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Mundo

ONG diz que Venezuela vive emergência humanitária complexa

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ONU pode providenciar recursos para ajudar população

A organização não governamental Human Rights Watch alertou hoje (4) que a conjunção de fatores, como falta de comida e escassez de alimentos, gera na Venezuela uma “emergência humanitária complexa”. Segundo a entidade, a Organização das Nações Unidas (ONU) deve dar uma “resposta forte”.

Declarar oficialmente que na Venezuela há uma “emergência humanitária complexa” é um princípio técnico da ONU que permitiria desbloquear a mobilização de recursos humanos e materiais suficientes para atender às necessidades urgentes dos venezuelanos.

Os partidários da oposição participam de uma manifestação contra o governo do presidente venezuelano Nicolas Maduro em Caracas
Falta de alimentos e remédios leva população a sair às ruas em protesto contra governo da Venezuela   (Arquivo/Reuters/Carlos Garcia Rawlins/Direitos Reservados)

O relatório “A emergência humanitária na Venezuela: uma resposta em grande escala da ONU é necessária para enfrentar a crise de saúde e alimentos”, de 73 páginas, elaborado por especialistas e médicos da Faculdade de Saúde Bloomberg Public, da Universidade Johns Hopkins, e da Human Rights Watch, reúne uma série de detalhes sobre a situação no país.

“Por mais que eles tentem, as autoridades venezuelanas não podem esconder a realidade do país”, disse Shannon Doocy, PhD e professor associado de Saúde Internacional na Escola Bloomberg de Saúde Pública, da Universidade Johns Hopkins, que conduziu a investigação.

Estudo

No estudo, há informações sobre os níveis de mortalidade materna e infantil, surtos de doenças que poderiam ser prevenidas com a vacinação, como o sarampo e a difteria, e aumentos drásticos na transmissão de doenças infecciosas, como a malária e a tuberculose.

O relatório adverte que tais dados indicam ainda a existência de elevado nível de insegurança alimentar e desnutrição infantil, bem como alta proporção de crianças internadas em hospitais com desnutrição.

“O colapso absoluto do sistema de saúde da Venezuela, combinado com a escassez generalizada de alimentos, está exacerbando o calvário que os venezuelanos estão vivendo e colocando mais pessoas em risco. Precisamos da liderança da ONU para ajudar a acabar com esta grave crise e salvar vidas”, apelou Doocy.

Em março, a Federação Internacional da Cruz Vermelha anunciou que aumentaria sua presença na Venezuela para cobrir as necessidades de 650.000 pessoas. Dados não oficiais indicam que aproximadamente 7 milhões de venezuelanos precisam de ajuda.

Providências

A ONG recomenda que o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) aborde o caso venezuelano como prioritário para exigir a mobilização de esforços e recursos de assistência humanitária em grande escala.

A entidade sugere ainda que as autoridades venezuelanas publiquem dados oficiais sobre doenças, epidemiologia, segurança alimentar e nutrição, para que a ONU possa avaliar de forma completa as necessidades humanitárias e a magnitude real da crise.

Mais de 150 pessoas, entre especialistas, profissionais de saúde, assistentes sociais, professores e líderes comunitários foram ouvidos na elaboração do estudo divulgado hoje (4).

Edição: Kleber Sampaio
Por Agência Brasil Brasília
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Cáceres e Região

Hospital São Luiz promove curso de capacitação sobre coronavírus

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A unidade promove entre os dias 13 e 14 treinamento específico para profissionais de saúde no atendimento da doença que já causou mais de mil vítimas na China
O Hospital São Luiz, em Cáceres (MT), irá promover treinamento para profissionais de saúde do município com o objetivo de orientar e trazer mais segurança no atendimento de casos suspeitos de coronavírus. O curso ocorre nesta quinta e sexta-feira, 13 e 14, no auditório do hospital, unidade da Pró-Saúde. O curso surgiu da iniciativa e parceria entre as secretarias Estadual e Municipal de Saúde e Hospital Regional. O treinamento com as orientações de atendimento será realizado pela Infectologista e diretora Técnica do São Luiz, Ana Maria Gonçalves.
O Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (nCoV-2019) foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China, que já registrou mais mil mortes provocadas pela doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública global por conta da epidemia e, recentemente, definiu a nomenclatura da nova cepa do coronavírus como Covid-19. Conforme o Ministério da Saúde, no Brasil, não há casos confirmados.
Sintomas
Entre os sintomas estão: febre e sintomas respiratórios como tosse, dor de garganta e dificuldade em respirar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência respiratória e sepse. É importante estar atento para casos de histórico de viagem para China nos últimos dias.
Como reduzir o risco de infecção pelo coronavírus?
Entre orientações de prevenção, fique atento as seguintes situações:
– Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;
– Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar;
– Usar lenço descartável para higiene nasal;
– Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
– Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
– Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
– Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
– Manter os ambientes bem ventilados;
– Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.
Caso apresente algum dos sintomas descritos acima, associado ao histórico de viagem recente para área de transmissão, a China, ou contato com alguma pessoa com suspeita de infecção pelo coronavírus, comunique a unidade de saúde mais próxima.
Atendimentos do Hospital São Luiz
Em 2019, o Hospital São Luiz (HSL) realizou 41.192 atendimentos entre internações, cirurgias, exames e partos, o que representa um aumento de mais de 1.200 atendimentos em comparação a 2018. Presente na história da região há 81 anos, o HSL coleciona avanços na excelência assistencial, desde dezembro de 2018, após se tornar uma unidade própria da Pró-Saúde.
Sobre a Pró-Saúde
A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.

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Mundo

Bolsonaro assina acordos e diz que “Brasil tem mar de oportunidades”

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Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante encontro bilateral com o Principe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, em Osaka, Japão.

No último dia de sua viagem à Ásia e ao Oriente Médio, o presidente Jair Bolsonaro assinou hoje (30) acordos com a Arábia Saudita e disse que o Brasil tem “um mar de oportunidades” e muito a oferecer aos investidores. “O Brasil está no caminho certo, hoje há uma independência de verdade entre os poderes Executivo e Legislativo, onde cada poder trabalha, mas voltado para o mesmo norte: o desenvolvimento do nosso país”, disse durante participação em um fórum sobre investimentos futuros.

“O Brasil tem um mar de oportunidades. Acredito que nenhum país do mundo tem o que nós temos, com toda a certeza, uma das melhores terras agricultáveis do mundo, que pode garantir aos senhores a segurança alimentar. No tocante à carne também, temos um mercado enorme, cada vez mais nossas plantas frigoríficas ganham certificação internacional”, disse, destacando ainda os juros e a inflação baixos, a queda do desemprego e do risco-Brasil e a aprovação da reforma da Previdência, que “é o remédio que tínhamos que aplicar para que o Brasil sobrevivesse”.

Antes do evento, em Riad, Bolsonaro se reuniu com o Ceo do SoftBank Group, Masayoshi Son, e com o rei da Arábia Saudita, Salman Bin Abdulaziz Al Saud. Foram celebrados atos em várias áreas, entre elas defesa e serviços militares; pesquisa industrial, desenvolvimento e tecnologia de defesa; cooperação cultural; e parcerias entre as entidades sauditas e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Também foi assinado acordo para a facilitação de vistos de viagem para cidadãos brasileiros e sauditas. Os vistos de visitas para os cidadãos dos dois países serão agora de múltiplas entradas, com prazo de validade de até cinco anos, para um período de estada de até 90 dias.

Na noite de ontem (29), Bolsonaro também participou de jantar com autoridades e investidores de diversos países e anunciou a parceria com o Fundo de Investimento Público saudita (PIF), que pode resultar no desenvolvimento de projetos de até US$ 10 bilhões no Brasil.

O presidente deixa hoje Riad, na Arábia Saudita. Ele esteve também no Japão, na China, nos Emirados Árabes e no Catar apresentando as reformas que o governo vem empreendendo na área econômica e as oportunidades de investimentos no país.

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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