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Cáceres e Região

Ministério Público requer estudo para possível intervenção estadual no Hospital São Luiz

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Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

As deficiências estruturais, administrativas e financeiras que assolam o Hospital São Luiz, em Cáceres, administrado pela empresa Pró-Saúde, levam o Ministério Público Estadual (MPE) a solicitar possível intervenção do Estado, na unidade. O promotor Rinaldo Segundo enviou na tarde de ontem um “despacho” ao Escritório Regional de Saúde, solicitando a realização de estudo para a eventual intervenção.

O MPE sugere na proposta que o Escritório Regional de Saúde, elabore um estudo quanto a possibilidade ou não de intervenção. Caso seja confirmado o caos que tomou conta da unidade, nos últimos meses, o Estado, através da Secretaria de Estado de Saúde (SES) passe a gerir a administração do hospital com a finalidade de se buscar a garantia do atendimento dos serviços de saúde pública à população.

A situação vivenciada no hospital, nos últimos tempos, beira ao caos. Os médicos estão com salários atrasados há mais de 5 meses e ameaçam suspender os atendimentos se até o próximo dia 6 de dezembro não for efetuado o pagamento. Os demais servidores – enfermeiros e técnicos – somente nesta semana receberam os salários relativos ao mês de outubro. O pagamento só foi efetuado depois que ameaçaram paralisar as atividades.

Há informação, dos profissionais de saúde, de que na unidade faltam equipamentos de trabalho e medicamentos básicos, como Dipirona, Buscopan, Dramim, entre outros. As direções do Hospital Regional e da Secretaria Municipal de Saúde confirmam que fazem constantes empréstimos de equipamentos e tais medicamentos, para socorrer o São Luiz e automaticamente os pacientes.

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As denúncias sobre o caos que se instalou no hospital são em todos os setores. Além da falta de equipamentos de trabalho e medicamentos, há informação de que a alimentação servida aos funcionários e pacientes é de má qualidade. E, em plena pandemia do Covid-19 o hospital fechou a ala de atendimento das vítimas da doença. Atualmente, todos os infectados são encaminhados para o Hospital Regional.

Apesar das inúmeras reclamações de enfermeiros, médicos e pacientes, o hospital nega as irregularidades. Diz que não procedem tais denuncias. A direção da Pró-Saúde, empresa que administra a unidade, responsabiliza o governo pelo estado de penúria. Afirma que os medicamentos existem e que só não faz o pagamento dos salários aos funcionários e profissionais de saúde em tempo hábil porque, a Secretaria de Estado de Saúde demora para realizar os repasses devidos a unidade.

O prefeito Francis Maris Cruz, há muito tempo, defende a ideia de intervenção do governo estadual ou federal no hospital. Um grupo de vereadores eleitos estuda a possibilidade de se reunir com a direção da Pró-Saúde, em São Paulo para expor a situação e resolver o problema que se arrasta há quase um ano. A reportagem entrou em contato com a direção da empresa e aguarda um posicionamento.

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NOTA À IMPRENSA

A Pró-Saúde informa que não teve acesso ao despacho da 1ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cáceres, citado pela reportagem. A entidade está à disposição para prestar qualquer informação que possa contribuir com a perenidade do Hospital São Luiz.

A Covid-19 agravou a crise no país, atingindo diretamente a economia da maioria dos hospitais brasileiros. No caso do São Luiz, não foi diferente. Uma das principais fontes de receita, as cirurgias eletivas, foram canceladas por determinação das autoridades sanitárias, em razão da covid.

Mesmo assim, na pandemia, o hospital desempenhou um papel extremamente importante no atendimento dos doentes: até julho foi a única unidade de saúde de Cáceres que cuidou de casos leves e graves de covid-19.

Este contexto de atendimento SUS (Sistema Único de Saúde), é importante destacar, tem contado com repasses dos governos Estadual e Federal.

Com mais de 50 anos de história, a Pró-Saúde reafirma sua missão de cuidar da vida das pessoas, fortalecendo seu compromisso com a perenidade do Hospital São Luiz, dada sua relevância para Cáceres e oeste mato-grossense.

O esforço sempre foi — e continuará sendo — alcançar o equilíbrio financeiro para seguir avançando na melhoria dos serviços de saúde prestados aos pacientes.

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Cáceres e Região

Eliene anuncia decretação de toque de recolher para frear disseminação do coronavírus em Cáceres

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Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

            A prefeita Eliene Liberato Dias anunciou, para os próximos dias, a decretação do “Toque de Recolher”, em Cáceres. A medida, de acordo com a prefeita, será adotada para frear a disseminação do coronavirus no município. Até na quinta-feira (14/1), de acordo com dados da Secretaria de Saúde, o número de infectados já havia ultrapassado a 4.600 casos.

            “Devo reunir com a equipe de saúde, nas próximas horas, para deliberar sobre essa situação (decretação do toque de recolher) ” afirmou a prefeita em entrevista a uma emissora de rádio, na manhã desta sexta-feira.  Por enquanto, conforme a prefeita, medidas mais rigorosas como a decretação de lockdown (fechamento total) não estão sendo cogitadas.

            Os termos da medida ainda não foram definidos. O último toque de recolher foi decretado no dia 7 de setembro do ano passado devido ao acentuado casos de contágio e vários óbitos registrados no município. À época a circulação de pessoas nas ruas da cidade foi proibida das 20h até às 5h do dia seguinte.

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            O anúncio da medida foi feito pela prefeita, na manhã desta quinta-feira, momentos antes de seguir para Cuiabá, em companhia do secretário de Saúde, Sérgio Arruda, para uma reunião com a equipe do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, no sentido de viabilizar a contratação de, pelo menos, 5 novos leitos de UTI junto ao Hospital São Luiz.

            A situação é preocupante, destacou Eliene, afirmando que informações de órgãos de saúde, indicam que, nos próximos 15 dias, deverá ocorrer uma onda de infecções em todo o país, e Cáceres, não será diferente. “As informações são de que nos próximos 15 dias haverá um crescimento muito alto dos casos. Temos que viabilizar novos leitos de UTIs para socorrer e salvar a vida”

            O número de contaminação em Cáceres, pulou em poucas horas de 4.471 para 4.610. Ao todo, foram registrados desde o início da pandemia, 135 óbitos. A taxa de ocupação dos leitos enfermarias do Hospital Regional, único que está atendendo pacientes do coronavirus no município, é de 90%. As informações são de que, nos últimos dias, vários pacientes foram encaminhados para UTIs na capital do Estado.

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Eliene Liberato reúne com Secretário de Saúde do estado e viabiliza novos 05 leitos de UTI

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Assessoria
Após a deliberação de várias ações de combate ao novo Coronavírus, como a edição do Decreto nº 031/2021, que determina medidas de caráter emergencial, frente às práticas e orientações preventivas da Covid-19, a Prefeita Eliene, acompanhada do Vice Prefeito Dr. Odenílson, além do Secretário de Saúde Sérgio Arruda,  esteve na capital Cuiabá, ontem (13/01),   em audiência com o Secretário Estadual de Sáude, Gilberto Figueiredo.

“Apresentamos  ao Secretário  dados de 4.471 (quatro mil quatrocentos e setenta e um) casos confirmados de contaminação pelo Coronavírus em Cáceres, o crescimento da curva epidemiológica e a ocupação média de 80 a 90% dos leitos de enfermarias, bem como a ocupação média de 90 a 100% dos leitos de UTI do Hospital Regional até o dia 12/01/2021.

Com a participação de  mais 04 Prefeitos da região, entre eles o Presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste de Mato Grosso – CISOMT, Professor Malto, Prefeito de Salto do Céu,  solicitamos    que o Estado contratualize 10 (dez)  leitos de enfermaria e 10 leitos de UTI no Hospital São Luiz;  a adequação do prédio onde se encontra a Central da  Covid;  a contratação de mais equipes da saúde; além  da parceria em exames laboratoriais e de imagem o mais rápido possível”, destacou  Eliene.

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Por outro lado o Secretário Gilberto passou dados alarmantes de infestação pelo novo coronavírus no Estado, superior ao registrado no  pico da doença no mês de setembro de 2020.

“Como resultado da audiência, recebemos do Secretário a confirmação da existência de contrato em vigência de 05 leitos de UTIs firmados com o Hospital São Luiz, bem como a possibilidade de contratualizar mais 05 leitos para tratamento da Covid-19. Logo mais,  no período da tarde, o Dr. Sérgio, Secretário Municipal de Saúde,  estará reunido com o Diretor do Hospital São Luiz,  finalizando os detalhes para que definitivamente essas UTIs possam entrar em operação, salvando vidas de cidadãos cacerenses e da região. Com relação às outras demandas, ficamos aguardando  deliberações”, disse a Prefeita.

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