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Morrinhos, a nova batalha

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Com o estudo que chegou e mais a ZPE em Cáceres

Depois de dois anos de trabalho foi concluído o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea) de trecho da Hidrovia Paraguai-Paraná, feito pela Universidade do Paraná em convênio com o Dnit.

O estudo é entre Cáceres e Porto Murtinho ou 1.270 km da hidrovia que tem, no total, 3.440 até Nova Palmira na saída para o Atlântico. Foram feitas duas apresentações do Evtea, uma em Cáceres, outra em Corumbá.

A conclusão do estudo é que há viabilidade técnica, econômica e ambiental da hidrovia e também do Porto em Morrinhos que chamam de Santo Antonio das Lendas. Se, claro, forem, obedecidas certas ponderações do grupo que fez o estudo. Com o estudo que chegou e mais a ZPE em Cáceres é tempo de retomar a discussão sobre a hidrovia e o novo porto.

Revitalizaram recentemente o porto no rio Paraguai na cidade de Cáceres. Trabalho importante, mas o porto é pequeno para o que vem por aí. Só um exemplo ilustra isso.

MT e os estados da Amazônia consomem, arredondando os números, 800 mil toneladas de trigo por ano. Toda a região produz metade disso. O restante poderá vir da Argentina pela hidrovia. O porto em Cáceres é para 300 mil toneladas, não comportaria nem a importação do trigo da Argentina. A batalha agora é pelo porto em Morrinhos que pode levar também soja e milho do estado para o Atlântico.

Não esquecer que essa hidrovia sempre existiu. Não está sendo inventada agora. Ela foi o caminho para a conquista de MT. O inicio imediato da Guerra do Paraguai, como um exemplo, se deu quando os paraguaios prenderam em Assunção o vapor Marquês de Olinda que trazia para Cuiabá o novo governador de MT, engenheiro Frederico Campos. Interessantemente, entre 1979-1983, MT teve um governador chamado Frederico Campos e também engenheiro. Outra coincidência é que ambos foram governadores nomeados.

Voltando ao atual momento histórico. A ZPE em Cáceres terá vantagens tarifárias federal, estadual e municipal, além de matéria prima para industrialização praticamente no quintal. A hidrovia Paraguai-Paraná passa nos países do Mercosul, Paraguai, Argentina, Uruguai e sai no Atlântico.

Hidrovia é o meio de transporte mais barato que existe e levaria produtos (traria também, claro) para os países do Mercosul que é uma integração econômica. Numa integração os países membros tem que abaixar tarifas de importação dos parceiros integrados.

Se o sonho permitir, tem ainda produtos da Zona Franca de Manaus que poderão ir por água até portos do Pará, descer pela rodovia 163 até Morrinhos e pela hidrovia chegar ao Mercosul sem precisar percorrer milhares de quilômetros pelo mar, como hoje.

Portanto, partindo de Cáceres se tem uma ZPE com muitas vantagens em isenções fiscais, mais matéria prima para agroindústria pertinho, tem ainda transporte por água que é o mais barato de todos e a integração econômica do Mercosul. Se tudo isso junto não der certo é melhor meter a viola no saco e ir cantar em outro lugar.

Alfredo da Mota Menezes é professor universitário e analista político  e-mail: pox@terra.com.br   site: www.alfredomenezes.com

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HIGH SCHOOL: Jovens cuiabanos fazem intercâmbio pelo mundo

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Melissa foi para o Canadá e Kenui para os Estados Unidos. Eles têm em comum o relato da uma experiência inesquecível de ensino médio (high school), viagens e amigos.

Melissa Assunção Ribeiro, 18 anos, tinha um sonho de morar em outro país e vivenciar uma nova cultura. Com apoio da família, ela viajou para British Columbia, no Canadá, para passar 10 meses estudando em uma escola de período integral e morando com uma família canadense. A experiência foi tão positiva que a jovem se emociona e diz que deixou uma nova família do outro lado do mundo.

“Apesar das diferenças culturais, morei em uma cidade muito tranquila, organizada, com pessoas extremamente educadas e receptivas, fiz amigos de vários lugares do mundo e acabamos ficando muito próximos, o intercâmbio foi a melhor experiência da minha vida e não vejo a hora de voltar ao Canadá”, afirma a estudante, que participou de um programa de high school.

Ela conta que entre os desafios de morar no novo país, inicialmente, pegar ônibus foi algo bem difícil, pois nunca fez uso de transporte público no Brasil e não sabia como funcionava. Ter que fazer isso em outra língua e em uma cidade desconhecida exigiu bastante atenção e paciência. A segunda coisa mais complicada: a alimentação, que é quase que toda artificial e de micro-ondas. “Confesso que não aguentava mais e até preferia comer fora, em restaurantes”.

Melissa conta que por ser um lugar muito frio, é comum haver secadora de roupas no Canadá, além disso, as casas diferentemente do Brasil não são equipadas com tanque de lavar, algo que a incomodou. “Não tinha como lavar nada à mão, nem roupa, nem sapato, confesso que estranhei muito, mas se deparar com uma nova cultura é assim, um convite a respirar fundo e não julgar. A gente precisa ir bem aberto, sem expectativas e preparado para o novo”.

Com embarque previsto para meses de janeiro e agosto de 2020, o programa de intercâmbio high school é uma oportunidade para estudantes do ensino médio de Mato Grosso, nas faixas etárias de 13 a 18 anos e que tenham conhecimento intermediário da língua inglesa. Anualmente, mais de 300 mil brasileiros têm buscado oportunidades de estudo no exterior, dos quais a maioria para Estados Unidos e Canadá, conforme a Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association).

A diretora da Experimento Intercâmbio, Magali Oliveira, organizadora do programa no Estado, explica que essa é uma forma de aprofundar novos conhecimentos, turbinar o currículo e desenvolver habilidades sociais e emocionais, como resiliência, independência, senso de responsabilidade, empatia e respeito. Além de uma oportunidade de viajar e fazer novos amigos.

“Este é um investimento que vale muito a pena, pois as escolas norte-americanas e canadenses, principalmente, são referência em educação no mundo. Os estudantes brasileiros têm acesso aos melhores currículos, com aulas extras em artes, esportes e até robótica, é uma formação que oferece passaporte para universidades de alto nível”, frisa a especialista na área.

Para o estudante Kenui Pereira Yamashita, 18 anos, que participou do programa em Wilmington, na Carolina do Norte, entre agosto do ano passado e julho deste ano, a experiência foi absolutamente perfeita. O mais difícil, segundo ele, no começo é a saudade da família, que realmente dói muito, e em seguida a barreira linguística.

“Quando a gente se adapta tudo flui e é uma oportunidade incrível para viajar, fazer amigos e estar com uma família diferente da nossa, mas que faz de tudo para a gente se sentir bem e feliz, o que mais adorei foram as viagens, conheci muitas cidades, praias, fui a Nova Iorque e passei momentos inesquecíveis”.

Segurança é palavra-chave

Mais que escolher a escola, Magali acrescenta que este pacote inclui algo inédito em Mato Grosso, que é a preparação e o acompanhamento da família e do aluno no processo que antecede a viagem, o que inclui palestras e workshops. A consultoria tem continuidade durante a viagem, com uma unidade local atendendo o jovem, além da preparação dos pais para receberem de volta o filho.

“Temos um encontro que chamamos de ‘E se fosse com seu filho?’ e outro que é ‘preparando o ninho’, que ajudam as famílias a lidar com as duas situações que são diversas, quando ficam sozinhos e o filho vai para o intercâmbio, e quando o jovem retorna diferente, com novos hábitos e mais maduro e independente, para alguns pais isso é um choque”, explica.

O intercâmbio, especialmente de longa duração como o high school, que pode ser de 6 meses a um ano, envolve um grau maior de complexidade e por isso é importante haver planejamento, que conforme a organizadora, requer no mínimo três meses de antecedência. Para ser uma experiência realmente positiva, a palavra-chave é segurança.

“É importante a família buscar orientação desde como fazer a documentação que o país exige até sobre o que levar na mala, como se portar nos aeroportos, a maneira de agir na casa família, porque existem regras que devem ser seguidas para que tudo seja realmente bom. Como orientadora, mostro aos jovens e aos pais sobre todos esses detalhes “.

Sobre o high school

Esse intercâmbio é voltado para jovens de 13 a 17 anos (sob consulta para estudantes de 18 anos). Para poder se inscrever, é preciso ter boas notas e apresentar proficiência intermediária na língua do país onde irá estudar. Entre os países disponíveis estão: EUA, Canadá, Austrália, Inglaterra, Irlanda, Nova Zelândia, Suíça, Alemanha, Argentina, Chile, Espanha e França. A cartela de idiomas varia entre inglês, francês, alemão e espanhol.

Sobre o investimento, os valores com a Experimento Intercâmbio Cuiabá variam conforme país, cidade e período, mas estão entre 7.465 a 52 mil dólares. O pacote é parcelável em até 12 vezes no boleto sem juros (não inclui a passagem aérea). Esse é o intercâmbio mais tradicional que existe e a Experimento Intercâmbio tem uma experiência de 54 anos de atuação no Brasil.

Outras informações: (65) 3627-6267, das 10h às 21h; ou no e-mail cuiaba@experimento.com.br. A Experimento Intercâmbio fica em Cuiabá, no Shopping 3 Américas – piso térreo. Nas redes sociais: https://www.facebook.com/experimentocgb/ https://www.instagram.com/experimento_cuiaba/

Rose Domingues Reis
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Ser professor é tocar o coração dos jovens

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E aí ela entrou na sala de aula, era bonita, perfumada e tinha um sorriso lindo. A primeira professora a gente nunca esquece. Um dia então, eu escolhi também ser professora. Um dia eu dei ouvidos para a minha vocação e ela se tornou um dom e ficou cada vez mais enraizada na alma e no coração, e a partir daí eu me envolvi completamente.

Esse sentimento é meu e de muitos educadores, profissionais da educação que convivem diariamente com jovens e crianças. É preciso encantar e ficar encantado com os desafios, com as adversidades, com as coisas boas da vida, bem como driblar as dificuldades do dia a dia.  Vivemos num tempo de mudanças que acontecem numa velocidade muito grande. O objetivo maior e principal do educador é estar cada vez mais aliado a essa realidade atual, mas nunca deixar de tocar o coração dos jovens, numa atuação mais afetiva e próxima – criando vínculos, fazendo – os crescer cada um no seu ritmo, no seu tempo, mas abraçando a vida com dedicação e cuidado.

Falar na profissão de professor é falar de afeto, tolerância, amor, cumplicidade, é compartilhar conhecimento, construir uma rede de aprendizado, é encher os olhos de lágrimas quando nossos alunos nos encontram, quando nos localizam nas redes sociais, quando precisamos acolhê – los nas dificuldades, quando já são profissionais e também nos acolhe nos seus consultórios, nos seus escritórios, nos seus ambientes de trabalho.

Ser professor é uma missão, que visa não só aprendizagem, mas o desenvolvimento humano de forma integral e apesar dos entraves, manter- se apaixonado pela profissão é um grande desafio.  Continuar acreditando sempre no ser humano que é único em sua essência. O único capaz de se transformar.
Vivenciamos no nosso dia a dia a filosofia de Dom Bosco, e mesmo nos dias de hoje ela continua atual, quando falava dos jovens dos quais cuidava e amava: “Perto ou longe, estou sempre pensando em vocês. Só tenho um desejo: vê – los   felizes no tempo e na eternidade.”

Neste dia 15/10, saudemos a todos os professores que abraçaram a carreira do magistério e nela tiveram seu encontro pessoal com a paixão de educar e o amor pelos jovens. Celebre seu dia!

Maria Beatriz Curado é pedagoga, psicopedagoga e neuropsicopedagoga e trabalha há 32 anos na educação. É coordenadora pedagógica no Colégio Salesiano São Gonçalo há 27 anos. 

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