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População reprova intenção de doutor Leonardo deixar Assembleia para se candidatar a prefeito

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A maioria da população reprova a intenção do deputado doutor Leonardo (PSD) em deixar a Assembleia Legislativa, para entrar na disputa pela prefeitura de Cáceres, para segundo ele “peitar a cuiabania” se “houver intervenção de cima para baixo”. Ou seja, se for confirmada a aliança entre os diretórios estaduais do PSD e PSDB, como vem sendo articulada entre o governador Pedro Taques (PSDB) e o vice-governador Carlos Fávaro, presidente do PSD. Em uma enquete realizada pelo Jornal Expressão e o site Expressão Notícias, de 13 pessoas de várias classes sociais ouvidas, 11 se manifestaram contra.

 “É uma loucura. Sou contra essa uma bobagem. Ficamos 20 anos sem um representante na Assembleia, e agora que temos ele quer deixar. Os cuiabanos não dão nada para Cáceres. Se ficarmos sem deputado será pior ainda” afirmou o ex-prefeito Aloísio de Barros. “Eu trabalhei e votei para o doutor Leonardo, mas sou radicalmente contra. Ele tem que pensar grande, esquecer esse revanchismo político e colocar na cabeça que o povo elegeu ele para deputado. Precisamos dele na Assembleia para lutar pelos interesses de Cáceres lá” opinou o aposentado Orlando do Couto.

O engenheiro Adilson Reis, diz que isso acontecendo, será muito prejudicial para o município. Explica que o deputado faz parte, na Assembleia Legislativa, de frentes temáticas como as que trabalham para a implantação da Zona de Processamento de Exportação – ZPE de Cáceres e de lojistas do modal da hidrovia Paraguai/Paraná. “Será um retrocesso para Cáceres. O deputado vem realizando um bom trabalho nessas frentes. Esses trabalhos ficarão comprometidos, caso ele tome uma decisão absurda como essa” enfatizou Adilson.

O jornalista Antônio Costa, classificou a intenção como “injustificável”. “São em Cuiabá e em Brasília que as coisas acontecem. Sem um representante na Assembleia Cáceres não será lembrada. Essa atitude é totalmente injustificável”, assinalou Toninho. O advogado Jair de Oliveira Lima, fala em prejuízo. “A política não é a minha área. Mas creio que, se isso acontecer, será um grande prejuízo para Cáceres. O doutor Leonardo, está fazendo um bom trabalho, já está familiarizado na assembleia, tem bom acesso ao governo do Estado. Na minha opinião, ele é mais importante lá”.

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A dona de casa Maria Terezinha da Costa, não poupou elogios a atuação de Leonardo, como médico e parlamentar, mas ela é de opinião que ele permaneça na Assembleia. “Ele é muito bom médico, nunca deixou de atender ninguém de nossa família. Trabalhamos e votamos nele. Mas é para ser deputado. Aqui na cidade, mal ou bem esse prefeito está fazendo” afirmou.  O pastor Izaque, da Igreja Assembleia de Deus, diz que “eu acho que ele está fazendo um bom trabalho na Assembleia. Portanto, não deve sair. Creio que lá ele será mais importante para nossa cidade, porque trará mais recursos e benefícios. Além disso, o povo o elegeu para deputado e não para prefeito” assegurou o pastor.

Na mesma linha de raciocínio está a professora Rosa Vitorino, proprietária do Centro Educacional Anália Franco (CEAF). “Foi uma luta colocar ele lá (na assembleia). Sou contra a ideia de ele ignorar a luta do povo e sair. Na assembleia ele é mais importante porque viabiliza recursos e projetos para cidade. Em Cáceres, a cidade está bem servida com Francis que faz uma ótima administração”. A servidora pública Célia Borim, tem opinião semelhante. “Como deputado doutor Leonardo tem se saído muito bem. Portanto, ele deve ficar lá e defender os interesses de Cáceres. A prefeitura tem que continuar como está. O prefeito Francis, tem experiência e melhorou muito a cara da cidade”.

O veterano radialista Ildefonso Rosa, diz que sonhou tanto com o dia em que os nossos políticos se unissem em favor de Cáceres, mas pelo que parece, segundo ele, esse sonho dificilmente se tornará realidade.

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“Eu sou contra ele, deixar a assembleia. Temos que unir doutor Leonardo como deputado e o Francis como prefeito. Eu sonhei tanto com essa união. Temos que esquecer as vaidades pessoais, parar com essas briguinhas e pensar em Cáceres. É a oportunidade que temos de sair desse ostracismo. O doutor Leonardo, tem que mostrar mais maturidade política” cobrou Ildefonso. O contador Carlos Mota, diz que “em minha opinião é melhor ele ficar lá e trabalhar para eleger um do grupo dele como prefeito. Porque, de lá ele tem mais condições de ajudar Cáceres trazendo recursos”.

Manifestaram a favor de o deputado deixar a assembleia para entrar na disputa pela sucessão municipal, o produtor artístico Roberto Michellon, o Beto Produtor e o técnico de futebol Edmilson Baianinho. Beto diz que “eu sou a favor, porque por mais que Cáceres ficou sem deputado há 20 anos, a saída dele da assembleia pode abrir possibilidade para que o Adriano possa entrar e também fazer um bom trabalho. Ele aqui certamente irá fazer uma boa administração e consertar essa cidade”. Baianinho por sua vez disse que “é importante ele como deputado, mas eu prefiro e voto nele como prefeito porque é o mais preparado”.

A possibilidade do deputado deixar a assembleia foi ventilada por ele próprio, na última sexta-feira (23), durante reunião da Frente Popular, grupo que reúne representantes de 12 partidos políticos que buscam uma nova  alternativa de governo para o município. Além do deputado e dos representantes dos partidos, participaram da reunião, o ex-prefeito Túlio Fontes, o ex-vereador e candidato derrotado a governo do Estado, Lúdio Cabral (PT). O possível ingresso do deputado na disputa foi aprovado pelo candidato do partido, o médico Sérgio Arruda ao dizer, entre os presentes, que se o deputado realmente tomar essa decisão, ele abre mão da candidatura e aguarda nova oportunidade.

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Cáceres e Região

Após 19 meses de pandemia no Brasil, curados ainda sofrem com danos neurológicos

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O novo coronavírus (Sars-Cov-2), causa da síndrome respiratória aguda grave que há mais de um ano e meio afeta países por todo o mundo, apresentou ao longo desse período uma grande evolução em seu quadro de sintomas e efeitos sobre o organismo. Muito além de comprometer apenas a capacidade pulmonar, sabe-se que o vírus também provoca acometimentos renais, cardíacos, hepáticos e, sobretudo, neurológicos.

Casos conhecidos agora como “covid longa”, “covid-19 pós-aguda” ou “síndrome pós-covid”, têm provado que a doença pós-viral é mais prevalente do que se imaginava inicialmente. Além dos sintomas neurológicos presentes na fase inicial da doença, pacientes que não apresentaram complicações primárias ou comorbidades durante a infecção passaram a experimentar, meses depois, sequelas neurológicas críticas.

Um trabalho realizado pela Unicamp e Universidade de São Paulo (USP), junto ao Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriu alterações tardias na estrutura do córtex cerebral, mesmo em pessoas com sintomas leves de covid-19. Tal região está ligada a funções fundamentais, como consciência, memória, linguagem, cognição e atenção.

A pesquisa também mostrou que o vírus é capaz de infectar e se replicar nos astrócitos – células de suporte e as mais numerosas do sistema nervoso central – prejudicando o funcionamento dos neurônios.

Outros dados preliminares de um recente estudo conduzido na Unicamp sugerem que, mesmo nos casos brandos, a Covid-19 pode alterar o padrão de conectividade funcional do cérebro, provocando uma espécie de “curto-circuito”.

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No cérebro normal, enquanto determinadas áreas estão sincronizadas durante uma atividade, outras permanecem em repouso. Nos indivíduos que tiveram covid-19, notou-se uma perda severa da especificidade das redes cerebrais. Para compensar a falha no sinal, o cérebro ativa todas as redes simultaneamente, gastando mais energia e trabalhando de forma menos eficiente, o que pode indicar uma tentativa do cérebro de restabelecer a comunicação nas áreas afetadas.

Entenda o impacto da covid-19 no cérebro

Estimativas sinalizam que cerca de 50% dos pacientes diagnosticados com Sars-CoV-2 apresentaram problemas neurológicos, como encefalite (inflamação no cérebro), anosmia (perda de olfato), acroparestesia (sensação de formigamento), aneurisma, acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico (AVE), síndrome de Guillain-Barré e outras diversas doenças.

“Nesse espectro de síndromes tardias associadas à Covid-19, os mais comuns atualmente incluem fadiga, névoa cerebral, dores musculares e nas articulações, distúrbios do sono, enxaquecas, dor no peito, erupções cutâneas, nova sensibilidade a cheiros e sabores, além da disautonomia, uma condição normalmente rara que causa um aumento rápido e desconfortável dos batimentos cardíacos quando a pessoa tenta realizar qualquer atividade”, explica o Dr. Feres Chaddad, Professor de Neurocirurgia da UNIFESP, especialista em danos neurológicos e Malformação Artério-Venosa.

A prevalência dos sintomas neurológicos é explicada pela forma como o vírus pode adentrar o cérebro. O Artigo “Lifting the mask on neurological manifestations of COVID-19”, publicado na revista Nature, avaliou que o novo coronavírus pode entrar no Sistema  Nervoso Central (SNC) por duas vias distintas: disseminação hematogênica e disseminação neuronal retrógrada. Na disseminação hematogênica, o vírus se espalha por todo o corpo através da corrente sanguínea e, em seguida, entra no cérebro cruzando a barreira hematoencefálica, enquanto a disseminação viral retrógrada ocorre quando um vírus infecta neurônios na periferia e usa a maquinaria de transporte dentro dessas células para obter acesso ao SNC.

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Necessidade e urgência do acompanhamento neurológico prolongado

“A implementação de centros de triagem neurológica é urgente. O acompanhamento longitudinal pós-infecção precisa ser indicado o quanto antes para pacientes recuperados e devem incluir avaliação neurológica, de imagem, laboratorial e neuropsicológica cuidadosa para examinar vários domínios cognitivos. Determinar em que medida a interação entre a infecção central e sistêmica leva a danos no SNC e alterações neurológicas, de maneira precoce, pode reduzir a incidência de danos graves e diminuir riscos futuros”, reforça o Dr. Chaddad.

O maior desafio nesse cenário é o monitoramento dos danos colaterais para o grupo de assintomáticos e não diagnosticados. A desatenção a sintomas neurológicos leves e intermediários, especialmente desses grupos ou com sintomas leves que não acessam o sistema de saúde, esconde a verdadeira taxa de danos presentes nos pacientes pós-covid.

Para endereçar o desafio, os sistemas médicos precisam incluir em seus protocolos de acolhimento a anamnese correlacionando uma possível ligação entre danos neurológicos e a covid-19, além de desenvolver estruturas de acompanhamento longitudinal para pacientes ambulatoriais de rotina. O investimento em políticas públicas também deve ser avaliado com maior atenção, visto que o contexto pode implicar impactos para todos os setores.

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Cáceres e Região

Governador recebe deputado Túlio Fontes

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Esta semana o governador Mauro Mendes (DEM), recebeu em seu gabinete o deputado da região sudoeste, Túlio Fontes (PV). A pauta foi uma série de demandas para Cáceres e região.

‘Expliquei e reivindiquei importantes ações e projetos pra Cáceres. No período em que eu estiver na Assembleia Legislativa, manterei o ritmo de trabalho intenso por Cáceres, região e Mato Grosso.

Nesta semana, Túlio Fontes (PV), provou o seu prestigio. Já na segunda sessão como titular, foi convidado a ocupar a segunda secretaria e fazer a leitura da sessão anterior.

Em seguida, com saída do deputado Eduardo Botelho (DEM), do plenário, ele foi convidado a assumir a primeira secretaria.

Como o presidente Max Russi PSB), teve se ausentar da sessão, regimentalmente Túlio acabou assumindo a presidência da sessão que aprovou matérias importantes, inclusive indicações do próprio Túlio.

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