conecte-se conosco


Artigos

Parcerias na Educação

Publicado

É preciso entender que, numa Parceria Público-Privada, o setor privado entra com a oferta e o público, com a demanda

O Poder Executivo do Estado de Mato Grosso está propondo o Projeto de Parceria Público-privada (PPP) para gestão escolar.

O escopo inicial, que ainda será tema de audiências públicas, abrange 76 escolas e 15 Centros de Formação e Atualização Profissional (Cefapros) em 26 municípios diferentes.

Com relação às escolas, a proposta é que 31 sejam construídas, 20 reformadas e ampliadas, 1 reformada e 24 apenas operadas.

Todas as unidades teriam sua gestão predial realizada pela concessionária. Equivale a cerca de 10% da rede estadual, ampliando cerca de 40 mil vagas.

Por gestão predial compreendem-se os serviços ligados à infraestrutura da unidade escolar. Aqui entram limpeza, manutenção, segurança, compras, vigilância e outros de apoio.

Os professores e pessoal de apoio administrativo continuam providos pela Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), assim como a alimentação escolar nas escolas existentes.

Na sua atividade fim, a escola segue o mesmo padrão de gestão democrática adotado hoje, com eleição do diretor e do assessor pedagógico pela comunidade escolar.

Caso a PPP seja implantada, a concessionária realizará os investimentos necessários para construção, reforma e ampliação das unidades escolares e receberá os valores correspondentes ao longo do contrato, por meio da contraprestação pecuniária paga pelo Estado.

Ela incluirá também o reinvestimento, que é a manutenção da estrutura e atualização de móveis e equipamentos durante o período do contrato.

Portanto, vale salientar que neste modelo o Estado compra escolas novas e amplia e/ou reforma as atuais.

Estamos falando de uma parceria público-privada, na qual o setor privado entra com a oferta e o público, com a demanda.

Ao contrário da privatização, que ocorreria caso estas unidades fossem para a iniciativa privada para simples exploração comercial, como escolas ou outro empreendimento.

O modelo de PPP permite ao Estado expandir e/ou melhorar a prestação de serviços públicos de modo rápido e remunerar estas despesas de forma mais leve para o seu orçamento, superando os entraves atuais que dificultam o investimento público.

Na PPP Gestão Escolar, a Seduc deixaria de aplicar dinheiro em imóveis de terceiros e compraria próprios, uma vez que todos os bens acumulados no âmbito do contrato são reversíveis para o patrimônio público.

Existem diversas vantagens na adoção deste modelo para a comunidade escolar e a sociedade em geral. A primeira e mais importante é de ordem administrativa.

Ao repassar a gestão predial para uma concessionária privada, os diretores da escola ganham em agilidade na contratação de profissionais e realização de compras, garantindo uma estrutura física melhor conservada.

Desta forma, eles podem dedicar-se mais às atividades pedagógicas da escola, resultando em melhor qualidade do ensino.

A maioria dos diretores de escolas costuma exercer a função de “mestres de obras”, já que consomem a maior parte do seu tempo e atenção em questões relativas ao apoio à rede física da escola. Isto inclui o domínio de processos orçamentários, financeiros e licitatórios.

Com alguém mais especializado que faça isto por eles, os diretores poderão se concentrar mais nas questões acadêmicas, como a proficiência por turma e área de conhecimento e o desempenho daquela unidade em rankings desenvolvidos pelo Ministério da Educação, como Ideb e Enem.

Não devemos esquecer também os aspectos disciplinares, que se não forem priorizados, prejudicam o aprendizado nas escolas.

A MT Par é a empresa estatal de Mato Grosso para estruturação de projetos de parceria e gestão de ativos.

Continuaremos participando do debate sobre a PPP Gestão Escolar durante sua modelagem e nas etapas subsequentes de consulta e audiência pública, que operacionalizam a participação popular sobre o produto mais acabado.

Estamos à disposição para aqueles que quiserem esclarecimento e mais informações.

VINÍCIUS DE CARVALHO ARAÚJO é administrador, especialista em gestão pública, gestor governamental e presidente da MT Participações e Projetos S.A (MT Par)

Comentários Facebook

Artigos

Ser professor é tocar o coração dos jovens

Publicado

E aí ela entrou na sala de aula, era bonita, perfumada e tinha um sorriso lindo. A primeira professora a gente nunca esquece. Um dia então, eu escolhi também ser professora. Um dia eu dei ouvidos para a minha vocação e ela se tornou um dom e ficou cada vez mais enraizada na alma e no coração, e a partir daí eu me envolvi completamente.

Esse sentimento é meu e de muitos educadores, profissionais da educação que convivem diariamente com jovens e crianças. É preciso encantar e ficar encantado com os desafios, com as adversidades, com as coisas boas da vida, bem como driblar as dificuldades do dia a dia.  Vivemos num tempo de mudanças que acontecem numa velocidade muito grande. O objetivo maior e principal do educador é estar cada vez mais aliado a essa realidade atual, mas nunca deixar de tocar o coração dos jovens, numa atuação mais afetiva e próxima – criando vínculos, fazendo – os crescer cada um no seu ritmo, no seu tempo, mas abraçando a vida com dedicação e cuidado.

Falar na profissão de professor é falar de afeto, tolerância, amor, cumplicidade, é compartilhar conhecimento, construir uma rede de aprendizado, é encher os olhos de lágrimas quando nossos alunos nos encontram, quando nos localizam nas redes sociais, quando precisamos acolhê – los nas dificuldades, quando já são profissionais e também nos acolhe nos seus consultórios, nos seus escritórios, nos seus ambientes de trabalho.

Ser professor é uma missão, que visa não só aprendizagem, mas o desenvolvimento humano de forma integral e apesar dos entraves, manter- se apaixonado pela profissão é um grande desafio.  Continuar acreditando sempre no ser humano que é único em sua essência. O único capaz de se transformar.
Vivenciamos no nosso dia a dia a filosofia de Dom Bosco, e mesmo nos dias de hoje ela continua atual, quando falava dos jovens dos quais cuidava e amava: “Perto ou longe, estou sempre pensando em vocês. Só tenho um desejo: vê – los   felizes no tempo e na eternidade.”

Neste dia 15/10, saudemos a todos os professores que abraçaram a carreira do magistério e nela tiveram seu encontro pessoal com a paixão de educar e o amor pelos jovens. Celebre seu dia!

Maria Beatriz Curado é pedagoga, psicopedagoga e neuropsicopedagoga e trabalha há 32 anos na educação. É coordenadora pedagógica no Colégio Salesiano São Gonçalo há 27 anos. 

Comentários Facebook
Continue lendo

Artigos

Mitos sobre o câncer de mama dificultam o diagnóstico alerta especialista

Publicado

Mesmo com ampla divulgação sobre a doença e a campanha Outubro Rosa, ainda circulam muitas informações que prejudicam o tratamento

Desde 2002 no Brasil, a campanha do ‘Outubro Rosa’ foi estabelecida no calendário do Ministério da Saúde e ganhou ampla divulgação no país. Atualmente é um dos principais movimentos de conscientização trabalhado em diversas entidades e empresas. Mesmo com esse panorama, a desinformação das pessoas em relação a doença, ao tratamento e o diagnóstico ainda é muito alta.

Um estudo da revista Breast Cancer Research and Treatment publicado em 2016, analisou mais de 1 milhão de posts publicados sobre o câncer de mama, detectou que 38% das publicações tratavam sobre as dificuldades relacionadas ao diagnóstico e tratamento da doença. O oncologista André Crepaldi, da Clínica Oncolog, alerta para os principais mitos da doença.

“Um dos grandes mitos sobre o câncer de mama é sobre o autoexame como única forma de diagnóstico. As pessoas acreditam que todo caroço que aparecer no seio pode ser câncer de mama e isso não é verdade. A maioria dos caroços das mamas são nódulos chamados de fibroadenoma. O que as mulheres devem saber é que após sentir esse nódulo é ideal que busque um mastologista para ampliar a investigação”, afirma.

Crepaldi aponta ainda que outra crença bastante comum é em relação a genética. “Nós sabemos que o histórico familiar interfere no surgimento da doença, mas isso não significa que se uma sua mãe teve câncer de mama, a filha terá a doença com toda certeza. As probabilidades são maiores, mas a aparição do câncer, também está ligado aos hábitos de vida de cada mulher”, relata.

Algumas mulheres também acreditam que a prótese de silicone impede a realização da mamografia. “Isso não é verdade, a mulher pode fazer a mamografia normalmente. Quando chegam as imagens nós conseguimos ver a prótese como uma mancha branca e o tecido mamário continua em volta, por isso, conseguimos ver bem se existe alguma anomalia naquela mama”, descreve o oncologista. Se houver dúvida, exames mais especializados como a ressonância da mama podem ser realizados.

“Outros mitos sobre o câncer de mama estão relacionados a utilização de desodorante e ao uso de sutiã apertado. Essa é uma informação completamente errada. Não existem estudos e nem comprovações de que uma coisa está relacionada a outra. Outro folclore para destacar é o de que mulheres com seios menores tem menos chances de ter câncer de mama e isso não existe. Todas as mulheres podem ter essa doença”, afirma.

Devido ao alto número de informações disseminadas, as pessoas não conseguem distinguir o que está correto ou não, fator prejudicial para o diagnóstico e tratamento da doença. É possível destacar algumas verdades sobre o surgimento e causas do câncer de mama, entre elas, a amamentação e a prática de exercícios como prevenção da doença.

“As mulheres que amamentaram têm menos chance de ter câncer de mama e já as mulheres que menstruam muito cedo, que são mães depois dos 30 tem maior probabilidade de desenvolver o câncer de mama. Além disso, essa é uma doença que acomete homens também, então é um mito dizer que somente mulheres estão predispostas”, ressalta André.

De acordo como Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão ligado ao Ministério da Saúde, o câncer de mama é uma das principais causas de morte das mulheres no Brasil, somente em 2017, foram 16.724 vítimas dessa doença. As estatísticas anuais apontam que são 59.700 novos casos no Brasil. André Crepaldi afirma que o aumento de casos está ligado aos hábitos de vida das pessoas.

“A rotina das pessoas está diretamente ligada ao aparecimento do câncer. A maioria das pacientes com câncer de mama faziam uso excessivo de álcool, cigarro, alimentos embutidos, além do sedentarismo e o sobrepeso. Existem algumas formas para prevenir, que pode ser alimentação saudável, evitar uso de anticoncepcionais, hormônios sintéticos e terapias de reposição hormonal quando possível”, afirma.

O câncer de mama é uma doença altamente tratável, se for detectada no início, possui chances altas de cura. Procure um ginecologista pelo menos uma vez ao ano e faça os exames de rotina.

Comentários Facebook
Continue lendo

Cáceres e Região

Policial

Política MT

Mato Grosso

Entretenimento

Mais Lidas da Semana