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Os 25 meses de gestão Taques

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Os 16 governadores que assumiram o comando dos estados em 2014, com exceção dos 11 reeleitos (que não divulgariam seus dados) todos, sem ressalvas, encontraram os cofres públicos saqueados, tamanha roubalheira perpetrada pelos precursores e seus auxiliares diretos. Apenas na transição, sem contabilizar auditorias seguintes, o cenário fiscal mostrava-se assombroso.

O desequilíbrio das contas públicas, de começo, comprometeram ações iniciais e  prometidas, com casos mais graves no Rio Grande do Sul, Minas Gerais.  Hoje, pelos efeitos catastróficos do assalto ao erário, a maioria dos estados está pagando salários e fornecedores em conta-gotas e suas as gestões comprometidas.

Em Mato Grosso, a única diferença é que o ex-mandatário, Silval Barbosa, e alguns auxiliares diretos, estão recluídos. Outros respondem a processos.  Ao entrar, Taques verificou um quadro sombrio. Viu que nos três últimos dias de governo, Silval tinha pago empenhos, principalmente a empreiteiros, em mais de 500 milhões. Na primeira auditoria feita após a posse, os técnicos do novo governo perderam a fala ao constatar que não havia recursos para encaminhar pautas básicas e manutenção de serviços públicos.

De um outro lado, o desequilíbrio fiscal de 280 milhões de reais e a obrigação de lidar com o déficit previdenciário crescente, no dia em R$ 2, 3 bilhões, não só amedrontaram o governo como engessaram alguns investimentos, alguns prementes, outros prometidos. Ainda assim, Taques melhorou a segurança, chamou concursados, lançou duplicações e restaurou estradas, ampliou aportes na educação e saúde e saiu percorrendo o estado a mostrar aos prefeitos a dimensão do caos.

Foi no ano seguinte, entretanto, que Pedro Taques experimentou o maior martírio, quando os sindicatos fizeram eclodir o movimento paredista que fez estancar e estremecer o governo. De um lado, alguns sindicatos, antes parceiros e apoiadores, se lançaram em uma campanha radical, difamatória e nociva contra o Paiaguás, exigindo reposição e vantagens salariais, sem aquiescer aos apelos de era preciso dar um crédito ao governo, até porque o Planalto exigia, ao sinalizar apoio, que os governadores não concedessem aumento naquele momento (a crise federal fermentava).  Os sindicatos que armaram piquetes,  acamparam no centro político e fundamentaram estardalhaços eram os mesmos que cobravam , [justo mas insensato] as vantagens, mas não proviam seus próprios trabalhadores, nas suas sedes, com vantagem alguma ou os aumentos de lei. Naquela época, poucos apuraram, muitos funcionários dos sindicatos reclamavam reposições salariais, pagamentos de rescisões, e, em alguns casos, até atraso dos proventos. Enquanto isso,  seus líderes febris e festivos, com as flâmulas da CUT e centrais radicais, avançavam sobre o governo, agravando ainda mais a crise .

A Teoria da Mentira, cujo objetivo é impedir a distinção entre o verdadeiro e o falso e também manufaturar o confundir, iludir, enganar, tornando a calúnia senhora da razão, oferece outra particularidade: a de atrair emissores da falsidade e oportunistas, que se instalam estrategicamente para tirar proveito [neste caso eleitoral] do eventual caos que estão contribuindo para criar.

Na esteira de problemas criados com a greve, onde, diga-se de passagem, o governo errou no processo de diálogo, três personagens carregaram os aríetes contra o Paiaguás: a estonteante deputada Janaína Riva (PMDB), legatária do pai, o condenado José Riva, o maior responsável pelas mazelas fiscais e putrefação moral e cívica de Mato Grosso;  Zéca Viana (PDT), que sonhou, como então correligionário, obter vantagens pessoais do governo – e não as teve; e Antônio Joaquim, presidente do TCE, que, atrevidamente, usa dinheiro do tribunal para promoção pessoal e para ladrilhar a sua candidatura ao Paiaguás em 2018. Aos riscos da sua pena, cria, calculadamente, constrangimentos e obstáculos ao governo. Ora, se piorar vai ficar melhor.

Quaisquer parlamentares ou dirigentes de órgãos de controle têm crédito para apontar defeitos do governo com dedo limpo: esses três não. E isso, simplesmente pelo fato de criarem elementos depreciativos com intenções meramente politiqueiras. É tática que seduz somente àqueles que são cegos por não querer ver ou por não saberem avaliar a situação do Estado e os seus porquês. É a doutrina que interessa aos que preferem um Estado enlodado pelo furto e saques a um Estado que faz esforços para deixar os assaltos aos cofres público no passado e seguir seu caminho.

Em face dos cofres vazios, fruto de pilhagem, das  implicações da crise nacional provocada pela instabilidade politica, o governo de Mato Grosso andou, muitas das equações herdadas foram resolvidas e novos projetos foram criados e executados. Não do tamanho que deveriam, mas os números mostram progresso em áreas estratégicas como saúde, educação e infraestrutura, até porque o baque nas finanças ainda é perceptível como também assombra, além de não estar devidamente superado . Os salários estão sendo pagos, com dificuldades e sacrifícios, os órgãos estão em funcionamento e a vida segue. O mais reconfortante, contudo, é estar vivendo em um Estado, já há quase dois anos e meio sem roubalheira. Taques, sim, ele mesmo, ou outro que vier a governar Mato Grosso a partir de 2018 terá cenário ideal para encaminhar melhor os projetos e dar ao sucessor a condição de estado governável. Financeira e moralmente.

Jorge Maciel
Fenaj/DRT – 1.414/02 – MT
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Home-office definitivo: Especialista dá três dicas que prometem melhorar a infraestrutura e otimizar o trabalho em casa

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Pesquisa aponta que 73,8% das empresas no Brasil pretendem instituir o home-office após a pandemia

Após semanas trabalhando em casa, 73,8% das empresas pretendem instituir o home-office como prática definitiva no Brasil após a pandemia do coronavírus, de acordo com estudo realizado pela consultoria Cushman e Wakefield, e que através da revista EXAME, ouviu 122 executivos de multinacionais que atuam no país. Isto se explica pela avaliação favorável à pratica; para 25,4% dos entrevistados a experiência do trabalho remoto é totalmente positiva, enquanto para 59% há mais pontos positivos do que negativos.

“Este fenômeno de implementação do home-office ocorreu de maneira “forçada” pelo coronavírus, mas foi positivo, porque acabou abrindo os olhos das empresas para que enxergassem os inúmeros benefícios da inserção do teletrabalho de forma permanente”, afirma Rubens Branchini, executivo, Diretor Comercial da ES Tech, e especialista em tecnologias de otimização para home-office.

Segundo o executivo, os ganhos são: diminuição das despesas, à medida que se reduz os espaços físicos de escritórios de grande porte localizados, por exemplo,  em regiões caras das metrópoles, maior produtividade, se levarmos em consideração que o tempo trabalhado por um colaborador é de 8 horas diárias e a metade deste tempo ele passa em deslocamento (duas horas para ir e duas horas para voltar aproximadamente), além do bônus do bem-estar do funcionário, que ganha mais liberdade de trabalho, maior conexão com a família, possibilidade de acompanhar o crescimento dos filhos, entre outros fatores.

Tendo em vista que o home-office já é uma realidade e os funcionários remotos precisam otimizar o espaço em que trabalham, confira abaixo três dicas preciosas de tecnologia que o especialista Rubens Branchini indica para configurar e estruturar um escritório em casa:

Tecnologia de videoconferência: 

É o principal fator que possibilita aos funcionários trabalhar em casa, por isso, a plataforma de vídeo adotada precisa oferecer interopatibilidade, ou seja,  moderna conferência em nuvem, que permite conectar diferentes tipos de tecnologias e dispositivos (celular, notebook, tablets, incluindo navegadores para ingressar em uma reunião; compartilhamento de conteúdo, em que o funcionário pode compartilhar sua tela, planilhas e apresentações; facilidade de uso; segurança, com informações protegidas por criptografia e por fim; qualidade, algo que possa funcionar com a internet que se tem em casa, sem cair a conexão.

Equipamentos que otimizem a conferência:

Muitas pessoas têm câmera, áudio e microfone integrados ao computador para se conectar via navegador, mas aderir à uma câmera externa, ao invés da câmera integrada do PC é uma ótima opção para se obter  maior qualidade de imagem; em termos de som, obter um bom fone de ouvido para cancelar algum barulho como cães latindo ou reformas, por exemplo e por último, se possível, aderir a um sistema completo de videoconferência sem a necessidade de um computador, que oferece câmera UHD integrada ao microfone e barra de som, tecnologia de cancelamento de ruído que filtra sons do ambiente como digitação, ar condicionado, além de um campo de visão mais amplo, bem como uma configuração plug-and-play simples com um diretório online para fazer chamadas assim que o usuário for detectado em um serviço.

Acústica:

Para capturar e enviar o melhor som possível é preciso amenizar a acústica no espaço em se encontra. Uma sala vazia, por exemplo, faz eco e os microfones adoram captar estes sons. Assim, basta adicionar no seu ambiente de trabalho, plantas, cortinas, móveis ou carpetes; objetos que quebram e absorvem as ondas sonoras.

Sobre a ES Tech – Referência no segmento de Videoconferência, Comunicação Unificada e Segurança Eletrônica, a ES Tech é especialista em soluções para diferentes tecnologias e operações das empresas. Oferece produtos em parceria com as principais marcas na indústria nacional e internacional e detém um portfólio com mais de 8 mil produtos genuínos que vão desde uma simples fonte de alimentação até os mais modernos sistemas de segurança eletrônica, telefonia e telecomunicações. A ES Tech possui diversos canais de contato com seus clientes, as compras podem ser feitas pelo site através do site e-commerce ou pelos diversos meios de comunicação para atender seus clientes no mundo digital.Site: https://www.estech.com.br/

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Mais Perdas ao Servidor Público

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Em Mato Grosso, os servidores não recebem a compensação das inflacionárias (Revisão Geral Anual) desde 2017. Digo isso,  pois as perdas de 2017 deveriam ser compensadas em 2018, e não foram. Até este momento, os servidores públicos do poder executivo, sofreram um achatamento de salários da ordem de 13,5%, calculando-se os juros compostos. No mesmo período, os trabalhadores da iniciativa privada receberam reajustes da ordem de 15,14%, calculados sobre o salário-mínimo, em juros compostos, também.

 Se nos anos de 2020 e 2021 o INPC ficar em 3%, apenas, os servidores públicos do poder executivo do Estado de Mato Grosso vão perder quase 20% do seu poder de compra, até 31 de dezembro de 2021. Soma-se a isso, mais 3% de perdas com o aumento da alíquota previdenciária, agora em junho de 2020, as perdas acumuladas passarão para 23% de seus salários.

 Enquanto isso, com a obrigação legal do congelamento dos salários do executivo, os demais poderes receberão parcelas vultuosas de excesso de arrecadação, uma vez que os valores a serem repassados para os cofres do Tesouro do Estado de Mato Grosso, neste ano, pela compensação das perdas de receita pela Pandemia da COVID-19, será repassado ao tesouro Estadual um montante de R$ 1,3 bilhão e, destes, conforme a divisão da LOA, aproximadamente R$ 200 milhões poderão ficar com os Poderes e, aproximadamente, R$ 1,1 bilhão com o Executivo, assim como os recursos do acordo de compensação de perdas da Lei Kandir, sendo que, deste, R$ 300 milhões são repassados para os municípios, R$ 147 milhões aos poderes e, ao executivo, ficam, aproximadamente, R$ 750 milhões.

 Conforme estimativa acima, dos R$ 2,4 bilhões em recursos extraordinários que o Estado vai receber,  apenas R$ 1,86 bilhão ficam no Executivo, R$ 300 milhões vão para os municípios e R$ 347 milhões ficam com os demais poderes.

 Um esclarecimento que precisa ser feito é que, o grupo de servidores que está sem receber a RGA é o executivo, e este mesmo grupo de servidores continuará com o salário congelado até 2021. Os servidores dos demais poderes não têm perdas acumuladas, nem deverão ter os salários congelados, uma vez que o congelamento se aplica apenas ao poder executivo, respeitando-se o princípio da independência dos poderes.

 Outra informação que o povo precisa conhecer é que, de todos estes poderes, apenas os servidores do poder executivo encontram-se na linha de frente do enfrentamento da COVID-19, bem como na manutenção de serviços essenciais.

 

Antonio Marcos Rodrigues é Engenheiro Agrônomo, atuando como Fiscal Estadual de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Mato Grosso do INDEA-MT, desde 2003, e servidor público há 19 anos.

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