil.

Dirigido por Lellê (em parceria com Jeff), que assina também o roteiro, o vídeo tem um elenco 100% negro, dançando como se não houvesse amanhã. Antes, ela já havia lançado a música  “Nega braba” para o filme “Correndo atrás”, de Jeferson De. Era ela essa nega braba?

— A letra é o resumo da minha vida: sou favelada, quero dançar funk e tenho orgulho das minhas raízes. Coloquei minha história ali porque as nossas histórias ( da mulher negra no B rasil) são parecidas mesmo. A partir da música, ganhei o apelido. A nega braba é foda, não aceita certas coisas. Sou a nega braba, sim, pela minha história, meu caráter.

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Voltando ao cabelo, hoje cada vez mais black, Lellê diz que ele teve papel fundamental na construção da sua autoestima como mulher negra.

— Eu não conhecia meu cabelo. Quando eu era criança, o cabelo natural do negro, o volume, não era considerados legal, aceito. Sempre senti que faltava algo em mim, não me encontrava porque me anulava. — recorda. — A partir do meu cabelo, brincando com ele, comecei a entender o meu lugar como cidadã negra no Brasil. Ao abandonar a química, passei a me olhar e aquilo me deu horizonte. Nunca tinha tido aquela sensação,bom que foi bem cedo.

ascida na Praça Seca, criada pela mãe manicure (o pai morreu quando ela tinha sete anos), Alessandra Aires Landin, a Lellê, de 21 anos, aprendeu a dançar lá pelos 6, graças ao irmão de criação, que aprendia os passos nos bailes funks e os ensinava a ela. Foi descoberta numa batalha de passinho e escolhida para integrar o grupo de dança que a projetou.

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Com o primeiro salário, comprou uma geladeira para a mãe e outra para a avó. Ganhou papel em “Malhação”, fez comercial com o cantor colombiano Maluma e cantou com Alicia Keys no Rock in Rio 2017. Agora, ela fará seu próprio show no Palco Sunset (é a atração de abertura). “Vou cantar ‘Proud Mary”, de Tina Turner, e homenagear artistas negros que influenciaram a minha carreira e a minha vida”, conta.

Ela também vai atuar no filme da Netflix “Ricos de amor”, de Bruno Garotti (o mesmo de “Cinderela pop”) e, em agosto, estará em “Autênticas”, série do GNT sobre os bastidores da vida de vários artistas.

Nesta entrevista, ela fala também sobre a mudança de nome e mais sobre.

Maria Fortuna/ Globo

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LEI ALDIR BLANC: Banda de Cáceres lança performance audiovisual como ‘ensaio’ de seu primeiro álbum

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Enquanto o distanciamento social ainda é necessário, o audiovisual vem sendo aliado daqueles que anseiam por encontros proporcionados pela música. E é com o sentimento de saudade dos palcos que O Mormaço Severino entrega uma performance intimista, que reúne, em vídeo, seis das canções mais melódicas de seu extenso repertório autoral.

A partir desta quinta-feira (14), às 18h, o público poderá assistir a ‘Ensaio sobre a Cidade’ no canal do Youtube da banda pelo link: https://youtu.be/RkWPcWm8VzU.

O novo trabalho foi viabilizado com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio de edital realizado pela Prefeitura Municipal de Cáceres, através da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, e Governo Federal via Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.

Aliás, o conceito de “ensaio” cabe bem ao contexto, já que O Mormaço Severino prepara, após mais de uma década de trajetória, o tão esperado primeiro álbum de estúdio com incentivo da mesma lei – desta vez com projeto selecionado no edital MT Nascentes, da Secretaria de Estado de Cultura Esporte e Lazer (Secel).

“Estamos muito felizes por essas oportunidades, porque a banda está na luta há muitos anos. Nós que sempre falamos sobre a realidade da cidade de Cáceres e sabemos o quanto é difícil fazer música no interior, acreditamos ser muito importante que a Cultura do estado seja difundida para o maior número de pessoas possível”, destaca Janaina Lima, a Jheine, que imprime a potência de sua voz às canções da banda.

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Assim como o futuro trabalho de estúdio, ‘Ensaio sobre a cidade’ traz narrativas musicais tecidas em Cáceres, que falam sobre a cidade, seus habitantes e expõem as dores que atormentam as margens calmas do Rio Paraguai. Reflexo de uma juventude esquecida, mas que se reinventa juntamente com a “princesinha do Pantanal”.

Até a gravação de ‘Ensaio sobre a cidade’, O Mormaço não se encontrava em sua formação completa desde o início da pandemia da covid-19. Após lives ‘voz e violão’ em festivais online durante período de isolamento – e até um videoclipe de música inédita feita por emulação no celular -, a gravação do vídeo foi também uma forma de registrar os experimentos sonoros que resultam da união dos seis integrantes em ação.

O vídeo foi realizado no Espaço Bosque, em Cáceres, e tem realização da produtora audiovisual Cubo Mágico, capitaneada pelo cineasta Leandro Peska, que também vive na cidade. Foi seu olhar que possibilitou que O Mormaço Severino fosse capturado com detalhes, e sem artificialidades.

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“O Leandro realmente conseguiu captar o Mormaço em imagens. É puramente a banda, sem constrangimentos, com liberdade e em ação. Eu vejo o vídeo e consigo ver a gente ali”, adianta Rauni Vilasboas que, junto ao baixista Ronaldo Gonçalves, é fundador da banda e compositor das canções.

O Mormaço Severino

Voltada para músicas autorais e experimentações sonoras, O Mormaço Severino está na ativa desde 2009. A banda é composta por seis integrantes que fazem da música um instrumento de afirmação de suas identidades.

O Mormaço é Jheine Lima (voz), Rauni Vilasboas (letra e guitarra), Ronaldo Gonçalves (baixo), Diego Vicente (o Keka, teclado), Welington Fernandes (MC Fernandes, percussão) e Luis Guilherme (bateria). Musicalmente, mistura influências do blues, rock, baião, música folk mato-grossense e saranzo, com toques psicodélicos e letras ritmadas.

Em 2015, a banda se apresentou no IV Mato Rock de Músicas Autorais do Estado de MT, conquistando o 1º lugar na premiação. Depois disso, foram apresentações em Cáceres, Rondonópolis, Mirassol e Cuiabá, em festivais como Fipe, Cerrado Fuzz Festival, Cáceres Rock Festival, Ixpia O Festival, Sarau da Figueira e Sarau das artes Free.
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Cáceres e Região

Teatro Plenilúnio abre temporada de apresentações de 2021

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O ano de 2021 começou a todo vapor no campo das artes no município de Cáceres com apresentações de diversos projetos nos mais variados segmentos e linguagens artísticas. Por meio do Edital de Seleção Pública nº 01/2020 Cultura Cáceres, da prefeitura de Cáceres, através da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura (SMTC) houve o fomento à produção de inúmeros projetos para o setor, com os recursos da Lei Aldir Blanc. É sempre bom lembrar que o setor artístico foi um dos primeiros a parar as atividades com o início da pandemia, que assola o mundo desde o início do ano passado, e ganhou um respiro com a aprovação da lei emergencial para o setor, possibilitando a continuação das atividades de pesquisa e produção artísticas no país.

O Teatro Plenilúnio, grupo de pesquisa e estudo das artes da cena, da cidade de Cáceres, como todos os artistas do mundo, precisou se reinventar nesse período e foi descobrindo as novas formas do fazer teatral. Descobriu os recursos das plataformas digitais fazendo cursos e dialogando com outros colegas e principalmente experimentando coisas e modos de expressar sua arte. Desse processo surgiram apresentações de teatro, performances, vídeo performances que fazem parte do repertório da trupe de teatreiros e podem ser conferidas esta semana a partir do dia 13.

A programação se inicia com a participação no Projeto Live Cênica com a apresentação de dois trabalhos. No dia 13 (quarta), o ator Ismael Diniz traz para a cena, da obra de Nelson Rodrigues, Para sempre fiel, a história de um homem que não acreditava na fidelidade. Utilizando uma mistura de linguagens, o ator apresenta as relações conturbadas de um casal que entra em conflito pelos pontos de vista antagônicos sobre a vida a dois, levando a mocinha ao extremo para provar sua fidelidade. Um clássico de Edgar Alan Poe é apresentado na quinta (14) pelo ator Luis Guilherme, trata-se da montagem de Coração delator, uma narrativa de suspense sobre um velho adoentado e os delírios de seu cuidador, que ao cometer um crime é perseguido pelas batidas de um coração denunciador. As apresentações acontecem sempre às 18horas (horário local), pelo Instagram de cada artista.

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A participação no Projeto Monólogos: arte contemporânea em solo cacerense acontece de 15 a 17, às 20 horas (horário local), também pelo Instagram, no perfil oficial da mostra @monologosarte. O Teatro Plenilúnio traz a cena os espetáculos O pirotécnico Zacarias (15­), Quarto de despejo (16) e encerra com uma palestra perfomativa sobre Coração delator (17). Pirotécnico Zacarias é uma narrativa fantástica, adaptada da obra de Murilo Rubião, encenada pelo ator Gabriel Ferreira, que conta a história de um homem após um atropelamento e sua nova condição no mundo. Alessandra Mellyssa, discute em Quarto de despejo a situação de Carolina Maria de Jesus, escritora, negra, favelada, mulher, mãe. A atriz apresenta cenas do cotidiano dessa importante escritora do Brasil, suas angústias, frustações e felicidades num Brasil preconceituoso e racista. Encerrando a participação na mostra, o ator Luis Guilherme, conversa com o público sobre o processo de montagem de uma cena teatral na pandemia. Explana como foi feita a adaptação do texto, a criação da personagem, ensaios, criação de luz e som dentro do seu próprio quarto. A discussão é pontuada com cenas da peça Coração delator.

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Nos dias 15 e 16 as apresentações são voltadas a música e a poesia da nossa cidade. O diretor Luciano Paullo apresenta seu híbrido de teatro, vídeo e música em Sinestesia do Mato – poesia de se ver, às 19 horas, em seu canal do YouTube (abre.ai/sinestesiadomato). Em uma espécie de minidocumentário, o trabalho apresenta autores contemporâneos de poesia de Mato Grosso, em especial da cidade de Cáceres, que contam suas trajetórias e tem seus textos encenados pelos atores Ludymilla Landes, Well Oliveira e Luciano Paullo.

No dia 16, às 16 horas (MT), é a vez da obra do imortal Natalino Ferreira Mendes e da música autoral cacerense surgirem no Sarau Pantaneiro 2.0, com Gabriel Ferreira, Ismael Diniz, Luis Guilherme e Pedro Garcia. Os atores e músicos cantam e declamam as vozes cacerenses, tanto pelos poemas quanto pelas músicas, num formato muito comum da cidade, o sarau. Você pode conferir o trabalho no perfil do Instagram do projeto @saraupantaneiro.

Um fim de semana cheio de arte e cultura na nossa cidade. Evoé!

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