conecte-se conosco


Destaque

Por falta de incentivos fiscais indústria de Processamento de trigo deixou de se instalar em Cáceres

Publicado

A falta de incentivos fiscais pelos governos municipal e estadual impediu que uma indústria de processamento de farinha de trigo fosse instalada, em Cáceres, em 2009. Um grupo de empresários da Zaeli – uma das grandes empresas nacionais da área de alimentos – chegou a procurar o Ministério da Agricultura, através do seu representante, em Cáceres, para estudos de viabilidade econômica de importação do produto para instalação e processamento da farinha no município.

À época chegou a ser feito um teste piloto para instalação do parque industrial em Cáceres, com um resultado altamente positivo. Porém, a empresa desistiu da ideia porque não obteve nenhum apoio/fiscal para a proposta, e acabou levando a indústria para o Paraná, onde abastece de trigo dezenas de municípios do Estado.

A revelação é do Auditor Fiscal Federal Agropecuário, aposentado Natanael Ferrarezi, que há 20 anos, trabalhou na fiscalização do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em várias regiões do país, sendo a maioria do tempo em Cáceres. Ferrarezi aceitou falar ao Jornal Expressão que realiza uma série de matérias sobre a desativação do porto de Cáceres, há mais de uma década e, consequentemente, o descaso para a operacionalização da hidrovia Paraguai Paraná.

“Diante do resultado do teste que consideraram altamente satisfatório, em razão da posição geográfica e, principalmente, pela via navegável quase que o ano todo, os empresários demonstraram interesse em se instalar em Cáceres. Mas, desistiram da ideia porque não tiveram incentivos fiscais, tanto do governo municipal quanto do Estado. Resultado: levaram a indústria para o Paraná” disse acrescentando que o processamento da farinha de trigo em Cáceres, abasteceria todo Centro-Oeste do País.

Leia mais:   Mato Grosso começa emplacamento em padrão Mercosul na segunda-feira (17)

De posse de farta documentação sobre importação e exportação, Ferrarezi enfatiza que as maiores exportações pela hidrovia do rio Paraguai, ocorreram entre os anos de 2003 a 2009. Com destaque para o ano de 2006, quando desceram pelo rio, em várias barcaças, 206 mil toneladas de grãos a maioria soja, milho, farelo de soja e arroz. O que proporcionou um ganho de U$ 38 milhões na balança comercial. Gerando além de divisas para o país, estado e município, centenas de postos de trabalhos.

Embora seja o modal de transporte mais viável do mundo, por uma série de fatores, principalmente, pela economia, levando em conta que o valor do frete, pode chegar a até 80% mais barato que, o transporte pela rodovia, o auditor salienta ainda que, infelizmente, existe um “lob” de grandes empresas nacionais e até internacionais que impedem que as autoridades governamentais atuem de forma mais incisiva para colocar as hidrovias do país a se operacionalizarem.

Para se ter uma ideia, de acordo com Ferrarezi, no auge do transporte aquaviário, houve um incremento muito grande de outros produtos. Além de grãos, chegou a ser transportado pela hidrovia, até o porto de Cáceres, uma carga de cevada malteada – produto utilizado para fabricação de cerveja –. Com a desativação do porto, o produto é transportado da Argentina até ao Porto de Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a 100 quilômetros de Corumbá. De lá, é transportado em carretas para as cervejarias de Cuiabá e Rondonópolis.

Leia mais:   Justiça concede posse do Bairro Renascer ao Governo do Estado

“Se o porto de Cáceres estivesse em operação, a cevada malteada viria da Argentina, através da hidrovia até Cáceres, como chegou a ser feito, barateando, significamente o valor do frete, poupando as rodovias e o que é ainda mais importante, gerando emprego e renda no município e o Estado” explica.

A Hidrovia Paraguai-Paraná configura-se como uma das principais vias fluviais da América do Sul. Inicia-se no município brasileiro de Cáceres (MT) e se estende até a cidade portuária de Nueva Palmira, no Uruguai. Percorre cinco países – Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai –, com uma extensão navegável de 4.122km. Analisando as transações comerciais (mercados externo e interno), foram 184 milhões de toneladas movimentadas pela Hidrovia Paraguai-Paraná.

A Argentina apresentou maior movimentação, com 92 milhões de toneladas. O Brasil destacou-se em segundo lugar, com mais de 56 milhões de toneladas. Ao todo, um estudo identificou 110 portos e terminais hidroviários ao longo da Paraguai-Paraná, discriminados em portos públicos (20%) e terminais de uso privado (80%). A Argentina, por exemplo, conta com 48 instalações. O Paraguai dispõe de 44 estruturas. Já o Brasil tem apenas 11.

Editoria – Sinézio Alcântara

Comentários Facebook

Destaque

Juiz Federal condena 6 traficantes de Cáceres por tráfico internacional de cocaína

Publicado

O juiz federal Mauro César Garcia Patini, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região – subseção de Cáceres, condenou o fazendeiro Alessandro Pereira Marchezan a 18 anos, nove meses e 22 dias de reclusão, por envolvimento em uma quadrilha de tráfico internacional de cocaína.

Além de Alessandro também foram condenados outros cinco envolvidos. Leia mais: Câmara Temática da Mulher decide oficiar presidente do TJMT sobre vítimas agredidas por policial penal Alessandro chegou a ser preso pela Polícia Federal em 2009, no município de Palestina (SP), após decisão da Justiça Federal de Mato Grosso.

Ele foi alvo da Operação Fronteira Branca, que prendeu 44 pessoas no total, em todo o Brasil, divididas em sete grupos distintos de narcotraficantes. Alessandro e seu pai Valdenor Marchezan seriam os chefes de um destes grupos.

De acordo com a Polícia Federal, Valdenor comandava o esquema a partir da cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A Justiça de Mato Grosso também o procurava.

O Ministério Público Federal então denunciou os acusados de integrar sua quadrilha por crimes como associação para o tráfico, tráfico internacional de entorpecentes e evasão de divisas. Em várias ocasiões foram apreendidas quantias de cocaína e até U$ 20 mil, em Cáceres.

Leia mais:   Mato Grosso começa emplacamento em padrão Mercosul na segunda-feira (17)

“Narra o Ministério Público Federal que, no ano de 2006, a Polícia Federal deu início, nos autos do inquérito policial nº 604/2006, a uma vasta investigação visando à identificação e responsabilização de diversos agentes, integrantes de uma intrincada e complexa rede de pessoas, atuantes na prática reiterada e habitual do tráfico internacional de entorpecentes”, citou o magistrado.

O juiz então condenou Alessandro Pereira Marchezan a 18 anos, nove meses e 22 dias de reclusão, e pagamento de 2.008 dias-multa. As outros condenações foram: Juliano Costa Silva em seis anos, sete meses e 27 dias de reclusão e pagamento de 866 dias-multa; Amarildo Gomes de Arruda em 20 anos, sete meses e 27 dias de reclusão e 2.105 dias-multa; Luciano Garcia Nunes em 37 anos e quatro meses de reclusão e 3.685 dias-multa; Antônio César Gatass 17 anos, quatro meses e sete dias de reclusão e 1.866; e Luciano Vaz de Souza 22 anos, um mês e 12 dias de reclusão, e 2.246 dias-multa.

Por Vinicius Mendes

Comentários Facebook
Continue lendo

Destaque

Prefeito Francis agradece ao Governo do Estado e acredita que Porto estará em funcionamento em 90 dias

Publicado

Francis visita porto de Cáceres

O Prefeito Municipal de Cáceres, Francis Maris Cruz, agradece ao Governador do Estado, Mauro Mendes, à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, aos Deputados, DR Gimenez, Walmir Moreto, Wilson Santos, Max e Avallone, por atenderem ao pedido de continuidade das obras da Zona de Processamento de Exportação de Mato Grosso, a ZPE de Cáceres.
É de suma importância a reabertura e volta do porto para a cidade, pois tanto a ZPE quanto o porto são fatores importantes para atrair as indústrias, tornando-as competitivas, com esse resultado, gerarão maior produção e emprego para nossa cidade. Acreditamos que em breve tudo estará em andamento e logo o porto esteja em funcionamento, para exportar a produção de Mato Grosso. É importante ressaltar que o governo está de olhos abertos para nossa região, e que o governador Mauro Mendes esteve sempre disposto a nos ajudar e auxiliar no que foi preciso.
A cada ano o estado vem aumentando sua produção e com isso são necessários vários canais de exportação, é indispensável a ferrovia, rodovia e hidrovia é preciso várias saídas  para o sul, norte e oeste também. Então, sem sombra de dúvidas, o porto vem para empregar e fomentar a economia local, pois uma tonelada de soja transportada pelo rio Paraguai, gera uma economia de 100 dólares se for transportada por carretas. Além da exportação, terá também a importação de produtos que são fundamentais para adubação das lavouras, como ureia, cloreto de potássio entre outros.
Esperamos que seja uma nova fase e que Mato Grosso possa dar um salto com a hidrovia em funcionamento, e agradecemos ao empenho que estão fazendo pela região oeste do nosso estado.
Da Assessoria
Comentários Facebook
Leia mais:   Matrículas para novos alunos na EE cívico-militar Salim Felício serão em março
Continue lendo

Cáceres e Região

Policial

Política MT

Mato Grosso

Entretenimento

Mais Lidas da Semana