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Pesquisa aponta soluções para redução dos efeitos das variações climáticas em MT

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Como contribuir com os municípios de Mato Grosso que sofrem os efeitos de eventos meteorológicos extremos associados às variações climáticas? Foi a partir desse questionamento que o doutor em Ciências Geográficas e professor do curso e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Alfredo Zenen Dominguez González, iniciou sua pesquisa em 2014.

O estudo intitulado “Variabilidade climática e eventos meteorológicos extremos: Percepção e vulnerabilidades em cidades da Bacia Hidrográfica do Rio Teles Pires-MT” é um recorte entre territórios do Estado que sofrem os efeitos das interferências humanas no clima, associadas a ações como o incremento do efeito estufa e a substituição de florestas por pastagens e agricultura. Essas interferências contribuem para o aumento da frequencia e intensidade de eventos meteorológicos extremos como fortes ventos, chuvas intensas, secas prolongadas ou ondas de calor.

Com que armas enfrentar os efeitos desses desastres naturais? “Planejamento minucioso, mudança de pensamento e respeito às áreas de proteção permanente”, afirmou González.

O professor escolheu a Bacia do Teles Pires para o estudo tendo em consideração a sua importância hidrográfica (forma parte da Bacia do Rio Tapajós, um dos principais afluentes do Rio Amazonas), a sua localização em uma região com forte expansão da agricultura intensiva e a pecuária bovina (um processo que tem sido acompanhado por uma intensa alteração da vegetação original em um curto período de tempo), bem como a presença de vários empreendimentos hidrelétricos e uma crescente urbanização na bacia.

Assim, é preciso estudar os diversos tipos de vulnerabilidades da área frente aos impactos que os eventos meteorológicos extremos podem ocasionar. Por isso esta parte da pesquisa se centra nas cidades de Peixoto de Azevedo, Matupá, Guarantã do Norte, Terra Nova do Norte e Colíder, sedes de municípios jovens, com variação de 31 a 48 anos de emancipação.

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Até o momento, González, que conta com a colaboração de professores das redes de ensino municipal e estadual nas cidades estudadas, constatou que existem áreas de vulnerabilidade em todas elas. “Seja ela social, econômica e/ou de infraestrutura”. Também foi possível verificar que existem tendências de variabilidade climática, ou seja, decréscimo de chuva na região, especialmente, no centro e sul da bacia, onde cidades como Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde também são atingidas”, esclareceu o professor.

A pesquisa já identificou falta de compatibilidade entre aptidão e uso do solo, bem como entre a estrutura urbanística e as características de alguns desses eventos extremos. “Além de que muitas vezes as áreas de risco são ocupadas, a estrutura habitacional destas cidades não está preparada para suportar fortes ventos e a infraestrutura de drenagem urbana também não está preparada para as chuvas extremas”, disse o pesquisador, que priorizou em sua pesquisa os eventos relacionados às tormentas severas que geram fortes ventos e chuvas intensas.

“Os fatos científicamente demonstrados indicam que, no futuro, será cada vez maior a frequência e intensidade dos eventos extremos no mundo e no Brasil, o que demanda de atitudes concretas e mudanças de pensamento”, alertou.

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A pesquisa será finalizada em 2020 e o professor socializará seus resultados com as prefeituras dos municípios envolvidos, com o intuito de contribuir para o aperfeiçoamento do planejamento urbano com especificidades do que fazer em cidades com mais e com menos de 20 mil habitantes.

Isto porque, no Brasil, os municípios com menos de 20 mil habitantes estão isentos de elaborar um plano diretor como instrumento norteador do desenvolvimento urbano, porém, desde que eles não estejam dentro da área de influência de empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental nos âmbitos regional ou nacional, ou não façam parte do cadastro nacional de municípios com áreas suscetíveis à ocorrência de fenômenos como grandes deslizamentos, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos, explica González.

Assim, o planejamento baseado nos resultados encontrados pela pesquisa, atrelado à implantação de ações apontadas por ela, poderia contribuir tanto para a diminuição dos efeitos desses eventos como para uma melhor adaptação a eles.

A metodologia que vem sendo utilizada na pesquisa adota a análise bibliográfica e documental sobre a expansão urbana com recortes nos anos de 1987, 1997, 2007 e 2017, que levam em conta as áreas loteadas e suas taxas de urbanização, bem como os desastres advindos de inundações e alagamentos urbanos. Pesquisas de campo e aplicação de questionários também são parte da metodologia, assim como a extração de dados sobre precipitação e temperatura do período de 1988 a 2018, registradas nas estações meteorológicas da região.

por Hemilia Maia

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Nova proprietária do CNA/Cáceres inaugura polo da Universidade EAD Unicesumar com mais de 500 bolsas disponíveis

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A empresária e jornalista Patrícia Mel acreditando no potencial de Cáceres e região abre Polo da Universidade Unicesumar em Cáceres. Em entrevista ao Jornal Expressão Patrícia Mel diz que dois fatores importantes a levaram a investir na nossa princesinha do rio Paraguai, juntamente com seu esposo Franco, professor e empresário.

“Acreditamos que a população de Cáceres e região merecem um ensino de qualidade, e a Unicesumar pode oferecer isso por estar entre os 10 melhores grupos de ensino do país, e por Cáceres estar se tornando um polo educacional” A universidade EAD Unicesumar é referência em educação e está entre os 10 melhores grupos educacionais do Brasil (8º).

Reconhecida nacionalmente por sua qualidade educacional, a Unicesumar está entre 4% das melhores instituições do país, destacando-se como o melhor Centro Universitário do sul do país.

Na última avaliação do MEC, a UniCesumar obteve  IGC 5 (Índice Geral de Cursos), em uma escala de 1 a 5, após  conquistar o IGC 4 por oito anos consecutivos.

A Unicesumar está presente em todos os estados brasileiros, tem mais de 190 mil alunos, aproximadamente 680 polos de educação a distância e quatro campis presenciais nas cidades de Maringá, Londrina, Ponta Grossa e Curitiba.

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Unicesummar será única Instituição de Ensino na cidade e região com nota IGC 5 no MEC (em 26 curso de gradução) e está disponibilizando mais de 500 BOLSAS de ensino de graduação EAD distribuídas entre os cursos tecnólogos, graduação e pós graduação.

Seu principal objetivo é ser referência em Educação em todo país e sua missão é “Promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento, formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade justa e solidária”

Confiram o regulamento para concorrer às bolsas no Vestibular Unicesumar nos meses de novembro e dezembro pelo whatss 65 996369201

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Cáceres e mais 54 cidades deve ter fim de semana com chuva e calor, alerta CPTEC

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Editoria

O fim de semana dos cuiabanos e de grande parte da população do Estado será de forte calor. Mesmo com previsão de chuva, que deve amenizar o calorão, as temperaturas continuam altas. A mínima fica em 23°C e máxima chega a 34°C. Há alerta de tempestades para 55 cidades do estado.

Conforme o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), a sexta-feira (22) deve ter temperatura mínima de 23°C e máxima de 34°C. A chance de chuva é de 80%. A previsão para o sábado (23) e o domingo (24) segue igual à de sexta.

A precisão de temperatura para Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá) segue semelhante à Capital. A mínima deve ser de 22°C e a máxima de 35°C. Chove bastante. A chuva também chega a Rondonópolis (215 km ao Sul) e os termômetros marcam entre 22°C e 35°C.

Em Sinop (500 km ao Norte) a previsão aponta para dias com temperaturas mais amenas. A mínima deve ser de 21°C e a máxima de 31°C. Para 55 cidades de Mato Grosso há alertas de vendaval, tempestades com raios e chuvas intensas. Confira relação dos municípios que constam no alerta.

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Água Boa

Alta Floresta

Alto Boa Vista

Apiacás

Aripuanã

Bom Jesus do Araguaia

Canabrava do Norte

Canarana

Carlinda

Castanheira

Cláudia

Cocalinho

Colíder

Colniza

Confresa

Cotriguaçu

Feliz Natal

Gaúcha do Norte

Guarantã do Norte

Itaúba

Juara

Juína

Juruena

Luciara

Marcelândia

Matupá

Nova Bandeirantes

Nova Canaã do Norte

Nova Guarita

Nova Monte Verde

Nova Nazaré

Nova Santa Helena

Novo Horizonte do Norte

Novo Mundo

Novo Santo Antônio

Paranaíta

Peixoto de Azevedo

Planalto da Serra

Porto Alegre do Norte

Porto dos Gaúchos

Querência

Ribeirão Cascalheira

Rondolândia

Santa Carmem

Santa Cruz do Xingu

Santa Terezinha

São Félix do Araguaia

São José do Xingu

Serra Nova Dourada

Sinop

Tabaporã

Terra Nova do Norte

União do Sul

Vera

Vila Rica

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