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“Outubro Rosa”: Desencontro de informações entre hospital e secretaria pode gera prejuízo ao município

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Desencontro de informações entre a Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital Regional “Dr. Antônio Fontes”, em Cáceres pode gerar prejuízo financeiro e desconforto a pacientes que desejam fazer o exame de prevenção ao câncer de mama, a mamografia. O município aderiu à campanha “Outubro Rosa” levando dezenas de mulheres, semanalmente, para realizar o exame na Santa da Casa de Misericórdia, em Cuiabá, enquanto o Hospital Regional disponibiliza 300 vagas, mensalmente, para esse procedimento e nem 50% são preenchidas.

O “Outubro Rosa” é o mês de conscientização sobre a gravidade do câncer de mama, em todo o país, que o município e várias entidades de saúde, aderiram.

De acordo com a Secretaria de Saúde, no mês de setembro, foram realizados 148 exames de mamografia, em Cuiabá e 51 no Hospital Regional, em Cáceres. No mês de outubro, até na sexta-feira, foram 106 na Santa Casa e nenhum no município. A secretária Silvana Maria de Souza ressalta que, semanalmente (segunda, quarta, sexta e sábado) são levados, mais de 100 pacientes para o exame, em Cuiabá. Enfatiza ainda que, a secretaria disponibiliza uma van para assistência através de locomoção dos pacientes, na capital.

“Disponibilizamos 300 exames de mamografia, mensalmente, para Cáceres e os demais municípios da região. Equivalente a 11 exames por dia. No entanto, não são realizados nem 50% porque os pacientes não aparecem” reclama o diretor administrativo do Hospital Regional Onair Nogueira, assinalando que, além das 300 vagas disponíveis para mamografia, o hospital oferta também 600 vagas para exames de tomográfica. O diretor salienta que existem, atualmente, em tratamento de câncer de mama no hospital 109 pacientes.

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As justificativas para ausência de pacientes para realização do exame no Hospital Regional são controvérsias. A secretária Silvana Maria diz que, a maioria dos pacientes é encaminhada para Cuiabá, porque recebeu informação da Central de Regulação – órgão que faz o cadastramento dos pacientes – de que o mamógrafo do Hospital Regional estaria quebrado. E, que mesmo assim, no mês de setembro foram encaminhados para o H.R 51 pacientes.

Por outro lado, Onair contesta. Diz que, o aparelho está funcionando normalmente e que, a peça danificada do mamógrafo, não impede a realização do exame. Tanto é, segundo ele, que vários procedimentos dessa natureza foram realizados nos últimos tempos. “O aparelho está preparado para realização dos exames. O que falta são pacientes. A peça que estava danificada não impedia de fazer os exames”.

A Secretaria de Saúde esclarece que “o município de Cáceres dispõe de uma cota mensal de exames, conforme compactuado pelo Estado. No mês de setembro foram liberados pela Central de Regulação para o Hospital Regional 51 exames. No mês de outubro não foi feita nenhuma liberação porque, não foi liberado o agenciamento pela unidade. Em contrapartida, o município está sendo atendido da melhor forma possível pela Santa Casa”.

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Enquanto, permanece a dissintonia entre o hospital e a secretaria, o município continua gastando para levar pacientes e deixar um veiculo à disposição para locomoção na capital. Sem contar o desconforto dos pacientes transportados para outra cidade, quando poderiam realizar o exame em Cáceres.

Outubro Rosa

Outubro é conhecido mundialmente como um mês marcado por ações afirmativas de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. Conhecida como Outubro Rosa, a campanha compartilha informações sobre o câncer de mama promovendo a conscientização da doença, proporcionando maior acesso aos serviços de saúde e diagnóstico precoce. As ações realizadas durante o mês contribuem para a redução da mortalidade do câncer de mama da mulher cearense.

Câncer de mana é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. O tumor responde, atualmente, por cerca de 28% dos casos novos de câncer em mulheres. Ele também acomete homens, porém é raro, representando menos de 1% do total de casos da doença. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente em mulheres acima de 50 anos. Existem vários tipos, porém alguns evoluem de forma mais rápida.

Editoria – Sinézio Alcântara

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Mais antiga secretária da administração, Nelci é exonerada pelo prefeito: “brigava muito”

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“A lealdade e a capacidade dela são inquestionáveis. Mas, também muito polêmica. Nos últimos tempos ela brigava muito e humilhava as pessoas”. Essas, de acordo com o prefeito Francis Maris Cruz (PSDB), foram às razões da exoneração da secretária de Fazenda e Planejamento, Nelci Eliete Longhi, ocorrida na segunda-feira (11/11).

Considerada uma das secretárias mais influentes, Nelci foi também a que mais tempo durou na administração. Ela permaneceu durante sete anos no staff do prefeito. Começou na primeira gestão, no início de 2013. Durante todo esse período, ocupou várias secretarias. Entre elas, de Educação.

Atravessou também momentos difíceis. Ela foi acusada de usar mesas e cadeiras da Secretaria para uma festa de aniversário, em sua residência. A denuncia que feita à época pelo então motorista da secretaria e, atual presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPM), Fábio Lourenço. Ainda hoje, depois de 6 anos, o caso ainda tramita na justiça.

De acordo com o prefeito, Nelci será substituída pelo advogado Gustavo Calabria, que até então atuava na assessoria jurídica da Secretaria. A posse está prevista para segunda-feira. Francis estará fora da cidade, tratando de assuntos inerentes a administração. Nelci diz que “saio de cabeça erguida com a sensação do dever cumprido e de lealdade”.

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Editoria – Sinézio Alcântara

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Bloqueio na fronteira com a Bolívia impede de importar ureia e afeta comércio em Cáceres

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Protesto é contra a reeleição do presidente Evo Morales. Ele renunciou o cargo nesse domingo (10), mas os manifestantes afirmaram que sairão da fronteira quando tiver uma nova eleição no país.

A fronteira com a Bolívia na BR – 070, região de Cáceres, a 220 km de Cuiabá, bloqueada desde o dia 28 de outubro, está impedindo o município de comprar ureia para a agricultura, segundo o prefeito Francis Maris Cruz (PSDB). A manifestação também tem afetado o comércio da cidade.

Os bolivianos protestam contra a reeleição do presidente Evo Morales, que foi eleito pela quarta vez no dia 20 do mês passado.

Evo Morales renunciou o cargo no domingo (10), após uma escalada nas tensões no país. O vice-presidente, Álvaro García Linera, também apresentou a renúncia.

No entanto, os manifestantes afirmaram que sairão da fronteira somente quando acontecer uma nova eleição no país.

“Esperamos que a população boliviana volte ao trabalho e aos estudos e tenham uma vida de progresso”, ressaltou o prefeito de Cáceres.

“Cáceres perde muito com as fronteiras fechadas, pois os vizinhos bolivianos vinham muito para Cáceres fazer compras, principalmente de alimentos”, afirmou.

Por G1 MT e TV Centro América

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