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Polícia autua 210 pessoas por crimes de violência doméstica e cumpre 50 mandados de prisão

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No período de 8 a 26 de novembro foram concedidas 243 medidas protetivas solicitados pelas Delegacias Especializadas da Mulher

A Polícia Judiciária Civil mobilizou neste mês de novembro todas as regionais da instituição em ações de enfrentamento à violência doméstica. No período de 8 a 26 de novembro, 210 pessoas foram autuadas em flagrante, outras 50 pessoas por força de mandados judiciais, e foram cumpridas 10 buscas e apreensões em diversas cidades do estado por crimes relacionados à violência doméstica. As prisões são por crimes como violência sexual, estupro de vulnerável, ameaça e descumprimento de medida protetiva.

Foram concedidas pela Justiça neste período 243 medidas protetivas, a maioria delas nas regionais de Cuiabá, Barra do Garças e Tangará da Serra.

A mobilização em Mato Grosso faz parte da ‘Operação Marias’, realizada em todos os estados do País, em parceria com o Conselho Nacional dos Chefes de Polícia (CONCPC), com o objetivo de reprimir crimes relacionados à violência doméstica e familiar.

Além das ações policiais com o cumprimento de mandados de prisão e autuações em flagrante, as regionais da Polícia Civil também desenvolveram atividades orientativas e de atendimento psicossocial.

O delegado-geral adjunto, Gianmarco Paccola Capoani, destaca o empenho das unidades policiais para dar cumprimento às ações investigativas de crimes que envolvam violência contra as mulheres, assim como as medidas protetivas e as ações de apoio psicossocial e de orientação.

“Temos trabalhos relevantes nas regionais que prestam apoio às vítimas, a exemplo da Rede Frente e de projetos como os desenvolvidos em Cuiabá e Várzea Grande”, mencionou o delegado, citando o projeto Ainda Posso Sonhar, que oferta terapia em grupo a mulheres vítimas de violência na Delegacia Especializada de Cuiabá.

Na Regional de Cuiabá foram instaurados pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher 137 inquéritos e outros 124 foram concluídos, além da realização de 176 oitivas e 21 termos circunstanciados de ocorrências registrados. A Delegacia da Mulher também realizou 15 visitas domiciliares.

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Uma das prisões na Capital foi de um homem acusado de ameaça contra a ex-companheira. No dia 1º de novembro, o suspeito A.C.L., de 47 anos, durante audiência de conciliação em relação à pensão alimentícia da filha, disse à ex-companheira: “É por causa dessas coisas que acontecem muitos feminicídios”. O suspeito havia deixado a prisão há menos de uma semana devido ao atraso nos pagamentos de alimentos. Durante o interrogatório, o suspeito confessou a autoria do crime.

PJC-MT

Outro mandado de prisão expedido foi em relação a um homem que teria descumprido medida protetiva contra a vítima. O mandado de prisão preventiva expedido contra L.H.M.A. é relativo a um inquérito de crime contra a dignidade sexual, que tramita na unidade policial. A prisão foi deferida pela 1ª Vara da Violência Doméstica e Familiar da Capital e o suspeito foi preso no Aeroporto Marechal Rondon, por equipe da delegada Nubya Beatriz Gomes dos Reis, após desembarcar de um voo.

O Núcleo de Atendimento à Pessoa Idosa, da 2a Delegacia de Cuiabá, realizou cinco visitas domiciliares e fez sete relatórios policiais em relação a situações de descumprimento de direitos de pessoas idosas.

Na regional de Primavera do Leste foram autuadas em flagrante 15 pessoas em crimes relacionados à Lei Maria da Penha, sendo que 11 resultaram em prisões.

Na regional de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá), foram 83 pessoas autuadas em flagrante e cumpridos sete mandados de prisões, sendo um deles pelo crime de feminicídio ocorrido em Torixoréu. Claudecy Nunes, 48, registrou na Delegacia de Torixoréu o desaparecimento da esposa, Soraya Parreira de Monteiro, de 43 anos. Durante investigações, a Polícia Civil apurou que Claudecy simulou o envio de mensagens para o filho, se passando pela vítima, relatando que a mulher estava em um novo relacionamento e em viagem para o estado do Rio de Janeiro.

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As Regionais da Polícia Civil em Cáceres e Tangará da Serra realizaram sete e 42 autuações em flagrante, respectivamente. Oito pessoas foram presas por força de mandados judiciais em Tangará da Serra e 78 medidas protetivas foram concedidas a vítimas. Em Cáceres, foram 19 medidas protetivas.

Na regional de Vila Rica, que abrange delegacias de Confresa, Alto Boa Vista, Vila Rica, São Félix do Araguaia, Luciara, Santa Terezinha, Santa Cruz do Xingu e Canabrava do Norte, foram 25 pessoas autuadas em flagrante e 21 medidas protetivas concedidas.

Para o cumprimento das ações da Operação Marias, a Polícia Civil contou com o emprego total de efetivo de 541 policiais, entre delegados, escrivães e investigadores, e 98 viaturas.

Ações preventivas

Durante o período de intensificação da Operação Marias, as regionais também realizaram atividades orientativas. Em Barra do Garças, a Rede de Frente que reúne diversas instituições em ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica, realizaou capacitação com policiais civis e miliares que trabalham no atendimento a vítimas.

Em Cáceres, a Delegacia da Mulher participou de audiência pública realizada na Câmara Municipal. Em Confresa (1.160 km a nordeste de Cuiabá), uma investigadora da unidade policial do município palestrou em uma escola da cidade sobre o tema com o tema: “Mulheres sementes, existência, identidade, gênero e geração de renda” e participou da Semana pela Não Violência Contra a Mulher, promovida pela Câmara Municipal. A Delegacia Municipal também realizou o atendimento a vítimas de violência, com instauração de investigações e encaminhamentos para atendimento psicossocial.

Em Luciara, equipe da Polícia Civil participou do projeto Justiça Cidadã, do Tribunal de Justiça, onde foram realizadas oitivas, registros de Boletins de Ocorrências, atendimento e orientações a mulheres. A Regional de Tangará da Serra promoveu palestras em faculdade e escola.

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Julho Amarelo alerta população sobre risco das hepatites virais

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O Julho Amarelo é a campanha que alerta para a conscientização e prevenção às hepatites virais. Um exame simples e gratuito pode salvar vidas; o teste é rápido e é feito em unidades de saúde municipais. A testagem é importante para identificar a doença, o tipo de hepatite e definir a forma do tratamento a ser feito.

De acordo com Regina Nascimento, técnica do Programa Estadual de Controle das Hepatites Virais da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), as hepatites virais são consideradas doenças silenciosas e que podem evoluir para o quadro crônico se não forem diagnosticadas precocemente e tratadas.

“São classificadas como um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo e se caracterizam por meio de inflamação do fígado. As doenças podem ser causadas por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas”, esclarece.

No Brasil, existem 638.814 casos confirmados de hepatites virais, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde. Em Mato Grosso, no ano de 2019, foram confirmados 449 novos casos de hepatite tipo B e 199 de hepatite tipo C; não houve notificação de hepatite tipo A. É importante frisar que os dados de 2019 são parciais, visto que o banco de dados só será fechado em outubro de 2020.

Sintomas

Os sintomas das hepatites são: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A B e C. Existem, ainda, os vírus D e E – este último mais frequente na África e na Ásia.

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Milhões de pessoas no Brasil são portadoras do vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina, que detectam a hepatite.

Prevenção e Tratamento

Para saber se há a necessidade de realizar exames que detectem as hepatites, é necessário observar se já houve exposição a algumas dessas situações:

– Contágio fecal-oral ou condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos;

– Transmissão sanguínea por meio da prática de sexo desprotegido ou compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam;

– Transmissão sanguínea da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação.

A melhor forma de evitar a doença é melhorando as condições de saneamento básico e de higiene. São práticas aconselhadas:

– Lavar as mãos após ir ao banheiro ou trocar fraldas, e antes de comer ou preparar alimentos;

– Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos;

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– Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco;

– Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;

– Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto;

– Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d’água que alimenta o poço.

Em relação à hepatite tipo B, considerada uma doença sexualmente transmissível, existe uma vacina que previne a doença. É importante tomar as três doses, entre meninas e mulheres de 10 a 49 anos.

Para a prevenção, também é recomendável o uso de preservativos masculino e feminino, disponíveis na rede pública de saúde.

A mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar a hepatite, a AIDS e a Sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação.

Não existe vacina contra a hepatite C, mas evitar a doença é muito fácil, destaca Regina Nascimento: “Para prevenir, basta não compartilhar com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes”.

Para mais informação sobre as hepatites virais e sobre as formas de tratamento, ligue para o Disque Saúde (136).

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Mato Grosso registra 17.401 casos e 665 óbitos por Covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quarta-feira (01.07), 17.401 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 665 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

As 36 mortes mais recentes envolveram residentes de Várzea Grande, Tangará da Serra, Cuiabá, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Cáceres, Sinop, Barra do Garças, Rondonópolis, Araputanga, Poxoréu, Primavera do Leste, Cláudia, Campinápolis, Sorriso, Juruena e Nova Monte Verde.

Dentre os 20 municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (4.190), Várzea Grande (1.379), Rondonópolis (1.287), Sorriso (726), Primavera do Leste (659), Tangará da Serra (633), Lucas do Rio Verde (617), Nova Mutum (465), Sinop (441), Pontes e Lacerda (436), Campo Verde (357), Confresa (319), Cáceres (296), Barra do Garças (239), Colíder (217), Campo Novo do Parecis (217), Querência (210), Sapezal (181), Jaciara (161), Alta Floresta (158) e Nossa Senhora do Livramento (157).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada no Boletim anexado ao final desta matéria.

Nas últimas 24 horas, surgiram 1.100 novas confirmações no Estado. A área técnica ainda esclareceu que foram corrigidas três ocorrências de duplicidade no sistema. Além disso, um caso anteriormente notificado em Várzea Grande foi reposicionado para Nobres, município de residência do paciente.

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Dos 17.401 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 9.523 estão em isolamento domiciliar e 6.543 estão recuperados. Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 223 internações em UTI e 265 em enfermaria. Isto é, a taxa de ocupação está em 92,9% para UTIs e em 39,9% para enfermarias.
Considerando o número total de casos em Mato Grosso, 51% dos diagnosticados são do sexo feminino e 49% masculino; além disso, 4.691 pacientes têm faixa-etária entre 31 a 40 anos.

O documento ainda aponta que um total de 19.679 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 1.391 amostras em análise laboratorial.
Os pacientes são devidamente acompanhados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica do Estado e dos municípios. Mais informações estão detalhadas na Nota Informativa divulgada diariamente pela SES disponível neste link, a partir das 17h.

Cenário nacional

Nesta quarta-feira (01), o Governo Federal confirmou 1.448.753 casos da Covid-19 no Brasil e 60.632 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 59.594 óbitos e 1.402.041 casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

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Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

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