conecte-se conosco


Mato Grosso

Projeto “Seduc vai à Escola” reúne mais de 130 profissionais da educação em Cuiabá

Publicado

Profissionais da educação da rede estadual se reuniram, nesta quinta-feira (17.10), em Cuiabá, para participar da 3ª etapa do projeto Seduc vai à Escola. Participaram 130 profissionais, entre assessores pedagógicos, diretores e coordenadores das escolas localizadas nos municípios do Vale do Rio Cuiabá.

A secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, juntamente com a sua equipe, falou dos desafios da Seduc e apresentou as diretrizes, as ações estratégicas da secretaria e os projetos integrados com as escolas.

Segundo a secretária, o objetivo do projeto é apoiar as escolas em seus processos de melhoria da gestão escolar e pedagógica. “O objetivo é darmos as mãos e juntos construirmos alternativas para a melhoria do processo educacional na rede estadual”.

O projeto busca levar e conhecer ações exitosas da rede, interagir e desenvolver, com os profissionais da educação, métodos e ações que contribuam para a melhoria pedagógica e de gestão escolar com foco na aprendizagem dos estudantes.

Segundo a secretária adjunta de Gestão Educacional, Rosa Maria Luzardo, foi estabelecido uma interlocução com as escolas para a Seduc conhecer o que elas estão fazendo e quais as suas dificuldades para que possam pensar em políticas e ações estratégicas com foco na melhoria da educação. “Esse é um trabalho coletivo e parceiro com as escolas, com o objetivo de fazer o melhor para os alunos para que possam avançar intelectualmente e se projetar através de seus projetos de vida”.

Leia mais:   PM faz formatura de 7,6 mil alunos de programa de prevenção às drogas e criminalidade

O projeto Seduc vai à Escola está percorrendo o Estado de Mato Grosso nos 15 Polos dos Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação (Cefapro), atendendo as 768 escolas com representatividade de diretores e coordenadores pedagógicos. Em Cuiabá e Várzea Grande o Encontro está sendo realizado in loco nas Escolas desde o mês de setembro.

Fonte: GOV MT
Comentários Facebook

Mato Grosso

Sesp inicia reforma do Centro Socioeducativo de Cáceres

Publicado

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da adjunta de Justiça, iniciou, nesta semana, a reforma do Centro de Atendimento Socioeducativo Masculino (Case) do município de Cáceres (250 km a Oeste de Cuiabá). A execução da obra está orçada em R$ 275 mil e o recurso é oriundo de transação penal. A previsão é que em fevereiro do próximo ano a reforma seja concluída.

A destinação financeira foi feita pelo Ministério Público do Estado (MPE) e pelo Poder Judiciário. Serão realizadas obras de recuperação e adaptação predial, elétrica, hidráulica, fachada e pintura em todo o espaço: salas de aula, alojamentos, copa e recepção.

A secretária adjunta do Sistema Socioeducativo, Lenice Barbosa, destaca que a pasta tem buscado melhorar a estrutura nos Cases do estado. “A reforma trará melhorias para a qualidade do atendimento prestado, pois irá propiciar mais ventilação, iluminação e segurança. Vamos continuar trabalhando para melhorar nossa infraestrutura”, enfatiza.

Atualmente, 12 adolescentes em conflito com a lei estão internados na unidade de Cáceres, contudo, por motivo da reforma, eles foram transferidos provisoriamente para outros centros de atendimentos. No estado são 112 internos em sete unidades socioeducativas: Cuiabá (duas), Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças, Cáceres e Lucas do Rio Verde.

Fonte: GOV MT
Comentários Facebook
Leia mais:   Mais de 1,2 mil pessoas privadas de liberdade farão Enem em Mato Grosso
Continue lendo

Mato Grosso

"Ensinar história afro-brasileira é ensinar a história do Brasil", afirma pesquisador

Publicado

O racismo existe. O preconceito existe. Mas, segundo o professor de história Osvaldo Mariotto Cerezer, doutor em Educação e docente da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), é preciso unir esforços e lutar contra. Uma das formas de enfrentamento contra o racismo e o preconceito contra negros é, por exemplo, conhecer e perceber que ensinar história afro-brasileira é ensinar história do Brasil.

“A partir do momento que se conhece a história do outro, que se conhece a cultura do outro, o preconceito diminui. Além disso, precisamos compreender que a história do negro é a história do Brasil”, afirma Osvaldo.

Segundo ele, o Brasil é um país xenófobo, racista e preconceituoso. Afinal foram cerca de 400 anos de escravidão. Sem contar que sociedade enxerga o outro a partir de uma cultura eurocêntrica, e desta forma cria estereótipos contra a história dos negros, da África, considerando-os os “diferentes”.

“É preciso romper com essa visão e o ensino desta temática nas escolas de ensino básico, e também na universidade, vem contribuindo para mudar essa realidade, mesmo que a mudança não ocorra na velocidade em que se deseja”, ressalta.

O professor Osvaldo, que defendeu sua tese de doutoramento na Universidade Federal de Uberlândia, e que acaba de publicar o livro “Ensinar História Afro-brasileira e indígena no século XXI: a diversidade em debate”, pela editora Appris, lembra que a luta contra o racismo tem que ser uma luta de todos, em todo o tempo.

“Claro que as datas comemorativas são importantes, como o dia 20 de novembro, que é reconhecido como o dia da consciência negra, mas as escolas e a sociedade devem discutir e trabalhar sobre essa temática em o ano todo, e não somente no mês de novembro ou no dia 20”, afirma.

“Muitas pessoas me perguntam por que um professor branco resolveu trabalhar e defender a luta contra o racismo. Devemos nos perguntar qual o lutar do branco na luta antirracista? A luta antirracista independe da questão de cor. Todos que possuem o mínimo de conhecimento sobre isso e compreende as consequências nefastas sobre os negros, independente da sua cor e do seu pertencimento, precisa ser contra isso tudo. Nós devemos estar ao lado na luta dos negros, porque nunca vamos sentir o preconceito que uma pessoa que tem a pele preta sente. A questão não é dar voz ao negro, mas escutar o que ele tem a dizer e juntos encontrarmos formas de lutar e, para mim, conhecer a história e a cultura do outro é fundamental”, diz o pesquisador.

Leia mais:   Comando Regional da PM em Rondonópolis reinaugura prédios e recebe novas motocicletas

Avanços

A instituição das leis nº 10.639/03 e 11.645/08 são avanços sim, porque permite que se discuta, que se conheça sobre a história do Brasil para além da visão eurocêntrica.

“Essas leis reconhecem que existe sim preconceito no Brasil, e mais que isso, reconhece que o Brasil e nossas escolas, não vinham fazendo o dever de casa, de incluir as temáticas dos afro-brasileiros e indígenas nos conteúdos escolares, já que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996 já previa essa temática. No entanto, essa lei de 2003 foi duramente criticada por professores universitários e da educação básica por considerar que se tratava de uma lei imposta, que tornava a temática obrigatória.  Percebemos que mesmo depois de 16 anos os avanços ainda são pequenos, mas acreditamos que as mudanças estejam ocorrendo”, afirma.

Para o professor, falar da história dos negros, dos índios, dos afro-brasileiros é uma tarefa necessária, mas não é uma tarefa fácil. “Existe resistências, questões de fundo religioso que foi construída historicamente, produzindo uma imagem negativa que ainda está presente no imaginário da sociedade e de muitos professores, que acaba dificultando a realização do trabalho em sala de aula”, esclarece.

Mesmo que as mudanças ocorram lentamente, o pesquisador lembra que elas já começam a ser percebidas, por meio da consciência e entendimento dos estudantes que já estão sendo formados a partir da implantação da lei. Outro exemplo está nos livros didáticos, que já trazem a temática africana e afro-brasileira, e também no volume de produções acadêmicas e científicas produzidas a partir da publicação das leis.

Leia mais:   Empresas devem tornar públicas condições para liquidação antecipada de débito

Ensino de História

A partir da sua própria história de vida, o professor passou a compreender e enfrentar a luta contra o preconceito e a discriminação racial. Ele conta que cresceu em uma comunidade composta por 10 famílias, nove de italianos e somente uma chamada de “brasileiros”, por serem negros. “Essa única família “diferente” era a única miserável da comunidade, vivia em uma casa de pedras construídas por eles mesmos, utilizavam uma vestimenta “diferente” e nós (crianças) éramos orientados a manter distância deles. Isso me causava medo, na infância. A partir do curso de história compreendi os sentidos e as relações que estavam colocadas ali, e me senti motivado a compreender a história e a cultura do outro e junto combater o racismo”, relata o professor Osvaldo.

Sua experiência pessoal demonstra que ensinar e discutir a temática na escola, e no ensino de história, pode contribuir de forma significativa para despertar a consciência e o conhecimento na sociedade. “Claro que ainda há muita resistência, sobretudo por conta de uma visão estereotipada, de preconceito religioso, mas há também uma maior aceitação, especialmente entre a nova geração de alunos. Além disso, os espaços de debates se ampliaram e ganharam repercussões também nas mídias sociais e na internet, trazendo ao mesmo tempo um espaço de lutas e de represálias. As pessoas dão voz aos seus preconceitos nas redes sociais e isso se amplifica e endurece os debates”, avalia.

Para Osvaldo é papel do professor, e de todos que lutam contra o racismo e discriminação compreender como essas “verdades” sobre os negros e índios foram fabricadas e a serviço de quem elas atuaram e ainda atuam no Brasil.

Livro

O livro: “Ensinar História Afro-brasileira e indígena no século XXI: A diversidade em Debate” produzido pela Appris Editora é fruto da tese de doutoramento do pesquisador e aborda a formação de professores e o ensino de história africana, afro-brasileira e indígena a partir da implementação das leis º 10.639/03 e 11.645/08.

Fonte: GOV MT
Comentários Facebook
Continue lendo

Cáceres e Região

Policial

Política MT

Mato Grosso

Entretenimento

Mais Lidas da Semana