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No Rio, agressores de mulheres terão de usar tornozeleira eletrônica

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De início, estado disporá de 20 equipamentos para presos do semiaberto

Homens que agridem mulheres no estado do Rio de Janeiro terão de usar tornozeleiras eletrônicas, como as utilizadas para monitorar presos do regime semiaberto pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Neste caso, a própria vítima vai perceber, por meio de um aparelho que vibra, que o agressor está em um raio de 200 metros, próximo à pessoa e infringindo decisão judicial. Isso revela a possibilidade de a mulher estar em iminente perigo pela proximidade.

A medida segue determinação judicial da 5ª Vara de Violência Doméstica, do dia 13 de junho. Para atender inicialmente a tais demandas, a Seap vai disponibilizar 20 equipamentos. Até o momento, a Justiça autorizou o uso de dois aparelhos.

De acordo com o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Alexandre Azevedo, a tornozeleira eletrônica, que já é usada no Rio desde 2011, fará com que o estado atue de maneira mais repressiva no combate à violência contra a mulher.

Os dispositivos eletrônicos adotados para o cumprimento da determinação prevista na Lei Maria da Penha dão à vítima mais segurança e aumentam a abrangência da fiscalização do Judiciário, com o fornecimento de informações relativas ao agressor, como locais percorridos, a partir de que horário ficou em sua residência, ou se ausentou da comarca onde reside, sem autorização judicial. Além disso, tais equipamentos certificam a distância entre o agressor e a mulher.

Segundo o Instituto Maria da Penha, a cada dois segundos, uma mulher é agredida de forma física ou verbal no Brasil.

O uso de tornozeleira  eletrônica no sistema prisional do Rio de Janeiro começou em 2011, após a alteração da Lei nº 12.403/2011, que trata de medidas alternativas e cautelares, por meio da monitoração eletrônica, adotadas pelo Judiciário.

Atualmente, cerca de 4.500 detentos do sistema penitenciário do Rio de Janeiro usam tornozeleira eletrônica. Desde 2015, 18.768 presos já foram monitorados.

Edição: Nádia Franco
Por Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil
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O sabor amargo do açúcar

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Reportagem alerta para o consumo excessivo da substância

Quantos gramas de açúcar você consome por dia? E quantos quilos são consumidos por ano na sua casa? O Caminhos da Reportagem mostra o quanto os brasileiros ainda são fascinados pelo açúcar e como esse componente interfere na saúde de quem exagera na dose.

O brasileiro consome, em média, 80 gramas de açúcar por dia. Em um ano, isso significa que foram ingeridos quase 30 quilos por pessoa. Desse total, cerca de 11 quilos estão em produtos industrializados. O consumo exagerado de açúcar correlacionado a outros fatores, entre eles o estilo de vida e o histórico familiar, pode trazer sérios danos à saúde, como câncer e diabetes tipo 2, o diabetes mellitus. Nossa equipe conversou com pessoas que se dizem viciadas em doces e outras que eliminaram o consumo de alimentos com adição de açúcar.

Quantidade de açúcar presente em cada alimento
Quantidade de açúcar presente em cada alimento – Reprodução/TV Brasil

Um acordo firmado em 2018 entre o Ministério da Saúde e presidentes de associações do setor produtivo de alimentos definiu que até 2022 o Brasil deve reduzir 144 mil toneladas de açúcar em produtos industrializados como bolos, misturas para bolos, produtos lácteos, achocolatados, bebidas açucaradas e biscoitos recheados. Para Cláudio Zanão, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), o ideal é não alterar as características finais do produto, para que o consumidor tenha, ao final da readequação, o sabor próximo ao que é encontrado hoje.

Bela Gil, chefe de cozinha e ativista
Bela Gil, chefe de cozinha e ativista – Reprodução/TV Brasil

Para a chefe de cozinha e ativista Bela Gil, “açúcar é uma droga como qualquer outra que precisa ser utilizada numa dosagem que não vá te fazer mal”. Mas, segundo o presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar, Evandro Gussi, o açúcar é mais um produto que está sofrendo uma “investida” de “movimentos que surgem com mais caráter ideológico do que com evidências de pesquisa”.

O programa também apresenta a iniciativa de uma escola de Brasília que desenvolve um projeto sobre alimentação saudável. Os alunos aprendem a fazer o próprio lanche e descobrem que os alimentos podem ser saborosos mesmo que o doce utilizado seja apenas a frutose, o açúcar natural das frutas.

Crianças preparam o próprio lanche e aprendem sobre alimentação saudável em Brasília
Crianças preparam o próprio lanche e aprendem sobre alimentação saudável em Brasília – Reprodução/TV Brasil

Ficha técnica Reportagem: Carlos Molinari
Produção: Pollyane Marques e Carlos Molinari
Apoio à produção: Aline Beckstein e Cláudia Bojunga
Imagens: Sigmar Gonçalves e Rogerio Verçoza
Apoio às imagens: Osvaldo Alves, Robson Moura, Eduardo Viné, Gabriel Penchel e André Rodrigo Pacheco
Auxílio técnico: Dailton Matos
Apoio: Thiago Pinto, Raimundo Nunes, José Carlos Soares, Jairom Ferreira, Maurício Aurélio Marcelo
Edição de texto: Suzana Guimarães
Edição de imagens: André Eustáquio, Rivaldo Martins e Márcio Stuckert
Arte: Julia Costa

Tags:  açúcar
Agencia Brasil
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Ajuda humanitária chega a famílias afetadas pelas cheias no Amazonas

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Ajuda humanitária chega a famílias afetadas pelas cheias no Amazonas

Operação Enchente já atendeu a 13 mil famílias em 15 municípios

A primeira fase da Operação Enchente, no Amazonas, atendeu 13.436 famílias em 15 municípios das calhas dos rios Juruá, Purus e Madeira. As famílias receberam do governo do estado, por meio da Defesa Civil, cestas básicas, kits de higiene e limpeza, redes, mosquiteiros, colchões, jogos de cama, travesseiros e ainda 92 purificadores de água do projeto Salta-Z.

O investimento em insumos foi de mais de R$ 8 milhões. Segundo o secretário executivo da Defesa Civil do Amazonas, tenente-coronel Francisco Máximo, o planejamento antecipado da operação permitiu uma resposta rápida à população afetada pela cheia. O atendimento foi em tempo recorde, disse Máximo, citando relatos dos próprios prefeitos. “Essa ajuda costumava chega em agosto, e muitas vezes o volume das águas já estava até baixando. Conseguimos atender 15 municípios de forma rápida, levando ajuda humanitária. Neste ano, de forma inovadora, levamos purificadores de água coletivos.”

Atualmente, dos 61 municípios amazonenses, 46 estão em situação de emergência por causa das cheias dos rios. Alguns exigem mais atenção da Defesa Civil, como é o caso de Anamã, na calha do Solimões, que está 100% debaixo d´água. De acordo com Francisco Máximo, o atendimento do hospital da cidade precisou ser transferido para uma balsa enviada pela Secretaria de Estado de Saúde.

“Anamã é um município que vem sofrendo há oito anos quando temos esses invernos rigorosos. A cidade fica totalmente debaixo d’água. A atenção é especial porque nós temos que ajudar o município a não sofrer colapso nos serviços essenciais básicos de energia, de transporte, de água potável, de comunicação. Foi redobrada a questão dos medicamentos. A Fundação de Vigilância em Saúde já forneceu vacinas de forma antecipada. Nós temos que realmente montar um aparato diferenciado para atender ao município”

O secretario Francisco Máximo informou que, das nove calhas do Amazonas, três já apresentam sinais de descida e seis devem continuar subindo até meados de julho. A Defesa Civil está preparando a segunda fase da Operação Enchente e prevê a distribuição de mais 200 purificadores de água que vão permitir o consumo permanente de água potável pelas comunidades afetadas pela cheia.

O sistema Salta-Z dos purificadores, desenvolvido por servidores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), segue o princípio da sustentabilidade com o uso de materiais ecologicamente corretos. O equipamento custa cerca de 25% menos que os modelos tradicionais e consegue atender a necessidade de consumo de mil pessoas por dia para beber e cozinhar.

Edição: Nádia Franco
Por Bianca Paiva – Repórter da Rádio Nacional da Amazônia
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