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Mato Grosso

Politec avalia avanços de 2019 e planeja melhorias para o próximo ano

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Cerca de 40 gestores da Perícia Oficial e Identificação Técnica da capital e de quinze regionais do interior participaram nos dias 03 e 04 de dezembro do 2º Encontro de Líderes, realizado no auditório Licínio Monteiro, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

O encontro de líderes oportunizou o nivelamento de informações e a socialização dos resultados, desafios e conquistas de 2019 e apresentação do planejamento e tendências do cenário para o próximo ano.

O diretor-geral da Politec, Rubens Sadao Okada, apresentou os resultados nas áreas de pessoal, com a contratação de médicos psiquiatras para Cuiabá e interior do Estado, e o credenciamento de médicos legistas para 17 municípios, além das nomeações para nove papiloscopistas e três técnicos em necropsia.

No quesito estrutura física, Okada citou a reforma do prédio central, a implementação do plantão metropolitano integrado da Politec e o início das obras da nova sede da Gerência Regional de Pontes e Lacerda.  

Na área de inovação, foi citada a implantação do novo modelo de carteira de identidade, em cédula e cartão, o escritório de projetos – para o fomento de parcerias e investimentos, e de software – para o desenvolvimento de soluções em tecnologia de informações.

O fortalecimento das parcerias públicas resultou no recebimento de R$ 760 mil em equipamentos para a Gerência de Computação Forense, de drones para a Gerência de Perícias de Crimes de Trânsito e equipamentos para o núcleo de Inteligência.   

Durante a reunião, o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Barbosa Guanaes Simões, divulgou aos gestores as análises dos indicadores quantitativos e qualitativos das estatísticas de produtividade de todas as diretorias finalísticas. Ele abordou, ainda, sobre o trabalho de elaboração dos Procedimentos Operacionais Padrão nas áreas de Criminalística e de Medicina Legal, que esta sendo conduzidas pela Coordenadoria de Normalização, Pesquisa e Desenvolvimento Experimental.

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Também citou os planos de ações de temas estratégicos elaborados nos eixos de qualidade de produtos e serviços, estratégico e de ambiente organizacional, que deverão ser implementados no próximo ano.

Os diretores metropolitanos de Criminalística, Medicina Legal, Identificação Técnica, Laboratório Forense, de Interiorização e de Suporte Institucional apresentaram sobre as ações desenvolvidas em 2019 e as ações planejadas para 2020. O mesmo tema foi explanado pelos Coordenadores Regionais de Sinop, Cáceres, Barra do Garças, Tangará da Serra e Rondonópolis.

A coordenadora regional de Barra do Graças, Cristiane Pernet Hara,  considerou que o encontro possibilitou a comunicação entre os gestores e a Direção Geral com a exposição das necessidades dos polos mais afastados.

“O encontro de líderes, profissionais e gestores permite o acesso aos saberes e práticas que possibilitem a qualificação da atenção e da gestão aos serviços públicos prestados pela Politec. Possibilita as discussões sobre a necessidade e problemática enfrentada pelos profissionais e gestores em garantir a continuidade dos atendimentos aos cidadãos. Dessa forma, entendemos que o encontro teve o seu objetivo alcançado e demonstrou o comprometimento de toda equipe Politec com os servidores e com a sociedade’’ avaliou.

Para a cordenadora de perícias em Biologia Molecular, em substituição legal, Késia Lopes, o encontro incentivou os gestores a buscarem soluções por meio de parcerias públicas a exemplo do que vem sendo realizado por algumas unidades.

“Demonstra que, apesar das dificuldades, a Politec tem conseguindo investimento de parceiros como o Ministério Público Estadual que impactaram diretamente em vários servidores, como foi a reforma no prédio principal, em Cuiabá.  Também achei muito importante a fala do nosso diretor geral dizendo sobre a real situação do estado, que não temos perspectivas de concurso e, deste modo, a Politec deverá se reinventar otimizando os recursos humanos e tecnológicos disponíveis para diminuir as diferenças de carga de trabalho entre unidades e setores da própria instituição’’, opinou.

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O evento contou com uma homenagem a dezenove servidores aposentados da Politec em 2019, por meio da exibição de vídeos com depoimentos de colegas e amigos de cada um dos servidores. Ao final, os homenageados receberam do Secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, e do direto-geral da Politec, Rubens Sadao Okada, um certificado em agradecimento pelo tempo de contribuição.

Qualidade de Vida

Durante a programação, os participantes assistiram a duas palestras motivacionais com o tema “Autocuidado – você em primeiro lugar”, ministrada pelo educador físico da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Nelson Augusto da Silva Junior. E outra, ministrada pela servidora pública e coach em gestão pública, Tatiane Barbieri, com o tema: “feliz da vida no seu ambiente de trabalho’’.

Nesta palestra, os servidores receberam as cinco “chaves” para ser feliz na vida, no trabalho e em qualquer lugar, através da mudança do estado emocional diante dos desafios e das dificuldades enfrentadas no dia a dia, por meio do autoconhecimento, eliminação do vitimismo, o exercício da gratidão, o autocontrole.

Fonte: GOV MT
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Estadual

Mato Grosso é apontado como exemplo para o país no mapeamento e combate ao desmatamento ilegal

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“A tolerância é zero com o desmatamento ilegal”, disse Mauren Lazzaretti, secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, ao Valor Econômico, em reportagem publicada nesta quarta-feira (05.08). A publicação destaca que o Estado é um dos pioneiros no mapeamento e combate ao desmatamento ilegal, apontando a redução de 20% da área de desmate irregular em junho deste ano, em relação ao mesmo mês de 2019.

“Mato Grosso também largou na frente na análise e na validação dos CAR, outro diferencial no combate ao desmatamento ilegal. Cerca de 30% dos 91 mil registros no sistema estadual, que filtrou e solucionou milhares de sobreposições de áreas, já foram analisados”, escreveu o jornalista Rafael Walendorff.

O pioneirismo de Mato Grosso para garantir que produtores legalizem a situação ambiental das propriedades também foi apontado na matéria “Produtor pede sistema ágil para mapear desmate ilegal”, uma vez que no início do próximo ano será implementado módulo de Compensação de Reserva Legal dentro do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

De acordo com a reportagem, os agropecuaristas e exportadores pedem métodos que comprovem que produtos, como soja, milho e carne bovina, não saem de áreas de desmatamentos ilegais.

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Operação Amazônia Arco Norte na região de Aripuanã – Desmatamento
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT

Para isso, o Estado investiu R$ 6 milhões, em 2019, na plataforma de monitoramento em tempo real do desmatamento, o Satélite Planet, que emite alertas visuais diários e envia relatórios semanais por email de supressão da vegetação a partir de 1 hectare, que são cruzados com dados do Governo.

O sistema é capaz de checar quem é o proprietário da área e se há aval para desmate, acelerando uma eventual autuação, até de forma remota. Dois mil alertas foram atendidos só em 2020. “Vou direto ao local, economizo dinheiro e sou mais eficiente”, destacou a secretária.

O Valor Econômico trouxe ainda que “só este ano, 255 mil hectares foram embargados em Mato Grosso. São mais de 2,2 mil autuações e R$ 2,1 bilhões em multas aplicadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Ministério Público, Ibama, Exército, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O ‘maior rigor’ já inibiu a ação ilegal. Um dos motivos é a apreensão de mais 600 equipamentos usados por quem desmata ilegalmente – de motosserras e armas de fogo até um helicóptero utilizado na dessecagem aérea da mata que seria derrubada. A ideia é institucionalizar o modelo para replicar o que deu certo nos outros Estados da região”.

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Operação Amazônia Arco Norte na região de Aripuanã – Desmatamento
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT

A reportagem analisou que mesmo com avanços, a área desmatada ainda cresce, porém em um ritmo muito menor que em outros Estados da Amazônia Legal. “Enquanto no Pará houve avanço de 84% entre as safras 2018/19 e 2019/20, o aumento em Mato Grosso foi de 10% – menor índice da Amazônia Legal, que na média foi de 43%. ‘Ainda não é o esperado’, relata a secretária Mauren Lazzaretti com base em dados do Imazon. Foram 873 km² de floresta derrubados no Estado entre agosto do ano passado e junho deste ano, dos quais 14% de maneira legal e autorizada”, destacou a publicação.

Confira a íntegra da reportagem em anexo.

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  • Reportagem Valor Econômico

Carol Sanford | Secom-MT

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Levantamento aponta aumento da demanda por gás natural pelas indústrias do interior

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Apenas quatro empresas pesquisadas utilizariam um volume de gás natural de 40,5 milhões de m³ de gás ao mês para substituir o consumo atual de outras fontes de energia

Um estudo de demanda de gás natural em Mato Grosso revelou que apenas quatro empresas utilizariam um volume de gás natural de pouco mais de 40,5 milhões de metros cúbicos (m³) do combustível ao mês, para substituir o consumo atual de outras fontes de energia. O levantamento foi realizado pela Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás) em parceria com o Senai-MT, por meio de visitas técnicas aos empreendimentos.

Conforme o presidente da MT Gás, Rafael Reis, as empresas buscam uma matriz energética mais barata em comparação com outras fontes, como a energia elétrica. “Com base no grande interesse pelo de gás natural, estamos negociando um aumento da quantidade do combustível fornecida pela Bolívia, para poder atender a demanda interna, e fomentar o desenvolvimento de Mato Grosso”, afirma.

O levantamento aponta que a demanda ultrapassa os 1,5 milhão de m³ ao mês, previstos no contrato atual entre a estatal mato-grossense e a boliviana Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB). A quantidade de gás pactuada atende hoje as indústrias, e o gás natural veicular (GNV), principalmente da Capital.

Estudo de viabilidade

O levantamento preliminar aponta que, as empresas pesquisadas optem por utilizar o gás natural, e façam a conversão com a instalação de equipamentos específicos para uso do gás ao invés de biomassa, ou energia elétrica, o consumo seria de cerca de 40,58 milhões de m³ ao mês.

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As empresas que receberam as equipes para visitas técnicas e levantamento de informações são: Caramuru e Safras, em Sorriso; Inpasa em Sinop; e Excelência em Nova Mutum. Conforme o consultor do Instituto Senai de Tecnologia (IST), o engenheuiro mecânico Everton Medeiros Tarouco, que participou diretamente do levantamento, foram escolhidas para o estudo algumas empresas de grande porte, que possuem um alto consumo.

Ele afirma que um dos fatores que torna o gás natural mais atrativo é a possibilidade de maior eficiência no uso industrial, mas análise sobre a implantação, ou não, é uma avaliação de cada empresa.

“Observamos que com o uso do gás natural há uma produção homogênea e controlada de calor, o que aumenta a produtividade. Se compararmos com a biomassa, por exemplo, e em determinado momento do processo produtivo for necessária uma certa quantidade de energia, a lenha tem uma resposta mais demorada até chegar ao ponto que eu preciso”, explica.

Comparado com outros combustíveis fósseis, como a gasolina, e o diesel, também utilizados para a mesma finalidade, o gás é mais vantajoso ambientalmente, e possui uma queima mais eficiente, avalia o especialista.

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Outro benefício apontado pelo consultor é com relação a economia com área de estoque, segurança pois promove um fluxo de caminhões muito menor, e pelo controle do próprio combustível. “A madeira picada, por exemplo, que pode ser utilizada para a queima, às vezes pode conter impurezas que prejudicam o poder calorífico”.

“As empresas precisam de uma alternativa eficiente de matriz energética. A ideia não é substituir totalmente, de início, mas garantir a alternativa de abastecimento. O próprio transporte de biomassa tem uma burocracia muito maior, uma certificação exigida, e sobre o gás não há essa exigência”.

O Intituto Senai de Tecnologia está concluindo um estudo sobre qual será a melhor maneira de fornecer o gás para as indústrias do interior, da forma mais vantajosa e eficiente. A modelagem do negócio e a logística fazem parte da avaliação em conjunto com a MT Gás.

Outros empreendimentos que também podem se beneficiar do consumo de gás como substituto da biomassa são frigoríficos, indústrias de alimentos em geral, cervejarias, laticínios, e até hospitais e hotéis. “Há empresas que podem avaliar um gerador de energia elétrica a gá, apenas nos horários de maior consumo, de ponta”, conta.

Da Assessoria

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