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Projeto cria o Sistema de transporte de órgãos e tecidos humanos em MT

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Foto: Ronaldo Mazza

“Nós estamos em um estado pujante, mas quando falamos em saúde pública, retrocedemos. É inaceitável saber que esse tipo de serviço, um dia, esteve interrompido e o pior, ficar quase uma década nessa situação”, observou o deputado estadual Silvio Fávero, autor da medida que cria o “sistema de transporte de órgãos e tecidos humanos” para fins de transplante, em Mato Grosso.

O Projeto de Lei Nº 748/2019 define que participarão do sistema todos os meios de transporte da rede pública estadual de saúde, das policiais Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros, buscando-se também a participação das empresas privadas de transporte aéreo, terrestre, bem como planos e seguros de saúde.

A coordenação do sistema ficará sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde, que em parceria com outras secretarias, entidades púbicas e privadas e com bancos de transplantes de Mato Grosso, poderá promover as ações necessárias para o funcionamento do sistema.

Segundo Fávero, buscar esforços para o aprimoramento do processo de doação e transplante de órgãos e tecidos é um objetivo que as autoridades do Estado devem seguir à exaustão, considerando a importância do assunto e bem estar de pacientes que dependem, exclusivamente, do estado para salvar suas vidas.

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“Por se tratar de situações onde o tempo é muito limitado e primordial, torna-se imprescindível à necessidade de desenvolver uma ferramenta que permita ações conjuntas que auxilie nessa etapa. Além disso, a lei vem para reestabelecer e normalizar esse serviço que salva vidas e que, volto a frisar, há quase uma década ficou parado, só no papel”, ressaltou o parlamentar.

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São José do Rio Claro tem baixo efetivo policial

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) apresentou em sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), as indicações de n.° 3.000/2020  e n.° 3.002/2020   que foram encaminhadas para a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC) e Polícia Militar de Mato Grosso (PM) para o aumento de servidores para atender cada instituição de segurança pública, no município de São José do Rio Claro.

De acordo com o suplente de vereador, Adalberto Aparecido de Assis (PSL), conhecido como “Betinho’, a situação está preocupante devido a população estar sem guarnição. “Entrei em contato com o deputado para pedir socorro. A criminalidade em São José do Rio Claro está alta. É gente matando o tempo todo, bandido com bandido e bandido com inocentes. Tá todo mundo assombrado. O que a gente houve é que a polícia não consegue controlar a situação por falta de polícia mesmo”, explica.

“O pessoal vem até a mim pedindo ajuda. Aí, resolvi procurar o deputado Claudinei. Tem uma facção aqui. A situação está crítica. Estamos sem nenhuma segurança. A população está à mercê da criminalidade”, completa.

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Instituições – A Delegacia de Polícia de São José do Rio Claro também atende o município de Nova Maringá e o distrito de Brianorte. O efetivo conta com seis policiais, sendo quatro investigadores e dois escrivães. Já o delegado titular está lotado na Delegacia de Lucas do Rio Verde.

“O complicado para essa região é que a polícia civil precisa se deslocar de um município para o outro, em longa distância, sem contar que há vias que não estão pavimentadas e acabam atrapalhando o atendimento das ocorrências ou a elucidação de crimes. E claro, a falta de policiais civis soma-se ao problema e os trabalhos são executados sem muito êxito”, analisa Claudinei.

A Companhia da Polícia Militar do município tem 18 servidores lotados, só que somente oito estão aptos para executar os trabalhos nas ruas. “É preciso rever essa situação. Tomei conhecimento que há policiais afastados, em licença médica, de férias, e de licença prêmio, e parece que tem dois que ainda estão atendendo o Fórum”, comenta o parlamentar.

A instituição também é responsável pelo Núcleo de Polícia Militar de Nova Maringá, com cinco policiais e o distrito de Brianorte, com três militares.

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Localização – São José do Rio Claro fica na região centro-oeste de Mato Grosso, localizada a uma distância de cerca de 320 km da capital Cuiabá. De acordo com o Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE) há uma população estimada de cerca de 20 mil habitantes.

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Secretários descartam retorno das aulas presenciais

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Com o número crescente de novos casos de contaminação pelo novo coronavírus e pelo índice elevado de óbitos em Mato Grosso, o secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto de Figueiredo, descartou a possibilidade de o Estado retomar as aulas presenciais. Segundo ele, as iniciativas de isolamento social têm se tornado pouco eficazes.

A afirmação foi feita nesta segunda-feira (13), durante 7ª reunião da Comissão Especial que analisa a possibilidade de retomada das atividades escolares na rede pública estadual em Mato Grosso. Segundo ele, a população não acredita mais nesse mecanismo de contenção do avanço da Covid-19.

“As ocupações dos leitos das Unidades de Terapias Intensivas, no último final de semana, atingiram 98% das UTIs. A curva de crescimento da infecção da Covid-19 já ultrapassou a capacidade hospitalar e ainda deve continuar ao longo do mês de julho, de forma crescente. Mato Grosso terá um período desconfortável pela frente. Por isso. não vislumbro a curto prazo a volta às aulas com segurança; sem colapsar ainda mais o sistema de saúde”, disse Figueiredo.

Alinhada à fala de Figueiredo, a secretária de Estado de Educação, Marioneide Angélica Kliemaschewsk, também descartou a possibilidade de o Estado retornar as aulas presenciais para os estudantes das escolas públicas estaduais. Segundo ela, a Seduc está alinhada as ações tomadas pela SES.

“Não há o que se falar no momento sobre retomada de aulas presenciais. A Seduc está  desenvolvendo com assessores e professores aplicativos que possam efetivar as aulas por meio on-line. A Seduc está trabalhando para levar aulas de qualidade aos estudantes e estamos abertos às sugestões das entidades, pois é necessário que os estudantes retomem o calendário escolar”, disse a secretária.

O presidente da Comissão Especial, deputado Valdir Barranco (PT), mostrou-se preocupado com os números apresentados pelo governo, que projeta para os próximos dias um aumento de 30% nos óbitos em Mato Grosso. “Isso preocupa muito. Além disso, o Estado entra num período de baixa umidade relativa do ar, de muitas queimadas. Isso traz problemas respiratórios graves à população”, alerta Barranco.

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O petista afirmou ainda que há um compromisso da Secretaria de Estado de Saúde e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) de construírem um protocolo sanitário de retorna às aulas para ser apresentado à Comissão Especial.

“Quero reforçar esse pedido, porque sei que a SES e a Unemat estão trabalhando nesse documento. Na apresentação feita pela SES, o Estado não tem a menor condição de voltar com as aulas presenciais”, disse Barranco.

Barranco afirmou ainda da possibilidade de a Assembleia Legislativa firmar uma parceria com a Unemat. O objetivo é melhorar a infraestrutura da instituição de nível superior para a realização de exames voltados a combater à Covid-19. Segundo Barranco, as tratativas devem ocorrer esta semana com o presidente Eduardo Botelho (DEM) e o 1º secretário Maxi Russi (PSB).

O professor da Unemat, Rodrigo Bruno Zanin, afirmou que a instituição está elaborando o protocolo sanitário, mas voltado, num primeiro momento, à própria Unemat. Depois disso, os estudos serão compartilhados com a SES e com a Seduc.

“Paralelo a isso, há um estudo junto à Escola de Estado de Saúde para atendimentos de psicólogos. Temos a proposta de credenciar o laboratório da Unemat à realização de exames de PCR, para a detecção de vírus causador da Covid-19. Mas estamos encontrando dificuldades para a aquisição dos insumos”, disse.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, disse que não adianta ter UTIs e leitos hospitalares em Mato Grosso se a população e parte do setor econômico não respeitarem as regras impostas pelos gestores municipais.

“A minha preocupação aumenta com o possível retorno das atividades escolares. Isso vai mexer com o crescimento do número de pessoas contaminadas. Se o retorno escolar não for trabalhado no momento certo, o controle de combate à Covid-19 ficará inviável”, disse Fraga.

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O promotor do Ministério Público, Miguel Slhessarenko Junior, cobrou o secretário Gilberto de Figueiredo, a formatação do protocolo sanitário de todas as escolas públicas estaduais.

“Já fiz essa provocação à SES, mas ficou esse encargo à Seduc, que tem a responsabilidade de elaborar o protocolo de retorno das atividades escolares sem que haja aglomerações. Isso vai depender muito de protocolo da Seduc e do controle da pandemia pela SES”, observou Slhessarenko.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT),Valdeir Pereira, mostrou-se preocupado com o acesso universal dos estudantes as plataformas de ensino que será implementado pela Seduc, por meio de aulas on-line.

“Nesses últimos dois anos, vejo o processo de fechamento de laboratórios de informática e não houve uma reposição desses equipamentos dentro das escolas. Envolver os profissionais de ensino nesse processo é importante, mas a carga horária dele é muito maior com as aulas remotas. Como isso vai ficar?”, questionou o sindicalista.

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de Mato Grosso (Sinepe-MT), Gelson Menegatt Filho, afirmou que em relação ao ensino público não vê a necessidade de retorno das aulas presenciais. Segundo ele, as escolas privadas vêm trabalhando desde o mês de março sem parar, e conseguindo um “know how”.

“Estamos tendo um retorno positivo no interior do estado. Como a escola não tem só um mantenedor, cada escola tem sua plataforma de manter a educação e, isso, tem funcionado e surpreendido, o que tem ajudado garantir o pagamento da mensalidade, garantindo o emprego e a continuidade da escola” disse Menegatt.

A apresentação do coordenador estadual da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação, Edmar Jorge Kamchen, que seria na segunda-feira (13), ficou para a próxima reunião marcada para quinta-feira (16), às 9 horas. Ele vai detalhar a situação dos Conselhos Municipais de Educação em Mato Grosso. Segundo Kamchen, dos 141 municípios, apenas 24 têm implantados o CMEs.

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