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Páscoa: Entre o comércio de chocolates e a fé cristã

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Páscoa é época de trocar ovos de chocolate, certo? Para muitos pode ser! Mas o verdadeiro sentido dessa festa é relembrar um período de escravidão, e a libertação de um povo. A Páscoa foi instituída entre o povo hebreu ainda na antiguidade, e data de cerca de 5 mil anos, conforme explica o pastor da Igreja Assembleia de Deus – Ministério Madureira, Oseias Rodrigues da Silva.

“É importante que as pessoas conheçam o verdadeiro sentido da Páscoa, que é o festejo pela libertação, primeiramente do povo de Deus, que era escravo no Egito e foi liberto por intermédio de Moisés, e depois do povo cristão, que foi liberto do pecado por meio da morte e ressureição de Jesus”, afirma o pastor lembrando que os judeus comemoram ainda nos dias atuais a Páscoa relembrando a saída do povo do Egito.

Ele relembra que a instituição da Festa da Pascoa está no livro bíblico de Êxodo, capitulo 12, quando Deus manda festejar no dia 10, daquele mês específico a Páscoa, que consistia numa celebração familiar, em que um cordeiro deveria ser morto para alimentar toda a família e se fosse o caso, com vizinhos a fim de não haver desperdício. Esse alimento era comido também com ervas amargas, a fim de marcar um momento de reflexão e relembrar a escravidão e o sofrimento que passaram.

“Posteriormente, a Páscoa passou a significar entre os cristãos a celebração da morte e ressureição de Jesus Cristo. Claro que tem toda uma alegoria filosófica em que Cristo representa o cordeiro pascal, que foi morto para livrar o povo da escravidão do pecado. E antes de ser morto, na quinta-feira Jesus chamou seus discípulos e celebrou a páscoa e a chamou de Ceia do Senhor, ou Santa Ceia, e pediu que daquele momento em diante ao tomar a ceia, se lembrassem da sua morte e do seu sacrifício para remissão dos pecados”, explica o pastor.

Segundo ele, o momento comercial de vender ovos de chocolate, não deve suplantar o verdadeiro significado da Páscoa. “Sem desmerecer as comemorações do Natal, quando comemoramos o nascimento de Jesus, a Páscoa é o momento em que há na Bíblia uma recomendação do próprio Jesus Cristo para que comemorássemos a sua morte e a sua ressureição”, afirma o líder religioso.  Para ele, a Páscoa é uma data muito importante para os cristãos, tendo inclusive uma ordem de Jesus para que se lembrassem do seu sofrimento, da sua morte e da sua ressureição.

Arquivo Pessoal

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Oseias Rodrigues da Silva pastor da Igreja Assembleia de Deus – Ministério Madureira.

“Preocupa-me um pouco essa banalização do sentido da Páscoa, esse comercio existente em torno da data. Nós reconhecemos que é um momento importante para o comerciante, mas é fundamental não esquecer o sentido, o que preocupa é ter adolescente que não sabe o que significa a Páscoa. Além disso, tem um problema muito sério, porque coelho não bota ovos”, diz o pastor. Ele lembra que o costume de trocar ovos começou na Alemanha no século XVI com o intuito de celebrar o fim do inverno e início da primavera, e depois isso começou a ocorrer por ocasião da Páscoa por se dar mais ou menos na mesma época no continente Europeu.

Sofrimento

Quando se fala em Páscoa, sempre vem à mente primeiramente o calvário, a crucificação de Jesus e todo o sofrimento. A ressureição fica em segundo plano. Em Cáceres, por exemplo, neste ano, haverá a encenação em praça pública do sofrimento de Jesus, assim como ocorre em outras cidades do mundo. Para o pastor Oseias, essa valorização do sofrimento é uma tendência do ser humano. “O homem tem a tendência de valorizar o trágico, porque ele causa impacto, e uma tendência a não valorizar o milagroso, ou o miraculoso, apesar disto, o apóstolo São Paulo em sua carta aos Coríntios relembra as palavras de Jesus ao celebrar a páscoa com a Santa Ceia, dizendo que ao fazer esse ato, anuncia a morte de Jesus até que ele venha, se ele diz que é até que ele venha, significa que se ele vai vir, Jesus ressuscitou. Há uma valorização sim do sacrifício para que o homem entenda que não foi gratuito. E se não fosse a ressureição de Cristo, ele seria apenas um profeta pelo mundo, a ressureição é a garantia de ele é o Messias de Deus, o Cristo para os homens”, explica o pastor.

“Por fim, um fato curioso da ressureição de Cristo no domingo pela manhã é que ao sair do túmulo ele deixa um anjo na porta para informar às mulheres. Esse anjo deixa um recado para elas: Ide e dizei aos seus discípulos e a Pedro. Eu acho interessante isso, porque Pedro era discípulo de Cristo, mas como ele havia negado a Jesus ele estava se sentindo excluído do discipulado. Jesus está dizendo que na ressureição, o meu amor e a minha misericórdia atinge até mesmo aquele que me negou. Todos que desejarem podem se sentir abraçados por Cristo”, finaliza.

Por: Lygia Lima em especial Cáceres Notícias

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SETEMBRO AMARELO: Dívidas estão entre principais motivos da depressão e suicídio no país

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A audiência pública realizada nesta semana trouxe orientações sobre educação financeira, já que o endividamento pode causar forte dor emocional e até suicídio.

O número de pessoas inadimplentes no Brasil é maior que 63 milhões e representa, atualmente, um dos principais motivos geradores de depressão, doença que pode levar ao suicídio. A educadora financeira e servidora pública Renata Melo, explica que a oferta de crédito facilitado vem promovendo o adoecimento da população, em especial dos servidores públicos.

Durante a audiência pública sobre prevenção à depressão e ao suicídio, realizada na terça-feira (10) pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Renata pontuou que a preocupação com as dívidas gera inúmeros problemas físicos e psicológicos, além de brigas em casa, separações e até dificuldades no trabalho.

“O cartão de crédito é um grande vilão na vida das pessoas, pois a maioria delas acaba elevando o padrão de vida acima da renda mensal. Além disso, temos uma indústria do marketing muito mais voltada ao consumo desenfreado do que à educação financeira, e isso é preocupante”.

Renata pontua que falar sobre dinheiro não é apenas sobre dinheiro, envolve um conjunto de hábitos e crenças que precisam ser reeducados, mas ela afirma, por experiência própria, que é possível sair de qualquer situação de endividamento com planejamento e paciência. O fundo do poço pode ser uma oportunidade para adquirir novos hábitos.

“Em um momento de crise não adianta fechar o olhos e deixar acontecer. Oriento a pessoa a conhecer o tamanho da dívida e, depois, ir caso a caso renegociar, a partir de uma programação compatível com a capacidade financeira. Podemos trocar dívidas ruins por dívidas melhores (com juros menores, por exemplo). Recomendo também ajustes no padrão de vida da família”.

O recomendável pelos especialistas na área é uma divisão do orçamento mensal da seguinte forma: 50% para despesas essenciais (água, energia, alimentação, transporte, etc), 30% lazer e compras, e 20% em investimentos (que devem ser feitos mesmo com dívida). Analisar e planejar os gastos pode evitar gastos desnecessários, a exemplo de taxas mensais bancárias que não são mais obrigatórias.

“Aqueles R$ 50,00 por mês do pacote mensal do banco ou do cartão de crédito significam mais R$ 600,00 ao ano. Quantas coisas desnecessárias você está pagando, que poderia economizar para investir ou mesmo ajudar a pagar a dívida? Será que podemos ter formas criativas de fazer renda extra? O mais importante é dizer para quem está numa situação difícil que existem meios de resolver, não é o fim da linha”.

A servidora pública pontua que promover educação financeira entre crianças e jovens é essencial. Mas, mesmo que as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estipulem até dezembro deste ano para que as unidades escolares trabalhem esse tema em sala de aula, Renata avalia que nada foi feito na prática.

“Os alunos poderão aprender assuntos como taxas de juros, inflação, aplicações financeiras e impostos. Outro ponto positivo é que essa abordagem favorece o estudo interdisciplinar envolvendo as dimensões culturais, sociais, políticas e psicológicas, além da econômica, sobre as questões do consumo, trabalho e dinheiro”, avalia a especialista.

Impacto – O deputado estadual Dr. Gimenez (PV), que é médico, frisa que o estilo de vida atual, baseado no consumo e no imediatismo potencializam as doenças mentais, como depressão, transtorno de ansiedade, bipolar e alimentar. Há 40 anos trabalhando com o público infantil, ele afirma que com o advento de celular e internet, crianças e adultos pararam de conviver e se fecharam em si mesmas. “O vazio existencial aumentou e comprar é uma forma de estar mascarando isso”.

A funcionária pública é mãe do Luccas e da Angelina, de 6 e 8 anos, com quem adotou uma prática simples para ensinar sobre dinheiro, por meio de quatro potes: 1) hoje (comprar agora); 2) amanhã (presentes de aniversário e/ou Natal); 3) futuro (investimento para usufruir aos 18 anos); e 4) doação (compartilhando as bênçãos). “Eles estão receptivos e aprendem rápido, ou seja, podemos virar esse jogo se iniciarmos o processo educativo cedo”.

Os motivos que mais levam ao endividamento estão ligados a hábitos errados, entre eles, comprar por impulso, não ter um planejamento mensal e anual, e o imediatismo. Ao invés de guardar o dinheiro para depois comprar à vista com desconto, milhões de brasileiros preferem entrar em parcelamentos e muitos acabam na inadimplência. Também há um forte apelo por status.

“Não se trata do quanto ganhamos e sim de como gastamos. Há pessoas que ganham bem, porém acumulam dívidas devido à capacidade maior de endividamento e hábitos nocivos. No Brasil se atribui muito valor ao que temos, seja carro, casa, viagens, marcas de roupas e de outros objetos. Somos estimulados o tempo todo a aparentar algo que não somos ou temos”, finaliza Renata.

Grupo de apoio

Quer desabafar em um ambiente seguro e sigiloso? O escritor Alan Barros é o idealizador do Grupo de Apoio Gratuito que se reúne às terças-feiras, às 19h30, no Cine Teatro Cuiabá, Avenida Getúlio Vargas, centro da cidade. Ele teve depressão por mais de 20 anos e é autor do livro ‘Tenho depressão e agora?’, onde mostra que é possível superar os momentos difíceis da vida.

“Tinha 15 anos quando veio o primeiro diagnóstico, mas por falta de tratamento o quadro evoluiu para transtorno de ansiedade e depressão bipolar, que alterna tristeza e euforia. Passei mais de 12 anos com pensamentos suicida. Como eu sei que é difícil encontrar um local para falar sem ser julgado e criticado, criei este espaço onde nos reunirmos”.

Ele mantém uma conta no Instagram com informações para pessoas que enfrentam esse problema, mas não se encaixam naquele padrão convencional de depressão. “Pessoas com depressão trabalham, sorriem, levam uma vida aparentemente normal e geralmente deixam de buscar ajuda porque não se identificam com a imagem do deprimido que é tratada pela mídia, como uma pessoa no fundo do poço”.

Números

A cada 3 segundos uma pessoa no mundo tenta o suicídio, e a cada 40 segundos, uma pessoa consegue dar fim à própria vida. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 90% dos casos poderiam ser evitados a partir de uma rede de apoio estruturada, que inclui saúde pública, família, amigos e trabalho.

Cerca de 320 milhões de pessoas de todas as idades sofrem com depressão, segundo a OMS.  No Brasil, mais 11 milhões de pessoas no Brasil afetadas pela doença, entre crianças e adultos, a faixa etária mais afetada está entre 15 e 25 anos. Em média, 80% dos casos de suicídio envolvem homens e 20% mulheres.

Tenha sempre uma rede de apoio para quem possa pedir ajuda a qualquer, pode ser um amigo, conhecido ou familiar. Mas precisa desabafar e não sabe com quem? Ligue para a escuta ativa do Centro de Valorização da Vida (CVV) no 188 (gratuita), durante 24 horas diariamente.

Assessoria

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Depressão pode ser tratada na Constelação Familiar

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Estamos no setembro Amarelo que é o mês de combate à depressão, doença conhecida como mal do século que se não tratada tem consequências graves entre elas o suicídio.

Entre os tratamentos, um que tem alcançado um bom resultado é a Constelação Familiar.

A medicação ajuda o paciente a sair da crise, mas não trata os sintomas e situações que o levaram a depressão. Digamos que por trás de uma enfermidade, geralmente há um “não” a uma situação difícil ou a exclusão de alguém em nosso sistema familiar. E é por isso que a Constelação Familiar , que coloca ordem no nosso sistema familiar , fazendo que cada um assuma seu papel tem dado resultados eficazes no tratamento da depressão.

Às vezes entramos em depressão por carregar de forma inconsciente, histórias difíceis ou traumas não resolvidos que ainda pesam sobre a família. E é na Constelação que  conseguimos incluir, amar e aceitar algum membro de sua família, um antepassado.

Quando tratamos a depressão na Constelação Familiar,  localizamos onde o problema começou e tentamos liberar o emaranhamento com as histórias do passado e ver se o vínculo com o pai e a mãe foi interrompido. Muitas vezes a pessoa com depressão não participa da Constelação, mas os pais podem constelar os filhos, irmãos e até o companheiro ou companheira. O importante mesmo é poder ajudar aquele ente querido que não aceita tratamento, mas que precisa ser salvo.

Mas ao se dar a oportunidade de conhecer esse método sistêmico, entende que não tem nada a ver com religião, mas é uma forma de fortalecemos nossa conexão com o presente e com a vida.

Vale a pena conhecer.

Bora viver!

Eluise Dorileo é psicóloga, terapeuta familiar e maestria nas novas constelações quânticas.

 

Email eluiseguedes@hotmail.com

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