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Mato Grosso

MTI explica modelo de parceria estratégica para a empresa Red Hat

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A diretoria-executiva da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) demonstrou, durante reunião com gerentes da empresa Red Hat, o modelo jurídico que a MTI adotou para a estruturação de parcerias estratégicas, bem como o passo-a-passo do processo de formalização dessas parcerias. A reunião foi solicitada pela Red Hat, que é líder mundial no fornecimento de soluções open source para Tecnologia da Informação (TI) corporativa.

Durante a reunião, o vice-presidente da MTI, Cleberson Gomes, explicou aos representantes da Red Hat sobre as responsabilidades das empresas interessadas e sobre como foi construído este modelo de seleção e avaliação das interessadas, até a formalização da parceria de fato. Além disso, esclareceu todos os questionamentos feitos pelos gerentes da Red Hat.

A MTI é uma das primeiras empresas do país a adotar a Lei das Estatais (n° 13.303/2016) para formalização de parcerias.  A lei dá possibilidade de formalização de parcerias, nos casos em que a escolha do parceiro esteja associada a suas características particulares e vinculada a oportunidades de negócio definidas e específicas.

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“Dentro do nosso modelo de viabilidade, a base passa pelas parcerias estratégicas. O nicho que a MTI quer atuar é outro. Queremos ser provedores, pensar na tecnologia do Estado de modo global, pois tudo aqui no Estado passa pelo uso da tecnologia. Para nós é fundamental esse modelo de parceria”, disse.

Ainda segundo Cleberson, todo o processo proposto para formalização das parcerias foi baseado em avaliações técnicas e estudos jurídicos realizados pela MTI junto aos órgãos como Controladoria Geral do Estado (CGE) e Procuradoria Geral do Estado (PGE), de modo que a segurança jurídica, além da possibilidade de negócio, tem atraído várias empresas para parcerias.

“Estamos com uma série de propostas para avaliar dos parceiros. Estamos fazendo um filtro das demandas que o Governo quer e também para assegurar a viabilidade da MTI”, afirmou o vice-presidente.

Conforme o processo proposto, as empresas interessadas devem preencher um formulário identificando a empresa e seus interesses, que será analisado pela MTI. Após a modelagem do negócio – que estabelece critérios como a escolha do parceiro, a oportunidade de negócio, regras comerciais, planilha de preços, a forma de entrega dos produtos e a matriz de riscos – a parceria é analisada pelo setor jurídico e pela unidade de compliance. Depois disso é remetido à aprovação da diretoria da MTI e posterior autorização do Conselho de Administração da empresa. 

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Para Marcelo Faustino, gerente de vendas do governo da Red Hat, a reunião foi importante para conhecer o modelo de parceria estratégica adotado pela MTI, uma vez que ter essas informações permitem a Red Hat ter um direcionamento sobre qual o modelo seria o ideal em caso de possível parceria com a MTI. 

“Agora, entendendo esse processo, vamos fazer algumas reuniões internas para discussão do melhor modelo para vir apresentar para vocês, na verdade o que seria esse possível modelo e, se vocês concordarem, vamos submeter propostas”, encerrou.

Fonte: GOV MT
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Mais de 2 mil policiais militares concluem capacitação em Liderança e Inteligência Emocional

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Desde o ano passado, mais de 2 mil policiais militares mato-grossenses passaram pelo treinamento ‘Life Coaching – Liderança e Inteligência Emocional’, que tem como principal objetivo aprimorar a capacidade dos policiais de exercerem a liderança e se desenvolverem no trabalho, em família e no convívio social.

Na última sexta-feira (18.10), em Cuiabá, foi realizada a apresentação dos resultados dos cursos realizados. Com formação de coaching em Inteligência Emocional pelo Instituto Destiny e IBC – Instituto Brasileiro de Coaching e longa experiência na área, a oficial PM Rosalina Pinho, responsável pelo curso, fez um balanço desse trabalho em um encontro com o comandante-geral, coronel Jonildo José de Assis, comandantes-adjuntos, comandantes de unidades e outros militares. 

Ela explicou que essa capacitação teve como proposta trabalhar a questão do estresse, da pressão decorrente da atuação policial. “Conseguimos atingir o objetivo, capacitamos mais de 2 mil militares de forma inédita, com instrutores da própria instituição” observou Rosalina.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, agradeceu Rosalina Pinho pela disposição em ofertar o curso, aos oficiais presentes no encontro e aos comandantes regionais por reconhecerem a importância das diversas formas de conhecimento e da busca contínua pela melhoria do policial enquanto profissional e cidadão que integra a sociedade.

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Assis disse que o objetivo é dar continuidade ao projeto até que todos os 7.500 policiais tenham freqüentado o curso.

(Com supervisão da jornalista Alecy Alves)

Fonte: GOV MT
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Cadeia de Nova Mutum ampliará trabalho extramuros para 28 reeducandos

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A Cadeia Pública de Nova Mutum (242 km ao Norte de Cuiabá) ampliará o número de reeducandos em trabalhos fora da unidade. Atualmente, 12 exercem atividades extramuros e são remunerados. A expectativa é que este número suba para 40, com a renovação do contrato entre a Fundação Nova Chance e a Cooperativa Mutuense de Trabalho (Coomuserv). O interesse de praticamente triplicar as vagas foi manifestada pela cooperativa, em função do bom desempenho dos recuperandos ao longo dos anos.

A cooperativa presta serviços de limpeza e conservação de bens imóveis. O contrato foi firmado em 2014 e, desde então, tem sido renovado, ampliando as oportunidades às pessoas privadas de liberdade. “Como está no prazo de renovação, manifestamos a vontade de ter mais trabalhadores, pois são muito dedicados. Alguns que ganharam liberdade continuam trabalhando conosco, outros abriram o próprio negócio com o dinheiro que ficou guardado neste período”, ressaltou o diretor da Coomuserv, Antônio Marcos Bernardes.

Ele frisou ainda que entre todos os reeducandos que passaram pela cooperativa, nenhum reincidiu no sistema penitenciário e não houve fugas ou intercorrência durante as atividades de trabalho. “Existe uma triagem antes feita pela unidade, com acompanhamento psicossocial, mas também conversamos com eles antes de iniciarem o trabalho e os preparamos, sempre com muito respeito. Eles são tratados como cooperados, trabalham em condições iguais aos demais e têm o convívio social valorizado”, avaliou.

A Cadeia Pública de Nova Mutum também recebeu a visita do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do Sistema Penitenciário, na sexta-feira (18.10). Foi realizada ainda uma audiência pública no Fórum da Comarca da cidade, com o objetivo de discutir questões relacionadas à estrutura e oferta de trabalho extramuros aos reeducandos.

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O supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, fez uma avaliação deste ciclo de visitas na região Norte do estado. “Todas as unidades precisam rever as condições estruturais, especialmente as de Alta Floresta e Peixoto de Azevedo. Além das questões de capacidade das celas, de capacitação para o trabalho e também ao estudo, precisamos pensar no atendimento à saúde da população carcerária. O risco de contaminação de doenças não se restringe aos reeducandos, mas também atinge os agentes penitenciários e a sociedade de uma forma geral”.

A unidade possui hoje 116 reeducandos, sendo 58 condenados e 58 provisórios. De acordo com o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, o caminho é a ressocialização. “A proposta de trabalho move os aspectos econômico e social de uma cidade e impacta positivamente também na melhoria da segurança pública, pois desafoga a parte repressiva. Com oportunidade de emprego àqueles que realmente querem, não há reincidência no crime”.

Ele também agradeceu o apoio da Prefeitura, das empresas, a sociedade, os Conselhos locais e todos que são parceiros da iniciativa. Um exemplo é o Conselho da Comunidade, formado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Defensoria Pública, classe empresarial, outras instituições e da população.

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O presidente, Wallison Kenedi de Lima, citou que foram ofertados aos recuperandos cursos de alvenaria, pintura, elétrica, entre outros, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). “Tivemos em média participação de 16 pessoas em cada um deles e não houve qualquer intercorrência. Com isso, 12 deles já atuaram na pintura de prédios como o Batalhão de Corpo de Bombeiros e de uma escola estadual, ou seja, estão contribuindo e aplicando o que aprenderam”.

Sala de aula

No total, 20 recuperandos da unidade exercem atividades laborais, dos quais oito são intramuros. Também é realizado projeto de marcenaria e 13 frequentam as aulas na sala da Escola Estadual Nova Chance. Durante a visita do Grupo de Monitoramento e Fiscalização, J.M.F. estava concentrado, lendo, na sala de aula. Aos 55 anos, concluiu o Ensino Fundamental dentro da Cadeia Pública, e também atua em serviços intramuros.

Ele afirmou que pretende continuar estudando e que tem o sonho de se tornar um advogado. “Sempre tive vontade de estudar, mas nunca tive oportunidade, porque meus pais moravam na roça e a escola ficava muito longe. É muito bom ter conhecimento e ajuda a ter mais desenvoltura também, além do tempo passar mais rápido. Sei que é difícil, mas estou me esforçando muito, procuro sempre ler e quero fazer faculdade quando sair”, disse, confiante.

Fonte: GOV MT
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