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Programa do MEC abrirá 1,5 milhão de vagas em educação profissional

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Ariosto Culau, durante lançamento do Programa Novos Caminhos.

Outra ação anunciada é a atualização catálogo de cursos técnicos

O Ministério da Educação (MEC) vai ofertar mais 1,5 milhão de vagas em educação profissional e tecnológica até 2023. O aumento das vagas faz parte do programa Novos Caminhos, lançado ontem (8). Com o programa, as atuais 1,9 milhão de vagas passarão para 3,4 milhões em todo o país, representando um aumento de 80%. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, assinou quatro portarias para dar andamento ao programa.

Segundo o ministro, o objetivo é acabar com preconceitos em relação a cursos técnicos e melhorar a qualificação dos profissionais. “Um curso técnico bom permite ao jovem ter renda superior a alguém formado em curso superior, que não tem foco na realidade.”

Essas vagas deverão ser ofertadas tanto no ensino médio quanto para jovens e adultos que já estão fora da escola. A pasta pretende também articular a oferta dos cursos com a demanda do mercado de trabalho. “A educação tem que estar voltada para o mercado de trabalho, não pode dar as costas e ignorar as demandas do setor produtivo”, disse o secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Ariosto Antunes Culau.

O programa prevê uma série de ações, que incluem mudanças na regulação da oferta de cursos técnicos, formação de professores e ampliação de cursos profissionais e técnicos. O novo programa se baseia em três eixos: Gestão e Resultados; Articulação e Fortalecimento, e Inovação e Empreendedorismo.

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Formação de professores

A meta da pasta, além da abertura de novas vagas para estudantes é preparar 40 mil professores da rede pública até 2022 com aulas sobre atualização tecnológica, técnicas pedagógicas voltadas para a educação profissional, empreendedorismo e orientação vocacional e profissional. Serão abertas também 21 mil vagas para formação de professores de ciências e de matemática.

Deverão ainda ser reconhecidos mais de 11 mil diplomas de pessoas que concluíram a formação técnica na rede privada de ensino superior desde 2016, mas não tinham chancela da pasta por conta da ausência de ordenamento jurídico.

Pesquisa aplicada

O MEC pretende criar um escritório, que atuará na articulação entre os setores público e privado. Esse escritório deverá estimular a pesquisa aplicada, a inovação e a iniciação tecnológica. Serão lançados editais para estudantes, professores e pesquisadores com investimento total de R$ 60 milhões até 2022.

Além disso, a pasta anunciou a criação de cinco polos de inovação nos institutos federais voltados para empreendedorismo e pesquisas aplicadas.

Catálogo de cursos

A pasta vai atualizar o catálogo nacional de cursos técnicos, que orienta a oferta em todo o país. O catálogo vigente, segundo o MEC, foi atualizado em 2014, com base no cenário do Brasil em 2013. “[Vamos fazer a] identificação dos conhecimentos e habilidades, das novas profissões, que devem ser incorporadas ao catálogo”, disse o secretário Culau. Para a atualização, o setor produtivo deverá ser procurado para expor a atual demanda.

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A pasta pretende também consolidar um novo marco regulatório para a oferta de cursos técnicos por instituições privadas de ensino superior.

Parceria com estados

Em parceria com os estados, a intenção é ofertar, até 2022, 2 mil vagas de mestrado profissional em redes estaduais.

Mais de 100 mil vagas voltadas para a qualificação profissional deverão ser ofertadas com recursos do Bolsa Formação, que estão, de acordo com o MEC, nas contas dos estados e do Distrito Federal. Para isso, serão repactuados R$ 550 milhões. Os entes federados poderão buscar parcerias com o Sistema S e com a rede federal.

Cenário internacional

De acordo com dados apresentados pelo MEC, o Brasil está distante da oferta de educação profissional e técnica de outros países. Enquanto no Brasil a oferta de ensino técnico chega a 8% das matrículas de ensino médio, no Reino Unido esse percentual é de 63%; na União Europeia, 48%; e, no Chile, 31%.

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

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Nacional

Farmacêutica fala sobre descarte correto de medicamentos – Dia Mundial do Meio Ambiente

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O descarte correto de medicamentos precisa acontecer de forma adequada e responsável para garantir a segurança da saúde das pessoas e a preservação do meio ambiente. Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o Núcleo de Apoio do Farmacêutico (NAF) do Conselho Regional de Farmácia (CRF-MT), vem tratar sobre esse tema e mostra o quanto é importante este descarte correto.

Cerca de 20% dos medicamentos adquiridos pelos brasileiros são descartados de maneira inadequada, em ambiente doméstico, conforme apontou estudo do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (IDUM).

A falta de informação pode ser apontada como a principal causa do descarte indevido, há muitas drogarias que fazem o recolhimento de medicamentos vencidos ou em desuso, mas esse fato é pouco divulgado através de campanhas, pouco destacado no espaço das farmácias ou até mesmo não falado no ato da dispensação/compra do medicamento.

A farmacêutica do NAF, Karina Luckmann explica que fazer o descarte de medicamentos vencidos ou daqueles que sobraram de algum tratamento feito jogando-os no lixo comum ou no esgoto doméstico não é uma boa solução. Porque cada medicação possui um princípio ativo com a finalidade de agir em um local específico dentro do corpo humano, mas na natureza, poderá agir em outros organismos de forma não benéfica.

Quando uma pessoa descartam os medicamentos no vaso sanitário ele é destinado à rede de esgoto que não está preparada para limpar esse tipo de resíduo. Mesmo após passar pelo tratamento na estação de saneamento básico, a água pode seguir com contaminação de resíduos farmacológicos e chega até as residências, sendo utilizada para lavar, limpar e cozinhar alimentos, banhos, lavar roupas.

Tão importante quanto à questão da água de uso doméstico é a contaminação das águas dos rios e até dos lençóis freáticos, pondo em risco a fauna e a flora locais, causando importante problema ambiental.

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Karina relata que o farmacêutico sendo o profissional de saúde mais próximo da população tem um papel fundamental neste processo e, embora muitos não saibam, esta é uma de suas atribuições, tendo a responsabilidade de passar as informações corretas para o seu paciente. Além de ser responsável por toda a cadeia do medicamento, desde o desenvolvimento, produção, distribuição até a dispensação dos produtos, o farmacêutico tem a responsabilidade, inclusive de orientar as pessoas a armazenarem e desprezarem os medicamentos inutilizados da forma correta.

“Enquanto educador em saúde ele deve orientar a população a manter os medicamentos em suas embalagens originais e procurar um posto de coleta destinado aos medicamentos vencidos, para que não descarte em qualquer lugar”, destaca a farmacêutica.

O Brasil é o 6º maior mercado de medicamentos do mundo, segundo dados de 2016, do QuintilesIMS Institute. Por ano, estima-se que sejam produzidas mais de 10 mil toneladas desse tipo de resíduo, conforme dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Em busca de conscientizar a população cuiabana para o descarte correto de medicamentos vencidos ou fora de uso em Cuiabá, a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, ano passado, o projeto de Lei nº 6.362, que institui Campanha Municipal, a ser desenvolvida de forma contínua e por prazo indeterminado, sempre informando de forma atualizada as opções corretas para o referido descarte.

Confira algumas dicas sobre descarte correto de medicamentos:

Mantenha os medicamentos nas embalagens originais

É importante que os medicamentos sejam mantidos em suas embalagens originais, (cartelas de comprimido, frascos, tubos de cremes ou pomadas, por exemplo), no momento do descarte. Com relação aos materiais cortantes, eles devem ser guardados dentro de embalagens resistentes, como latas e plástico, para eliminar o risco de acidentes, e só devem ser descartados nos postos de coleta.

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Caixas e bulas podem ser recicladas

As embalagens primárias, ou seja, aquelas que têm contato direto com as substâncias devem ser descartadas nos postos de coleta de medicamentos – eles inclusive devem ser mantidos nessas embalagens.

Já as caixas de papel, assim como as bulas, não têm contato direto com os resíduos químicos. Portanto, não são tóxicas para o meio ambiente e podem ser descartadas no lixo reciclável.

Não acumule medicamentos em casa

Apesar de muito comum, o costume de se ter “farmacinhas” caseiras deve ser evitado. Agindo assim, evita-se tanto que um produto seja utilizado de forma incorreta, quanto vencimentos e sobras indesejáveis. Caso as sobras ocorram, no entanto, o melhor a fazer é que sejam descartadas nos postos de coleta, evitando guardá-las para uso posterior, principalmente no caso de líquidos cuja embalagem já foi violada. Isso porque, mesmo estando dentro do prazo de validade, o produto pode ter sido guardado de forma inadequada e não estar em boas condições para o consumo. É válido alertar que nunca se devem tomar remédios que mudaram de cor, textura ou cheiro.

Busque um posto de coleta

Na hora de descartar medicamentos vencidos ou fora de uso, indique, ao paciente, a procura de um posto de coleta. Há farmácias, drogarias, postos de saúde e hospitais que prestam esse serviço. Entre em contato a Vigilância Sanitária ou Secretaria de Saúde do seu município para mais informações.

Confira abaixo as Resoluções

RDC Nº 44, DE 17 DE AGOSTO DE 2009

RDC Nº 222, DE 28 DE MARÇO DE 2018

LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010.

Cartilha Descarte de Medicamentos

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Governo prorroga prazo de inscrição do Enem até dia 27

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Medida foi anunciada pelo ministro da Educação pelo Twitter

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou a prorrogação do prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 para a próxima quarta-feira (27). Pelo calendário inicial, as data limite para os estudantes se inscreverem era hoje (22).

As inscrições começaram no último dia 11 e podem ser feitas por meio da página do Enem na internet.

De acordo com Weintraub, mais de cinco milhões de estudantes já se inscreveram para a prova até a manhã desta sexta-feira (22). “Como já anunciei, os candidatos inscritos serão ouvidos, em junho, pela Página do Participante, do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira]. Eles, os interessados, vão escolher quando fazer a prova”, explicou o ministro, em outra publicação no Twitter.

Na quarta-feira (20), o Ministério da Educação anunciou o adiamento do Enem por algo entre 30 a 60 dias, em razão dos impactos ocasionados na sociedade pela pandemia de covid-19. As provas impressas estavam previstas para serem aplicadas em 1º e 8 de novembro e as provas do Enem digital para os dias 22 e 29 de novembro.

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A estrutura dos dois exames será a mesma. Serão aplicadas quatro provas objetivas, constituídas por 45 questões cada, e uma redação em língua portuguesa. A redação será manuscrita, em papel, nas duas modalidades. Durante o processo de inscrição, o participante deverá selecionar uma opção de língua estrangeira – inglês ou espanhol.

Neste ano, será obrigatória a inclusão de uma foto atual do participante no sistema de inscrição, que deverá ser utilizada para procedimento de identificação no momento da prova. O valor da taxa de inscrição é de R$ 85 e deverá ser pago até 28 de maio.

Quem tem direito à gratuidade da taxa de inscrição, por se enquadrar nos perfis previstos nos editais do Enem, terá a isenção automática, a partir da análise dos dados declarados no sistema. A regra se aplica, inclusive, aos isentos em 2019 que faltaram aos dois dias de prova e não tenham justificado ausência. De acordo com o Inep, a medida beneficia quem teve dificuldades em realizar a solicitação de isenção devido às restrições impostas pelo isolamento social decretado em razão da pandemia de covid-19.

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Agência Brasil

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