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Mortes na fila por um leito de UTI, falta de insumos e funerárias sem férias: os sinais do colapso na saúde brasileira

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Por Fábio Manzano e Camila Rodrigues da Silva, G1

      O Brasil dá sinais de um colapso em seu sistema de saúde. Mais que isso: segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o país passa pela maior crise sanitária e hospitalar da história.

Pacientes morrem na fila à espera de um leito de UTI, hospitais alertam para a falta de insumos e até mesmo as funerárias falam em cancelar as férias de funcionários.

“O Brasil já colapsou”, afirma em entrevista ao G1 Gonzalo Vecina, médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP.

 

Leitos de UTI

 Em São Paulo, estado que tem a maior estrutura hospitalar do país, antes do fim de março, morreram pelo menos 135 pessoas à espera de uma vaga na UTI.

     Entre as vítimas, há um menino de três anos e uma jovem de 25, no interior do estado. Mas as cidades com maior registro de mortes na fila da UTI estão na Grande São Paulo.

     No Paraná, o número foi ainda maior: foram 500 mortos aguardando a disponibilidade de leitos de UTI e enfermaria, segundo o governo do estado. Até sexta-feira (19), 1.196 paranaenses aguardavam por uma vaga.

     “Nós vamos ter diferentes situações no Brasil”, diz Vecina. “Alguns vão conseguir controlar, outros não. Sem isolamento, a única saída seria aumentar o número de leitos, mas é muito difícil acertar a demanda.”

     Professor da Universidade de Duke (EUA), o neurocientista Miguel Nicolelis disse em entrevista ao jornal “O Globo” que, antes de se esgotar, uma taxa de ocupação de 90% dos leitos de UTI já é preocupante.

“Só na logística para achar o leito e transferir, as pessoas vão morrer. O Brasil inteiro colapsou”, disse Nicolelis.

O G1 consultou secretarias da Saúde, centrais de regulação, hospitais, prefeituras e até a Defensoria Pública para analisar a situação dos leitos da UTI. Em ao menos 16 estados, já houve mortes de pacientes com Covid-19 ou com suspeita da doença na fila por uma vaga.

     No Rio Grande do Norte, por exemplo, segundo a Central de Regulação, 156 óbitos foram registrados neste ano.

     O Ministério da Saúde chegou a requisitar mais de 665 mil medicamentos de um dos maiores fabricantes do país após prefeitos e governadores alertarem o governo federal sobre a escassez de produtos diante do aumento na quantidade de pacientes com Covid-19 internados nos hospitais.

     Um levantamento feito pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) indicou que o oxigênio destinado a pacientes de Covid-19 está prestes a acabar em pelo menos 76 municípios de 15 estados. Já a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) disse que só tem medicamento para mais 4 dias.

     “Os sinais são claros”, diz Nicolelis. “Não sei como alguém ainda não vê o tsunami que vai varrer o Brasil. Não vai mais ser só crise sanitária, começam a ter distúrbios sociais.”

Falha no abastecimento de oxigênio

     Outras situações críticas têm sido verificadas pelo Brasil. No Rio Grande do Sul, pelo menos seis pessoas morreram depois de uma falha no fornecimento de oxigênio, segundo o governo do estado.

     Um hospital da Região Metropolitana de Porto Alegre registrou “instabilidade na distribuição do oxigênio” por cerca de 30 minutos.

     Todos os pacientes tinham Covid-19, mas a instituição diz não ser possível determinar se as pessoas morreram pela falta do oxigênio. No momento da falha, 26 pessoas recebiam ventilação mecânica.

     Na maior cidade do país, dez pacientes precisaram ser transferidos com urgência depois de um problema no fornecimento de oxigênio durante a madrugada deste sábado.

     Segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo, houve atraso na entrega do gás e, por conta disso, o município “transferiu pacientes por segurança”, mas o fornecimento já foi normalizado.

Faltam caixões, funerárias sem férias

     Por conta do alto número de mortes – apenas na última semana, foram mais de 2 mil a cada dia – as funerárias vêm encontrando problemas com a possível falta de materiais para a produção de caixões.

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     A Associação dos Fabricantes de Urnas do Brasil (Afub) disse que aumentou sua produção em 20% neste ano, mas vem enfrentando dificuldades para comprar matéria-prima – madeira serrada e compensada.

     Já uma recomendação da Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif) pediu a suspensão temporária das férias de funcionários do setor diante do aumento de mortes.

     Entre as medidas, além da suspensão de férias pelos próximos 60 dias, está a recomendação de que se mantenha um estoque dos materiais para sepultamento três vezes maior do que o necessário para o atendimento em um mês comum.

     Outro sinal do alto número de mortes foi registrado nas portas de um cartório do Rio Grande do Sul, onde uma fila foi formada em frente ao registro de óbitos – que passou a atender em horário ampliado.

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Cáceres e Região

Governo do Estado libera consumo de bebidas em bares, restaurantes e lanchonetes

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Por Lucas Rodrigues/Secom

O Governo de Mato Grosso atualizou as medidas restritivas contra o avanço da covid-19 no estado. As novas regras foram assinadas nesta sexta-feira (16.04) pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, e passam a valer imediatamente.

Entre as principais mudanças, está o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, que passa a ser das 5h às 22h, de segunda a sábado. Anteriormente, era permitido das 5h às 20h.

Nos domingos, fica mantido o horário de 5h às 12h, com exceção dos restaurantes, inclusive os de shopping centers, que poderão funcionar até 15h.

Outra alteração é em relação ao funcionamento de restaurantes e similares nas modalidades take-away (pegue e leve) e drive-thru, que poderá funcionar até 22h45. A regra anterior permitia até 20h45. Os serviços de delivery continuam autorizados a funcionar até 23h59.

Já o toque de recolher passa a valer a partir das 23h, e não mais após às 21h. Também passa a ser permitido o consumo de bebidas alcoólicas nos locais de venda, desde que restrito aos clientes sentados à mesa e respeitados os limites de capacidade e horário.

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Todas essas medidas terão que ser aplicadas em todo o estado, mesmo se a classificação de risco do município indicar normas mais brandas. As restrições terão validade enquanto a taxa estadual de ocupação de UTIs for superior a 85%.

Já as demais restrições serão recomendadas aos municípios com base na tabela de classificação de risco, em sintonia com as normas gerais.

As forças de Segurança irão atuar de forma a impedir qualquer tipo de aglomeração em todas as regiões.

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Cáceres e Região

Em Cáceres interinos assumem Agricultura, Educação e Saúde

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Assessoria

A prefeita Eliene Liberato Dias e o vice-prefeito Dr. Odenílson, deram posse a três novos secretários no final da tarde de sexta feira, (16), no Gabinete da Prefeitura Municipal de Cáceres. Na Pasta da Educação, em substituição a Laurenir Ramos Cebalho Ribeiro, assumiu Liamara Rodrigues da Silva.

A nova secretária é professora efetiva da Rede Municipal de Ensino, atuou como diretora na Escola Municipal de Educação Infantil “Madre Maria Estevão”, no período de 2017 a 2019, onde estava lotada. Por 30 dias, a contar de 14/04, estará em substituição à Laurenir, que se encontra de férias.

Na Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, em substituição a Corgésio Albuquerque, tomou posse Vilson Sato. Pecuarista e Assessor Parlamentar do Deputado Dr. Leonardo Albuquerque. A Enfermeira Elis Fernanda de Melo Silva, assume a Secretaria de Saúde interinamente, na vaga deixada pelo Dr. Sérgio Arruda. Elis é graduada em Enfermagem, com Pós Gestão Pública.

A prefeita disse que trocas são necessárias, agradeceu a colaboração dos antigos gestores das pastas e desejou um bom trabalho aos novos empossados.

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“Ao cumprimentá-los e desejar as boas vindas, gostaríamos de dizer que foram escolhidos pela gestão, em função do excelente trabalho desenvolvidos no decorrer de suas vidas profissionais. Muitas vezes a oportunidade é dada apenas uma vez, e temos que nos esforçar ao máximo para segurá-la. Depositamos toda nossa confiança em vocês, que estarão ocupando talvez a três pastas mais importantes da nossa administração. Teremos sim muitos embates, porém com a união de todos, superaremos os obstáculos que aparecerem. Desejamos muito equilíbrio, garra, determinação, além da busca constante por resultados e alcance de metas. Por último, solicitamos que sempre considerem o lado humano em suas ações, além da honestidade e transparência com a coisa pública”, finalizou.

O vice prefeito Dr. Odenílson, que desejou boas vindas aos novos empossados, reforçou o fato de terem sido escolhidos, e destacou que deveriam se sentir orgulhosos de pertencer a uma Gestão que tem como Plano de Metas, trabalhar para dar o melhor para o povo de Cáceres, que a escolheu para traçar os destinos do município nos próximos quatro anos.

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Os decretos de nomeação das Secretárias de Saúde e Educação, serão publicados no Diário Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso, na edição do dia 19/04/2021. O Decreto de Vilson Sato foi publicado no dia

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